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lucianorocha
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Writer, investor and a huge Bitcoin fan. Author of book Do Zero ao Cem Mil com Bitcoin.
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lucianorocha 5 days ago
O Índice de Medo e Ganância das criptomoedas atingiu a marca de 5 nesta quinta-feira (12). Trata-se do menor valor em toda a série histórica do índice. A título de comparação, o recorde anterior tinha sido em 22 de junho de 2022, quando o índice atingiu 8. Mas naquela época era o auge da crise da quebra do ecossistema Terra (LUNA), que varreu US$ 40 bilhões do mercado. E também era o auge da crise das plataformas de lending (empréstimo), que resultou na quebra de nomes famosos como a Celsius e a BlockFi. Mas agora não há quebras, não há nenhum esquema fraudulento. Nenhum golpe nem nenhum setor do mercado em risco. Há simplesmente… pânico. Pânico de que a Strategy pode quebrar, mesmo a empresa tendo solidez de caixa e colateral suficiente para pagar suas dívidas. Muito FUD (notícias falsas, na verdade) sobre o envolvimento de Jeffrey Epstein com o Bitcoin, que nunca aconteceu (o fracasso de Epstein em controlar o Bitcoin só mostra a força de sua descentralização). É um cenário totalmente diferente dos mercados de baixa anteriores. Tanto que até este momento, o Bitcoin não repetiu as fortes quedas de 60%, 80% dos ciclos anteriores — o preço caiu “apenas” 45% desde seu topo histórico. Para resumir, o temor do mercado parece ainda mais irracional neste ciclo do que nos anteriores, e sem nenhum motivo. É justamente neste cenário que aparecem as melhores oportunidades de alocação para quem está realmente de olho e tem caixa. (Não é recomendação de investimento). image
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lucianorocha 1 week ago
O último ajuste na dificuldade de mineração do Bitcoin ocorreu cinco dias atrás. E resultou numa queda de 11,16% levando a dificuldade a cair de quase 140 trilhões para 125 trilhões. Esta foi a maior queda de dificuldade desde junho de 2021 — um ano no qual a China baniu (mais uma vez) a mineração de Bitcoin. Quando isso aconteceu, o hashrate da rede chegou a cair 30% em poucos dias, pois os mineradores banidos da China precisaram de tempo para realocar sua produção. Mas poucos meses depois, esses mineradores direcionaram suas máquinas para países como Rússia, Cazaquistão e EUA (que hoje é o maior pólo de mineração de BTC no mundo), e o nível de hashrate e dificuldade não apenas voltou ao normal em pouco tempo, mas quebrou novos recordes. Esta queda na dificuldade provavelmente tem relação com o preço, mas também com a forte nevasca que atingiu os EUA nesse ano. Quando ocorrem nevascas (e no verão, quando o pico de energia chega), os mineradores tendem a desligar suas máquinas para evitar sobrecarregar a rede ou, no primeiro caso, para se proteger. Mas graças ao ajuste de dificuldade (a mais fina das invenções de Satoshi Nakamoto), a rede se adapta a isso e elimina o tal risco de “espiral da morte do Bitcoin” que muita gente vive apregoando. Tanto é que a previsão para o próximo ajuste, que ocorrerá em 19/02, é de que a dificuldade suba 12% e supere os 142 trilhões. Foto e dados: CoinWarz. image
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lucianorocha 1 week ago
Abaixo estão as 10 maiores desvalorizações em um único dia na história do Bitcoin. O oitavo lugar ocorreu justamente no dia 5 deste mês, quando o BTC teve queda superior a 13% e chegou a perder o suporte de US$ 60.000 por poucos minutos. Apesar da entrada de investidores institucionais e dos ETFs, o Bitcoin continua seguindo seu ciclo de maneira tão exata quanto a rotação da Terra. Este que vos escreve passou por todas as quedas e pode te garantir: virão outras. Daqui a 10 anos este Top 10 será bem diferente do que é hoje. Mas assim como as quedas, os topos de preço do Bitcoin também vão se renovar e ficar cada vez maiores. É um ativo que mantém seus fundamentos intactos e se beneficia de uma certeza: os governos seguirão imprimindo moeda. Se a forte queda de 5 de fevereiro foi a sua primeira experiência com os “daily crashes” do Bitcoin, fique tranquilo. Outros dias assim virão. Mas o importante é manter o controle, não vender sua posição de forma desesperada e, principalmente, focar em aumentar seu stack. image
