São João Damasceno contra a doutrina do maldito Vaticano 2 acerca dos maometanos.
SÃO JOÃO DAMASCENO E SUA REFUTAÇÃO DO ISLÃ
São João Damasceno (675–749), como indica seu nome, nasceu em Damasco, capital da Síria, então recentemente ocupada pelos invasores islâmicos. Paradoxalmente, era filho de um importante ministro cristão do califa muçulmano, e neto de um ministro do imperador cristão de Bizâncio. Ele mesmo iniciou sua carreira na Corte do chefe supremo islâmico.
Naquela época, muitos cristãos ainda julgavam o Islã apenas mais uma das diversas heresias e cismas que assolavam o Oriente. Porém, pelo convívio direto e quotidiano, São João Damasceno logo percebeu tratar-se de uma nova religião, completamente distinta do cristianismo e orientada para sua extinção.
Retirando-se como monge para Jerusalém, ele passou a pregar com destemor, por meio de homilias e escritos, combatendo tanto os erros da nova seita de Maomé quanto outras grandes heresias da época, especialmente a dos iconoclastas. Doutor da Igreja, sua festa litúrgica, originalmente celebrada em 27 de março, foi transferida em 1969 para o dia 4 de dezembro, data de sua morte.
Poucos doutores da Igreja estavam tão habilitados — por ciência e experiência — a tratar do Islã quanto São João Damasceno. Ouçamos o que ele nos ensina em seu tratado De Haeresibus:
1. A origem e o nome dos sarracenos
> "Há entre os ismaelitas [isto é, os árabes] uma superstição enganosa sempre ativa, que serve de precursora do Anticristo. Ela tem sua origem em Ismael, filho de Abraão e Agar. Por isso são chamados agarenos ou ismaelitas. Também os chamam sarracenos, porque — segundo parece — foram 'devolvidos sem nada' por Sara. Pois Agar teria dito ao anjo: 'Sara mandou-me embora sem nada’.”
(Nota: o nome “sarraceno” vem do grego e significa povo do deserto; a ligação com Sara é etimologicamente incorreta.)
Os sarracenos eram originalmente idólatras, adoradores da estrela da manhã e de Afrodite, que eles chamavam Habar (“Majestoso”). Até o tempo do imperador Heráclio, persistiam nessa idolatria.
2. Maomé e a origem do Islã
> "A partir dessa época, surgiu entre eles um falso profeta chamado Maomé. Ele ouviu algumas vezes trechos do Antigo e do Novo Testamento e acredita-se que tenha conhecido um monge ariano. Criou então sua própria heresia."
Maomé, desejoso de parecer “temente a Deus”, espalhou o boato de que um livro sagrado lhe fora trazido do céu: o Alcorão. Nele, segundo São João, escreveu sentenças risíveis, que impôs aos seus seguidores.
> "Ele dizia que só havia um único Deus, criador de todas as coisas, que não gerou nem foi gerado. Dizia também que Cristo era a Palavra de Deus e Seu Espírito, mas criado e servo, nascido de Maria, irmã de Moisés e Arão."
> "Afirmava que os judeus tentaram crucificá-lo, mas crucificaram apenas sua sombra. O verdadeiro Cristo, dizem eles, não foi crucificado, nem morreu: Deus o levou para junto de Si."
> "Dizia ainda que, quando Cristo subiu aos céus, Deus O interrogou: ‘Tu disseste que és meu Filho?’. E Jesus teria respondido: ‘Tem misericórdia de mim, Senhor, eu não disse isso; os homens mentiram a meu respeito’. Deus então lhe responde: ‘Eu sabia que tu não dirias isso’."
Apesar de conter muitos absurdos ridículos, Maomé insistia que tudo isso lhe fora revelado por Deus.
3. A ausência de testemunhos e a inconsistência da revelação
São João argumenta que:
> "Nenhum profeta predisse a vinda de Maomé. Nenhum testemunho foi dado a seu favor. Ao contrário, Moisés recebeu a Lei diante de todo o povo, cercado de sinais divinos."
Quando se pergunta aos muçulmanos por que sua religião não tem semelhante testemunho, eles respondem que Deus faz o que quer — ao que São João replica: “Também sabemos disso. Mas perguntamos: como vosso profeta recebeu esse escrito?”.
