A arte maior na questão da vida espiritual é saber como dominar-se. Um homem precisa ter controle sobre si mesmo, deve falar consigo mesmo, exortar e examinar a si mesmo. Deve perguntar à sua alma: "Por que estás abatida?" "Como pode se abater assim?" Você como ele, precisa se voltar para si mesmo — repreendendo, censurando, condenando, exortando — e dizendo a si mesmo: "Espera em Deus", em vez de resmungar e murmurar dessa maneira infeliz e deprimida. E então deve prosseguir, lembrando-se de Deus: quem Ele é, o que Ele é, o que Ele tem feito, e o que tem prometido fazer. Tendo feito isso, termine com esta nota de triunfo: desafie a si mesmo, desafie os outros, desafie o diabo e o mundo todo, dizendo com este homem, "Eu ainda o louvarei. Ele é a salvação da minha face, e o meu Deus".
Livro: Depressão Espiritual, Martyn Lloyd-Jones – Editora PES.
Otavio
otavio@zaps.lol
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Cristão Reformado
Escritor & Professor
Um servo de Jesus Cristo
É isso que eu ouço antes de dormir.
Ótima homenagem ao grande John F. MacArthur.
Sobre A Odisseia de Christopher Nolan
Há um tempo, os progressistas estão modificando os clássicos no cinema. Mas fazem isso para que esses clássicos reimaginados se tornem palatáveis, ou melhor, inteligíveis, para o público moderno. É justamente o que Christopher Nolan faz com seu novo filme.
Muitos afirmam que o filme é woke por causa do anacronismo nos personagens interpretados por atores de etnias diferentes da dos personagens da obra de Homero.
Entretanto, essa é uma crítica superficial se comparada ao desenvolvimento dos personagens no filme. A Atena de Zendaya é apenas uma alucinação da cabeça de Odisseu. Penélope fica lembrando seu filho, Telêmaco, de que ele é apenas uma criança e que não duraria muito caso assumisse o trono. Circe transforma os soldados de Odisseu em porcos, insinuando que eles são estupr4d0res de mulheres, sendo que os caras foram lá só para almoçar um ensopado de carne e ir embora. Os deuses masculinos não possuem rosto: são representados por um trovão e por um maremoto.
E o Odisseu? O guerreiro astuto de Homero é narrado como um homem que só queria voltar para casa como um guerreiro honrado, cujo objetivo era apenas recuperar o trono de Ítaca. Já o Odisseu de Nolan é traumatizado pela guerra: ressentido pela culpa do que os gregos fizeram em Tróia, amargurado pelos horrores que não pôde evitar e abalado emocionalmente pelos soldados que perdeu na longa viagem de volta para casa.
Uma guerra é caracterizada por dois lados lutando praticamente de igual para igual, e isso me faz questionar: realmente há uma guerra cultural? No último filme do 007, a feminista radical Phoebe Waller-Bridge é uma das roteiristas e simplesmente torna o James Bond de Daniel Craig o mais distante possível do James Bond de Ian Fleming. O personagem mais ligado ao dever, à proteção de seu país e à luta contra ameaças globais, o mais famoso espião da história, que reflete a sociedade britânica do pós-guerra, é transformado em um agente secreto em fim de carreira, disposto a se sacrificar, gerando, assim, mais uma mãe solteira em Londres.
Me pergunto: de qual lado da guerra estão os estúdios? Os maiores estúdios de cinema da atualidade (Warner Bros. Pictures, Paramount Pictures, Walt Disney Pictures, Universal Pictures, Amazon MGM Studios e Sony Pictures) são todos progressistas que produzem filmes com ESG. Todos continuam produzindo obras woke aqui e ali, umas mais explícitas, outras mais sutis.
E onde estão os estúdios de cinema que não fazem parte do jogo? Cadê as grandes produtoras e distribuidoras produzindo blockbusters de viés conservador? Não tem. O que nos resta é a Angel Studios lançando episódios de série no cinema que quebram o 2º mandamento e as produtoras independentes que produzem filmes arminianos.
É inegável que esse filme é do Nolan, a visão dele sobre A Odisseia. Outros diretores já fizeram filmes mais fiéis à obra de Homero, mas não é o caso aqui. Então, praticamente não é um filme sobre A Odisseia, já que a obra original trata-se de um mito que moldou a cultura de um povo.
