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57kDeSãoJosé
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Católico.
Da especial gravidade do pecado do Liberalismo Ensina a teologia católica que nem todos os pecados graves são igualmente graves, mesmo na condição essencial que os distingue dos pecados veniais. Há graus no pecado, mesmo dentro da categoria dos pecados mortais, assim como há graus de boas obras dentro da categoria das boas obras e conformes à lei de Deus. A blasfêmia, por exemplo, que ataca diretamente a Deus, é um pecado mortal mais grave do que um pecado que ataca diretamente o homem, como o roubo. Pois bem, à exceção do ódio formal contra Deus e da desesperação absoluta, que raríssimas vezes são cometidos pela criatura, a não ser no inferno, os pecados mais graves de todos são os pecados contra a fé. A razão é evidente. A fé é o fundamento de toda a ordem sobrenatural e o pecado é pecado enquanto ataca algum ponto dessa ordem sobrenatural; por conseguinte, o pecado máximo é aquele que ataca o fundamento primordial dessa ordem. Um exemplo para aclarar: talha-se uma árvore, cortando-lhe algum de seus ramos. Quanto mais importante o ramo que se retira, maior será o dano. Se se cortar o tronco ou a raiz o dano será mais grave ou mortal. Santo Agostinho, citado por Santo Tomás, dá ao pecado contra a fé esta fórmula incontestável: Hoc est peccatum quo tenentur cuncta peccata — “Este é um pecado que contêm todos os pecados”. O Doutor Angélico discorre sobre esse ponto com sua habitual clareza: “Tão mais grave é um pecado, quanto mais por ele o homem se separa de Deus. Pelo pecado contra a fé, o homem se separa o mais que pode de Deus, pois se priva de seu verdadeiro conhecimento; daí que, conclui o Santo Doutor, o pecado contra a fé é o maior que se conhece.” [1] Porém, o pecado contra a fé é ainda mais grave quando não é simplesmente uma ausência culpável dessa virtude e desse conhecimento de Deus, mas negação e ataque formal aos dogmas expressamente definidos pela revelação divina. Neste caso, o pecado contra a fé, em si gravíssimo, adquire uma gravidade ainda maior, que constitui o que se chama “heresia”. Ele inclui toda a malícia da infidelidade, além de um protesto expresso contra um ensinamento da fé que, sendo falso e errôneo, é condenado pela mesma fé. Esse pecado gravíssimo contra a fé é agravado pela obstinação e contumácia, e por uma preferência orgulhosa: a da razão própria à razão de Deus. Portanto as doutrinas heréticas e as obras heréticas constituem o maior pecado de todos, à exceção do ódio formal a Deus, ódio de que são capazes, como já dissemos, apenas os demônios e os condenados. Por conseguinte o liberalismo, que é uma heresia, e as obras liberais, que são obras heréticas, são os pecados máximos que conhece o código da fé cristã. Desta maneira, salvo os casos de boa-fé, de ignorância e de indeliberação, o fato de ser liberal constitui um pecado maior do que ser blasfemo, ladrão, adúltero, homicida, ou qualquer outra coisa que proíba a lei de Deus e que castigue sua justiça infinita. O moderno naturalismo não o entende assim, é verdade. Mas as leis dos Estados católicos sempre o creram assim, até o advento da presente era liberal. A lei da Igreja assim prossegue ensinando, e assim continua julgando o tribunal de Deus. Sim, a heresia e as obras heréticas são os piores pecados de todos, e, portanto, o liberalismo e os atos liberais são, ex genere suo, o mal acima de todo mal.
Os males do individualismo liberal são tão evidentes que parece impossível evitar suas consequências extremas sem realizar profundas reformas políticas. Tais reformas já foram implementadas, de forma mais ou menos explícita, em alguns países do velho e até do novo mundo. No entanto, infelizmente, essas reformas nem sempre foram acompanhadas por uma necessária reforma moral, que é a única base segura para as reconstruções econômicas, sociais e políticas. A evolução iminente da economia e da política mundial certamente não poupará o Brasil. Por mais jovem que se considere este país, sua civilização costeira está tão impregnada do filosofismo da Revolução Francesa que as concepções sociais vigentes parecem fadadas a não sobreviver na dignidade tranquila de princípios inabaláveis e seguros. Apesar disso, muitos jovens — que representam o futuro próximo da nação —, mesmo educados na indisciplina rousseaunista de escolas comercializadas e intoxicadas pelo individualismo sentimentalista e feroz, ironicamente chamado de "coleguismo", reconhecem a necessidade de uma decidida reforma nas instituições e costumes do Brasil. Essa nova geração tem grande interesse nas doutrinas de São Tomás de Aquino, o menos faccioso dos autores políticos. Eles não buscam apoiar soluções específicas para os problemas brasileiros apenas com a autoridade desse grande pensador, mas sim encontrar, em seu pensamento, sugestões fecundas e profundas para a sagrada tarefa da reconstrução nacional. A política tomista rejeita a paixão partidária e o espírito faccioso. Em "De Regimine Principum," São Tomás defende a monarquia moderada, inspirada na essência das coisas e na experiência dos séculos. Ele reconhece que a tirania, a última perversão do poder, é o perigo natural da monarquia absoluta. São Tomás também está ciente da prepotência dos reis e dos benefícios dos regimes pluralistas, mas sabe, pela experiência histórica, que é talvez mais comum que o governo de muitos se transforme em tirania do que o governo de um só. Ele cita, a propósito, os Hebreus e os Romanos, enquanto nós poderíamos apontar para o bolchevismo, um singular e significativo defensor da democracia liberal, sem mencionar a conhecida história da república brasileira. Por isso, São Tomás opta por um poder moderado e forte, cuja unidade natural traz, inerentemente, a melhor e mais segura garantia de união, paz e prosperidade nacional. Toda a sua obra visa ao mesmo objetivo: destruir a tirania pela raiz, por meio da concepção da verdadeira realeza.
A nossa salvação é Cristo, filho de Davi, Rei Supremo, Aquele que tem O Poder sobre todas as coisas, e a autoridade Divina para julgar. Não uma moeda ou dinheiro qualquer. Coloquem todas as coisas do mundo, abaixo das Divinas e Sagradas, não deixem a cobiça e a avareza fazerem vocês esquecerem o fim útil que cada um veio cumprir aqui nesta terra, amar e servir a Deus, ser santo, ser salvo.
O dinheiro é uma ferramenta para o bem, quando utilizado por Católicos bem sabidos sobre oque estão fazendo, mas a partir do momento que os mal-intencionados usam o dinheiro para se deleitarem nos seus próprios prazeres mundanos e carnais, no vício da avareza e da cobiça, ao ponto de compararem o Deus vivo com uma moeda, ao ponto de amarem mais o dinheiro que a Cristo, não rezam mais, não fazem mais penitência, não estudam mais a sagrada doutrina, não amam a Deus acima de todas as coisas, então, este dinheiro não tem mais utilidade, virou apenas uma prostituta qualquer usada por satanás, para levar inúmeras almas até o inferno, onde não existe a presença de Deus, e nem escapatória.
O Nostr é o esgoto da gnose de mamon, cheio de usuário de crackCoin, achando que uma moeda vai salvar suas almas, onde doentes defendem a escravidão, vocês irão todos para o inferno, e o Senhor Jesus Cristo está rindo disso.
Gênesis 3 me obriga a odiar a mulher moderna e mundana, não adianta.
O que é um judeu? O que é Israel? Você já reparou como ninguém parece saber o que é um judeu? Se é um termo racial, por que a abominação geopolítica conhecida como Israel impediu que os cristãos batizados solicitassem cidadania e por que os judeus têm costumes aparentemente religiosos? Se é religioso, por que há um grupo racial visível e judeus ateus? Os judeus, é claro, se beneficiam disso e desempenham qualquer papel que lhes seja conveniente. Os judeus jogarão a carta da religião quando quiserem empurrar algo como uma coisa religiosa, e jogarão a carta da raça quando alguém criticar sua ideologia. A solução para este problema é muito fácil: os judeus são um grupo religioso definido por sua revolução satânica contra Deus, mais especificamente contra Cristo, que é substituído por auto-adoração tribalista iludida. Uma vez que sua religião é definida por seu ódio a Deus, faz todo o sentido que existam judeus ateus. E uma vez que eles amam sua adoração tribalista pagã, não é estranho que haja uma exigência racial que leva ao grupo racial visível. Agora vem a parte difícil: como pode um cristão, como eu, dizem que os judeus são definidos por sua revolução satânica contra Deus quando vários bons personagens bíblicos (indivíduos ou comunidades) são chamados de judeus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento? Não só isso, Israel é mencionado infinitamente para se referir a uma nação fortemente baseada em tribos, genealogias, leis e costumes. Para dar uma explicação satisfatória, primeiro vamos lidar com o termo "Israel", depois com "judeu". Israel O Antigo Testamento descreve como Deus cria e separa uma nação para se preparar para a vinda de Cristo, revelando-se e instruindo-os. Esta nação é chamada de "Israel" e, como todos sabemos, é caracterizada por certas leis e intervenção mais direta de Deus, tudo por causa da preparação acima mencionada. Israel, como uma nação mundana, com suas leis baseadas em uma aliança com Deus, costumes e tribos, é uma coisa temporária, como evidenciado por, por exemplo, Jeremias 31:31-34, que menciona que haverá uma nova aliança, bem como Gálatas 4:24-25, que afirma como os judeus são escravos, representados por Agar. Deus deixa muito claro que não há nada particularmente virtuoso sobre o povo desta nação em si,chamá-lo uma e outra vez de uma nação de pessoas desprezíveis com corações endurecidos e um espírito de prostituição que é constantemente punido por Deus da maneira mais severa. Além disso, a genética não é mencionada uma única vez, mas sim descendentes das 12 tribos. Alguém poderia ter qualquer genética, mas aqueles eram completamente irrelevantes se não houvesse prova completa de pertencer a uma tribo através de genealogias, como mostrado por Esdras 2:62 (em que vários homens são excluídos do sacerdócio quando não puderam mostrar registros familiares apropriados).como mostrado por Esdras 2:62 (em que vários homens são excluídos do sacerdócio quando eles não foram capazes de mostrar registros familiares apropriados).como mostrado por Esdras 2:62 (em que vários homens são excluídos do sacerdócio quando eles não foram capazes de mostrar registros familiares apropriados). Uma vez que esta nação foi a preparada pelos profetas para a vinda de Cristo, não é de surpreender que o Ministério de Cristo na Terra seja para Israel (Mateus 15:24, Mateus 10:5-6), significado falado diretamente aos israelitas em oposição a viajar para outras nações, uma vez que eles podem reconhecer como Cristo cumpre as profecias e reivindica os títulos e características que são reservados a Deus. No entanto, este é apenas o primeiro passo de uma missão universal, e é por isso que, após a Paixão e Ressurreição, os apóstolos são instruídos a levar o Evangelho a todas as nações (Lucas 2:30-32, Atos 3:25-26, Lucas 24:46-47, Atos 1:8, Mateus 28:19, João 8:12, etc.). Portanto, a salvação é dos judeus (João 4:22) no sentido de que o Evangelho foi originalmente dado aos israelitas que estavam em posição de entender depois de serem preparados através dos séculos,para que eles então a espalhassem para o resto do mundo. Após esses eventos, Israel como uma nação mundial deixa de existir. A Lei é cumprida e, tendo servido ao seu propósito, não está mais em vigor (Colossenses 2:16-17), o Templo é destruído, e o Templo é destruído, e as genealogias que foram cruciais para a nação estão perdidas. No entanto, uma vez que Israel foi definido idealmente pelo seguimento da orientação de Deus e da adoração do Deus Único e Verdadeiro, Israel (ou melhor, o Verdadeiro Israel) torna-se o nome da comunidade de crentes que são fiéis ao Senhor e a Deus Cristo, isto é, à Igreja. Uma vez que a nação mundana não existe mais, o novo e verdadeiro Israel é uma nação espiritual, não dependente de genealogias, universal. Todo Israel será salvo, então, porque Israel é definido pela fé em Cristo. Isto é dito por Cristo quando Ele explica que os verdadeiros filhos de Abraão e Deus (os verdadeiros israelitas) são aqueles que crêem Nele, e que aqueles que não são filhos de Satanás, independentemente de sua genealogia (João 8:33-46). Paulo também deixa isso claro, dizendo, entre outras coisas, como nem todo descendente de Israel é israelita (Romanos 9:6-7). E, finalmente, isso também foi anunciado pelo Antigo Testamento, que menciona completamente como todas as nações virão para adorar a Deus e como a missão do Cristo é universal (Gênesis 12:3, Isaías 2:2;9:1;40:5; 42:1-4, Zacarias 9:9-10, Malaquias 1:11, etc.). Agora, por que os autores do Novo Testamento usam o termo Israel para se referir também à nação mundial que acabei de dizer que se tornou obsoleta? Porque a transição tinha acabado de acontecer, e ainda havia pessoas ao redor da referida nação. Assim, enquanto a velha conotação ainda existia, os apóstolos começaram a anunciar que o Verdadeiro Israel é espiritual. Judeus Algo muito semelhante acontece com o termo "judeu": ele se referia vagamente aos israelitas (João 4:22), então, por que os cristãos não falam sobre si mesmos como judeus da mesma forma que falamos sobre a Igreja como sendo o Verdadeiro Israel? Bem, porque os cristãos começaram a ser chamados de "Cristãos" (Atos 11:26), que é um nome mais apropriado dado como a Fé está centrada em Cristo. Ainda assim, a Escritura menciona essa noção de judeus verdadeiros e falsos, por exemplo, em Apocalipse 2:9; 3:9 e Romanos 2:28-29. Os verdadeiros judeus, os verdadeiros membros do Israel espiritual, são os cristãos, enquanto os falsos são precisamente aqueles que continuam se chamando de judeus. O segundo grupo rejeita que Cristo o tenha assassinado, eles se revoltam contra Deus tornando-se filhos de Satanás e sua sinagoga. Eles são inimigos da humanidade (1 Tessalonicenses 2:15) e os cristãos temiam sua perseguição (João 20:19). Eles cuspiram nos profetas do Antigo Testamento, sendo os herdeiros espirituais dos israelitas que se tornaram prostitutas dos deuses pagãos como Baal e aceitaram seus ídolos. Estes são os judeus que escreveram o Talmud, os judeus que historicamente sequestraram crianças cristãs para matá-las, os judeus que lideraram e financiaram revolução após revolução para amaldiçoar Deus, os judeus que odeiam a Cristo e amam toda perversão existente, e os judeus cujos sacramentos são sodomia, pornografia e aborto. Estes são os judeus modernos e subversivos, que é o que o termo judeu se refere há cerca de 2000 anos. Eles se chamam judeus porque não reconhecem a Cristo. Para eles, Israel é tudo sobre a filiação à tribo que faz você "escolhido", pois Deus sabe o que. A mensagem da Salvação universal através da fé e de um Messias sofredor é como ácido para aqueles que esperam um general mundano que os levará à conquista dos "goyim". Os preceitos de Deus não importam, já que as milhares de páginas no Talmude sempre conterão alguma brecha legalista que lhes permita banquetear-se com o sangue dos gentios. Tudo o que importa em sua religião, o judaísmo, é a revolução contra Cristo polvilhada com o paganismo tribalista, o que é particularmente engraçado, considerando como nem um único judeu moderno tem os registros genealógicos que seriam necessários para reivindicar a adesão tribal. Não confunda isso com uma condenação do nacionalismo.Pelo contrário, por causa de sua revolução contra Deus e a ordem, os judeus se revoltam contra tudo o que é ordenado, como o amor à família e à raça como uma expansão dela. Então, por que alguns autores do Antigo Testamento se referem a judeus sem essas implicações (Romanos 10:12), dizendo também que Paulo era um judeu (Atos 22:3) ou que Jesus é "Rei dos judeus" (Marcos 15:2)? Porque, novamente, a transição acabara de acontecer, e os israelitas ainda se chamavam "judeus" como membros de uma nação com certas práticas e pedigree, assim como o tradicional, o significado mundano para a palavra "Israel" não desapareceria da noite para o dia. E como dito antes, as menções podem às vezes aludir aos "verdadeiros judeus", isto é, os fiéis. Para resumir: nos últimos 2000 anos, o termo Israel se refere à Igreja universal, seus membros são chamados cristãos e os judeus são a Sinagoga de Satanás. No entanto, o Novo Testamento, sendo escrito durante o ponto de virada, também usa essas palavras com seu significado antigo, agora obsoleto, pelo qual Israel também se referiu a uma nação mundana, os judeus eram seus membros. Então, se você é um cristão, é seu dever, como todos os Padres da Igreja e muitos outros escritores têm feito através dos tempos, condenar os judeus como um grupo perverso e satânico, porque isso é o que "judeu" significou para 2000 anos e contando. Se alguém lhe chama de anti-semita, pergunte quando exatamente você, ou qualquer outra pessoa, falou a palavra "semita". E enquanto você está nisso, pergunte sobre as crianças semitas na Palestina que são periodicamente assassinadas por judeus, ou o Cristo semita que eles crucificaram.