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lucianorocha 1 week ago
É muito, mas muito fácil ser católico (ou cristão em geral) em países como Brasil ou Espanha. Você pode ser xingado ou chamado de “ignorante”, mas não correrá nenhum risco de ser morto, fuzilado ou de ver sua família ser assassinada diante dos seus olhos. Apenas os cristãos que vivem em países onde a fé é perseguida (como Somália, Irã e Coreia do Norte) é que conhecem essa sensação. E por isso a fé deles é tão mais forte do que a de muitos ocidentais. Da mesma forma, é muito fácil falar que o Bitcoin não tem valor nenhum se a pessoa mora na Europa ou nos EUA, onde o sistema bancário funciona e a moeda é minimamente forte. Essas pessoas não precisam se preocupar em correr para comprar pão antes que o preço suba. Nem precisam correr o risco de deixar dinheiro embaixo do colchão por falta de acesso à serviços bancários. Somente pessoas que não têm acesso a bancos ou instrumentos de juros sabem o valor que tem uma moeda estável que não está sob o controle de um estado ou político. E é por isso que países como El Salvador, Uganda, África do Sul e Argentina viram a adoção do Bitcoin crescer de forma tão exponencial nos últimos anos. Só se reconhece o valor de algo quando não se tem — ou quando se perde. Por isso você não deve perder a chance de pelo menos conhecer o dinheiro mais revolucionário já criado. Se quiser fazer isso, me manda uma DM com suas dúvidas que posso te explicar tudo. Imagem: Bitcoiners Africa image
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lucianorocha 1 week ago
Ouro nas máximas, IBOV também, bolsas nos EUA perto do topo… e o Bitcoin caindo quase 50% nos últimos nove meses. Dá aquela sensação de timing ruim, não é? E imagina ver seu amigo alocado em VALE3 rindo da sua cara. Você tem vontade de vender Bitcoin, de “salvar o que dá” e alocar em “ativos mais seguros” ou com “menos volatilidade. E é assim que você vai ficando mais pobre. Este senhor da foto, por exemplo, comprou milhões em ações da Coca-Cola, The Washington Post, tudo quando ninguém apostava que esses negócios seriam lucrativos. Foi assim que ele gerou retornos superiores a 20% ao ano durante quase 70 anos, de forma constante, e acumulou milhões de dólares. Você não precisa ter tudo em Bitcoin, mas saiba: a hora da queda forte é justamente a hora na qual grandes fortunas são criadas. E isso requer tempo, paciência e, principalmente, humildade para ignorar o ruído externo. image
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lucianorocha 2 weeks ago
É difícil encarar cada bear market do #bitcoin sem querer vender. Observar quedas de 20%, 30% no portfólio é algo que abala a maioria dos investidores. Ao contrário de imóveis ou carros, o preço do Bitcoin aparece em todo lugar: no gráfico da exchange, nas manchetes de jornais, no CMC, em tudo. A pessoa consegue ver quando ele dispara 100%, mas também observa as quedas de 30%. Ela não vê o mesmo com o preço da sua casa ou do seu imóvel de aluguel — e essa percepção faz toda a diferença. Quem comprou no topo de 2017 precisou esperar três anos apenas para ficar no zero a zero. E três anos nem é longo prazo, mas para a geração atual, que espera conseguir muito em pouco tempo (de preferência sem ter que fazer nada), essa espera é uma eternidade. Não conseguimos sequer ler um livro com mais de 200 páginas (“é chato, não aguento mais!”), imagine esperar três anos tomando prejuízo e vendo seu gestor comemorar “recorde histórico” do IBOV (que eles convenientemente esquecem de mencionar que, em dólar, não significa nada). Se você não tem paciência para aguentar isso, lamento: você continuará pobre. Vai preferir os retornos parcos do