O problema real é que diretores que antes ignoravam a cultura woke e os "padrões de qualidade" do Academy Awards agora estão se vendendo por uma estatueta de ouro. Provavelmente não restará nenhum, já que todos os grandes lançamentos dos últimos dez anos possuem ESG, inclusive Zack Snyder colocou um beijo gay na Edição Definitiva de Batman vs Superman: A Origem da Justiça. A Odisseia de Nolan é só mais uma engrenagem da agenda deles.
— Como era o canto das sereias?
Odisseu: Era tudo aquilo que você um dia quis ser e, depois, tudo aquilo que passou a desejar nunca ter desejado. Era como uma coceira deliciosa: você quer coçar, mas percebe que ela está por baixo da pele, num lugar que não consegue alcançar.
Então, o que parecia prazeroso se torna insuportável. O canto dizia que aquilo que você mais deseja é justamente o que não pode ter e que aquilo que mais deseja, mas não pode ter, é o que um dia já teve e perdeu. Era uma canção feita de todas as promessas que eu não consegui cumprir. E dizia que, no fundo, eu realmente não queria voltar para casa.


"Por que Deus permite o sofrimento?" é uma pergunta imprecisa é mal formulada. Seria melhor nos perguntarmos: Qual a razão do sofrimento? (Romanos 5:3-5).
O peso do lar e a fúria dos deuses sob as lentes de Nolan
Na vastidão de um mar que ruge em IMAX, Christopher Nolan filma não apenas a jornada física de um homem, mas o lento naufrágio de sua alma sob o peso da soberba. A Odisseia inicia-se sob a penumbra da decadência de Ítaca, onde pretendentes parasitários, liderados por um Antino (Robert Pattinson) cujos olhos brilham com a cupidez do trono e uma obsessão doentia por Penélope, profanam o palácio como abutres à espreita. É nesse cenário de desesperança que vemos uma Penélope (Anne Hathaway, em atuação dilacerante) cuja fidelidade já não é um porto seguro, mas uma âncora de melancolia, dividindo a tela com um Telêmaco (Tom Holland) que tateia a própria covardia à espera de um milagre paterno.
Nolan, fiel à sua obsessão pelo tempo e pela culpa, transforma Odisseu (Matt Damon, dotado de uma complexidade trágica) em um Prometeu moderno. O herói que brada que "nada ficará em seu caminho" descobre, na mudez dos corpos de sua tripulação deixados sem sepultura, que o preço do desdém aos deuses é o isolamento. Cada tempestade de Poseidon, cada churrasco sacrílego do gado do Sol e o confronto sonoro com Polifemo não são apenas demonstrações de opulência técnica e megalomania orçamentária dos produtores, são a materialização acústica da fúria divina contra o orgulho mortal.
Há, todavia, uma nobreza quase anacrônica no protagonista de Damon. Ao poupá-lo dos leitos de Calipso (Charlize Theron, fria em seu cárcere de solidão) e de Circe, Nolan constrói um herói de fidelidade inabalável, cujo clímax dramático repousa nos sussurros íntimos com sua rainha, sob o disfarce de um mendigo.
Contudo, a grandiosidade do épico tropeça em suas próprias concessões ao contemporâneo e em escolhas infelizes de elenco. Se Lupita Nyong’o entrega uma performance digna como as gêmeas Helena e Clitemnestra, o mesmo não se pode dizer das aparições quase caricatas de Jon Bernthal (um Frank Castle desprovido de nuances) e de Ellen Page (cuja presença evoca um anacronismo teatral incômodo). Mais grave é o tratamento conferido a Circe. Longe da sedutora divindade homérica, a personagem surge como uma concessão protocolar às agendas de Hollywood, proferindo discursos de empoderamento didático enquanto transforma guerreiros em porcos para o deleite ideológico da plateia moderna. Nolan, seduzido pelo brilho do Oscar, não hesita em flertar com a provocação gratuita ao expor a nudez de um cadáver na ilha da feiticeira, um sobressalto desnecessário para o espectador conservador.