Sílvio Santos não veio do nada. O nome real dele é Senor Abravanel, ele mesmo contou que no Brasil não era permitido usar "Dom" como prenome, é um título nobiliárquico, portanto, recebeu o nome de Senor que cumpria o papel, já que significa "senhor" em espanhol. Seu nome era para ser Dom porque é da linhagem de Dom Isaac Abravanel da qual os primogênitos recebem o nome do proeminente judeu em homenagem. O Dom Abravanel original, que alegava ser descendente do Rei Davi e que conspirou contra o Rei Dom João II de Portugal e por conta disso foi expulso de lá, mudou-se para a Espanha onde rapidamente alcançou posição de poder. Os reis católicos, Fernando e Isabel, o tinham em alta consideração e foi nomeado ministro das finanças dos Reinos de Castela e Navarra participando inclusive no direcionamento de recursos para as grandes navegações de Cristóvão Colombo. Os monarcas espanhois retomaram Granada, mas nesse processo descobriu-se que havia uma conspiração judaica ajudando os muçulmanos e então decidiram que em seu território só viveriam católicos dando prazo para os que não fossem se convertessem ou saíssem de suas terras. E Dom Isaac foi um dos que não quis aceitar Cristo e mudou-se para outros países até terminar seus dias em Veneza. Seus descendentes permaneceram sendo figuras importantes por onde viveram, o ramo de Silvio Santos vem de Salônica, que no Novo Testamento é chamada de Tessalônica onde São Paulo foi pregar o Evangelho de Jesus e teve que se retirar por conta da oposição dos judeus que não aceitavam-O. Dom Abravanel é venerado no mundo judaico há cinco séculos, é um importante tsadik para eles por todos seus feitos e principalmente por sua teologia. O pai de Benjamin Netanyahu, o historiador Benzion Netanyahu, escreveu um livro sobre tal figura, "Dom Isaac Abravanel: estadista e filósofo", onde celebra sua teoria escatológica de que o islã era o amigo que destruiria a cristandade para fazer então surgir o messias judeu apontando como único erro achar que isso se daria naquele tempo quando na verdade é agora. Não sejam tolos de acreditar que um dono de emissora de um país do tamanho do nosso conseguiu isso vindo de lugar nenhum sem costas quentes. Ele é tão "plebeu" quanto a Princesa Diana da nobre família dos Condes Spencer da Casa dos Stuarts, mais antiga e aristocrática do que a própria família real dos Windsor, apelido inventado para os plebeus ingleses digerirem que são governados pelos germânicos Coburg und Gotha (só brasileiro obtuso para cair na lorota de que o herdeiro do trono da Inglaterra iria se casar com uma plebeia que nem sequer amava). View quoted note →
A Aparição da Santíssima Virgem na Montanha de La Salette em 19 de Setembro de 1846 I No dia 18 de setembro, véspera da santa Aparição da Santíssima Virgem, eu estava sozinha, como de costume, cuidando das quatro vacas dos meus patrões. Por volta das 11 horas da manhã, vi um menino vindo em minha direção. Ao vê-lo, me assustei, pois parecia que todos sabiam que eu evitava qualquer tipo de companhia. Este menino se aproximou de mim e disse: «Menina, eu venho com você, também sou de Corps». A essas palavras, meu mau humor logo se manifestou, e, dando alguns passos para trás, eu disse: «Eu não quero ninguém; quero ficar sozinha». Então, me afastei, mas o menino me seguiu dizendo: «Vamos, deixa-me ficar com você, meu patrão me disse para vir cuidar das minhas vacas junto com as suas; eu sou de Corps». Eu me afastei dele, sinalizando que não queria ninguém; e depois de me afastar, sentei-me na grama. Lá, conversava com as pequenas flores do bom Deus. Um momento depois, olhei para trás e encontrei Maximin sentado bem perto de mim. Ele disse imediatamente: «Cuida de mim, eu serei bem comportado». Mas meu mau humor não aceitou isso. Levantei-me com pressa e me afastei mais um pouco sem dizer nada, e voltei a brincar com as flores do bom Deus. Um instante depois, Maximin estava novamente ali, dizendo que seria bem comportado, que não falaria, que ficaria entediado se estivesse sozinho, e que seu patrão o havia mandado ficar comigo, etc... Desta vez, fiquei com pena dele, fiz sinal para que se sentasse, e continuei brincando com as pequenas flores do bom Deus. Maximin não tardou a quebrar o silêncio. Ele começou a rir (acho que estava zombando de mim); eu o olhei, e ele disse: «Vamos nos divertir, vamos brincar». Não lhe respondi nada, pois era tão ignorante que não entendia nada sobre brincar com outra pessoa, já que sempre estive sozinha. Eu me divertia sozinha com as flores, e Maximin, se aproximando completamente de mim, só ria, dizendo que as flores não tinham ouvidos para me ouvir, e que devíamos brincar juntos. Mas eu não tinha nenhuma inclinação para o jogo que ele queria fazer. No entanto, comecei a falar com ele, e ele me disse que os dez dias que passaria com seu patrão logo acabariam, e que depois ele iria para Corps, para a casa de seu pai, etc... Enquanto ele me falava, o sino de La Salette soou, era o Angelus; fiz sinal para Maximin elevar sua alma a Deus. Ele tirou o chapéu e ficou em silêncio por um momento. Depois, eu disse: «Você quer almoçar? — Sim, ele me disse. Vamos». Sentamo-nos; tirei do meu saco as provisões que meus patrões haviam me dado e, como de costume, antes de começar a comer meu pequeno pão redondo, com a ponta da faca, fiz uma cruz no pão e um pequeno furo no meio, dizendo: «Se o diabo estiver aqui, que ele saia, e se o bom Deus estiver aqui, que Ele permaneça», e rapidamente tampei o pequeno furo. Maximin começou a rir muito e deu um chute no meu pão, que escapou das minhas mãos, rolou até o pé da montanha e se perdeu. Eu tinha outro pedaço de pão, que comemos juntos; depois jogamos um jogo; então, percebendo que Maximin precisava comer, indiquei-lhe um lugar na montanha coberto de pequenas frutas. Incentivei-o a comer, e ele foi imediatamente; comeu e trouxe muitas em seu chapéu. À noite, descemos juntos a montanha e prometemos voltar para cuidar das nossas vacas juntos. No dia seguinte, 19 de setembro, encontrei-me no caminho com Maximin; subimos juntos a montanha. Achei que Maximin era muito bom, muito simples, e que de bom grado falava sobre o que eu queria falar; ele também era muito flexível, não insistindo em seu próprio ponto de vista; ele era apenas um pouco curioso, pois quando eu me afastava dele, assim que me via parada, corria rapidamente para ver o que eu estava fazendo e ouvir o que eu dizia às flores do bom Deus; e se não chegasse a tempo, perguntava-me o que eu havia dito. Maximin me pediu para ensiná-lo um jogo. A manhã já estava avançada; eu disse para ele colher flores para fazer o «Paraíso». Começamos a trabalhar juntos; logo tínhamos uma quantidade de flores de várias cores. O Angelus da vila soou, pois o céu estava bonito, sem nuvens. Depois de dizer ao bom Deus o que sabíamos, disse a Maximin que devíamos levar nossas vacas a um pequeno planalto perto do pequeno ravina, onde haveria pedras para construir o «Paraíso». Levamos nossas vacas ao local designado, depois tomamos nossa pequena refeição; então começamos a carregar pedras e a construir nossa pequena casa, que consistia em um andar térreo, que supostamente era nossa habitação, e um andar acima, que segundo nós era o «Paraíso». Este andar estava todo decorado com flores de diferentes cores, com coroas suspensas por hastes de flores. Este "Paraíso" era coberto por uma única e grande pedra, que havíamos coberto com flores; também penduramos coroas ao redor. Com o "Paraíso" terminado, ficamos olhando para ele; o sono veio sobre nós; afastamo-nos dali cerca de dois passos e adormecemos na grama. II A Bela Senhora se sentou no nosso «Paraíso» sem fazê-lo desabar. Ao acordar e não ver nossas vacas, chamei Maximin e subi o pequeno monte. De lá, vendo que nossas vacas estavam deitadas tranquilamente, desci e Maximin subiu, quando de repente vi uma bela luz, mais brilhante que o sol, e mal pude dizer estas palavras: «Maximin, você vê ali? Ah! meu Deus!» Ao mesmo tempo deixei cair o bastão que tinha na mão. Não sei o que se passava em mim de tão delicioso naquele momento, mas me senti atraída, senti um grande respeito cheio de amor, e meu coração queria correr mais rápido que eu. Olhei fixamente para aquela luz que estava imóvel, e como se ela se abrisse, percebi outra luz, muito mais brilhante e em movimento, e nessa luz uma belíssima Senhora sentada no nosso "Paraíso", com a cabeça nas mãos. Esta bela Senhora se levantou, cruzou moderadamente os braços olhando para nós e disse: «Aproximem-se, meus filhos, não tenham medo; estou aqui para lhes anunciar uma grande notícia!» Estas palavras doces e suaves me fizeram voar até ela, e meu coração queria se colar a ela para sempre. Chegando bem perto da bela Senhora, diante dela, à sua direita, ela começou a falar, e lágrimas começaram a cair de seus lindos olhos. «Se meu povo não quiser se submeter, sou forçada a deixar a mão de meu Filho agir. Ela é tão pesada e tão esmagadora que não posso mais segurá-la. «Há tanto tempo que sofro por vocês! Se eu quiser que meu Filho não os abandone, devo implorar a Ele sem cessar. E quanto a vocês, não dão importância. Podem rezar o quanto quiserem, jamais poderão recompensar a dor que tenho suportado por vocês. «Eu lhes dei seis dias para trabalhar, reservei o sétimo para mim, e vocês não querem me concedê-lo. É isso que torna o braço de meu Filho tão pesado. «Aqueles que conduzem as carroças não sabem falar sem colocar o Nome do meu Filho no meio. Essas são as duas coisas que tornam o braço de meu Filho tão pesado. «Se a colheita se estraga, é por causa de vocês. «Eu lhes mostrei isso no ano passado com as batatas; vocês não deram importância; pelo contrário, quando encontravam batatas estragadas, juravam e usavam o Nome do meu Filho em vão. Elas continuarão a se estragar, e no Natal não haverá mais nenhuma». Nesse momento, tentei interpretar a palavra: batatas; achava que isso significava maçãs. A bela e bondosa Senhora, adivinhando meu pensamento, continuou assim: «Vocês não me entendem, meus filhos? - Vou lhes dizer de outra maneira». «Se a colheita se estraga, é por causa de vocês; eu mostrei isso a vocês no ano passado com as batatas, e vocês não deram importância; pelo contrário, quando encontravam batatas estragadas, vocês juravam e usavam o Nome do meu Filho em vão. Elas continuarão a se estragar, e no Natal não haverá mais nenhuma. «Se vocês têm trigo, não devem semeá-lo. «Tudo o que vocês semearem, os animais comerão; e o que crescer se transformará em pó quando vocês o colherem. Virá uma grande fome. Antes que a fome chegue, as crianças com menos de sete anos terão convulsões e morrerão nos braços das pessoas que as segurarem; os outros farão penitência pela fome. As nozes se tornarão ruins; as uvas apodrecerão». Aqui, a bela Senhora que me encantava, ficou um momento sem falar; eu via, no entanto, que ela continuava, como se estivesse falando, a mover graciosamente seus lábios adoráveis. Maximin então recebia seu segredo. Em seguida, dirigindo-se a mim, a Santíssima Virgem me falou e me deu um segredo em francês. Este segredo, aqui está na íntegra, conforme ela me deu: III «Mélanie, o que vou dizer a você agora não será sempre um segredo: você poderá publicá-lo em 1858. «Os padres, ministros do meu Filho, os padres por sua má vida, por suas irreverências e impiedade ao celebrar os santos mistérios, pelo amor ao dinheiro, ao poder e aos prazeres, os padres se tornaram cloacas de impureza. Sim, os padres pedem vingança, e a vingança está suspensa sobre suas cabeças. Ai dos padres e das pessoas consagradas a Deus que, por suas infidelidades e má vida, crucificam novamente meu Filho! Os pecados das pessoas consagradas a Deus clamam aos céus e pedem vingança, e eis que a vingança está às suas portas, pois não há mais ninguém para implorar misericórdia e perdão pelo povo; não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a Vítima sem mancha ao Eterno em favor do mundo [1]. «Deus vai punir de uma maneira sem precedentes. «Ai dos habitantes da terra! Deus vai esgotar sua ira, e ninguém poderá escapar de tantos males reunidos. «Os líderes, os guias do povo de Deus, negligenciaram a oração e a penitência, e o demônio obscureceu suas inteligências; eles se tornaram essas estrelas errantes que o velho diabo arrastará com sua cauda para fazê-los perecer. Deus permitirá à velha serpente causar divisões entre os governantes, em todas as sociedades e em todas as famílias; sofrer-se-ão dores físicas e morais; Deus abandonará os homens a si mesmos e enviará castigos que se sucederão por mais de trinta e cinco anos. «A sociedade está à beira dos flagelos mais terríveis e dos maiores acontecimentos; deve-se esperar ser governada por uma vara de ferro e beber o cálice da ira de Deus. «Que o Vigário do meu Filho, o Sumo Pontífice Pio IX, não saia mais de Roma após o ano de 1859; mas que ele seja firme e generoso, que combata com as armas da fé e do amor; eu estarei com ele. «Que ele desconfie de Napoleão; seu coração é duplo, e quando ele quiser ser ao mesmo tempo Papa e imperador, Deus logo se afastará dele: ele é aquela águia que, sempre querendo se elevar, cairá sobre a espada que queria usar para obrigar os povos a se submeterem. «A Itália será punida por sua ambição ao querer sacudir o jugo do Senhor dos Senhores; será entregue à guerra; o sangue correrá de todos os lados; as igrejas serão fechadas ou profanadas; os padres e religiosos serão expulsos; serão mortos, e mortos de uma morte cruel. Muitos abandonarão a fé, e o número de padres e religiosos que se separarão da verdadeira religião será grande; entre essas pessoas, haverá até Bispos. «Que o Papa se proteja contra os fazedores de milagres, pois chegou o tempo em que os prodígios mais espantosos acontecerão na terra e nos céus. «No ano de 1864, Lúcifer, com um grande número de demônios, será solto do inferno: abolirão a fé aos poucos, até mesmo nas pessoas consagradas a Deus: eles as cegarão de tal maneira que, a menos que recebam uma graça especial, essas pessoas adotarão o espírito desses maus anjos: muitas casas religiosas perderão completamente a fé e