mercado de ações, mesmo que eles não cubram sequer a inflação (ou o aumento da base monetária). Preferirá receber seus dividendos de centavos, enquanto os governos aprovam cada vez mais taxação em cima desse tipo de rendimento. Não há segredo: para superar um bear market é preciso ter paciência. Se você tiver condição, acumule satoshis e aproveite o preço baixo. Se você está sem trabalho (como este que vos escreve), então não venda seus BTC. Não se desespere com a queda de preço no curto prazo. E lembre-se que qualquer outro comportamento será como encher um balde furado: você até pode vê-lo cheio, mas empobrecerá com os vazamentos. image
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lucianorocha 3 weeks ago
As Bitcoin Treasury Companies (BTCos) brasileiras surgiram copiando uma estratégia vencedora — nos EUA. Mas que na realidade Br, tal estratégia enfrenta problemas de magnitude quase insolúvel. Por exemplo, as condições de custo de capital para adquirir Bitcoin, que são bem mais suaves nos EUA do que no turbulento ambiente de juros no Brasil. O Edilson Osorio Junior, fundador da OriginalMy e uma das maiores referências euro-brasileiras quando o assunto é Bitcoin, fez um excelente texto, sobre esses e outros riscos, e eu recomendo a leitura:
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lucianorocha 0 months ago
Na Alemanha da república de Weimar, quando a hiperinflação pós-I Guerra Mundial chegou ao pico de absurdos 29.500% em dezembro de 1923, havia relatos de pais que vendiam a “pureza” de suas filhas em troca de moeda forte. Sim, você leu certo. Como o Marco alemão não valia literalmente nada, e a classe média teve sua poupança dizimada, a única coisa que muitas famílias ainda tinham de valor era a “honra” das suas filhas (estamos falando dos anos 1920, época em que ter a honra intacta ainda tinha valor). E muitas famílias optavam por negociar a honra das filhas em troca de moeda forte. Qualquer estrangeiro que chegasse na Alemanha com libra esterlina, dólar, Franco (francês ou suíço) e até com rublo soviético podia ser abordado por um pai de família desesperado, que o chamava para conferir a beleza e a “pureza” de uma de suas filhas. O dinheiro era utilizado não como luxo, mas como forma de garantir que a família (incluindo a filha já “desonrada”) não passaria fome. Curiosamente, nos tempos de hoje vemos essa manifestação de “venda da honra” acontecer novamente, mas através da internet. Em vez dos pais, são as próprias mulheres que abrem mão de sua honra em troca de ganharem dinheiro ao se tornar a “top 0,01%” de algum aplicativo de “conteúdo adulto”. Os motivos, contudo, seguem os mesmos: salários baixos no mercado tradicional, uma moeda que perde valor a cada dia e a tentação de ganhar salários maiores em moeda forte e poder sair de uma vida ruim financeiramente. Em alguns casos, essas “produtoras de conteúdo” emulam as jovens da república de Weimar e usam o dinheiro para dar uma vida melhor aos seus pais, comprando-lhes uma casa ou sustentando suas vidas. Muitos pais até apoiam esses trabalhos — e quem não apoiaria, dado que foi isso que melhorou o padrão de vida de toda a família? Como diz um texto que li há anos, “quando a moeda morre, a moral também morre.” (Disclaimer: isso não é uma crítica a qualquer profissional, mas sim uma análise comparativa entre momentos separados por 100 anos). Imagem: Gemini. image
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lucianorocha 1 month ago