Ainda assim, quando o silêncio do drama dá lugar ao ferro e ao sangue, Nolan recupera sua maestria. O confronto final entre pai, filho e os pretendentes é uma coreografia de violência visceral, um espetáculo de tirar o fôlego capaz de resgatar o espectador mais disperso do torpor das telas contemporâneas.
A Odisseia de Nolan é, em última análise, um monumento imperfeito. Um filme monumental que, apesar de suas falcatruas narrativas e concessões ao seu tempo, ecoa a eternidade do mito com a força de uma tempestade em alto-mar.
Nota: ★★★★☆


Sou um Escrituralista com uma péssima memória.
O Brasil Evangélico confessa os Cinco Solas.
O Brasil Evangélico prega fielmente o Evangelho do Senhor Jesus Cristo.
O Brasil Evangélico condena a Apostasia de Roma Papal.
Nada disso foi dito por esses nobres. Se foi dito, os Papistas da Brasil Paralelo não mostraram. Isso só evidencia o quão distante a Igreja Evangélica está da Teologia da Reforma e quão desastrosas são as consequências disso para os brasileiros.
"O que é ordenado precisa ser cuidadosamente observado. Não nos é ordenado que nos tornemos mortos para o pecado e vivos para Deus — essas coisas são pressupostas. E não é ao considerá-las como fatos que se tornam fatos. A força do imperativo é que devemos considerar e apreciar os fatos que já foram obtidos em virtude da nossa união com Cristo."
(John Murray comentando Romanos 6:11).
"Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus."
(Colossenses 3:1-3).
Em segundo lugar, quando o apóstolo argumenta: _"já estais mortos"_, conclui daí que, portanto, não deveis ter inclinação pelas coisas terrenas. Trata-se de um argumento extraído por meio de uma comparação. Assim como a morte corporal rompe toda relação do homem com as coisas deste mundo, também essa mortificação espiritual deve afastar os nossos corações do interesse e do desejo pelas coisas terrenas.
A morte corporal, por necessidade, arranca o homem de todas as preocupações mundanas; a mortificação espiritual, porém, mediante uma operação divina, desvia-nos do amor por essas coisas. Estar morto, portanto, significa isto: que aqueles em quem o Espírito Santo mortifica as concupiscências da carne são capacitados, por Seu auxílio, a desprezar as coisas terrenas e a desejar as celestiais.
O próprio Paulo oferece um notável exemplo disso, pois estava tão desprendido do desejo da glória terrena que considerava como esterco tudo aquilo que, aos olhos do mundo, é tido como desejável e glorioso.
(John Davenant - An Exposition of Colossians).
Esses vídeos poderiam ser mais longos.
O que eu previ aconteceu. O Brasil Paralelo lançou um documentário sobre os evangélicos no Brasil. A princípio parece um documentário sobre o fenômeno sociológico que originou o crescimento rápido do número de evangélicos mas depois começaram a mostrar Bernardo Küster e Padre José Eduardo criticando a Reforma Luterana. Yago Martins tem todas as suas falas editadas, o que o faz parecer genérico quando tenta exercer seu papel de Teólogo, em uma plataforma de mídia Papista.


"O dia do Senhor é o oitavo dia, o dia de novos começos. Assim como o sétimo dia foi associado e serviu como memorial da antiga criação, assim também o primeiro dia é associado e serve como memorial de uma nova criação."
(Samuel Waldron)
Já é Segunda.


Há uma polêmica rolando nas redes centralizadas sobre igrejas que estão mudando o horário do culto por causa do jogo do Brasil. Mas a questão é muito mais profunda. Trata-se da perpetuidade da Lei, ou seja, da validade e significado da Lei Moral de Deus na Nova Aliança.
A Segunda Confissão de Fé de Londres nos ajuda a compreender esse aspecto espiritual da Lei aplicada na Nova Aliança. No capítulo XXII, artigo 8, ela afirma:
"O sabath é assim santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações e ordenado os seus assuntos comuns de antemão, não apenas observam um santo descanso todo o dia a partir de suas próprias obras, palavras e pensamentos sobre suas ocupações e recreações mundanas; mas também dedicam todo o tempo em exercícios públicos e privados de Seu culto e nos deveres de necessidade e misericórdia."
(Isaías 58:13; Neemias 13:15-22; Mateus 12:1-13).