perderão muitas almas. «Livros ruins abundarão na terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que diz respeito ao serviço de Deus; terão um grande poder sobre a natureza: haverá igrejas para servir esses espíritos. Pessoas serão transportadas de um lugar para outro por esses maus espíritos, até mesmo padres, porque não terão sido guiados pelo bom espírito do Evangelho, que é um espírito de humildade, caridade e zelo pela glória de Deus. Falsos mortos ressuscitarão e justos (ou seja, esses mortos tomarão a figura das almas justas que viveram na terra, a fim de melhor seduzir os homens; esses chamados mortos ressuscitados, que não serão outra coisa senão o demônio sob essas figuras, pregarão um Evangelho contrário ao do verdadeiro Cristo Jesus, negando a existência do Céu, bem como as almas dos condenados. Todas essas almas parecerão unidas aos seus corpos). Haverá em todos os lugares prodígios extraordinários, porque a verdadeira fé se extinguiu e a falsa luz ilumina o mundo. Ai dos Príncipes da Igreja que estarão ocupados apenas em acumular riquezas, em proteger sua autoridade e em dominar com orgulho! «O Vigário do Meu Filho sofrerá muito, porque por um tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições: será o tempo das trevas; a Igreja passará por uma crise horrível. «A santa fé de Deus sendo esquecida, cada indivíduo desejará se guiar por si mesmo e ser superior aos seus semelhantes. Abolirão os poderes civis e eclesiásticos, toda ordem e justiça serão pisoteadas; só se verá homicídios, ódio, ciúmes, mentiras e discórdia, sem amor pela pátria nem pela família. «O Santo Padre sofrerá muito. Estarei com ele até o fim para receber seu sacrifício. «Os ímpios tentarão várias vezes tirar sua vida sem conseguir prejudicar seus dias; mas nem ele, nem seu sucessor..., verão o triunfo da Igreja de Deus. «Os governantes civis terão todos um mesmo propósito, que será abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso, para fazer lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a todo tipo de vícios. «No ano de 1865, veremos a abominação nos lugares santos; nos conventos, as flores da Igreja estarão apodrecidas e o demônio se tornará como o rei dos corações. Que aqueles que estão à frente das comunidades religiosas se mantenham em alerta quanto às pessoas que devem receber, porque o demônio usará toda a sua malícia para introduzir nas ordens religiosas pessoas dedicadas ao pecado, pois os desordens e o amor aos prazeres carnais se espalharão por toda a terra.» «A França, a Itália, a Espanha e a Inglaterra estarão em guerra; o sangue correrá pelas ruas; o francês lutará contra o francês, o italiano contra o italiano; depois haverá uma guerra geral que será aterradora. Por um tempo, Deus não se lembrará mais da França nem da Itália, porque o Evangelho de Jesus Cristo não é mais conhecido. Os ímpios desplegarão toda a sua malícia; matar-se-ão, massacrar-se-ão mutuamente, até dentro das casas. «Ao primeiro golpe de sua espada fulminante, as montanhas e a natureza inteira tremerão de espanto, porque os desordens e os crimes dos homens atravessam a abóbada dos céus. Paris será incendiada e Marselha engolida; várias grandes cidades serão abaladas e engolidas por terremotos: se acreditará que tudo está perdido; só se verá homicídios, só se ouvirá barulho de armas e blasfêmias. Os justos sofrerão muito; suas orações, sua penitência e suas lágrimas subirão até o Céu, e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia, e pedirá minha ajuda e minha intercessão. Então Jesus Cristo, por um ato de Sua justiça e de Sua grande misericórdia para com os justos, ordenará a Seus anjos que todos Seus inimigos sejam mortos. De repente, os perseguidores da Igreja de Jesus Cristo e todos os homens dedicados ao pecado perecerão, e a terra se tornará como um deserto. Então se fará a paz, a reconciliação de Deus com os homens; Jesus Cristo será servido, adorado e glorificado; a caridade florescerá por toda parte. Os novos reis serão o braço direito da santa Igreja, que será forte, humilde, piedosa, pobre, zelosa e imitadora das virtudes de Jesus Cristo. O Evangelho será pregado por toda parte, e os homens farão grandes progressos na fé, porque haverá unidade entre os trabalhadores de Jesus Cristo, e os homens viverão na temeridade de Deus. «Essa paz entre os homens não será longa: vinte e cinco anos de abundantes colheitas os farão esquecer que os pecados dos homens são a causa de todas as penas que vêm sobre a terra. «Um precursor do anticristo, com suas tropas de várias nações, combaterá contra o verdadeiro Cristo, o único Salvador do mundo; derramará muito sangue e desejará aniquilar o culto a Deus para se fazer passar por um Deus.» «A terra será atingida por todos os tipos de pragas (além da peste e da fome que serão gerais); haverá guerras até a última guerra, que será então travada pelos dez reis do anticristo, os quais terão todos o mesmo propósito e serão os únicos a governar o mundo. Antes que isso aconteça, haverá uma espécie de falsa paz no mundo; só se pensará em se divertir; os ímpios se entregarão a todos os tipos de pecados; mas os filhos da santa Igreja, os filhos da fé, meus verdadeiros imitadores, crescerão no amor a Deus e nas virtudes que me são mais queridas. Felizes as almas humildes guiadas pelo Espírito Santo! Eu lutarei com elas até que elas cheguem à plenitude da idade. «A natureza clama por vingança contra os homens, e treme de espanto na expectativa do que deve acontecer à terra manchada de crimes. «Tremam, terra, e vocês que professam servir a Jesus Cristo e que internamente adoram a si mesmos, tremam; pois Deus vai entregá-los ao Seu inimigo, porque os lugares santos estão na corrupção; muitos conventos não são mais casas de Deus, mas pastagens de Asmodeu e de seus. «Será durante esse tempo que nascerá o anticristo, de uma religiosa hebraica, de uma falsa virgem que terá comunicação com a velha serpente, o mestre da impureza; seu pai será Ev.; ao nascer, vomitará blasfêmias, terá dentes; em uma palavra, será o diabo encarnado; emitirá gritos assustadores, fará prodígios, e não se alimentará de outra coisa senão impurezas. Terá irmãos que, embora não sejam como ele demônios encarnados, serão filhos do mal; aos 12 anos, se destacarão por suas corajosas vitórias; em breve, estarão cada um à frente de exércitos, assistidos por legiões do inferno. «As estações mudarão, a terra produzirá apenas frutos ruins, os astros perderão seus movimentos regulares, a lua refletirá apenas uma fraca luz avermelhada; a água e o fogo darão ao globo terrestre movimentos convulsivos e horríveis terremotos, que engolirão montanhas, cidades, (etc.).» «Roma perderá a fé e se tornará a sede do anticristo. «Os demônios do ar, com o anticristo, realizarão grandes prodígios na terra e nos céus, e os homens se perverterão cada vez mais. Deus cuidará de Seus fiéis servos e dos homens de boa vontade; o Evangelho será pregado por toda parte, todos os povos e todas as nações conhecerão a verdade! «Faço um apelo urgente à terra: chamo os verdadeiros discípulos do Deus vivo e reinante nos céus; chamo os verdadeiros imitadores de Cristo feito homem, o único e verdadeiro Salvador dos homens; chamo meus filhos, meus verdadeiros devotos, aqueles que se entregaram a mim para que eu os conduza ao meu divino Filho, aqueles que eu carrego, por assim dizer, em meus braços, aqueles que viveram do meu espírito; enfim, chamo os Apóstolos dos últimos tempos, os fiéis discípulos de Jesus Cristo que viveram em desprezo do mundo e de si mesmos, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, na sofrimento e desconhecidos do mundo. É tempo de que saiam e venham iluminar a terra. Ide, e mostre-se como meus filhos amados; eu estou com vocês e em vocês, desde que sua fé seja a luz que os ilumina nesses dias de infortúnio. Que seu zelo os faça como famintos pela glória e honra de Jesus Cristo. Lutem, filhos da luz, vocês, pequeno número que vêem; pois eis o tempo dos tempos, o fim dos fins.» «A Igreja será eclipsada, o mundo estará na consternação. Mas eis Enoque e Elias cheios do Espírito de Deus; eles pregarão com a força de Deus, e os homens de boa vontade crerão em Deus, e muitas almas serão consoladas; eles farão grandes progressos pela virtude do Espírito Santo e condenarão os erros diabólicos do anticristo. «Ai dos habitantes da terra! Haverá guerras sangrentas e fomes; pestes e doenças contagiosas; haverá chuvas de granizo terrível com animais; trovões que abalarão cidades; terremotos que engolirão países; ouvir-se-ão vozes nos ares; os homens baterão suas cabeças contra as paredes; clamarão pela morte, e de outro lado a morte fará seu suplício; o sangue correrá por todos os lados. Quem poderá vencer, se Deus não diminuir o tempo da provação? Pelo sangue, pelas lágrimas e pelas orações dos justos, Deus Se deixará aplacar; Enoque e Elias serão mortos; Roma pagã desaparecerá; o fogo do Céu cairá e consumirá três cidades; todo o universo será atingido de terror, e muitos se deixarão seduzir porque não adoraram o verdadeiro Cristo vivo entre eles. É tempo; o sol se obscurece; a fé somente viverá. «Eis o tempo; o abismo se abre. Eis o rei dos reis das trevas. Eis a besta com seus súditos, proclamando-se o "Salvador" do mundo. Ele se elevará com orgulho nos ares para chegar ao céu; será sufocado pelo sopro do arcanjo São Miguel. Ele cairá, e a terra, que desde três dias estará em contínuas mudanças, abrirá seu seio cheio de fogo; ele será mergulhado para sempre com todos os seus nos abismos eternos do inferno. Então a água e o fogo purificarão a terra e consumirá todas as obras do orgulho dos homens, e tudo será renovado: Deus será servido e glorificado.» IV Depois, a Santa Virgem me deu, também em francês, a Regra de uma nova Ordem religiosa. Após me ter dado a Regra dessa nova Ordem religiosa, a Santa Virgem retomou assim o discurso: «Se eles se converterem, as pedras e os rochedos se transformarão em trigo, e as batatas estarão semeadas pelas terras. Vocês fazem bem a sua oração, meus filhos?» Nós dois respondemos: «Oh! Não, Senhora, não muito». «Ah! Meus filhos, é preciso fazê-la bem, à noite e pela manhã. Quando não puderem fazer melhor, digam um Pater e um Ave Maria; e quando tiverem tempo e puderem fazer melhor, digam mais. «Poucas mulheres um pouco mais velhas vão à Missa; as outras trabalham o domingo inteiro no verão; e no inverno, quando não sabem o que fazer, só vão à Missa para zombar da religião. Na quaresma, vão ao açougue como os cães. «Vocês não viram trigo estragado, meus filhos?» Nós dois respondemos: «Oh! Não, Senhora». A Santa Virgem dirigindo-se a Maximin: «Mas você, meu filho, deve ter visto uma vez perto do Coin, com seu pai. O homem da casa disse ao seu pai: Venham ver como meu trigo está estragando. Vocês foram até lá. Seu pai pegou dois ou três espigas na mão, as esfregou, e elas se transformaram em pó. Depois, ao voltarem, quando estavam a meia hora de Corps, seu pai lhe deu um pedaço de pão dizendo: “Aqui, meu filho, coma este ano, pois não sei quem comerá no próximo ano, se o trigo continuar estragando assim”.» Maximin respondeu: «É verdade, Senhora, eu não me lembrava disso». A Santíssima Virgem concluiu seu discurso em francês: «Então, meus filhos, vocês farão isso chegar a todo o meu povo». A Senhora muito bela atravessou o riacho; e a dois passos do riacho, sem se virar para nós que a seguíamos (pois ela atraía a si por seu brilho e ainda mais por sua bondade que me embriagava, que parecia derreter meu coração), ela nos disse ainda: «Então, meus filhos, vocês farão isso chegar a todo o meu povo». Então ela continuou a caminhar até o lugar onde eu tinha subido para ver onde estavam nossas vacas. Seus pés apenas tocavam a ponta da grama sem amassá-la. Chegando à pequena elevação, a bela Senhora parou, e rapidamente me coloquei na frente dela, para observá-la bem, e tentar saber qual caminho ela parecia inclinar mais a tomar; pois, era feito de mim, eu tinha esquecido tanto minhas vacas quanto os mestres com quem eu estava a serviço; eu estava apegada para sempre e sem condições à Minha Senhora; sim, eu queria nunca mais, nunca mais a deixar; eu a seguia sem segundas intenções, e com a disposição de servi-la enquanto eu vivesse. Com Minha Senhora, eu achava que tinha esquecido o paraíso; eu só tinha o pensamento de servi-la bem em tudo; e eu acreditava que poderia fazer tudo o que Ela me dissesse para fazer, pois parecia-me que Ela tinha muito poder. Ela me olhava com uma ternura que me atraía para Ela; eu gostaria, com os olhos fechados, de me lançar em seus braços. Ela não me deu tempo para fazê-lo. Ela se elevou insensivelmente do chão a uma altura de cerca de um metro ou mais; e permanecendo assim suspensa no ar por um pequeno instante, minha bela Senhora olhou para o céu, depois para a terra à sua direita e à sua esquerda, então Ela me olhou com olhos tão doces, tão amáveis e tão bons, que eu acreditava que Ela me atraía para seu interior, e parecia que meu coração se abria ao dela. E enquanto meu coração se fundia em uma doce dilatação, a bela figura de minha boa Senhora desaparecia pouco a pouco: parecia-me que a luz em movimento se multiplicava ou se condensava ao redor da Santíssima Virgem, para me impedir de vê-la por mais tempo. Assim, a luz tomava o lugar das partes do corpo que desapareciam aos meus olhos; ou parecia que o corpo de minha Senhora se transformava em luz ao se fundir. Assim, a luz em forma de globo se elevava suavemente em direção reta. Não posso dizer se o volume de luz diminuía à medida que ela se elevava, ou se era o afastamento que fazia com que eu visse a luz diminuindo à medida que ela subia; o que sei é que permaneci com a cabeça erguida e os olhos fixos na luz, mesmo depois que essa luz, que continuava se afastando e diminuindo de volume, acabou por desaparecer. Meus olhos se desviaram do firmamento, olhei ao redor e vi Maximin me observando. Eu disse a ele: «Mémin, deve ser o bom Deus do meu pai, ou a Santa Virgem, ou alguma grande santa». E Maximin, levantando a mão para o ar, disse: «Ah, se eu soubesse!» V Na noite de 19 