Toda esta poesia é o pior dos apoios... quando uma mulher fraca escreve poemas, torna-se... apenas mais uma bonitinha romântica.
Efígie do Vazio
de Ayalah Berg
Não vou chamar o ano passado de insuportável.
Foi intenso, cheio de promessas e descobertas.
Aprendi muito, ganhei muito — e por isso agradeço.
Os desafios nunca vão embora, sei bem.
O que importa é que continuei a mesma:
cínica, confiante, arrogante, criativa, independente.
E feliz — do jeito que só eu consigo ser.
Meu quase-haicai de fim de ano
Desejo: espinho na língua.
Busca cega... semente da ruína.
Destruir. Afago no abismo.
Estátua de carne e osso seco.
Sonhos: Álcool. Risada.
Ferrugem. Vazio...
Rubor que fende.
Liberta. Acalma.
A contagem já terminou.
Apunhalada lenta.
Trespassando.
Da casca austera nasce a cura da farra de fim de ano: o bálsamo que ameniza o peso do amanhã.
Deixe que a força oculta da romã devolva o equilíbrio e a luz ao seu despertar.
Nutrição Intel: O Segredo da Casca de Romã: Por que ela é a nova aliada contra a ressaca?
Nos amamos muito e nos vestiremos pra arrasar,
Amamos cada pedacinho nosso, do cabelo aos pés.
Teremos coragem e nunca duvidaremos de nós.
Seremos ousadas, sensuais e cheias de charme.
Réveillon
de Ayalah Berg
Arte menor. Delírio de Natal.
O enrosco. Sob as estrelas falsas.
A fruta no jardim: proibida.
No sofá, a sorte é preguiça.
A flauta desafina. Sono cinzento.
No telhado, o parafuso solto.
A felicidade? Caçada no precipício.
Loucura prática, de véspera.
São os riscos do ócio.
Até ano que vem… ou não.
Para nós, o movimento é melhor do que o descanso, porque, se eu estiver em repouso, talvez, sem saber, já esteja sentada na balança junto com todos os meus pecados.