A visão reformada demonstra que a Lei de Deus é eterna e, portanto, deve-se observar o quarto mandamento, dado a todos os homens, não apenas aos judeus (Marcos 2:27). O Quarto Mandamento possuía um aspecto cerimonial que foi cumprido em Cristo. Entretanto, o aspecto moral da Lei — guardar um dia em sete — permanece.A guarda do primeiro dia da semana (domingo) como dia do Senhor se fundamenta em dois pontos principais: o Senhor é maior do que o sábado (Marcos 2:28), e Ele ressuscitou nesse dia, como as Escrituras afirmam (Lucas 24:1-6).Os apóstolos reuniam-se nesse dia. Em Apocalipse, o termo “dia do Senhor” é mencionado; os documentos dos primeiros cristãos registram esse dia; os mártires cristãos o observaram; e as grandes confissões de fé reformadas o reconhecem como o primeiro dia da semana.O descanso do dia do Senhor não é mera inatividade, mas descansar em Deus enquanto O servimos adorando, ajudando ao próximo e fazendo o que Jesus fez. Temos em Cristo — e não nos fariseus — o modelo de como guardar o Quarto Mandamento.Assim como há a prescrição de descansar um dia, há também a diretriz implícita de trabalhar seis.O dia do Senhor deve ser para o crente um deleite, um antegozo do descanso eterno, e não um peso.
Cabe ressaltar que, nesse ponto, os batistas confessionais possuem uma concordância substancial com outros reformados, como presbiterianos e congregacionais confessionais — grupos que surgiram a partir do movimento reformado puritano inglês do século XVII.
Logo, podemos concluir que o domingo é o dia em que o cristão lembra da vitória de Cristo sobre a morte. É o dia em que o cristão se reúne com os santos para celebrar, adorar e louvar ao Senhor, para que o Seu nome seja glorificado. E é triste quando o assunto depois do culto é o Flamengo, a série da Netflix ou a Seleção Brasileira, uma vez que o aspecto espiritual do quarto mandamento é cumprido quando adoramos ao Senhor com nossas vidas durante o Shabbat Cristão.
Meu propósito aqui é gerar reflexão. Será que estamos deixando o entretenimento secular e as recreações mundanas tomarem nosso coração? Deus quer que seus filhos adotados pela fé o adorem em espírito e em verdade, isso significa "amar ao Senhor com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças" (Mateus 22:37).
Que Cristo volte a ser o centro do Domingo. Domingo significa Dia do Senhor (Dies Domini). Que os cristãos voltem a celebrar esse dia, não como uma obrigação, nem deixando de trabalhar em serviços de misericórdia (hospital, por exemplo), nem separando apenas algumas horas do domingo e voltando seus corações para os prazeres do mundo depois do culto. Mas que o nosso descanso seja santificado durante esse dia.
2027 chegou!
Lula ganhou: Você vai ter que vender seu Fiat Uno 2017 para comprar comida.
Flávio ganhou: Você toma 5 anos de cadeia por interromper uma mulher em público.
O que ele está dizendo é:
"Embora a sociedade atual seja organizada sob uma forte influência da Reforma Protestante e o número de evangélicos seja expressivo, pouco se pode fazer na prática. Já que não nos é dado condená-los à fogueira, coibir a leitura da Bíblia ou silenciar os principais teólogos reformados, impedindo-os de pregar, produzir sólida teologia e influenciar a população a adotar uma cosmovisão política bíblica , resta-nos outra via. Lançaremos documentários que demonizam desde pastores neopentecostais a teólogos calvinistas de grande projeção nas redes sociais, permitindo que o nosso assinante católico romano culpe a Reforma pela secularização do Ocidente e pelo avanço do progressismo no Brasil. É o expediente que nos resta. 

O Pastor Jack vai aparecer em um doc do Brasil Paralelo, junto com Silas Malafaia, um representante da Assembleia de Deus e outros pastores, para falar basicamente que evangélicos estão juntos com os católicos romanos quando o assunto é direita cristã vs. esquerda progressista. Mas a realidade é que muitos já entenderam que os Papistas estão usando eles como buchas mesmo. Essa unidade aí não convence ninguém. 

Pensamento do dia.