de setembro, nos retiramos um pouco mais cedo do que o habitual. Chegando na casa dos meus mestres, eu estava ocupada em prender minhas vacas e organizar tudo na estrebaria. Não havia terminado, quando minha senhora veio até mim chorando e me disse: «Por que, minha filha, você não vem me contar o que aconteceu com você na montanha?» (Maximin, não encontrando seus mestres, que ainda não haviam terminado seus trabalhos, havia vindo até os meus e contado tudo o que viu e ouviu). Eu lhe respondi: «Eu queria lhe contar, mas queria terminar meu trabalho primeiro». Um momento depois, fui para a casa, e minha senhora me disse: «Conte o que você viu; o pastor de Bruite (esse era o apelido de Pierre Selme, mestre de Maximin) me contou tudo». Comecei e, na metade do relato, meus mestres chegaram dos campos; minha senhora, que chorava ao ouvir as queixas e ameaças de nossa terna Mãe, disse: «Ah! Vocês queriam ir colher o trigo amanhã; cuidem bem, venham ouvir o que aconteceu hoje com esta criança e com o pastor de Selme». E, voltando-se para mim, disse: «Recomece tudo o que você me disse». Eu recomecei; e quando terminei, meu mestre disse: «É a Santa Virgem, ou alguma grande santa, que veio em nome de Deus; mas é como se Deus tivesse vindo Ele mesmo: é preciso fazer tudo o que essa santa disse. Como vocês vão fazer para dizer isso a todo o seu povo?» Eu respondi: «Você me dirá como devo fazer, e eu o farei». Então ele acrescentou, olhando para sua mãe, sua esposa e seu irmão: «Precisamos pensar nisso». Em seguida, cada um voltou às suas atividades. Era depois do jantar. Maximin e seus mestres vieram à minha casa para contar o que Maximin havia dito a eles e para saber o que fazer: «Pois, disseram eles, parece-nos que é a Santa Virgem que foi enviada por Deus; as palavras que Ela disse fazem crer nisso. E Ela lhes disse para passar a mensagem a todo o seu povo; talvez esses filhos precisem percorrer o mundo inteiro para fazer saber que todos devem observar os Mandamentos de Deus, caso contrário, grandes desastres acontecerão conosco». Após um momento de silêncio, meu mestre disse, dirigindo-se a Maximin e a mim: «Vocês sabem o que devem fazer, meus filhos? Amanhã, levantem-se bem cedo, vão os dois ao Senhor Cura e contem-lhe tudo o que viram e ouviram; expliquem bem como as coisas aconteceram: ele lhes dirá o que vocês devem fazer». No dia 20 de setembro, no dia seguinte à aparição, parti cedo com Maximin. Chegando à paróquia, bati à porta. A empregada do Senhor Cura veio abrir e perguntou o que queríamos. Eu lhe disse (em francês, eu que nunca o tinha falado): «Gostaríamos de falar com o Senhor Cura». - «Queremos lhe contar, Senhorita, que ontem fomos cuidar das nossas vacas na montanha das Baisses, e depois de almoçar, etc., etc.» Contamos a ela uma boa parte do Discurso da Santíssima Virgem. Então o sino da igreja tocou; era o último sinal da Missa. O Senhor Abbé Perrin, Cura de La Salette, que nos ouviu, abriu a porta com estrondo: ele chorava; ele se batia no peito; disse-nos: «Meus filhos, estamos perdidos, Deus vai nos punir. Ah! Meu Deus, é a Santa Virgem que lhes apareceu!» E ele foi celebrar a Missa. Olhei para Maximin e para a empregada; então Maximin me disse: «Eu vou para casa do meu pai, em Corps». E nós nos separamos. Não tendo recebido ordens dos meus mestres para me retirar imediatamente após falar com o Senhor Cura, achei que não faria mal em assistir à Missa. Assim, fui para a igreja. A Missa começou e, após o primeiro Evangelho, o Senhor Cura se voltou para o povo e tentou contar aos seus paroquianos sobre a aparição que havia ocorrido no dia anterior em uma de suas montanhas, e os exortou a não trabalhar mais aos domingos: sua voz era interrompida por soluços, e todo o povo estava emocionado. Após a Santa Missa, fui para a casa dos meus mestres. O Senhor Peytard, que ainda é o Prefeito de La Salette, foi lá me interrogar sobre o fato da aparição; e após se certificar da veracidade do que eu dizia, ele se retirou convencido. Continuei a servir meus mestres até a festa de Todos os Santos. Depois fui colocada como pensionista nas freiras da Providência, em minha terra, em Corps. VI A Santíssima Virgem era muito grande e bem proporcionada; Ela parecia ser tão leve que com um sopro poderia ter sido movida; no entanto, Ela estava imóvel e bem posicionada. Sua fisionomia era majestosa, imponente, mas não imponente como os senhores terrenos. Ela impunha uma temor respeitoso. Ao mesmo tempo que Sua Majestade impunha respeito misturado com amor, Ela atraía para Si. Seu olhar era doce e penetrante; seus olhos pareciam conversar com os meus, mas a conversa vinha de um profundo e vívido sentimento de amor por essa beleza encantadora que me derretia. A doçura de seu olhar, seu ar de bondade incompreensível faziam entender e sentir que Ela atraía para Si e queria se dar; era uma expressão de amor que não pode ser expressa com a língua de carne nem com as letras do alfabeto. O vestido da Santíssima Virgem era branco prateado e todo brilhante; não tinha nada de material: era composto de luz e glória, variando e cintilando. Na terra não há expressão nem comparação para descrevê-lo. A Santa Virgem era toda bela e toda formada de amor; ao olhá-la eu languia de desejo de me fundir nela. Em seus adornos, como em sua pessoa, tudo respirava majestade, esplendor, magnificência de uma Rainha incomparável. Ela parecia bela, branca, imaculada, cristalina, deslumbrante, celestial, fresca, nova como uma Virgem; parecia que a palavra Amor escapava de seus lábios prateados e todos puros. Ela me parecia como uma boa Mãe, cheia de bondade, amabilidade, amor por nós, compaixão, misericórdia. A coroa de rosas que Ela tinha na cabeça era tão bela, tão brilhante, que não se pode imaginar; as rosas de várias cores não eram da terra; era uma reunião de flores que cercavam a cabeça da Santíssima Virgem em forma de coroa; mas as rosas mudavam ou eram substituídas; então, do coração de cada rosa saía uma luz tão bela, que encantava, e tornava as rosas de uma beleza radiante. Da coroa de rosas surgiam como ramos de ouro, e uma quantidade de outras pequenas flores misturadas com brilhos. Tudo isso formava uma diadema muito bonita, que brilhava por si só mais do que nosso sol terrestre. A Santa Virgem usava uma Cruz muito bonita pendurada no pescoço. Essa Cruz parecia ser dourada; digo dourada para não dizer uma placa de ouro; pois já vi algumas vezes objetos dourados com diversas nuances de ouro, o que criava um efeito muito mais belo aos meus olhos do que uma simples placa de ouro. Sobre essa bela Cruz toda brilhante de luz havia um Cristo, nosso Senhor, com os braços estendidos na Cruz. Quase nas duas extremidades da Cruz, de um lado havia um martelo, do outro uma tenaz. O Cristo era da cor da carne natural; mas brilhava com um grande esplendor e a luz que saía de todo Seu corpo parecia como espinhos muito brilhantes, que me feriam o coração com o desejo de me fundir n'Ele. Às vezes, o Cristo parecia estar morto: tinha a cabeça inclinada, e o corpo estava como que desfalecido, como se estivesse para cair, se não tivesse sido retido pelos pregos que O seguravam na Cruz. Eu sentia uma profunda compaixão e gostaria de proclamar ao mundo inteiro Seu amor desconhecido, e infiltrar nas almas dos mortais o amor mais sentido e a gratidão mais viva por um Deus que não precisava de nós para ser o que Ele é, o que Ele era e o que Ele será sempre; e, no entanto, ó Amor incompreensível para o homem! Ele se fez homem e quis morrer, sim, morrer para melhor gravar em nossas almas e em nossa memória o amor louco que Ele tem por nós! Oh! Como sou infeliz por me sentir tão pobre em expressão para falar do Amor, sim, do Amor de nosso bom Salvador por nós! Mas, por outro lado, quão felizes somos por poder sentir melhor o que não conseguimos expressar! Outras vezes, o Cristo parecia vivo; tinha a cabeça ereta, os olhos abertos, e parecia estar na Cruz por Sua própria vontade. Às vezes também parecia falar: parecia querer mostrar que estava na Cruz por nós, por amor a nós, para nos atrair para Seu Amor, que Ele sempre tem um amor novo por nós, que Seu Amor do começo e do ano 33 é sempre o de hoje e será sempre. A Santa Virgem chorava quase o tempo todo enquanto me falava. Suas lágrimas caíam uma a uma lentamente até os joelhos e depois, como faíscas de luz, desapareciam. Eram brilhantes e cheias de amor. Eu gostaria de consolá-La e que Ela não chorasse mais. Mas parecia-me que Ela precisava mostrar suas lágrimas para melhor demonstrar Seu Amor esquecido pelos homens. Eu gostaria de me lançar em Seus braços e Lhe dizer: «Minha boa Mãe, não chore! Quero amá-La por todos os homens da terra». Mas parecia-me que Ela me dizia: «Há tantos que não me conhecem!» Eu estava entre a morte e a vida, ao ver de um lado tanto amor, tanto desejo de ser amada, e de outro lado tanta frieza, tanta indiferença... Oh! Minha Mãe, Mãe toda bela e toda amável, meu amor, Coração do meu coração!... As lágrimas de nossa ternura Mãe, longe de diminuir Seu ar de Majestade, de Rainha e de Senhora, pareciam, ao contrário, embelezá-La, torná-La mais amável, mais bela, mais poderosa, mais cheia de amor, mais maternal, mais encantadora; e eu teria engolido Suas lágrimas, que faziam meu coração saltar de compaixão e amor. Ver chorar uma mãe e uma Mãe como essa, sem tomar todos os meios imagináveis para consolá-La, para transformar Suas dores em alegria, isso é compreensível! Ó Mãe mais do que boa! Você foi formada de todas as prerrogativas que Deus é capaz de conceder; você parece ter esgotado o poder de Deus; você é boa e depois boa com a própria bondade de Deus; Deus se expandiu em você, formando Sua obra-prima terrestre e celestial. A Santíssima Virgem usava um avental amarelo. O que digo, amarelo? Ela tinha um avental mais brilhante que vários sóis juntos. Não era um tecido material, era um composto de glória, e essa glória era cintilante e de uma beleza encantadora. Tudo na Santíssima Virgem me carregava fortemente, e me fazia como deslizar para adorar e amar meu Jesus em todos os estados de Sua vida mortal. A Santíssima Virgem tinha duas correntes, uma um pouco mais larga que a outra. Na mais estreita estava pendurada a Cruz da qual falei anteriormente. Essas correntes (pois é preciso dar o nome de correntes) eram como raios de glória de um grande brilho, variando e cintilando. Os sapatos (pois é preciso dizer sapatos) eram brancos, mas um branco prateado e brilhante; havia rosas ao redor. Essas rosas eram de uma beleza ofuscante, e do coração de cada rosa saía uma chama de luz muito bela e muito agradável de se ver. Nos sapatos havia uma fivela de ouro, não ouro da terra, mas sim ouro do Paraíso. A visão da Santíssima Virgem era ela mesma um paraíso completo. Ela tinha em Si tudo o que poderia satisfazer, pois a terra era esquecida. A Santa Virgem estava rodeada por duas luzes. A primeira luz, mais próxima da Santíssima Virgem, chegava até nós; brilhava com um esplendor muito belo e cintilante. A segunda luz se estendia um pouco mais ao redor da Bela Senhora, e nos encontrávamos nela; era imóvel (ou seja, não cintilava), mas muito mais brilhante do que nosso pobre sol terrestre. Todas essas luzes não causavam dor aos olhos e não cansavam a vista. Além de todas essas luzes, toda essa esplendor, ainda saíam grupos ou feixes de luzes ou raios de luz do Corpo da Santa Virgem, de suas vestes e de todos os lugares. A voz da Bela Senhora era doce; encantava, fascinava, fazia bem ao coração: saciava, aplainava todos os obstáculos, acalmava, suavizava. Parecia-me que eu sempre gostaria de saborear Sua bela voz, e meu coração parecia dançar ou querer ir ao Seu encontro para se liquefazer Nele. Os olhos da Santíssima Virgem, nossa terna Mãe, não podem ser descritos por uma língua humana. Para falar deles, seria necessário um serafim; seria mais, seria necessário o próprio idioma de Deus, o Deus que formou a Virgem Imaculada, Obra-prima de Sua onipotência. Os olhos da augusta Maria pareciam mil e mil vezes mais belos que brilhantes, diamantes e as pedras preciosas mais procuradas; brilhavam como dois sóis; eram doces da própria doçura, claros como um espelho. Em Seus olhos se via o Paraíso; eles atraíam para Ela; parecia que Ela queria se dar e atrair. Quanto mais Eu a olhava, mais eu queria vê-La, quanto mais eu a via, mais eu a amava, e eu a amava com todas as minhas forças. Os olhos da bela Imaculada eram como a porta de Deus, de onde se via tudo o que pode embriagar a alma. Quando meus olhos se encontravam com os olhos da Mãe de Deus, eu experimentava dentro de mim uma feliz revolução de amor e protesto de amá-La e de me fundir de amor. Ao nos olharmos, nossos olhos falavam à sua maneira, e eu a amava tanto que eu gostaria de a abraçar no meio de Seus olhos que comoviam minha alma e pareciam atraí-la e fazê-la se fundir com a dEla. Seus olhos me causaram um doce tremor em todo o meu ser; e eu temia fazer o menor movimento que pudesse ser desagradável para Ela, mesmo que minimamente. Essa única visão dos olhos da mais pura das Virgens teria sido suficiente para ser o Céu de um bem-aventurado; teria sido suficiente para fazer uma alma entrar na plenitude das vontades do Altíssimo entre todos os eventos que ocorrem no curso da vida mortal; teria sido suficiente para levar essa alma a fazer contínuos atos de louvor, agradecimento, reparação e expiação. Essa única visão concentra a alma em Deus e a torna como uma morta-viva, não olhando todas as coisas da terra, mesmo as coisas que parecem mais sérias, senão como brincadeiras de crianças; ela só gostaria de ouvir falar de Deus e do que diz respeito à Sua glória. O pecado é o único mal que Ela vê na terra, Ela morreria de dor se Deus não a sustentasse. Amém. CASTELLAMARE, 21 de novembro de 1878 MARIE DE LA CROIX, Vítima de Jesus, nascida MÉLANIE CALVAT, Pastora de La Salette. Nihil obstat : imprimatur. Datura Lycii ex Curia Epli die 15 Nov. 1879 Vicarius Generalis, CARMELUS ARCH' COSMA [1] Para a compreensão dos termos gerais deste "estilo profético", consulte a carta do Bispo Zola de 21 de maio de 1880 ao Abade Roubaud.