> "Eles dizem que o Alcorão lhe foi dado enquanto dormia. Dizemos, então, brincando: 'Ora, se ele estava dormindo, não sabia o que se passava'."
Se o Islã exige testemunhas para casamento, compra e posse de bens, por que aceita uma fé sem qualquer testemunho?
Os muçulmanos acusam os cristãos de idolatria por crerem que Cristo é o Filho de Deus. A isso, São João responde:
> “Essa fé nos foi transmitida pelas Escrituras e pelos profetas, que vós mesmos dizeis aceitar. Se estamos errados, então também erraram os que nos ensinaram.”
> “Como podeis nos chamar de idólatras se dizeis que Cristo é Palavra e Espírito de Deus? Se a Palavra está em Deus, ela também é Deus. Negar isso seria mutilar Deus, privando-O de Palavra e Espírito, como se fosse uma pedra ou um objeto inanimado.”
5. A veneração da cruz e a pedra da Kaaba
Os muçulmanos criticam os cristãos por venerarem a cruz, mas veneram a pedra da Kaaba, que beijam e esfregam:
> “Alguns dizem que Abraão teve relações com Agar sobre essa pedra; outros, que foi onde ele amarrou seu camelo. Mas a Escritura diz que ele deixou os burros com os servos e foi à montanha cortar lenha. Não havia florestas nem madeira ali!”
> “Supondo que a história fosse verdadeira, não vos envergonhais de beijar uma pedra só porque nela houve um ato carnal ou se amarrou um camelo? E nos vituperais porque veneramos a cruz pela qual os demônios foram vencidos?”
São João conclui que a tal pedra é, na verdade, a cabeça de Afrodite, chamada Haber, ainda visível em seus entalhes.
6. As leis de Maomé
Maomé, segundo o santo, inventou muitas histórias com títulos como O Tratado da Mulher:
> “Nele, permite-se ter quatro esposas e mil concubinas, se o homem puder sustentá-las. Pode-se repudiar qualquer esposa livremente.”
São João narra um episódio escandaloso:
> “Maomé tinha um amigo chamado Zaid, casado com uma mulher bonita. Ele apaixonou-se por ela e disse a Zaid que Deus lhe ordenava casar com ela. Zaid a repudiou, e Maomé a tomou por esposa. Para justificar o adultério, criou a lei que proíbe retomar uma esposa repudiada, a menos que ela tenha se casado com outro homem.”
7. Outras “revelações” e leis do Islã
Maomé também escreveu o Tratado da Mesa, onde afirma que Cristo pediu a Deus uma mesa, e ela lhe foi dada incorruptível.
Outros textos incluem o Tratado da Novilha e outras histórias risíveis.
Além disso, ele impôs:
A circuncisão de homens e mulheres;
A abolição do sábado e do batismo;
A proibição do vinho;
O consumo de alimentos proibidos pela Lei mosaica, e a proibição de outros que a Lei permitia.
Conclusão
Por meio de sua erudição, testemunho pessoal e zelo apostólico, São João Damasceno desmascarou os fundamentos do Islã como heresia e superstição enganosa. Sua refutação permanece até hoje como um dos documentos mais antigos e lúcidos da tradição católica sobre a religião de Maomé.
> (Fonte: “De Haeresibus” de São João Damasceno, apud Blog Valentin Beziau)

Alguns fazem uma objeção comum ao Sedevacantismo, pois entendem que o sedevacantismo é insustentável porque vai contra a indefectibilidade da Hierarquia da Igreja: todos os bispos jurisdicionais, nomeados pelos Papas anteriores a 1958, reconheceram o Vaticano II e Paulo VI, e hoje os sedes estão privados de uma genuína Hierarquia de ensino.
RESPOSTA
Se a hierarquia visível ensina heresias, ela não pode manter a jurisdição verdadeira, pois a heresia destrói a união com Cristo, cabeça da Igreja.
A Igreja pode indefectivelmente sobreviver num remanescente fiel e em poucos bispos clandestinos ou impedidos, como nas perseguições comunistas, e na perseguição ariana.
Diversos teólogos confirmam a Tese que a Igreja pode sobreviver indefectivelmente com um remanescente fiel, mesmo quando a maioria da hierarquia cai em heresia.
A Igreja de Cristo persiste no remanescente fiel, não na maioria traidora.
