Nao acho que me perdi não. Vc argumentou 2 problemas: o ato em si, que seria a depredação e a "exploração" do labor dos vulneráveis. Quanto ao primeiro, argumentei que não entendo ser problemático pq é como destruir correntes de escravagistas. Que isto seja ilegal é irrelevante, pois moralidade e legalidade são 2 eixos cartesianos. Quanto ao segundo, estou defendendo que a imoralidade encontra-se na situação em que a pessoa vive, e não em que seu labor seja livremente negociado. Eu já vendi hora para fazer coisa bastante perigosa, em locais insalubres, e hoje vejo que isso muito me ajudou, embora pudesse ter morrido. Negar ao vulnerável a oportunidade de vender seu trabalho torna a "adoção" do infeliz a única forma de auxílio, não? Ele só sairia dessa por caridade. É claro, ele está em situação de desvantagem para negociar. Mas alguém se pergunta, ao comprar ações na bolsa, as circunstâncias de quem esta vendendo com prejuízo? E, se o fizesse, e não comprasse, estaria o vendedor em melhor situação?

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As trocas não devem ser proibidas, eu não disse isso, mas depredação não é trabalho, mesmo que seja uma depredação justa como legítima defesa ou resistência à tirania. Mesmo assim, estamos avaliando a moralidade do ato em si, não os seus efeitos posteriores. Acredito que haja divergência metodológica aqui.