No decorrer, no desenrolar da história humana, sempre viemos a precisar, como civilização, de mecanismos sociais de confiança. Dependíamos de reis para autenticar decretos, de escribas para registrar contratos, de governos para emitir documentos de identidade, de bancos para validar transações. Toda a infraestrutura social moderna é baseada em instituições centralizadas, cuja função é ser intermediária da confiança.
Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, esse paradigma de estruturas centralizadoras garantindo a confiança está prestes a mudar.
Com o avanço da criptografia, podemos substituir esses entes por cifras matemáticas. Em breve, você não será você porque o Estado disse que você é você. Você será você porque provas matemáticas autenticam a sua identidade.
E é nesse contexto que surgiu o protocolo Nostr. Tratado por muitos como uma mera rede social descentralizada, mas que carrega consigo o potencial de ser a nova internet.
O Nostr pode representar uma camada universal de identidade, autenticação, comunicação e registro para a internet do futuro.
Hoje em dia, sua identidade depende de órgãos centralizados para garanti-la. Seu RG existe porque um governo o emitiu. Seu CPF existe porque um governo fez seu registro. Sua conta bancária existe porque um banco a validou. Até mesmo sua presença digital depende de empresas que controlam plataformas.
O Nostr inverte o paradigma. Sua identidade passa a não mais depender de entes centralizados, mas emerge naturalmente da posse de suas chaves.
No Nostr, você é identificado por um par de chaves: uma chave privada, utilizada para assinar eventos, e uma chave pública, utilizada para identificá-lo na rede.
Parafraseando, a chave privada torna-se a fonte de autoridade, e a chave pública torna-se a identidade verificável.
Se só você possui a chave, só você pode assinar eventos dentro do protocolo. Você prova que é você porque assina uma mensagem criptograficamente, algo que só você poderia fazer por possuir a chave necessária para isso.
Nesse modelo, a identidade passa a não mais ser concedida ao indivíduo e passa a ser demonstrada por ele através de suas chaves.
Essa característica das chaves torna o Nostr muito mais poderoso do que simplesmente uma ferramenta de comunicação. Ele vai além de uma mera rede social.
Essa característica torna-o algo além de uma plataforma social; torna-o um protocolo de identidade. Uma identidade que independe de governos, independe de empresas, depende só e somente do indivíduo.
Um dos problemas do Direito atual é que a confiança depende de estruturas institucionais.
Quando um juiz assina uma decisão, a assinatura é válida porque existe um aparato burocrático por trás garantindo a validade daquela decisão.
Quando um advogado protocola um documento, ele é reconhecido por toda uma cadeia institucional.
Quando uma lei é publicada, a sociedade confia que aquele documento corresponde ao documento oficialmente aprovado.
Mas esse modelo possui diversas limitações.
Documentos podem ser adulterados.
Registros podem ser perdidos ou apagados.
Sistemas podem ser corrompidos.
Arquivos podem ser censurados.
Instituições podem simplesmente falhar.
A confiança depende, muitas vezes, de terceiros intermediários.
Imagine uma sociedade em que toda a documentação jurídica é assinada criptograficamente.
Juízes, advogados e tribunais possuem uma chave pública que os identifica.
Cada documento é assinado criptograficamente.
Cada assinatura pode ser verificada por qualquer cidadão.
Nesse cenário, sentenças podem ser autenticadas instantaneamente.
Contratos podem ser auditados matematicamente.
Leis podem ter sua origem comprovada.
Alterações podem ser rastreadas.
Versões podem ser verificadas.
E não seria necessário confiar cegamente na palavra de uma instituição.
Uma das aplicações mais fascinantes dessa arquitetura seria a genealogia criptográfica do Direito.
Cada documento jurídico poderia referenciar documentos anteriores.
Uma lei poderia referenciar outra lei.
Uma sentença poderia referenciar uma lei.
Uma apelação poderia referenciar uma sentença.
Um acórdão poderia referenciar uma apelação.
Cada referência seria assinada criptograficamente.
O resultado seria uma gigantesca árvore jurídica verificável.
Qualquer pessoa poderia reconstruir a origem de uma norma, de uma lei ou de um documento.
A história jurídica passaria a ser não apenas registrada, mas auditável.
A sociedade também não precisaria ser completamente pública.
Um documento pode ser privado, mas sua autoria, origem e assinatura podem ser públicas e auditáveis para confirmar sua existência.
E o Nostr possui as características-base para esse futuro.
Permite assinaturas criptográficas.
Permite a propagação distribuída de eventos.
Não depende de uma autoridade central para validar mensagens.
Em essência, o protocolo já possui diversas das características necessárias para servir de base para o Direito do futuro.
Um contrato poderia ser referenciado por um evento Nostr.
Uma decisão judicial poderia ser assinada por um juiz utilizando sua chave.
Um advogado poderia protocolar um documento utilizando sua chave.