Santo Tomás de Aquino, Suma teológica. Art. 3 — Se a doutrina sagrada é uma só ciência. (I Sent., prol., a. 2, 4) O terceiro discute-se assim — Não parece uma só ciência a doutrina sagrada. 1. — Pois, como diz o Filósofo1, cada ciência se ocupa com um só gênero de objetos. Ora, criador e criatura, objetos da doutrina sagrada, não pertencem ao mesmo gênero. Logo, não é uma só ciência a doutrina sagrada. 2. — Ademais, a doutrina sagrada trata dos anjos, das criaturas corpóreas e dos costumes humanos, se bem tais assuntos respeitem a ciências filosóficas diversas. Por onde, não é uma só ciência a doutrina sagrada. Mas, em contrário, a ela se refere a Sagrada Escritura no singular, quando diz (Sb 10, 10): E lhe deu a ciência dos santos. SOLUÇÃO. — É só uma ciência a doutrina sagrada. Pois, da potência, como do hábito, deve-se determinar a unidade pelo respectivo objeto, considerado na idéia formal e não materialmente. Assim: homem, asno e pedra convêm num só conceito formal de cor, objeto da potência visiva2. Ora, considerando a Sagrada Escritura vários assuntos como divinamente revelados, conforme dissemos antes (a. 1 ad 2), todas as coisas divinamente reveláveis comunicam num só conceito formal do objeto desta ciência. Donde as abrange a doutrina sagrada como sendo uma só ciência. DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — A doutrina sagrada não assenta conclusões a título igual sobre Deus e as criaturas, mas sim de Deus principalmente, e das criaturas enquanto se referem a Deus como princípio ou fim; o que não tolhe a unidade da ciência. RESPOSTA À SEGUNDA. — Nada impede se distingam as potências inferiores ou hábitos por objetos, todos dependentes de uma potência ou hábito superior; pois estes últimos consideram o objeto por modo formalmente mais extenso. Assim, o sentido comum tem por objeto o sensível, que abrange o visível e o audível; por onde, apesar de ser uma só potência, estende-se a todos os objetos dos cinco sentidos. Semelhantemente, a doutrina sagrada, suposto seja uma somente, pode ocupar-se com os objetos de ciências filosóficas diversas, sob um aspecto, enquanto reveláveis divinamente; de modo que ela parece impressão da ciência divina, saber simples e singular de todos os objetos.
image É por isso que mulher não pode ter internet, olha como a mente dessa moça está corrompida pelo relativismo, liberalismo e filosofias modernas, ela literalmente não sabe raciocinar logicamente, bizarro. Eis o fruto de fazer faculdade moderna, a educação formal começou desde a Revolução Francesa, que foi tudo um plano maçônico da sinagoga de satanás para destruir o mundo e conseguir cada vez mais dinheiro com juros de bancos, e conseguiu destruir a humanidade, derreteu o cérebro dos homens modernos, imagine o da mulher moderna? Graças a Deus está excomungada ipso facto, viva São Pio X, obrigado por condenar o modernismo, amém.
Santo Tomás de Aquino, Suma teológica. Art. 2 — Se a doutrina sagrada é ciência. (IIa IIae., q.1, a. 5, ad 2; I Sent., prol., a. 3. qa. 2; De Verit., q. 14 a. 9, ad 3; in Boet., De Trin., q. 2, a. 2) O segundo discute-se assim — Parece não ser ciência a doutrina sagrada. 1. — Pois toda ciência provém de princípios por si evidentes, ao passo que procede a doutrina sagrada dos artigos da fé, inevidentes em si, por serem não universalmente aceitos; porque a fé não é de todos, diz a Escritura (2 Ts 3, 2). Logo, não é ciência a doutrina sagrada. 2. — Ademais, do indivíduo não há ciência. Mas a doutrina sagrada trata de fatos individuais, como sejam os feitos de Abraão, Isaac, Jacó e semelhantes. Logo, não é ciência a doutrina sagrada. Mas, em contrário, Agostinho: A esta ciência só aquilo se atribui com que se gera, nutre, defende e corrobora a fé salubérrima1. Ora, a nenhuma ciência pertence tal, senão à doutrina sagrada. Por onde, é ciência a doutrina sagrada. SOLUÇÃO. — A doutrina sagrada é ciência. Porém, cumpre saber que há dois gêneros de ciências. Umas partem de princípios conhecidos à luz natural do intelecto, como a aritmética, a geometria e semelhantes. Outras provém de princípios conhecidos por ciência superior; como a perspectiva, de princípios explicados na geometria, e a música, de princípios aritméticos. E deste modo é ciência a doutrina sagrada, pois deriva de princípios conhecidos à luz duma ciência superior, a saber: a de Deus e dos santos. Portanto, como aceita a música os princípios que lhe fornece o aritmético, assim a doutrina sagrada tem fé nos princípios que lhe são por Deus revelados. DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — Os princípios de qualquer ciência, ou são por si mesmos evidentes, ou se reduzem à evidência de alguma ciência superior. E tais são os princípios da doutrina sagrada, como dissemos. RESPOSTA À SEGUNDA. — Na doutrina sagrada, os fatos individuais não são tratados principalmente, senão apenas introduzidos a título de exemplo prático, como nas ciências morais; ou também no intuito de apurar a autoridade dos homens que nos transmitiram a revelação divina, na qual se funda a Sagrada Escritura ou doutrina.
Santo Tomás de Aquino, Suma teológica. Art. 1 — Se, além das ciências filosóficas, é necessária outra doutrina. (IIa IIae., q. 2, a. 3, 4; I Sent., prol., a. 1; I Cont. Gent., cap. IV, V; De Verit., q. 14, a. 10). O primeiro discute-se assim — Parece desnecessária outra doutrina além das disciplinas filosóficas. 1. — Pois não se deve esforçar o homem por alcançar objetos que ultrapassem a razão, segundo a Escritura (Ecle. 3, 22): Não procures saber coisas mais dificultosas do que as que cabem na tua capacidade. Ora, o que é da alçada racional ensina-se, com suficiência, nas disciplinas filosóficas; logo, parece escusada outra doutrina além das disciplinas filosóficas. 2. — Ademais, não há doutrina senão do ser, pois nada se sabe, senão o verdadeiro, que no ser se converte. Ora, de todas as partes do ser trata a filosofia, inclusive de Deus; por onde, um ramo filosófico se chama teologia ou ciência divina, como está no Filósofo1. Logo, não é preciso que haja outra doutrina além das filosóficas. Mas, em contrário, a Escritura (2 Tm 3, 16): Toda a Escritura divinamente inspirada é útil para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir na justiça. Porém, a Escritura, divinamente revelada, não pertence às disciplinas filosóficas, adquiridas pela razão humana; por onde, é útil haver outra ciência, divinamente revelada, além das filosóficas. SOLUÇÃO. — Para a salvação do homem, é necessária uma doutrina conforme à revelação divina, além das filosóficas, pesquisadas pela razão humana. Porque, primeiramente, o homem é por Deus ordenado a um fim que lhe excede a compreensão racional, segundo a Escritura (Is 64, 4): O olho não viu, exceto tu, ó Deus, o que tens preparado para os que te esperam. Ora, o fim deve ser previamente conhecido pelos homens, que para ele têm de ordenar as intenções e atos. De sorte que, para a salvação do homem, foi preciso, por divina revelação, tornarem-se-lhe conhecidas certas verdades superiores à razão. Mas também naquilo que de Deus pode ser investigado pela razão humana, foi necessário ser o homem instruído pela revelação divina. Porque a verdade sobre Deus, exarada pela razão, chegaria aos homens por meio de poucos, depois de longo tempo e de mistura com muitos erros; se bem do conhecer essa verdade depende toda a salvação humana, que em Deus consiste. Logo, para que mais conveniente e segura adviesse aos homens a salvação, cumpria fossem, por divina revelação, ensinados nas coisas divinas. Donde foi necessária uma doutrina sagrada e revelada, além das filosóficas, racionalmente adquiridas. DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — Embora se não possa inquirir pela razão o que sobrepuja a ciência humana, pode-se entretanto recebê-lo por fé divinamente revelada. Por isso, no lugar citado (Ecle 3, 25), se acrescenta: Muitas coisas te têm sido patenteadas que excedem o entendimento dos homens. E nisto consiste a sagrada doutrina. RESPOSTA À SEGUNDA. — O meio de conhecer diverso induz a diversidade das ciências. Assim, o astrônomo e o físico demonstram a mesma conclusão, p. ex., que a terra é redonda; se bem o astrônomo, por meio matemático, abstrato da matéria; e o físico, considerando a mesma. Portanto, nada impede que os mesmos assuntos, tratados nas disciplinas filosóficas, enquanto cognoscíveis pela razão natural, também sejam objeto de outra ciência, enquanto conhecidos pela revelação divina. Donde a teologia, atinente à sagrada doutrina, difere genericamente daquela teologia que faz parte da filosofia.
image Meditação de reserva: A Misericórdia de Deus e as Ilusões do Pecador Santo Afonso Maria de Ligório 25/07/2024 Meditação, Meditação diária de Santo Afonso Extraído do livro Meditações para todos os dias e festas do ano tiradas das obras ascéticas de Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo e Doutor da Igreja, pelo Padre Thiago Maria Cristini, edição de 1921, tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive1 Ne dixeris: Peccavi, et quid mihi accidit triste? Altissimus enim est patiens redditor — “Não digas: Pequei, e que mal me veio daí porque o Altíssimo, ainda que sofrido, é justiceiro” (Eclo. 5, 4) Sumário. Eis aí uma ilusão comum aos pecadores, a qual fez e ainda faz com que muitos se condenem. Os miseráveis dizem: Deus é misericordioso, e assim como no passado tem sido tão indulgente para conosco, sê-lo-á também no futuro. Consideremos, porém, que o Senhor não é só misericordioso, mas também justo. Por isso, quando estiver cheia a medida dos pecados que ele quer perdoar, faz descer os mais formidáveis castigos. Ah! Quantos daqueles que sempre adiavam a sua conversão, confiados na bondade divina, estão agora queimando no inferno! I. Escreve um sábio autor que são mais os que são enviados ao inferno pela misericórdia de Deus do que pela sua justiça, porque estes infelizes, contando temerariamente com a divina misericórdia, não deixam de pecar e assim se perdem. — Deus é misericordioso; quem o nega? Contudo, quantos não há a quem Deus condena todos os dias ao inferno! Deus é misericordioso, mas é também justiceiro, e por isso se vê obrigado a punir a quem o ofende. Deus usa de misericórdia; mas a favor de quem? Daquele que o teme: Misericordia eius super timentes se. Misertus est Dominus timentibus se 2 — “A sua misericórdia é para os que o temem. O Senhor se compadeceu dos que o temem”. Quanto àquele que o despreza e abusa da sua misericórdia para mais o desprezar, Deus o trata segundo a sua justiça. E com razão. Deus perdoa o pecado; mas não pode perdoar a vontade de pecar. — Diz Santo Agostinho que o que peca com intenção de se arrepender depois do pecado, não é um penitente, senão um zombador de Deus: Irrisor est, non poenitens. Ora, o Apóstolo nos previne que Deus não consente que zombem dele: Nolite errare: Deus non irridetur 3. Seria zombar de Deus o ofendê-lo como e quanto se queira, e depois pretender ir ao paraíso. Que justiça seria esta? Então, por que Deus se compadeceu de ti, deverá usar sempre para contigo da mesma misericórdia, e nunca te punir? Ao contrário, quanto maiores foram as suas misericórdias para contigo, tanto mais deves recear que deixe de te perdoar, e te castigue enfim, se o ofenderes de novo. — Não digas: Pequei, e que mal me veio d’aí? Porque o Altíssimo, ainda que sofrido, é justiceiro. Deus tolera, diz o Eclesiástico, mas não tolera sempre. Quando se encheu a medida das misericórdias que decretou fazer a cada pecador, envia-lhe o castigo proporcionado a todos os pecados. Quanto mais esperou que o pecador fizesse penitência, tanto mais rigoroso será o castigo. Coloca-te em espírito às portas do inferno. Ah! Quantos daqueles que sempre adiavam a sua conversão, estão agora ardendo no fogo infernal! II. Meu irmão, se vês que ofendeste a Deus muitas vezes, sem que te enviasse ao inferno, deves dizer: Misericordiae Domini, quia non sumus consumpti 4 — “É pela misericórdia de Deus que não temos sido consumidos”. Agradeço-Vos, Senhor, por me não terdes condenado ao inferno, como merecia! — Pensa que muitos pecadores, menos culpados que tu, foram condenados. Penetrado deste pensamento, procura reparar as ofensas de Deus pela penitência e pelas boas obras. A paciência de Deus para contigo deve-te excitar, não a ofendê-lo de novo, mas a servi-lo e amá-lo com mais fervor, tendo em vista as imensas misericórdias que te fez de preferência a outros. Meu Jesus crucificado, meu Redentor e meu Deus, aqui tendes aos pés o traidor. Envergonho-me de comparecer diante de Vós. Quantas vezes não escarneci de Vós! Quantas vezes prometi que nunca mais Vos ofenderia! As minhas promessas foram outras tantas infidelidades; pois, quando se me ofereceu ocasião, esqueci-me de Vós, e voltei-Vos novamente as costas. Agradeço-Vos por não me terdes até agora enviado ao inferno e permitirdes chegar-me a vossos pés, iluminando-me e convidando-me ao vosso amor. Ó sim, quero amar-Vos, meu Salvador e meu Deus, e não quero mais desprezar-Vos. Por bastante tempo me tendes aturado; vejo que não me podeis aturar mais. Ai de mim, se depois de tantas graças tornasse a ofender-Vos! Senhor, estou resolvido a mudar de vida, e quero amar- Vos na proporção que Vos ofendi. O que me consola é ter de tratar com uma bondade infinita. Sobre todos os males me pesa haver-Vos assim desprezado; para o futuro prometo-Vos todo o meu amor. Perdoai-me pelos merecimentos da vossa Paixão; esquecei as injúrias que Vos fiz, e dai-me a força de Vos ser fiel no resto da minha vida. — Amo-Vos, meu soberano Bem, e espero amar-Vos sempre. Ó meu Deus amado, não me quero mais separar de Vós. — Ó Mãe de Deus, Maria, ligai-me a Jesus Cristo, e obtende-me a graça de nunca me afastar dos seus pés: em vós confio.
