El Nardo de Sudamérica
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Idealizador do PPNND (Projeto Ponto Norte de Navegação Defensiva), auxiliando capitães a chegarem a seus destinos com o menor risco possível.
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**A META CONFERE SELO AZUL PARA IMPOSTORES NO WHATSAPP**
**E eu quase caí**
A Meta (antiga Facebook), empresa do Vale do Silício que é dona do Facebook, Instagram, Theads e WhatsApp, está validando impostores com selo azul de verificação, recurso que outrora foi anunciado como forma segura de distinguir contas business de empresas legítimas.
Esse selo funciona como uma assinatura mensal que representa a maior fatia de receitas para a empresa. Eles faturam entre R$ 20 a R$ 50 por selo todo mês. Para ter acesso facilitado à esses valores, a Meta afrouxa os requisitos do processo e, no fim das contas, não háfato uma apuração séria antes de conceder o selo a alguém.
O problema não é conceder selo para todas as empresas de forma facilitada, é que não há exclusividade real para quem paga. Impostores podem usar o mesmo nome (ou parte dele) e a mesma imagem (ou semelhante). O selo ao lado do nome, para quem não entende isso, induz ao erro.
Embora eles não possam usar o mesmo número, isso não é tão preocupante para o golpista. O modelo da conta Business, com nomeação padrão (mostra o nome sem você precisar nomear salvando o contato), engana as pessoas, especialmente se elas já tiverem a empresa clonada adicionada à seus contatos. Essa é a mesma facilidade com que eles clonam os advogados no golpe do falso advogado, eles usam uma conta business que já vem nomeada (dando a impressão de que a pessoa faz parte dos contatos). Sem contar que a localização do número de telefone numa conta business nem sempre é tão fácil.
Se o impostor ainda conhecer um contexto da sua relação com a empresa verdadeira, aí está armada a engenharia social! Com informações privilegiada da sua conta e status com a empresa, eles podem entrar em contato de tal forma que te induzam a confiar, para acessar links de phising (pesca de dados pessoais e número de cartão de crédito ou outras informações sensíveis que podem ser usadas para contratar serviços no nome da vítima) onde pode haver instruções maliciosas para clonar e invadir contas, instalar aplicativo espião ou para controlar o dispositivo remotamente.
No meu caso, passaram-se por uma empresa provedora de serviços de telecomunicações que tinha motivos contratuais para me contatar. Eles enviaram uma mensagem com um link oculto num texto que dizia: clique para saber mais.
Eu abri o link confiando que ele passaria pela análise do meu aplicativo de checagem de segurança, mas o impostor não é amador, ele criou um link encurtado que começa com o próprio domínio do WhatsApp para forçar que a abertura direto no aplicativo sem passar por análise e onde ele não estaria sujeito às extensões de segurança para bloquear malware e scripts nocivos.
O que torna tudo mais intrigante é que o WhatsApp permite que empresas criem links ocultos em textos que não tem meios de ser exibidos. Se você clicar, consegue ver o destino final, mas não o caminho que ele te levou até chegar lá. Esse tipo de funcionamento pode ser amplamente usado por golpistas para executar scripts maliciosos nas páginas sem o usuário nem saber para onde está indo. Por isso é bom usar um bom filtro DNS para malware, pelo menos.
Eles me conduziram a um site não oficial que supostamente oferecia um bom plano controle. Como estava trabalhando, eu deixei para ver com mais calma depois. Primeiro liguei na central da empresa verdadeira e questionei o número e o site. Não falaram objetivamente que era falso, e ficaram oferecendo plano com valor maior o que parecia apenas que eles estavam querendo vender e me fazer esquecer do link por puro interesse de ganhar comissão.
Enfim, em uma pesquisa descobri o dono do domínio, e que a sua apresentação usando o nome de outra empresa era dolosa, visto que pedia informações sensíveis (nada que a empresa verdadeira não pediria (até onde eu pude ver), mas é diferente você compartilhar com uma empresa legítima e com um terceiro que nunca ouviu falar e que já está agindo de má fé.
Embora esteja batendo mais na Meta, a própria empresa de telecomunicação parece ter culpa nisso, porque deixou vazar para terceiros informações sobre minha relação com ela (ou quem sabe até vendeu meus dados depois que cancelei o plano). Olhando por esse lado, ela também não parece ser tão vítima de falsificação assim, visto que, sendo multinacional e rica, não investiu muito em segurança ou vendeu meus dados. A vítima mesmo é o usuário. A Meta ganha, a empresa de telecomunicações ganha e o golpista também deve ganhar muito e o usuário é enganado e prejudicado.
Nham! Cachorrinho, rato, morcego pra ninguém passar fome no socialismo.