O que garante a indefectibilidade é a perseverança da fé verdadeira, mantida por um rebanho fiel, mesmo que limitado.
Assim se sustenta a posição sedevacantista: se o Postulante ao Papado e os bispos tornam-se hereges públicos, por cumprimento das Leis e da Doutrina da igreja, eles perdem a jurisdição, mas a Igreja pode permanecer no remanescente fiel.
São Roberto Belarmino, ao tratar da indefectibilidade da igreja, afirma que:
"Mesmo se a Sé de Pedro estiver por um tempo impedida, a Igreja ainda subsiste, pois a Igreja é indefectível na fé."
(cf. De Romano Pontifice, lib. II)
Durante a crise ariana, mais de 90% dos bispos caíram em heresia, e Santo Atanásio resistiu como simples bispo “desobediente” aos olhos do mundo. Ele não tinha jurisdição universal, mas Ele foi a Igreja naquele tempo.
Os bispos sedevacantistas mantêm a fé católica de forma integral, mesmo que não possuam jurisdição, por romper com a hierarquia apostata que muitos consideram como legitima.
Pio XII, na *Encíclica Mystici Corporis (§68)**, diz:
“Nem todo aquele que está fora da comunhão jurídica está, por isso, separado do Corpo da Igreja, se conserva a fé católica e os sacramentos.”
A jurisdição pode ser “suprida” (jurisdictio suppleta) em caso de necessidade, o Código de Direito Canônico de 1917 (cân. 209) prevê que, em caso de erro comum ou necessidade grave, Deus supre a jurisdição.
Portanto, em tempos de crise universal, a Igreja pode continuar a operar sacramentalmente, mesmo com clérigos sem jurisdição canônica ordinária.
A Igreja pode muito bem subsistir com bispos sem jurisdição ordinária ativa, enquanto perdurar a crise como foi com Santo Atanásio, Eusébio de Samosata, Luciano de Antioquia e tantos outros.
“Mesmo que permaneça um pequeno rebanho, essa será a verdadeira Igreja de Cristo.”
— Papa Pio XII, Discurso ao Congresso Mariano, 1957.
TRÊS ATITUDES DISTINTAS DIANTE DO NEO-MODERNISMO
- Pe. Dr. Joaquín Sáenz y Arriaga, Sedevacante, p. 437-439.
"São Gregório Magno escreveu uma frase memorável que, nas atuais circunstâncias de heresia, apostasia e cisma, nos parece de capital importância para esclarecer a consciência de tantos tímidos ou enganados que hoje, consciente ou inconscientemente, estão colaborando com a "SATÂNICA REVOLUÇÃO" que, desde dentro, realiza essa "autodemolição" da Igreja fundada por Cristo:
"Se, para defender a verdade — escreve o grande Pontífice — corre-se o risco de que sobrevenha um escândalo, é preferível que venha o escândalo a deixar de defender a verdade."
E o melífluo São Bernardo, em frase de idêntico sentido, escreve:
"Aquele que, por obediência, se submete ao mal, adere à rebelião contra Deus, e não à submissão devida a Ele."
Citemos algumas palavras do divino Mestre que confirmam as frases desses dois santos:
"Porque é necessário que venham escândalos (dada a fragilidade e malícia dos homens), mas ai daquele por quem o escândalo vier! Se tua mão ou teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o longe de ti. Mais vale entrares na vida manco ou coxo, do que, com as duas mãos ou os dois pés, seres lançado no fogo eterno." (Mt 18, 7ss)
Diante da subversão atual na Igreja — guerra satânica, total, até a morte, contra a religião — só são possíveis três atitudes: a da capitulação, a da submissão e a da resistência.
A primeira atitude é a daqueles que já perderam a fé. Ao assumirem essa atitude, os católicos (sejam simples fiéis, sejam sacerdotes, bispos, cardeais ou até o papa), não apenas se perverteram, não apenas abandonaram a fé tradicional, mas se converteram em ativistas incansáveis, em difusores e defensores das heresias modernistas. Conscientemente querem a "autodemolição" da Igreja e a ela consagram todos os seus recursos e as interpretações tortuosas que sua soberba deu à Palavra Revelada.