image Paternidade, família e educação Por: Ir. Jean-Domenique, O.P. 1) O papel do pai de família Pe. Jean-Dominique inicia seu livro chamado Padres! contando-nos a história de um homem que perdeu a Fé mais tarde na sua vida e relacionando-a com o facto de que, quando criança, quando fazia uma pergunta ao seu pai sobre a Fé, o pai respondia: "Vá perguntar à sua mãe. " Quando lhe faziam a mesma pergunta, a mãe dizia: "Vá perguntar ao Padre". Isto nos mostra a importância que ambos os pais têm na educação do filho, e principalmente no que diz respeito à educação na Fé. Ao olhar para os Mandamentos de Deus, podemos reconhecer imediatamente que os três primeiros Mandamentos nos falam dos nossos deveres para com Deus. Os próximos sete falam dos nossos deveres para com o próximo. Curiosamente, o primeiro destes sete mandamentos trata de honrar os nossos pais e, em primeiro lugar, o nosso pai: "Honra a teu pai e a tua mãe". O economista francês Frederic Le Play, depois de estudar o declínio de várias nações na história, chegou a esta conclusão: "As nações que vêem o seu poder diminuir cometeram todas o erro de diminuir a autoridade do Pai da Família." Assim podemos refletir sobre os danos causados ​​nas nossas sociedades pelo feminismo. O feminismo não é apenas uma destruição da identidade das mulheres, é também e sobretudo uma forma de destruir toda a ordem que preside as nossas nações e, com isso, aniquilá-las progressivamente. Onde está o segredo de tamanha grandeza do pai de família? Encontramos uma resposta na Epístola de São Paulo aos Efésios (3;14): "Portanto, dobro os joelhos diante do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, de quem toda paternidade no céu e na terra tem nome". O pai deve lembrar-se então que a sua paternidade não lhe pertence. Pelo contrário, nada mais é do que um reflexo do Todo-Poderoso. O pai não consegue lidar com seu papel paterno como pretende. Ele deve lembrar que será julgado por Deus e solicitado a responder sobre como ele fez o seu melhor para refletir a paternidade de Deus: "Por suas virtudes, por sua linguagem, por sua compostura, o pai deve inspirar respeito e refletir algo da beleza do Pai Eterno. Pela sua oração, ele procura viver constantemente nas mãos do seu mestre." (Pe. JD) Nenhum egoísmo, portanto, nenhum excesso de poder, mas também nenhuma falta de coragem no exercício do poder que recebeu: tudo deve ser feito à luz do princípio acima. As funções da paternidade humana são iguais às funções da paternidade divina. Ora, a paternidade se cumpre em Deus de duas maneiras: Quanto ao seu Filho, o Pai gera um Filho na unidade da mesma substância. O mistério da Santíssima Trindade dá uma bela luz sobre a natureza e o dever da paternidade humana. No que diz respeito às criaturas, a paternidade de Deus deve ser dividida em três aspectos diferentes. Escutemos o ensinamento do Catecismo de Trento: "Como este nome Pai é apropriado a Deus? É algo fácil de ensinar aos fiéis, falando-lhes dos mistérios da Criação , da Providência e da Redenção ." Se voltarmos às funções da paternidade humana, descobrimos que elas são iguais ao segundo aspecto da Paternidade de Deus mencionado acima (funções da Paternidade de Deus em relação às criaturas). Um homem participa na obra da Criação através da procriação e educação dos seus filhos. Um homem participa no governo do mundo ( Providência ) através do seu trabalho e da sua autoridade . Um homem participa da obra da Redenção por meio de seu ministério espiritual em seu lar. 2) Procriação É óbvio, mas é bom sublinhar que um homem se torna pai quando a sua esposa dá à luz um filho. Após a criação de Adão e Eva, Deus poderia ter continuado a criar seres humanos adultos. Mas ele quis associar o homem e a mulher à extensão da humanidade. Esta é uma honra imensa que é dada às suas criaturas. Cada vez que há a concepção de um novo ser humano, Deus intervém diretamente para criar uma alma humana. É por isso que chamamos à geração de filhos pelos pais «procriação». Os pais são os instrumentos do Criador. Podemos comparar esta dignidade da visão cristã sobre a procriação à feiúra do vício que foi introduzida, especialmente hoje em dia, numa das coisas mais belas que Deus fez. Ora, o papel do homem e da mulher é diferente na procriação: A mulher recebe a vida do homem. Ela o abriga, nutre e desenvolve. O homem é o princípio humano da vida. "O pai segundo a carne participa de maneira particular da noção de princípio que se encontra de forma universal em Deus", diz São Tomás de Aquino. O Pai é a fonte da vida. Esta é uma responsabilidade terrível, porque, como acontece na vida natural, se a fonte estiver contaminada, todos os rios estarão. O Pai imprime às futuras gerações que dele provêm a sua orientação geral e um estilo particular. São João Crisóstomo, no século IV, disse: "Se você criar bem o seu filho, ele também criará bem o seu filho, e este o seu filho. Será como uma corrente sucessiva e esta educação se espalhará por todos, tendo em você sua origem e suas raízes, e assim você dará frutos abundantes graças ao cuidado que tem com seu filho". São Pio X, no início do século XX, falando da destruição da educação católica nas famílias, disse: "Uma queixa altamente motivada e universal é encontrada nos nossos dias nos lábios de todos os tipos de pessoas sobre a imoralidade e a corrupção, não só dos jovens adultos, mas também das crianças na sua mais tenra idade, que infelizmente vemos desde o momento em que a sua razão se desenvolve: vemos estas crianças levadas a vícios horríveis, por tendências verdadeiramente más que tornam todos aqueles que têm alguma autoridade na sociedade tremer. A que podemos atribuir esta desordem universal, esta malícia precoce nas crianças? O Espírito Santo disse que os filhos se parecem com os pais. Exceto alguns raros ramos malignos que não correspondem à natureza da árvore a que estão unidos, o mal dos filhos deve ser imputado à negligência, ao descuido, etc., e, Deus me livre!, à malícia dos pais. É por isso que se devemos esperar algo de bom para a sociedade, devemos esperá-lo especialmente da família". (São Pio X, 27 de outubro de 1907) Portanto, o verdadeiro líder da família deve ter senso de responsabilidade . Os homens devem pesar seriamente o fardo que carregam sobre os ombros quando se casam. A solução é não cair no medo excessivo e duvidar da Providência Divina. Mas é definitivamente para considerar seriamente os nossos deveres. "Deus criou o homem à Sua imagem e não concedeu esse favor a outros seres vivos. Portanto, é bem verdade que por este privilégio, por este privilégio único que ele concedeu à humanidade, a Santa Igreja o chama de Pai de todos, tanto dos fiéis quanto dos infiéis" diz o Catecismo do Concílio de Trento. Qual será o papel do Pai na obra educativa? Muitas vezes as pessoas pensam: o marido deve fornecer a comida e a esposa deve educar os filhos. Não há nada mais falso. A esposa tem um papel importante a desempenhar na educação, mas trabalha como associada do marido. «O pai é o princípio ao mesmo tempo da geração, da educação, da disciplina, de tudo o que diz respeito à perfeição da vida humana.» (São Tomás de Aquino). A mãe, diz Pe. Jean-Dominique adapta a cada filho a orientação do pai, mas atua em nome do marido. "Não é porque os pais desistiram, porque abandonaram aos respectivos cônjuges a educação dos filhos, que os filhos se tornaram instáveis, pusilânimes, liberais e naturalistas? Falta à nossa geração a coragem, o prestígio e o cuidado do chefe de família." (Pe. J.-D.) Pio XII, ao falar do papel dos pais, dá o exemplo da cabeça e do coração. Ambos são necessários. Mas a cabeça está em primeiro lugar. O Apóstolo São Paulo dá um bom resumo da educação cristã: "Como vocês sabem de que maneira, suplicando e confortando vocês (como um pai faz com seus filhos), testemunhamos a cada um de vocês, que vocês caminhariam dignos de Deus, que vos chamou para o seu reino e glória." Eu Tess. 2, 11-12 Três condições são essenciais para permitir ao pai cumprir adequadamente o seu papel: o exemplo , a presença e a generosidade . Exemplo Uma criança naturalmente admira seu pai e o toma como modelo. "Que influência teria um pai que, tendo exortado o filho ao sacrifício e à educação, se mostraria a ele como um viciado em televisão? Será a religião do meu pai verdadeira, quando nunca o vejo ajoelhado, quando nunca o vejo fazendo ações de graças depois da missa, quando nunca ouço conversas profundas vindo dele?" (Pe. J.-D.) Presença O chefe da família deve amar a sua casa. Ele deve fazer dela o seu principal centro de interesse. "Basta considerar os vários aspectos da missão educativa do pai para se convencer dela: brincar e cantar com os filhos, orientá-los nos trabalhos escolares, associá-los ao seu trabalho se estiver trabalhando no jardim ou trabalhos manuais pela casa, vigiar suas amizades para orientá-los desde tenra idade contra os falsos amigos, usar sua autoridade para corrigir seus defeitos e formar seu caráter, especialmente para os meninos, inculcar-lhes o sentido de sacrifício e ao serviço do bem comum. É fácil ver nestes poucos exemplos o que a missão do pai de família exige em relação à sua presença e ao seu cuidado". (Pe. J.-D.) Recompensa Sendo ele a fonte, o pai também deve ser o mais generoso. Ele deve ser bom. "Quando um bom pai de família, com toda a força que o Senhor lhe deu e com a coroa que colocou na testa, exerce sua autoridade e mostra bondade, é impossível que aqueles que dependem dele não o façam. assemelham-se a ele em todas as suas ações", diz o Papa São Pio X. 3) O trabalho O trabalho é querido por Deus como instrumento privilegiado da paternidade do pai. No mundo de hoje, infelizmente, o trabalho tornou-se com demasiada frequência uma força irresistível que expulsa o homem do seu lar. Os objetivos do trabalho Qual é o primeiro objetivo do trabalho? É obviamente o trabalho concreto a ser cumprido. O trabalhador é ministro da Divina Providência para completar a natureza e servir o bem do homem. Por isso o pai deve trabalhar com zelo e atenção . Ele deve dar aos filhos o exemplo de honestidade, perseverança e disciplina. Portanto, não deve haver trabalho malfeito, desordem ou trabalho pela metade. "Tudo o que merece ser feito, merece ser bem feito." A segunda meta do trabalho é o salário legítimo que o pai recebe. Que o pai lembre que esse salário é bem merecido pelo seu trabalho. Mas que ele não se torne escravo de Mamom e fale sobre dinheiro o tempo todo, principalmente na frente dos filhos. Devem ver no seu pai o ministro da Divina Providência e o servidor dos seus irmãos. Como São José, um pai deve incutir nos filhos o seu amor pela pobreza. Isto é especialmente verdadeiro nos nossos dias, onde tão poucas pessoas conseguem proteger-se dos perigos do materialismo. Trabalhe para sua família O primeiro beneficiário do trabalho do pai é a família, e não só a sua subsistência material, mas também a alma da família, as suas virtudes e a educação dos filhos. É dever do pai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ter um trabalho que sustente a família. Quão importante é que o homem não tenha duas vidas separadas, reunidas apenas pela sua carteira! Enquanto está no trabalho, o homem deve pensar que está ao lado da família. Ele deve ser capaz de falar com sua esposa sobre o que está acontecendo no trabalho e também fazer com que os filhos se interessem pelo que ele está fazendo. A oração de São Pio X a São José não é uma boa forma de encerrar este capítulo? "Glorioso São José, modelo de todos os que se dedicam ao trabalho, obtende-me a graça de trabalhar em espírito de penitência na expiação dos meus muitos pecados; trabalhar conscientemente, colocando o amor ao dever acima de minhas inclinações; considerar com gratidão e alegria uma honra empregar e desenvolver pelo trabalho os dons que recebi de Deus, trabalhar metodicamente, pacificamente, com moderação e paciência, sem nunca recuar por cansaço ou dificuldade de trabalhar; acima de tudo, com pureza de intenção e altruísmo, tendo incessantemente diante dos olhos a morte e a conta que devo prestar do tempo perdido, dos talentos não utilizados, do bem não realizado e da vã complacência no sucesso, tão nefastos para a obra de Deus. Tudo por Jesus, tudo por Maria, tudo para te imitar, ó Patriarca São José! Este será meu lema para a vida e a eternidade." 4) Autoridade Mas Deus não apenas fornece a cada criatura o que ela necessita, Ele também governa, Ele tem autoridade. " Autoridade é o poder de vincular a vontade dos seus subordinados, de fazê-los servir, com estabilidade, ao bem comum e, ao fazê-lo, fazê-los atingir o seu pleno florescimento ", diz o Padre Jean-Dominique. Deus quer estabelecer o homem como chefe da família. Mas esta autoridade não será a mesma sobre a sua esposa e os seus filhos. Autoridade sobre os filhos Uma planta precisa de um pedaço de pau. Uma criança precisa de uma direção firme e, às vezes, de uma correção energética. Isso lhe dará estabilidade para ser bom e estabelecerá ordem em suas paixões. Lembre-se o pai de que ele não é o dono das almas que lhe foram confiadas, mas apenas o administrador. Deixe-o cumprir seu dever de uma forma que agrade ao seu Divino Mestre. Autoridade sobre a esposa " As mulheres sejam sujeitas aos seus maridos, como ao Senhor: porque o marido é o cabeça da esposa, como Cristo é o cabeça da Igreja. " (Efésios, 5, 22-23) Pio XII dá belos conselhos aos maridos: " Maridos, vocês foram investidos de autoridade. Na sua casa, cada um de vocês é o chefe com todas as suas obrigações, com toda a responsabilidade que este título acarreta. Não hesite, portanto, em exercer esta autoridade. Não se afastem deste dever, não fujam deste dever, desta responsabilidade. Nunca deixe que a preguiça, a negligência, o egoísmo ou os hobbies abandonem o leme do navio familiar confiado aos seus cuidados. " E, de fato, a falta de autoridade dos homens em nossos dias é um desastre ainda maior do que a desobediência das mulheres. Uma boa esposa entende muito bem o quanto precisa que o marido exerça sua autoridade sobre a família. Todos nós temos os defeitos das nossas qualidades. Deus dotou à mulher virtudes particulares que a tornam apta para a grande obra da maternidade. " São a gentileza, a perseverança, a resistência à dor, o dom de si, a intuição particular para adivinhar o sofrimento do mais fraco e uma compaixão ardente para aliviar o sofrimento. Mas esta sensibilidade muito apurada pode muito bem tornar-se uma deficiência. E então surgirão instabilidade, ansiedade, desânimo, precipitação de julgamento e problemas de nervosismo. Como prevenir-se contra estes defeitos tão naturais senão, tal como o próprio homem, por uma conduta firme e, portanto, pela autoridade do marido? "(Pe. J.