Uma organização poderia publicar normas através de eventos verificáveis.
A infraestrutura já existe. O que falta é a construção das ferramentas sobre o protocolo.
L
cypherpunk@blitzwalletapp.com
npub1lsr0...nk2n
01001100
Just a young cypherpunk from a not-so-distant present, where the State and corporations control every aspect of human life. I found refuge in these digital lands.
15y. Agorist. Beginner Linux user. Zodiac sign: Catholic. Devotee of Saint Carlo Acutis.
Chronically listening to Linkin Park.
Everything with Jesus, nothing without Mary!
Long live the Holy Eucharist!
linkshttps://smp18.simplex.im/a#Pf9t_4TC5vw_ZSaS6dvlm-YQhENYY7SRxileqmSODIA
https://www.miracolieucaristici.org/pr/Liste/list.html
síntese brutal
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mais um dia indo para aquele ambiente fiduciário, com gente fiduciária, que tem ações fiduciárias: escola
"a escola pode até descobrir alguns gênios, mas mata a maioria deles."
síntese brutal
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“Inovadores e gênios criativos não podem ser criados nas escolas. Eles são exatamente os homens que desafiam o que a escola lhes ensinou.”
Ludwig von Mises:
cirúrgico
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amo essa versão de in the end https://nostr.download/03554890ab285c5a09d1765a0f0f41a806c3344e9fcbb293707ea389f3f6d9e9.mpga
não estou conseguindo acessar minhas postagens mais antigas, meus primeiros posts. alguém sabe a que que isso se deve?
no futuro, não se, mas quando isso daqui bombar, vou poder dizer que estive aqui desde quando isso era uma bolha. desde quando o único público dessa rede eram libertários e bitcoinners, e alguns programadores também
abro o nostr. meus dedos parecem deslizar automaticamente quase que sem meu controle para barra inferior de notificações. e ali está... está... vazio: absolutamente nada ali, nenhuma notificação. aqui é tão vazio...
bom dia, nostr.
música que recomendo hoje, pulsos ao vivo pitty
meu amigo@npub1qzvmhkfcntv48fr4cnpq43r603hycfgqwnh9za7afq4klhkd7frs88lagv perdeu o acesso a conta dele, essa é a nova npub dele @npub1ptwg...w040
o melhor cliente, não tem jeito
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aqui é tão vazio... mas... eu gosto de lugares vazios na web...
indescritível a sensação de desbravar isso daqui. Nostr é diferente de tudo que já explorei na internet. não sei explicar a sensação, só sei que é boa
nostr anda tão vazio ultimamente, que único engajamento que estou tendo é de alguns bots, e isso é bizarro
padre paulo sempre com a razão
Liberdade não pertence a governos, não pertence a empresas, pertence apenas e somente aos indivíduos. A expressão é uma extensão da consciência, e a linguagem é o veículo dessa expressão. Informação deseja ser livre.
A internet, em seus primórdios, era um cyberspaço, sem fronteiras, sem localidade, apenas um espaço na web em que a consciência poderia existir livremente. Com o tempo, esse ideal de liberdade digital foi, aos poucos, sendo apagado pelo que chamo de indústria da informação. Governos, corporações, todos os entes possíveis, de olho nos seus dados, na sua autossoberania, na sua liberdade. Eles estavam em busca de coletar seus dados, apagar sua autossoberania e restringir sua liberdade. E é com muita tristeza que digo que esses grupos venceram este cabo de guerra, a conveniência venceu a superioridade técnica.
Nostr nasce como um respiro de liberdade na era do controle digital. Nasce como uma resistência ao sistema predatório de dados. Nasce como um ideal de resgate da velha internet.
Nostr não é um governo, não é uma corporação, não é uma associação, é um protocolo, um conjunto de regras para garantir a sua liberdade de expressão. Nessas terras online, não existe servidor central, não existe censura, não existe algoritmos opacos, não existe governos, o Estado é o próprio indivíduo, ele é seu próprio Estado. E mesmo que o Leviatã tentasse impor suas fronteiras neste cyberspaço, fracassaria miseravelmente. Não temos sede, não temos um único servidor, apenas chaves criptográficas, apenas relés. Governos do mundo inteiro, vocês não são bem-vindos aqui. Nostr é a nova internet e irá se impor ao sistema sujo de vocês. Não é um "se", mas "quando". Somos inevitáveis, somos o tijolo no sapato de vocês. Viva a liberdade.
#nostr
#bitcoin
#cypherpunk
#liberdade
Uma Declaração de Independência do Ciberespaço
por John Perry Barlow
Governos do Mundo Industrial, seus gigantes cansados de carne e aço, eu venho do Ciberespaço, o novo lar da Mente. Em nome do futuro, peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Você não é bem-vindo entre nós. Você não tem soberania onde nos reunimos.