Os “submissos”, que infelizmente abundam, seja por incapacidade mental, por conveniência ou por covardia, insistem em defender que, seja no bem ou no mal, na verdade ou no erro, devemos estar com o Papa e com os bispos, de tal maneira que é preferível ir para o inferno por obediência do que ir para o céu por aquilo que eles chamam de desobediência. A muitos destes falta cabeça, ou falta ciência, ou faltam “calças”, para decidirem-se a agir segundo sua consciência e o dom sobrenatural da fé que recebemos no Santo Batismo.
A terceira atitude, a única verdadeiramente católica, coerente, proveitosa e necessária para a vida eterna, é aquela que, diante dos evidentes desmoronamentos na Igreja de Deus, diante da "autodemolição" que estamos presenciando — e da qual o próprio Paulo VI deu testemunho —, diante do fato inegável de que agora existem duas religiões, duas “economias” do Evangelho, duas mentalidades distintas, declaram com plena consciência de sua responsabilidade diante de Deus e dos homens: que, entre a religião de vinte séculos, de todos os Papas e de todos os Concílios, e a religião do aggiornamento, do ecumenismo, a de João XXIII, Paulo VI e seu Concílio Pastoral, estão — ou estamos — dispostos, mesmo à custa da vida, de todas as difamações, calúnias e afrontas, a conservar a fé de sempre, a fé de nosso batismo, a fé de nossa eterna salvação.
A primeira atitude é, humanamente falando, muito vantajosa: proteção e apreço dos bispos, dos párocos, dos que estão no poder; boas entradas de dinheiro, liberdade para fazer e dizer o que se quiser, perspectivas promissoras de futuras promoções, dignidades e cargos de comando. Estão fazendo carreira para se tornarem Monsenhores, chanceleres, bispos e cardeais — sobretudo agora, quando, para alcançar esses postos honoríficos, não se exige ortodoxia, nem pureza de costumes, nem ciência suficiente nos promovidos — basta apenas uma fidelidade exemplar à nova religião.
Este grupo é formado pelos traidores; apóstatas, hereges ou cismáticos; os que não creem em nada, porque perderam o dom sobrenatural da fé. E os pecados contra a fé são pecados contra o Espírito Santo, que dificilmente se perdoam, porque a fé, uma vez perdida, não se recupera facilmente.
A segunda atitude é lamentável, digna de compaixão. Estão enganados; desconfiam, no entanto, de que algo está errado, mas lhes falta decisão para investigar, com verdade e sinceridade de coração, onde está a VERDADE REVELADA: se no Vaticano II, João XXIII e Paulo VI, ou em todos os Concílios anteriores e nos Papas legítimos da Igreja, predecessores dos dois últimos Pontífices. Porque há uma contradição evidente: há duas religiões opostas; há a Igreja das catacumbas e a igreja triunfalista de João B. Montini, que não é a de Cristo.
A indecisão, a covardia não isentam de pecado; nem a ignorância, a menos que esta seja invencível — mas lembremos que, nos batizados, essa ignorância invencível não pode existir quanto às verdades elementares para a salvação, a não ser que se tenha perdido voluntariamente o dom sobrenatural da fé, por um pecado contra a fé.
É isso o que está acontecendo, tragicamente: a fé está se perdendo sem que as pessoas se deem conta; a nova religião foi aceita com uma docilidade incrível, e, ao aceitar a nova religião, necessariamente se perde — de modo progressivo, insensível e rápido — a fé.
Aqui também devemos apontar a gravidade inconmensurável dos pecados contra a fé cometidos pelos bispos e pelos sacerdotes, mesmo que sejam monsenhores ou cardeais, por cuja culpa — ainda que seja apenas por omissão — almas imortais estão indo para o inferno, mesmo que eles digam que o inferno não existe.
Não resta, pois, senão a última postura racional, livre, resoluta, inabalável: a da resistência. Lutaremos, sim, lutaremos, com a graça de Deus; lutaremos até a morte; lutaremos, ainda que em sua fúria Sua Eminência ou pessoas acima de Sua Eminência queiram lançar sobre nós outra “excomunhão”. Se isso, para o Pe. Antonio Brambila, é o mesmo que eu querer excomungar-me, para minha consciência sacerdotal e católica, isso significa querer salvar-me, querer morrer na fé dos meus antepassados.
Que ele, e os que o seguem, tentem realizar o impossível de unir o não-ser com o ser."