-D.) A esposa deve amar a autoridade do marido como a Bem-Aventurada Virgem Maria amou a autoridade de São José. Ela deveria colocar toda a sua habilidade, toda a sua delicadeza psicológica para fazer crescer a autoridade do marido aos olhos dos filhos. A autoridade do marido sobre a esposa é uma autoridade de amor. " Mas para com a esposa que você escolheu como companheira de sua vida, que delicadeza, que respeito, que carinho você deve demonstrar em cada exercício de sua autoridade, seja ele feliz ou triste! Deixe que o seu comando, acrescenta o grande Bispo de Hipona mencionado há pouco, seja tão gentil quanto um bom conselho: e, deste conselho, a obediência extrairá encorajamento e força. Num lar cristão onde se vive pela fé e ainda é peregrino da cidade celestial, mesmo aqueles que comandam servem aqueles a quem parecem comandar, pois não comandam por qualquer desejo de governar, mas de aconselhar, não por orgulho de autoridade, mas através de uma previsão cuidadosa. "(Papa Pio XII) Que o pai tenha gratidão por tudo que sua esposa faz diariamente por ele. No trabalho educativo, muitas vezes ela está sozinha como Daniel no meio de leões; diariamente, ela realiza muitas tarefas ingratas e encontra palavras, depois de um dia agitado, para sustentá-lo com seu amor. Deixe o pai se interessar pelo que a esposa faz. Deixe-o tentar o seu melhor para aliviar o fardo dela. Deixe-o encontrar tempo para ela, pois ela é aqui na terra a sua ajuda mais preciosa. 5) Um profeta: o pai Consideremos agora o papel do pai de família como líder religioso, isto é, como ministro de Deus para a redenção de sua família. Este papel de redenção não é pequeno. O Santo Concílio de Trento diz: "É pela obra da Redenção que o nosso Deus infinitamente bom, que é ao mesmo tempo nosso Pai, atinge o limite de toda a sua bondade". A família tem uma dimensão sobrenatural: é certamente o ninho que acolhe a vida natural, mas é também um templo onde floresce a vida sobrenatural. O pai de família é, tanto quanto um leigo pode ser, o sacerdote deste templo. No Antigo Testamento, o pai costumava levar a família ao templo. Também entre os pagãos, o pai oferecia os sacrifícios aos (falsos) deuses no altar da casa. No Cristianismo, o pai não é investido do Santo sacerdócio como tal. O santuário das almas está fechado para ele. Ele não é o diretor espiritual nem o confessor da sua família. Mas ele participa de modo muito especial dos três poderes de Cristo: é profeta , rei e sacerdote . Façamos aqui duas observações antes de começarmos a contemplar estes três aspectos da paternidade cristã. Em primeiro lugar, recordemos que a família não é uma paróquia e não pode substituir a Igreja. Sua função é preparar e conduzir seus membros aos ofícios litúrgicos, especialmente à missa dominical. A família nasceu aos pés do altar. Do altar tira a sua virtude e a sua vivacidade. Em segundo lugar, se o pai é de certo modo o sacerdote da família, deve viver em harmonia e amizade com aqueles que estão investidos do sacerdócio ministerial. A divisão e a crítica injustificada ao pároco só podem levar à diminuição da ordem sobrenatural na alma dos filhos. Um profeta é aquele cujo papel é falar em nome de outra pessoa, e aqui, esse outro alguém é Deus. O pai participa da obra da Redenção. Ele é, portanto, um "profeta" no sentido de que fala à sua família em nome de Deus. "Ouça, meu filho, a instrução de seu pai, pois é uma coroa de graça para sua cabeça e um enfeite para seu pescoço." (Provérbios 1,8) Sobre este papel profético do pai, que é o seu papel de representar Deus diante dos filhos, lemos também no livro de Tobias (1, 9-10): " Mas quando era homem, tomou por esposa Anna desta própria tribo, e teve um filho com ela, a quem chamou pelo seu próprio nome. E desde a infância ele o ensinou a temer a Deus e a se abster de todo pecado." Ouçamos finalmente São João Crisóstomo: "Quando saírem da Igreja e entrarem em suas casas, preparem duas mesas, uma para os pratos do corpo e outra para os pratos da Sagrada Escritura. Deixe o marido repetir o que foi dito. Deixe a esposa ser instruída. Que os filhos ouçam, que o servo não se frustre com as leituras da Bíblia. Cada um de vocês faça da sua casa uma igreja. Não te foi confiada a salvação dos teus filhos e dos teus servos e não terás que prestar contas um dia? Como nós mesmos, pastores, teremos que prestar contas de suas almas, da mesma forma, os pais de família deverão prestar contas diante de Deus de todo o pessoal de sua casa: esposa, filhos, servo. Depois de alimentar seu corpo, portanto, tenha muito cuidado em servir esta mesa espiritual quando voltar para casa, onde reproduzirá o tema de nossas palestras." (Comentário sobre Gênesis 6, 2) Considerando este grande papel do pai, não deveríamos chegar à conclusão de que ele deve, portanto, aprofundar e elevar constantemente a sua própria formação doutrinal, para poder responder às necessidades dos membros desta família. 6) Um rei e sacerdote "Regere" em latim significa "liderar", "dirigir". Desta palavra, temos a palavra "rex", que é "rei". O pai pode ser considerado o "rei" de sua família porque tem autoridade para conduzir os membros da família ao Céu. Como ele realizará essa tarefa tão séria? O papel do pai ao conduzir os membros da família para o Céu é primeiro estabelecer leis e costumes em sua casa, para criar uma ordem na qual as almas florescerão. Nisto devem ser incluídas coisas tão básicas como a hora de ir para a cama, a escolha dos amigos, as responsabilidades a confiar a um e aos outros. Obviamente ele fará tudo isso com a ajuda da esposa, mas não deixará tudo isso aos cuidados dela e fará questão de resistir à tentação de desistir, de se livrar desse dever. O papel do pai será também proteger a esposa e os filhos. Por ser rei, deve manter uma vigilância constante e por vezes usar a força para afastar das almas que lhe foram confiadas os assaltos do diabo e do mundo, como disse Nosso Senhor no Evangelho: "Mas sabei isto, que se o dono da casa sabia a que hora o ladrão viria, ele certamente vigiaria e não permitiria que sua casa fosse arrombada." (Mat. 24, 23) Um sacerdote é alguém que fica entre o céu e a terra. Encontramos isso muito bem ilustrado com os patriarcas do Antigo Testamento. O pai deve ser, como sacerdote, um homem de oração. É seu dever estar diante da face de Deus em nome de todos os seus. Ele também deve ter o espírito de sacrifício. A influência que o pai terá sobre a família é muitas vezes proporcional à sua abnegação. Pais, uni-vos a Jesus-Vítima. Não viva uma vida fácil e branda como o mundo moderno o encoraja, mas tome sobre si o espírito da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Seja fiel ao seu dever de Estado. O pai deve ter um papel especial no culto familiar, rezando a bênção à mesa, liderando a oração pública, e não abandonando esse papel à esposa. O pai também pode abençoar seus filhos antes de irem para a cama ou antes de partirem em viagem. Ele faz isso na maioria das vezes marcando a testa com o sinal da cruz. "Honra a teu pai, com trabalho, palavra e toda paciência, para que uma bênção dele venha sobre ti, e sua bênção permaneça no último fim." (Ecl. 3, 9-10) CONCLUSÃO Um bom pai compreenderá facilmente que, para cumprir a bela tarefa de ser o líder espiritual da família, precisará da ajuda de sua esposa. "Não é bom que o homem esteja só: façamos dele uma ajudadora semelhante a ele." (Gên. 2,18)
image A Perfeita Alegria Por: São Francisco de Assis Vindo São Francisco de Assis certa vez de Perusa para Santa Maria dos Anjos com Fr. Leão, em tempo do inverno e atormentado pelo fortíssimo frio, frei Leão pediu-lhe: Padre, peço-te, da parte de Deus, que me digas onde está a perfeita alegria. E São Francisco assim lhe respondeu: Quando chegarmos a Santa Maria dos Anjos, inteiramente molhados pela chuva e transidos de frio, cheios de lama e aflitos de fome, e batermos à porta do convento, e o porteiro chegar irritado e disser: ‒ Quem são vocês? E nós dissermos: ‒ Somos dois dos vossos irmãos, e ele disser: ‒ Não dizem a verdade; são dois vagabundos que andam enganando o mundo e roubando as esmolas dos pobres; fora daqui! E não nos abrir e deixar-nos estar ao tempo, à neve e à chuva, com frio e fome até à noite: então, se suportarmos tal injúria e tal crueldade, tantos maus tratos, prazenteiramente, sem nos perturbarmos e sem murmurarmos contra ele (…) escreve que nisso está a perfeita alegria. E se ainda, constrangidos pela fome e pelo frio e pela noite batermos mais e chamarmos e pedirmos pelo amor de Deus com muitas lágrimas que nos abra a porta e nos deixe entrar, e se ele mais escandalizado disser: ‒ Vagabundos importunos, pagar-lhes-ei como merecem. E sair com um bastão nodoso e nos agarrar pelo capuz e nos atirar ao chão e nos arrastar pela neve e nos bater com o pau de nó em nó: Se nós suportarmos todas estas coisas pacientemente e com alegria, pensando nos sofrimentos de Cristo bendito, as quais devemos suportar por seu amor: Ó irmão Leão, escreve que aí e nisso está a perfeita alegria, e ouve, pois, a conclusão, irmão Leão. Acima de todas as graças e de todos os dons do Espírito Santo, os quais Cristo concede aos amigos, está o de vencer-se a si mesmo, e, voluntariamente, pelo amor, suportar trabalhos, injúrias, opróbrios e desprezos. Fonte: Excerto dos "Fioretti de São Francisco",
As mulheres E da maldade das mulheres fala-se em Eclesiastes XXV: "Não há cabeça superior à de uma serpente, e não há ira superior à de uma mulher. Prefiro viver com um leão e um dragão, que com uma mulher malévola". E entre muitas outras coisas que nesse ponto precedem e seguem ao tema da mulher maligna, concluímos: Todas as malignidades são pouca coisa em comparação com a de uma mulher. Pelo qual São João Crisóstomo diz em texto: "Não convém se casar". São Mateus, XIX: Que outra coisa é uma mulher, senão um inimigo da amizade, um castigo inevitável, um mal necessário, uma tentação natural, uma calamidade desejável, um perigo doméstico, um deleitável detrimento, um mal da natureza pintado com alegres cores! Portanto, se é um pecado divorciar-se dela quando deveria mantê-la, é na verdade uma tortura necessária. Pois ou bem cometemos adultério ao nos divorciar, ou devemos suportar uma luta quotidiana. Em seu segundo livro A Retórica, Cícero diz: "Os muitos apetites dos homens levam-no a um pecado, mas o único apetite das mulheres as conduz a todos os pecados, pois a raiz de todos os vícios femininos é a avareza". E Séneca diz em suas Tragédias: "Uma mulher ama ou odeia; não há uma terceira alternativa. E as lágrimas de uma mulher é um engano, pois podem brotar de uma pena verdadeira, ou ser uma armadilha. Quando uma mulher pensa sozinha, pensa o mal". Mas para as boas mulheres há tanto louvor que lemos que deram beatitude aos homens, e salvaram nações, países e cidades; como fica claro no caso de Judith, Déborah e Esther. Veja-se também Coríntios I: "Da mulher que tem um marido infiel, e consente em habitar com ele; não a dispense. Porque o marido infiel é santificado na mulher". E Eclesiastes, XXVI: "Bendito o homem que tem uma mulher virtuosa, pois o número de seus dias se duplicará". E ao longo desse capítulo se dizem muitos elogios sobre a excelência das mulheres boas, o mesmo que no último capítulo dos Provérbios a respeito de uma mulher virtuosa. E tudo isto fica claro no Novo Testamento, a respeito das mulheres e virgens e outras mulheres santas que pela fé afastaram nações e reinos da adoração de ídolos, para leva-los à religião cristã. Quem ler Vincent de Beauvais - em Spec. Histor. XXM 9 - encontrará coisas maravilhosas na conversão da Hungria pela muito cristã Gilia, e dos francos por Clotilda, esposa de Clodoveo. Portanto, em muitas críticas que lemos contra as mulheres, a palavra mulher se usa para significar o apetite da carne. E como foi dito: Aqui verificamos que a mulher é mais amarga que a morte e, uma boa mulher está submetida ao apetite carnal. Outros propuseram outras razões pela existência de mais mulheres supersticiosas do que homens. E a primeira é mais crédula; e como o principal objetivo do demônio é corromper a fé, prefere atacá-las. Veja-se Eclesiastes, XIX: "Quem é rápido em sua credulidade, é de mente débil, e será decaído". A segunda razão é que, por natureza, as mulheres são mais impressionáveis e mais prontas a receber a influência de um espírito desencarnado; e que quando usam bem esta qualidade, são muito boas; mas quando a usam mal, são muito más. A terceira razão é que possuem língua solta, e são incapazes de ocultar de seus semelhantes as coisas que conhecem das artes do mal e como são débeis, encontram uma maneira fácil e secreta de justificativa por meio da bruxaria. Veja-se Eclesiastes, tal como citamos acima: "Prefiro viver com um leão e um dragão, do que habitar com uma mulher malvada". Toda maldade é pouca coisa em comparação com a de uma mulher. E a isto pode se agregar que, como são muito impressionáveis, atuam em conivência. Também há outros que postulam outras razões, das quais os evangelistas deveriam ter