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Β«Honk, honk!Β» β€” Harpo Marx ᡐᡃⁱ˒ ᡘᡐ α΅’α΅‡Λ’αΆœα΅˜Κ³α΅’ ⁿᡒ˒ᡗʳⁱⁿʰᡒ ᡇᡃⁱˣᡃ Κ³α΅‰βΏα΅ˆα΅ƒ ᡉ α΅ˆα΅‰Λ’α΅ˆα΅‰βΏα΅—α΅ƒα΅ˆα΅’ ---------------------- α΅α΅‰α΅ƒΚ³αΆœΛ’α΅—α΅ƒα΅–α΅ƒ
Bernardo Vilhena, Que mΓΊsica Γ© essa? Que mΓΊsica Γ© essa? Que invade o poema E me impele a escrever? Que ritmo Γ© esse? Que escolhe palavras A seu bel prazer? Que som Γ© esse? RuΓ­do imperfeito A quebrar o desenho Que parecia tΓ£o claro E agora desfeito Desdenha da forma E se impΓ΅e por si sΓ³? A melodia interrompida Imita a vida com nuances Surpresas, acasos e improvisos Nada me resta alΓ©m Do silΓͺncio quebrado E a imprecisΓ£o dos sentidos
Manuel Bandeira, Momento num cafΓ© Quando o enterro passou Os homens que se achavam no cafΓ© Tiraram o chapΓ©u maquinalmente Saudavam o morto distraΓ­dos Estavam todos voltados para a vida Absortos na vida Confiantes na vida. Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado Olhando o esquife longamente Este sabia que a vida Γ© uma agitaΓ§Γ£o feroz e sem finalidade Que a vida Γ© traiΓ§Γ£o E saudava a matΓ©ria que passava Liberta para sempre da alma extinta.
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