Neste sábado, o melhor ativo da história humana completa 17 anos. Foi em 3 de janeiro de 2009 que Satoshi Nakamoto lançou o primeiro bloco do Bitcoin. Curiosamente, ele não recebeu nenhuma recompensa pelo chamado “bloco-gênese”, visto que a transação que paga o minerador não foi processada nesse bloco. Isso só foi acontecer depois, quando aí sim Satoshi começou a acumular os seus quase 1 milhão de BTC — e que não foram tocados até hoje. Oito dias após o lançamento do Bitcoin, em 11 de janeiro, a rede recebeu seu segundo nó e minerador ativo: Hal Finney, que escreveu seu hoje famoso tuíte “Running Bitcoin!” Mas foi apenas entre julho e setembro de 2009 que o Bitcoin começou a ser negociado de modo a valer seus primeiros centavos de dólar. Desde então a criptomoeda saiu de algo com valor simbólico — a “moedinha de nerds” para um ativo que já vale mais de US$ 1,75 trilhão, ou mais do que o PIB de 175 países, incluindo Indonésia (US$ 1,58 trilhão), Arábia Saudita (US$ 1,26 trilhão) e já valeu mais do que o PIB brasileiro, que hoje é de US$ 2,3 trilhões. Além do Bitcoin, hoje é aniversário de três anos do lançamento do meu livro, Do Zero ao Cem Mil com Bitcoin, onde eu conto detalhes sobre a minha trajetória com a criptomoeda e de que formas ela mudou minha vida. https://www.amazon.com.br/Zero-Cem-Mil-com-Bitcoin-ebook/dp/B0BRL9V72K?dplnkId=4cd7c07a-4504-4c4f-b5b4-7a83e62086c4&nodl=1
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lucianorocha 1 month ago
Pela primeira vez na história, o ciclo de quatro anos do Bitcoin quebrou. A criptomoeda fechou 2025 com queda de 6%, seu primeiro resultado negativo em um ano pós-halving em toda a história. Até o ano passado, o Bitcoin seguia um padrão mais ou menos previsível: no ciclo de quatro anos, dois eram de alta moderada, um era de correção (geralmente o segundo ano após o halving) e o quarto ano, o pós-halving, era de valorização explosiva. Em 2025 o Bitcoin renovou sua máxima histórica e chegou a ultrapassar US$ 125 mil, mas fechou o ano valendo menos de US$ 90 mil. O ano passado, aliás, foi repleto de marcas inéditas — e igualmente negativas. Mas também foi um ano no qual algumas coisas interessantes aconteceram: 1) fluxos dos ETFs seguiram em alta; 2) as Bitcoin Treasury Companies (BTCos) compraram um montante recorde de BTC; 3) um novo tipo de investidor entrou no mercado — com mais foco no longo prazo e menos propensão a vender em momentos de crise. No padrão antigo, o ano de 2026 deveria ser o ano de forte correção e tendência negativa, mas isso também deve mudar com a readequação do Bitcoin a essa nova estrutura, produtos e perfil de investidores. image
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lucianorocha 1 month ago
Cinco anos atrás, a Strategy deu início a era das Bitcoin Treasury Companies (BTCos) e reinou sozinha por quase quatro anos. Mas a partir de 2024 outras empresas passaram a incluir Bitcoin como parte de suas tesourarias. Apesar do pouco histórico, 2025 foi o ano das BTCos em termos de acumulação. No início do ano, as empresas começaram com aproximadamente 750 mil BTC em tesouraria. Hoje (30/12), esse número já é de quase 1,1 milhão de BTC — uma adição líquida de mais de 300.000 moedas. Isso representa o maior acúmulo corporativo em um único ano na história do Bitcoin. Entre as BTCos, a Strategy segue como a líder tanto na acumulação anual quanto em números absolutos. A empresa iniciou janeiro de 2025 detendo aproximadamente 440.000 BTC e encerra dezembro com 672.497 BTC — adicionando 232.497 BTC, o equivalente a cerca de US$ 21 bilhões a preços médios de aquisição em 2025. De todas as compras feitas por empresas de capital aberto este ano, a empresa de Michael Saylor possui 77% do total, ou mais que todas as demais BTCos que estão no Top 10 (dados do site bitcointreasuries.net). Mas com a queda do Bitcoin a partir da segunda metade de outubro, o mNAV da empresa caiu de mais de 2 para cerca de 0,86. Na bolsa, os papéis da Strategy (MSTR) atingiram o pico de US$ 543 por ação em novembro de 2024, e em janeiro de 2025 chegaram na faixa de US$ 300-400 com prêmios de mNAV (Valor Ativo Líquido de mercado) acima de 2,0x. Agora, a empresa termina o ano com os preços das ações em torno de US$ 160 e o mNAV comprimido para 0,86x — um desconto de 14%, apesar de deter mais Bitcoin do que nunca. Isso significa que o preço das ações da empresa está descontado perante o enorme caixa de Bitcoin que ela possui. Ter seu mNAV comprimido de 2,5x para 0,86x — enquanto as ações também despencaram mais de 50% apenas nos últimos seis meses — representa um declínio de 