Um excelente artigo de opinião que resume bem, Sines.
«O que falta então para que tudo corra bem? Falta repensar e redesenhar a cidade, dar-lhe a habitação e todos os serviços que hoje não tem – e para isso precisamos que o Estado, desta vez, faça o que tem a fazer em tempo útil e não com 54 anos de atraso.»
Sines é talvez um dos expoentes máximo, do problema português, a falta de planeamento, o não pensar a médio/longo prazo.
A visão Marcelo Caetano para Sines, ao nacionalizar quase tudo à volta da zona urbana, permite hoje ter muito terreno para construir fábrica, como o artigo diz "Sines tem espaço de sobra para acolher estas novas fábricas ", só que tem dois senãos:
Primeiro, "roubaram" as terras aos seus legítimo donos sem o seu consentimento. Segundo, isso criou um estrangulamento na zona urbana. Criou problemas que o estado democrático não conseguiu resolver e que se agravou fortemente nos últimos anos.
A zona urbana está estragulada, está cercada entre o mar e um zona industrial gigante ou por reservas agricultura ou reservas ecológica. A zona urbana não consegue crescer, a construção de novas habitação é residual.
O poder local não tem capacidade para revolver isto, terá que ser o governo central. Ao poder local também falta poder financeiro, falta investimento na cidade, falta serviços.
A zona urbana não consegue crescer. Nos últimos anos foram aprovados vários mega projectos para Sines, vai criar milhares postos de trabalho, só que os governos estão a esquecer-se de um "pequeno" pormenor, onde vão viver esses trabalhadores?
A falta de planeamento é gritante, hoje em dia, já é quase impossível ter casa em Sines e nas cidades arredores, os preços são altíssimos, as empresas já tem dificuldade em recrutar funcionários, porque não há habitação.
Existe uma forte possibilidade, quando esta nova empresas estiveram concluídas vão ter um problema na contratação, não por falta de candidatos, mas sim por existir local onde viver.
No passado longínquo, as empresas construiram alguns bairros para os seus funcionários, hoje nada fazem e a falta de terreno também não ajuda, os que existem são demasiado caros, que inviabiliza qualquer projecto.
Sines é um caso curioso, é composto sobretudo por muito grandes empresas, das maiores do país e por micro-empresas, são poucas as médias. Para agravar o problema, essas grandes empresas, que são fundamentais e são as que geram mais empregos, nenhuma tem sede em Sines, são todas em Lisboa. Tirando as micro-empresas e familiares, são raras as empresas que tenham a sede em Sines, isso provoca uma forte descapitalização do poder local.
Sines necessita de uma visão de futuro.

Jornal Económico
Bi Sines
Sines tem espaço de sobra para acolher as novas fábricas espertas e tem os cabos submarinos que levam esta informação da Europa às diferentes ...