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# MPCE ameaça colégio católico por ensinar religião a todos os alunos
**Escola particular**
## MP ameaça ação judicial contra Colégio Salesiano de Juazeiro do Norte
23/06/2026 10:33 | Atualizado 23/06/2026 11:07

Colégio Salesiano São João Bosco é alvo do MPCE por integrar celebrações religiosas ao ensino em Juazeido do Norte. (Foto: Reprodução/Facebook/@salesianojuazeiro)
O Ministério Público Estadual do Ceará (MPCE) pressionou o Colégio Salesiano São João Bosco, em Juazeiro do Norte, a assegurar que seus alunos não sejam obrigados a participar de atividades ou celebrações religiosas na instituição católica e particular, fundada em 1942. A recomendação divulgada na última sexta-feira (19) alertou para o risco de responsabilização judicial, caso não seja cumprido o prazo de 20 dias para o colégio informar quais providências adotou.
O Colégio Salesiano afirmou ontem (22) que atua em consonância com a legislação vigente, e ratificou ter identidade confessional e missão educativo-pastoral, garantindo que a participação em práticas especificamente religiosas ocorra com liberdade e respeito à consciência de cada estudante e família.
A 3ª Promotoria de Justiça de Juazeiro do Norte alega que a medida de orientação no colégio particular afiliado à Inspetoria Salesiana do Nordeste reforçaria o direito à liberdade de crença e de consciência, garantido pela Constituição Federal.
“O objetivo é evitar que alunos sejam constrangidos a participar de práticas religiosas, respeitando a diversidade de convicções no ambiente escolar”, justificou o MPCE, ao divulgar a recomendação de orientar gestores e profissionais da educação sobre o caráter facultativo dessas atividades.
O MPCE ainda recomendou que o Colégio Salesiano São João Bosco dê alternativas aos estudantes que optarem por não participar das celebrações cristãs, sem prejuízo pedagógico. E ainda orientou que as diretrizes sejam monitoradas e fiscalizadas, para prevenir imposição ou constrangimento no contexto da escola.
### **Cristianismo e honestidade**
Nesta segunda-feira (22), o Colégio Salesiano São João Bosco publicou nota em que destaca a tradição centenária da educação salesiana tem como base o acolhimento, o respeito e a promoção da dignidade humana. E reafirmou seu compromisso com a formação integral de crianças, adolescentes e jovens, valorizando suas singularidades e promovendo uma convivência pautada pelo diálogo, pela empatia e pelo bem comum, inspirado no Sistema Preventivo de Dom Bosco.
“Seguimos firmes no propósito de oferecer um ambiente seguro, acolhedor e respeitoso, unindo excelência acadêmica, desenvolvimento humano e os valores que inspiram a formação de bons cristãos e honestos cidadãos”, disse a nota do Colégio Salesiano.
Em seu site oficial, o colégio destaca ter nascido sob forte influência do Padre Cícero (que está em processo de beatificação pelo Vaticano) com a missão de suprir uma necessidade educacional na região do Juazeiro do Norte, unindo princípios salesianos com a tradição local.
“A atuação do Padre Cícero foi crucial para o sucesso da instituição, que se destacou na formação integral dos jovens. Ao longo dos anos, o colégio se tornou um pilar educacional na comunidade, deixando um legado significativo na região”, diz o site do Colégio Salesiano de Juazeiro do Norte.
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# MPF proíbe doações eleitorais com criptomoedas

Foto: Divulgação
Resumo
- MPF reforça que partidos e candidatos não podem receber doações eleitorais em criptomoedas ou outras moedas virtuais
- Resolução nº 23.607/2019 do TSE proíbe doações financeiras por meio de moedas virtuais
- Vaquinha online é permitida desde que feita por pessoas físicas em plataformas registradas no TSE
- Doações via Pix são autorizadas se permitirem identificação do contribuinte e registro na prestação de contas
- Partidos que receberem doações ilegais podem sofrer multas e responder por abuso de poder econômico
O Ministério Público Federal reforçou que partidos e candidatos não podem receber doações eleitorais em criptomoedas ou outras moedas virtuais. A orientação foi publicada na série ‘Me explica, MPF’ e busca esclarecer as regras para financiamento de campanhas em ano eleitoral.
A legislação eleitoral veta doações financeiras para campanhas com o uso de moedas virtuais, segundo o MPF. O motivo central é a necessidade de transparência na origem dos recursos usados por partidos e candidatos.
Ativos digitais que circulam pela internet e usam criptografia para validar e proteger transações podem dificultar a identificação e o rastreamento de quem enviou os recursos, afirma o órgão. Por essa razão, não podem ser usados como forma de doação eleitoral.
## Resolução do TSE veta moedas virtuais
O MPF cita a Resolução nº 23.607/2019, do Tribunal Superior Eleitoral, que estabelece regras para arrecadação, gastos e prestação de contas de partidos e candidatos. A norma proíbe o recebimento de doações financeiras por meio de moedas virtuais.
A restrição vale mesmo num contexto de crescimento do uso de ativos digitais no Brasil. Para fins eleitorais, o ponto central não é apenas o meio de pagamento, mas a capacidade de fiscalização.
A Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral precisam conseguir identificar de forma clara a origem do dinheiro, o doador e o caminho percorrido pelos recursos até a campanha.
## Vaquinha online é permitida, mas cripto não
O MPF destacou que moeda virtual não deve ser confundida com ‘vaquinha virtual’, ou financiamento coletivo eleitoral. A arrecadação pela internet é permitida, desde que feita por pessoas físicas, em plataformas digitais registradas e autorizadas pelo TSE.
