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Sejam edificados.
Eu percebo que na minha igreja local, que acaba o culto e vou falar com os jovens, não há interesse em Teologia, muito menos em Filosofia Cristã. Falam sobre futebol, cinema, teatro, política etc.... Então eu acabo conversando só com os seminaristas mesmo. E já me disseram que eu digo coisas que eles nunca viram no seminário. É frustrante quando as pessoas ao seu redor não procuram crescer em conhecimento, ficam só no básico, só no leite espiritual mencionado em Hebreus 5.
Hoje assisti Interestelar pela terceira vez no cinema. Agora com minha esposa.
"Trocar o caderno pelo celular é mais do que preguiça: é um crime contra a inteligência. Sem a escrita à mão, o pensamento vira um fiapo, frouxo, incapaz de se sustentar. E aí estudam na véspera, confundem leitura com aprendizado, e acham que aprender é decorar. É a pá de cal na tragédia diária da mediocridade brasileira."
Fui de novo.

Fui ver Interestelar no UCI Cinemas, minha sessão era às 18h30. Então, uma jornalista me parou e disse que estava fazendo uma matéria sobre a Semana do Cinema e perguntou se eu toparia dar uma entrevista. É claro que eu neguei. Não confio em jornalistas, ainda mais nos da Rede Globo.
“Não adentre a boa noite apenas com ternura.
A velhice queima e clama ao cair do dia.
Fúria, fúria contra a luz que já não fulgura.
Embora os sábios, no fim da vida, saibam que é a treva que perdura,
Porque suas palavras não capturaram a centelha tardia,
Não adentre a boa noite apenas com ternura."

Finalmente, vou assistir Interestelar no cinema.
Me inscrevi para a primeira reunião de homens da minha Igreja.
Tive que pagar 15 janjas.
“Não há outro cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo; Ele governa o seu povo mediante presbíteros legitimamente eleitos pela congregação, segundo as qualificações estabelecidas nas cartas pastorais (1Tm 3.1-7; Tt 1.5-9), para apascentar, instruir e zelar pelo rebanho de Deus (At 14.23; 1Pe 5.1-4).”
Yaldabaoth: O Demiurgo da Mentira
por Yuri Schein
Quem é Yaldabaoth? No gnosticismo, ele é pintado como o “arquiteto do mundo material”, um falso deus, um tirano cósmico com cabeça de leão e corpo de serpente, símbolo grotesco de arrogância e fraude espiritual. Os gnósticos o chamavam de “deus cego”, uma entidade invejosa que teria aprisionado a humanidade em um universo imperfeito. Ele seria, na narrativa deles, o criador da matéria, o responsável por este mundo caótico e sofrido.
Perceba a ironia: quando os hereges não suportam a realidade do Deus verdadeiro, eles inventam caricaturas. Yaldabaoth é nada mais que um espantalho, uma projeção da revolta humana contra o Senhor soberano (Rm 9.20-21). Em vez de se submeterem ao Criador, preferem inventar um demiurgo falho para se consolar. É a velha serpente do Éden em versão gnóstica (Gn 3.1-5), oferecendo uma falsa “iluminação” e colocando a criatura contra o Criador.
A Escritura, por outro lado, não fala de um “deus secundário” invejoso. Fala do único Deus onipotente, que fez os céus e a terra (Gn 1.1), que reina absoluto sobre todas as coisas (Sl 115.3), que “opera tudo segundo o conselho da sua vontade” (Ef 1.11). Yaldabaoth não passa de um mito para justificar a rebeldia do homem contra a soberania divina.
O curioso é que os gnósticos estavam certos em uma coisa: este mundo é marcado por corrupção e sofrimento. Mas sua solução é falsa, porque não é um “demiurgo” que governa, e sim o Deus verdadeiro que, em sua justiça e sabedoria, ordena todas as coisas, até mesmo o mal (Is 45.7). Eles rejeitam a resposta bíblica: o pecado entrou pelo homem, não por um deus falho. A solução não é gnose, é Cristo (Jo 14.6).
Yaldabaoth é, portanto, a imagem teológica do ressentimento humano contra Deus. Um mito que serve para os rebeldes odiarem o Criador enquanto tentam posar de “iluminados”. Mas a verdadeira luz não é secreta, nem esotérica “a vida estava nele, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1.4).
Quer ver quem é o verdadeiro “deus cego”? Não é o Senhor onipotente, mas o homem que troca a glória de Deus por fábulas gnósticas (Rm 1.22-23).
Platão, Sócrates, Toth e o Google Mental
Por Yuri Schein
No Fedro (274c-275b), Sócrates narra a lenda de Toth, o deus que inventou a escrita. Ele apresenta sua obra ao rei Tamus¹, dizendo: “Eis aqui algo que dará sabedoria e memória aos homens”. O rei, com mais senso do que muito acadêmico moderno, responde: “Pelo contrário, isso trará esquecimento às almas. Confiando em caracteres externos, deixarão de exercitar a memória e terão apenas a aparência da sabedoria, não a realidade”.
Platão, ainda no século IV a.C., já denunciava que o homem, ao confiar em registros externos, se torna menos dialético, menos profundo, mais raso. O que antes era exercício vivo de razão e diálogo, se converte em ctrl+c/ctrl+v.
Hoje, o problema não é mais a escrita, mas a era da hiper-informação. Milhares de “Toths digitais” enchem as redes de dados, mas a alma moderna esqueceu o raciocínio.
Vive de citações arrancadas do contexto, frases de efeito, slogans ideológicos e estatísticas mal digeridas. É o mesmo vício que Sócrates já via nascer: conhecimento aparente sem substância.
¹Em algumas versões o diálogo de Toth é com o deus Amon.
#Epistemologia #gnosiologia #conhecimento #retorica #Filosofia #socrates #platao #fedro #toth #amon #tamus
Boa noite usuários do Notes and Other Stuff Transmitted by Relays.
Bom dia internautas usuários do Notes and Other Things Transmitted by Relays.
🚨 Wilker Leão condenado!
O TJDFT sentenciou o youtuber a 2 anos e 3 meses de prisão em regime aberto por injúria, difamação e calúnia contra um professor da UnB.
Não seja herói na Internet.
Eu gosto desse vilão, porque ele é arrogante pra caramba mesmo não sendo tão poderoso assim. Pena que o ator Jonathan Majors foi burro o suficiente para brigar com a namorada, porque ela queria ver o celular dele, em um Táxi no centro de NY. Ela alegou que apanhou e ele foi preso. Aí, o Judeu do Kevin Feige resolveu dar fim ao Kang.

Parabéns Porto.