63% no prêmio que os investidores estão atribuindo ao modelo da empresa, o que, em última análise, sugere que os mercados continuam a reavaliar se o acúmulo alavancado justifica múltiplos de avaliação tão altos quanto os que ela demonstrou nos últimos anos. Das 10 maiores BTCos do mercado, quatro delas estão com seu mNAV abaixo de 1. Por fim, o destaque negativo entre as BTCos ficou com a Nakamoto Holdings (sem relação com Satoshi), cujo preço das ações desabou 99% no último trimestre de 2025. A empresa captou US$ 763 milhões, incluindo US$ 563 milhões por meio de financiamento PIPE e acumulou 5.398 BTC, mas sua estrutura envolveu a venda de ações com preços altamente descontados (podendo chegar a 40%) e períodos de lock-up. Uma vez que o lock-up acabou, os investidores realizaram vendas em massa dos papéis, fato que esmagou os acionistas minoritários e contribuiu para o fracasso da estratégia da empresa. image
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lucianorocha 1 month ago
Tive a oportunidade de conhecer tanto o Válber quanto o Edilson Osorio Junior, que foram pioneiros em suas áreas. O projeto deles era sensacional. Infelizmente, ambos mexeram no calo de um dos pés mais fortes do país: o monopólio dos cartórios — talvez o maior símbolo de atraso que temos no Ocidente. O resultado é que ambos tiveram perdas relevantes: Edilson teve que sair do país e o Válber perdeu a titularidade do seu cartório, que existe desde a época do Império. Felizmente, monopólios não são capazes de conter o avanço da tecnologia em 100%. Hoje é possível assinar e validar documentos usando o Gov.br e reduzir um enorme tempo e custo com autenticações, e o uso de blockchain para validação jurídica também já possui precedentes. Se você é de João Pessoa, especialmente, precisa conhecer essa história.
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lucianorocha 1 month ago
A Nakamoto (cód. NASDAQ: NAKA) recebeu, no dia 12 de dezembro, uma notificação de deslistagem da Nasdaq, maior bolsa de tecnologia dos EUA. Uma das várias Bitcoin Treasury Companies (BTCos) que surgiram na esteira deixada pela Strategy, a Nakamoto Holdings tem mais de 5.300 BTC em caixa. Seu mNAV, no entanto, está abaixo de 0,9, o que indica que a empresa não está conseguindo gerar o valor esperado aos acionistas com o seu estoque de Bitcoins. Como resultado, a ação da empresa foi duramente penalizada na bolsa. Em maio deste ano, cada ação custava cerca de US$ 34, mas no pregão de sexta-feira (19) os papéis fecharam em US$ 0,39. Em outras palavras, a NAKA perdeu quase 99% do seu valor num espaço de apenas seis meses. Tal queda faz a empresa não cumprir o requisito de preço mínimo de oferta de US$ 1,00 por 30 dias consecutivos, que é obrigatório para uma empresa manter suas ações na Nasdaq. Agora a Nakamoto tem 180 dias para conseguir reverter esse quadro e fazer as ações serem negociadas acima de US$ 1,00, sob pena de ver os papéis serem removidos. Ela pode fazer isso através de um grupamento de ações, por exemplo, transformando 10 em 1 — o que faria o preço dos papéis sair de US$ 0.39 para US$ 3,90 Este evento marca a primeira vez que uma empresa de tesouraria de Bitcoin enfrenta a possibilidade de remoção de uma das principais bolsas de valores dos EUA desde a expansão acelerada do setor entre 2024 e 2025. O colapso da empresa mostra que não basta uma companhia ser uma BTCo: o investidor precisa ficar atento aos dados da empresa. Sobretudo, ficar atento a como ela financia suas compras de Bitcoin. A Nakamoto, por exemplo, utilizou um frágil sistema de investimento privado, vendendo ações com desconto de até 60%, mas estabelecendo um período de bloqueio de vendas (lock-up) de até 180 dias. À medida que o lock-up acabava e os investidores vendiam suas ações, a Nakamoto viu seu valor despencar a cada pregão, gerando uma destruição imensurável de valor. Nem toda BTCo é a nova Amazon, e o fato delas comprarem Bitcoin não pode servir como desculpa para abandonarmos os critérios de análise: Fonte da imagem: image