Não temos governo eleito, nem provavelmente teremos um, então dirijo-me a vocês com autoridade única do que aquela com que a própria liberdade sempre fala. Declaro que o espaço social global que estamos construindo é naturalmente independente das tiranias que você busca impor sobre nós. Você não tem direito moral de nos governar, nem possui métodos de aplicação que tenhamos motivos verdadeiros para temer.
Os governos derivam seus justos poderes do consentimento dos governados. Você não solicitou nem recebeu o nosso. Nós não te convidamos. Você não nos conhece, nem conhece nosso mundo. O ciberespaço não está dentro das suas fronteiras. Não pense que pode construí-la como se fosse um projeto de construção pública. Você não pode. É um ato da natureza e ele se desenvolve por meio de nossas ações coletivas.
Vocês não participaram de nossa grande e acolhedora conversa, nem criaram a riqueza dos nossos mercados. Você não conhece nossa cultura, nossa ética ou os códigos não escritos que já dão à nossa sociedade mais ordem do que qualquer uma de suas imposições poderia ser obtida.
Você afirma que há problemas entre nós que precisa resolver. Você usa essa alegação como desculpa para invadir nossas delegacias. Muitos desses problemas não existem. Onde há conflitos reais, onde há erros, nós os identificaremos e os enfrentaremos por nossos meios. Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Essa governança surgirá de acordo com as condições do nosso mundo, não as suas. Nosso mundo é diferente.
O ciberespaço consiste em transações, relacionamentos e o próprio pensamento, dispostos como uma onda estacionária na teia de nossas comunicações. O nosso é um mundo que está em todos os lugares e em lugar nenhum, mas não é onde vivem corpos.
Estamos criando um mundo no qual todos podem entrar sem privilégios ou preconceitos concedidos por raça, poder econômico, força militar ou posição de nascimento.
Estamos criando um mundo onde qualquer pessoa, em qualquer lugar, pode expressar suas crenças, não importa o quão singulares sejam, sem medo de serem coagidos ao silêncio ou à conformidade.
Seus conceitos legais de propriedade, expressão, identidade, movimento e contexto não se aplicam a nós. Todos são baseados na matéria, e não há matéria aqui.
Nossas identidades não têm corpos, então, ao contrário de vocês, não podemos obter ordem por coerção física. Acreditamos que, a partir da ética, do interesse próprio esclarecido e do bem comum, nossa governança surgirá. Nossas identidades podem ser distribuídas por muitas de suas jurisdições. A única lei que todas as nossas culturas constituintes geralmente reconheceriam é a Regra de Ouro. Esperamos conseguir construir nossas soluções específicas com base nisso. Mas não podemos aceitar as soluções que você está tentando impor.
Nos Estados Unidos, hoje vocês criaram uma lei, a Lei de Reforma das Telecomunicações, que repudia sua própria Constituição e insulta os sonhos de Jefferson, Washington, Mill, Madison, DeToqueville e Brandeis. Esses sonhos agora precisam nascer de novo em nós.
Você tem medo dos seus próprios filhos, já que eles são nativos em um mundo onde vocês sempre serão imigrantes. Porque vocês os temos, confiam às suas burocracias as responsabilidades parentais que são covardes demais para enfrentar por si mesmos. Em nosso mundo, todos os sentimentos e expressões da humanidade, do degradante ao angelical, são partes de um todo contínuo, a conversa global dos pedaços. Não podemos separar o ar que sufoca do ar sobre o qual as asas batem.
Na China, Alemanha, França, Rússia, Singapura, Itália e Estados Unidos, você está tentando afastar o vírus da liberdade erguendo postos de guarda nas fronteiras do Ciberespaço. Esses podem manter o contágio afastado por um curto período, mas não funcionarão em um mundo que logo será coberto por mídia contenda de bits.
Suas indústrias de informação, cada vez mais obsoletas, perpetuariam propor leis, nos Estados Unidos e em outros lugares, que reivindicam possuir a própria liberdade de expressão em todo o mundo. Essas leis declarariam as ideias como outro produto industrial, não mais nobres que ferro-gusa. Em nosso mundo, tudo o que a mente humana pode criar pode ser reproduzido e distribuído infinitamente sem custo. A transmissão global do pensamento não exige mais que suas fábricas realizem isso.
Essas medidas cada vez mais hostis e coloniais nos colocam na mesma posição daqueles anteriores amantes da liberdade e autodeterminação que tiveram que rejeitar as autoridades de potências distantes e desinformadas. Devemos declarar nossos eus virtuais imunes à sua soberania, mesmo enquanto continuamos a consentir com seu domínio sobre nossos corpos. Nos espalharemos pelo planeta para que ninguém possa deter nossos pensamentos.
Vamos criar uma civilização da Mente no Ciberespaço. Que seja mais humano e justo do que o mundo que seus governos criaram antes.