A esquerda adora explorar o viés cognitivo do ser humano, a sua intuitividade. O problema é que a sociedade e a economia são complexas, contra-intuitivas.
A esquerda para resolver problemas, adora implementar políticas intuitivas, que tem rápido apoio popular, mas geralmente resulta em consequência opostas ao inicialmente desejado. A esquerda esquece-se dos efeitos de segunda ordem, as consequências indiretas de uma ação.
O exemplo simples é o controle de preços, a esquerda defende esta medida, para parar a subida de preços. Na prática, como a sociedade é complexa, acontece o seu oposto, reduz a oferta, os preços sobem ainda mais ou então resulta em escassez, deixa de existir disponibilidade do produto no mercado.
«A Greenpeace diz que em Portugal e Espanha existe um "abandono do campo" e alerta que é preciso investir no desenvolvimento rural, ajudando as pessoas "que lá vivem" na prevenção dos incêndios.
A Greenpeace alertou que o abandono rural, a falta de gestão florestal e as metas europeias de descarbonização insuficientes estão a agravar os incêndios em Portugal e Espanha, que enfrentam cada vez mais os efeitos extremos da crise climática.»
A Greenpeace está certa, quando diz que o abandono das terras é um problema nos incêndios, só que esta instituição e as restantes instituições ultra-ambientalistas, ignoram o que levou ao abandono das terras?
Um dos principais motivos que levou ao abandono das terras agrícolas são as políticas ultra-ambientalistas, extremamente restritivas, com as políticas de descarbonização, o abate de javalis, entre outras. Políticas que dificultam a agricultura, que tornaram o negócio da agricultura pouco rentável, em alguns casos impossibilita a rentabilidade.
Os ultra-ambientalistas e os burocratas europeus, que não tem a mínima noção do que é vida rural, impuseram leis e burocracias que tornaram a agricultura impossível na UE, ficamos dependentes de alimentos de terceiros e as terras estão ao abandono.
Essas burocracias levou à concentração da agricultura em grande propriedades, em zonas mais planas e muitas vivem devido a subsídios.
As principais vítimas foram os pequenos agricultores, que normalmente estão em zonas mais montanhosas, menos planas mas mais férteis, mais sustentáveis, que necessitam de menos fertilizantes. Os mesmos sítios onde, hoje, existem mais incêndios.
Voltamos aos inicio da questão, os ultra-ambientalistas/esquerda ignoram as consequências indiretas dos seus atos.
Criaram leis para dificultar a agricultura, provocando o abandono das terras. Agora queixam-se das terras abandonadas, que eles próprios são um dos principais causadores.

Observador
Greenpeace avisa que abandono rural agrava incêndios em Portugal e Espanha
A Greenpeace diz que em Portugal e Espanha existe um "abandono do campo" e alerta que é preciso investir no desenvolvimento rural, ajudando as pes...