sumo cuidado quanto à maneira em que as usam. Pois é certo que no Antigo Testamento as Escrituras dizem muitas coisas más sobre as mulheres, e isso é devido à primeira tentadora, Eva, e suas imitadoras; porém depois, no Novo Testamento, encontramos uma troca de nome, como Eva para Ave (como diz São Jerônimo), e todo o pecado de Eva eliminado pela benção de Maria. Portanto os evangelistas sempre deveriam louvá-las tanto quanto seja possível. Mas como nestes tempos esta perfídia se encontra com mais frequência entre as mulheres do que entre os homens, como sabemos pela experiência, se alguém sentir curiosidade em ter razão, podemos agregar, ao que foi dito o seguinte: que como são mais débeis de mente e de corpo, não é de se estranhar que caiam em maior medida sob o feitiço da bruxaria. Porque no diz respeito ao intelecto, e à compreensão das coisas espirituais, elas parecem ser de natureza diferente dos homens, fato respaldado pela lógica das autoridades, e apoiado por diversos exemplos das Escrituras. Terêncio diz: "No intelectual, as mulheres são como crianças". E Latâncio em Institutiones III: "Mulher alguma, entendeu a filosofia, exceto Temeste". Em Provérbios, XI como se descrevesse uma mulher, diz: "Argola de ouro no focinho do porco é como uma mulher formosa apartada da razão". Mas a razão natural é mais carnal que o homem, como fica claro analisando suas muitas abominações carnais. E devemos apontar o defeito na formação da primeira mulher, que foi formada de uma costela curva, isto é, a costela do peito, que se encontra encurvada, por assim dizer, em direção contrária a do homem. E devido a este defeito é um animal imperfeito, sempre engana. Por isso diz Catão: "Quando uma mulher chorar, fique preso na rede". E depois: "Quando uma mulher chora se esforça para enganar um homem". E isto é mostrado pela esposa de Sansão, que o instruiu a dizer o enigma proposto aos filisteus, e lhes deu a resposta, assim os enganando. E fica claro, no caso da primeira mulher, que tinha pouca fé; pois quando a serpente perguntou por que não comiam de todas as árvores do Paraíso, ela respondeu: "De todas as árvores, etc..., não é que por acaso morramos". Com o qual mostrou que duvidava, e que tinha pouca fé na palavra de Deus. E tudo isso é mostrado pela etimologia da palavra; pois Femina provem de Fé e Menos, considerando que é muito débil para manter e conservar a fé. E tudo isso, que diz respeito a fé, pertence a sua natureza, ainda que por graça e natureza a fé jamais faltou a Santa Virgem, mesmo no momento da paixão de Cristo, quando faltou a todos os homens. Portanto, uma mulher malvada é por natureza mais rápida em vacilar em sua fé e, portanto, mais rápida em abjurar da fé, o que constitui a raiz da bruxaria. E quanto a sua outra qualidade mental, isto é, sua vontade natural; quando odeiam alguém a quem antes amou, fervem de ira e impaciência por toda alma, tal como as marés dos oceanos sempre se erguendo e arrebentando. Muitas autoridades referem-se a esta causa: Eclesiastes XXV "Não há ira superior à de uma mulher". E Sêneca em Tragédias: "Nenhuma força das chamas ou da tempestade, nenhuma arma mortífera, deve temer-se tanto como a luxuria e o ódio de uma mulher que foi divorciada do leito matrimonial". Isto também se mostra na mulher que acusou falsamente José, e o fez prisioneiro porque não aceitou o delito de adultério com ela (Gênesis, XXX). E em verdade, a causa mais poderosa que contribui para aumento do número das bruxas é a lastimável rivalidade entre as pessoas casadas e as mulheres e os homens solteiros. E se isto é assim inclusive entre as "santas", como será, então, entre as demais? Pois em Gênesis, XXI vê-se o quanto impaciente e invejosa foi Sarah a respeito de Hagar quando concebeu; quanta inveja teve Raquel de Léa, porque não tinha filhos (Gênesis, XXX); e Hannah, que era estéril, da frutífera Peninnah (I Reis); e como Maria (Números, XII) murmurou e falou mal de Moisés, e portanto foi atacada de lepra; e de como Martha tinha inveja de Maria Madalena, porque estava ocupada e Maria achava-se sentada (São Lucas, X). A isto se refere Eclesiastes, XXXVII: "Não consultes com uma mulher a respeito daquela de quem está zelosa". Quer dizer que é inútil consultar com ela, já que sempre há ciúme, ou seja, inveja numa mulher malvada. E se as mulheres comportam-se desse modo entre si, quanto mais o farão entre os homens. Valerlo Máximo conta que quando Foroneo, rei dos gregos, se encontrava moribundo, disse a seu irmão Leoncio que nada lhe haveria faltado em matéria de felicidade se sempre lhe tivesse faltado uma esposa. E quando Leoncio lhe perguntou como uma esposa poderia se interpor no caminho da felicidade, lhe respondeu que todos os homens casados o sabiam muito bem. E quando o filósofo Sócrates lhe perguntou se deveria ter casado com uma esposa, respondeu: "Se não o fazes estarás sozinho, tua família morrerá e te herdará um alheio; se o fazes sofre em eterna ansiedade, de lamurientos planos; recriminação a respeito da porção correspondente ao casamento; o forte desagrado de teus parentes, a charlatanice de uma sogra, um belo par de cornos, e a chegada nada segura de um herdeiro". Isso foi dito como quem sabia o que dizia. Pois São Jerônimo, em seu Contra Loniniannm, diz: "Este Sócrates tinha duas esposas que suportou com muita paciência, mas não pôde livrar-se de suas obstinações e suas clamorosas críticas. De maneira que um dia, quando se queixavam dele, por ter saído de casa para fugir do assédio, indo sentar-se do lado de fora; então as mulheres jogaram nele a água que lhe serviriam". Mas o filósofo não se importou com isso, e disse: "Já sabia que depois do trovão viria a chuva". E também existe a história de um homem cuja esposa se afogou num rio. Enquanto ele procurava o cadáver para tirá-lo d'água, lhe perguntaram por quê caminhava correnteza acima; já que corpos pesados não se elevam, mas apenas descem, e ele procurava contra a corrente do rio; respondeu: "Quando esta mulher vivia, sempre, tanto em palavras como nos fatos, contradisse minhas ordens; portanto procuro na direção contrária, porque agora, mesmo morta, ainda conserva seu disposição contraditória". E na verdade, pelo seu primeiro defeito de inteligência, são mais propensas a abjurar da fé, assim, como no segundo defeito de afetos e paixões exageradas, procuram, matutam e infligem diversas vinganças, seja por bruxaria ou outros meios. Pelo qual não é assombroso que existam tantas bruxas neste sexo. As mulheres também têm memória débil, e nelas é um vício natural não serem disciplinadas, senão seguir seus próprios impulsos, sem sentido algum no que pretendem fazer; e isto é tudo o que sabem, e a única coisa que conservam na memória. De maneira que Teofrasto diz: "Se a elas entregar toda a administração da casa, mas reservar ao marido algum pequeno detalhe para seu próprio julgamento, ela pensará que ele demonstra uma grande falta de fé nela, e armará desavenças; e se ele não for logo procurar conselhos, ela lhe preparará veneno e consultará videntes e algures, e logo se converterá numa bruxa". Mas quanto à dominação pelas mulheres, escute o que diz Cícero nos Paradoxos. "Pode ser chamado de livre um homem cuja esposa o governa, lhe impõe leis, lhe dá ordens e lhe proíbe de fazer o que deseja, de modo que não pode nem se atreve a lhe negar nada do que lhe pede? Eu não só o chamaria de escravo, senão, o mais baixo dos escravos, ainda que nascido na família mais nobre." E Seneca, na personagem da furiosa Medea, diz: "Porque deixas de seguir teu impulso feliz; tão grande é a parte da vingança com que te regozijas?" Onde apresenta muitas provas de que a mulher não pode ser governada, senão que segue seu próprio impulso, mesmo até sua destruição. Da mesma forma, lemos a respeito de muitas mulheres que se mataram por amor ou pena, porque não podiam se vingar. Ao escrever sobre Daniel, São Jerônimo relata uma história de Laodicea, esposa de Antioco, rei da Síria; de como, ansiosa de que ele amasse sua outra esposa, Berenice, mais que ela, fez primeiro que Berenice e sua filha com Antioco fossem assassinadas, e depois se envenenou. E por que? Porque não queria ser governada, mais desejava seguir seus próprios impulsos. Portanto, São João Crisóstomo diz, não sem razão: "Oh maldade, pior que todos os males, uma mulher maligna, seja pobre ou rica". Pois se é esposa de um rico, não deixa de excitar, dia e noite, seu esposo, com palavras ardentes, nem de usar argumentos malignos e importunações violentas. E se tem um esposo pobre não deixa de incitá-lo até a cólera e a rixa. E se é viúva, dedica-se a menosprezar todos, em qualquer lugar, e se mostra inflamada para todas as audácias, por seu espírito orgulhoso. Se pesquisarmos, veremos que quase todos os reinos do mundo foram derrubados por mulheres. Tróia, que era um reino próspero, foi destruída pela violação de uma mulher, Helena, e muitos milhares de gregos foram mortos. O reino dos judeus sofreu grandes infortúnios e destruição por causa da maldita Jezebel, e sua filha Ataliah, rainha da Judéia, que fez que os filhos de seu filho fossem mortos, para que na morte deles pudesse chegar a reinar; mas cada uma delas foi morta. O reino dos romanos suportou muitos males devido a Cleópatra, rainha de Egito, a pior das mulheres. E assim como outras. Portanto, não é estranho que o mundo sofra agora com malícia das mulheres. E examinaremos em seguida os desejos carnais do corpo, dos quais surgiram inumeráveis danos para a vida humana. Com justiça podemos dizer como Catão de Utica: "Se o mundo pudesse libertar-se das mulheres, não careceríamos de Deus em nossas relações". Pois em verdade, sem a malignidade das mulheres, para não falar da bruxaria, o mundo seguiria existindo a prova de inumeráveis perigos. Ouça o que disse Valerlo a Rufino: "Não sabeis que a mulher é a Quimera, mas é bom que o saibas, pois esse monstro tinha três formas; seu rosto era de um radiante e nobre leão; tinha o asqueroso ventre de uma cabra, e estava armada da cauda virulenta de uma víbora". Quer dizer que uma mulher é formosa na aparência, contamina pelo tato e é mortífero viver com ela. Consideremos outra de suas propriedades, sua voz. Pois como é embusteira por natureza, assim também em sua fala fere enquanto nos deleita. Pelo qual sua voz é como o canto das sereias, que com suas doces melodias atraem aos viajantes e os matam. Pois os matam esvaziando-lhes os bolsos, consumindo-lhes as forças, e fazendo-os abandonar a Deus. E Valerlo também diz a Rufino: "Quando fala, é um deleite que aroma o pecado; a flor do amor é uma rosa, pois embaixo de seu botão se escondem muitos espinhos". Veja Provérbios, v 3-4: "Porque os lábios da estranha destilam mel e seu paladar é mais macio que o azeite; mas seu fim é amargo como o absinto". (Sua garganta é mais lisa que o óleo. Mas sua extremidade é tão amarga quanto o absinto). Consideremos também seu porte, postura e vestimenta, que é a vaidade das vaidades. Não há homem no mundo que se esforce tanto por comprazer ao bom Deus, como uma mulher comum estuda suas vaidades para comprazer aos homens. Um exemplo disso se encontra na vida de Pelagia, uma mulher mundana que saíra para passear por Antióquia ataviada e enfeitada nas formas mais extravagantes. Um santo padre, chamado Nonno, viu-a e rompeu-se a chorar, e disse a seus companheiros que nunca em sua vida havia usado tanta diligência para comprazer a Deus, e agregar-se muito mais a Ele, se resguardando em orações. Isto é o que se lamenta em Eclesiastes VII e que a igreja inclusive lamenta agora devido à grande quantidade de bruxas. "E eu achei mais amarga que a morte, a mulher, a qual é rede e laços do coração; suas mãos são como ligaduras. O que agrada a Deus escapará dela; mas o pecador será preso nela". Mais amarga que a morte, isto é, que o demônio: Apocalipse VI, 8, "tenha, por nome Morte". Pois mesmo o demônio levando Eva ao pecado, Eva seduziu Adão. E como o pecado de Eva não havia levado a morte a nossa alma e corpo, a menos que o pecado passasse depois para Adão, o qual foi tentado por Eva, e não pelo demônio, então ela é mais amarga que a morte. É mais amarga que a morte, porque isso é natural e destrói apenas o corpo; mas o pecado que nasceu da mulher destrói a alma ao despojá-la da graça, e entregar o corpo ao castigo pelo pecado. É mais amarga que a morte, porque a morte do corpo é um inimigo franco e terrível, mas a mulher é um inimigo lamuriento e secreto. E o fato de que é mais perigosa que uma armadilha, não falando das armadilhas dos caçadores, mas dos demônios. Pois os homens são capturados, não só por seus desejos carnais, quando veem e ouvem às mulheres; mas, como diz São Bernardo: "Seu rosto é um vento quente, e sua voz o apito das serpentes"; e também provocam encantamentos em inúmeros homens e animais. E quando se diz que o coração delas é uma rede, se fala da inescrutável malícia que reina em seu coração. E suas mãos são como laços para amarrar, pois quando posam suas mãos sobre uma criatura para enfeitiçá-la, então, com a ajuda do demônio, executam seu desígnio. Para terminar. Todas as bruxarias provem do apetite carnal que nas mulheres é insaciável. Vejam-se Provérbios XXX: "Há três coisas que nunca se fartam; ainda a quarta nunca diz basta": a matriz estéril. Pelo qual, para satisfazer seus apetites, se unem inclusive aos demônios. Muitas outras razões deveríamos apresentar, mas para o entendimento está claro que não é de se estranhar que existam mais mulheres que homens infectadas pela heresia da bruxaria. E em consequência disso, é melhor chamar de heresia das bruxas do que dos bruxos, já que o nome deriva do grupo mais poderoso. E bendito seja o Altíssimo, que até hoje protegeu o sexo masculino de tão grave delito; pois Ele se mostrou disposto a nascer e sofrer por nós e, portanto concedeu esse privilégio aos homens.
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