Nesse modelo, todas as doações precisam identificar quem doou, e os recursos só podem ser usados após o registro da candidatura. Ou seja, a vaquinha online é uma forma permitida de arrecadação eleitoral, mas não autoriza o uso de criptomoedas como meio de doação.
As doações eleitorais devem ser identificadas e podem ser realizadas por transações bancárias com CPF do doador. O MPF também lembra que é possível doar via [P](
desde que a operação permita a identificação do contribuinte e seja devidamente registrada na prestação de contas.
## Sanções para quem descumprir
Partidos e candidatos são obrigados a informar e comprovar as doações recebidas. Caso contrário, podem sofrer sanções como multas, devolução de valores ao Tesouro Nacional e até responder por abuso de poder econômico.
O Ministério Público Eleitoral atua justamente na fiscalização da arrecadação e dos gastos de campanha. O órgão pode investigar doações ilegais, omissão de informações, uso irregular de recursos, caixa dois e outras práticas capazes de comprometer a transparência e a igualdade na disputa eleitoral.
"Criptomoedas desabam com tarifas de Trump e incerteza global")
Foto: Divulgação
Resumo
- MPF reforça que partidos e candidatos não podem receber doações eleitorais em criptomoedas ou outras moedas virtuais
- Resolução nº 23.607/2019 do TSE proíbe doações financeiras por meio de moedas virtuais
- Vaquinha online é permitida desde que feita por pessoas físicas em plataformas registradas no TSE
- Doações via Pix são autorizadas se permitirem identificação do contribuinte e registro na prestação de contas
- Partidos que receberem doações ilegais podem sofrer multas e responder por abuso de poder econômico
O Ministério Público Federal reforçou que partidos e candidatos não podem receber doações eleitorais em criptomoedas ou outras moedas virtuais. A orientação foi publicada na série ‘Me explica, MPF’ e busca esclarecer as regras para financiamento de campanhas em ano eleitoral.
A legislação eleitoral veta doações financeiras para campanhas com o uso de moedas virtuais, segundo o MPF. O motivo central é a necessidade de transparência na origem dos recursos usados por partidos e candidatos.
Ativos digitais que circulam pela internet e usam criptografia para validar e proteger transações podem dificultar a identificação e o rastreamento de quem enviou os recursos, afirma o órgão. Por essa razão, não podem ser usados como forma de doação eleitoral.
## Resolução do TSE veta moedas virtuais
O MPF cita a Resolução nº 23.607/2019, do Tribunal Superior Eleitoral, que estabelece regras para arrecadação, gastos e prestação de contas de partidos e candidatos. A norma proíbe o recebimento de doações financeiras por meio de moedas virtuais.
A restrição vale mesmo num contexto de crescimento do uso de ativos digitais no Brasil. Para fins eleitorais, o ponto central não é apenas o meio de pagamento, mas a capacidade de fiscalização.
A Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral precisam conseguir identificar de forma clara a origem do dinheiro, o doador e o caminho percorrido pelos recursos até a campanha.
## Vaquinha online é permitida, mas cripto não
O MPF destacou que moeda virtual não deve ser confundida com ‘vaquinha virtual’, ou financiamento coletivo eleitoral. A arrecadação pela internet é permitida, desde que feita por pessoas físicas, em plataformas digitais registradas e autorizadas pelo TSE.
Nesse modelo, todas as doações precisam identificar quem doou, e os recursos só podem ser usados após o registro da candidatura. Ou seja, a vaquinha online é uma forma permitida de arrecadação eleitoral, mas não autoriza o uso de criptomoedas como meio de doação.
As doações eleitorais devem ser identificadas e podem ser realizadas por transações bancárias com CPF do doador. O MPF também lembra que é possível doar via [P](
BPMoney
Pix 2.0: Galípolo fala sobre inovações do Pix - BPMoney
Presidente do Banco do Brasil fala sobre novas possibilidades de usar o Pix em 2025 e segurança do sistema
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# O Manual de Aristóteles de Como Viver Bem
A ética é uma das principais disciplinas da filosofia. Em grego, _ethos_ significa costume, e portanto ética é o estudo do costume. Em latim, a mesma ideia se traduz como _mos_ (plural: _mores_), raiz da palavra moral. Trata-se da mesma ideia, expressa em dois idiomas diferentes, o que revela algo importante: para o mundo clássico, **ética e moral** não eram domínios separados como encaramos na modernidade. A distinção entre elas é uma descrição posterior que, às vezes, pode ser confusa.
Por este motivo, devemos voltar à sua origem e analisar: o que era a Ética em primeiro lugar?
O nome ética foi imortalizado pela _Ética a Nicômaco_, livro que Aristóteles dedicou a Nicômaco, seu filho, como um guia moral. Um pai que deixou ao filho como herança algo mais valioso que riqueza material: uma bússola para viver uma vida bem vivida.
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](https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!H3_H!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F52f26a0e-66f2-428a-ba6d-d5d4b6c91684_2560x1186.jpeg)
No afresco A Escola de Atenas, Aristóteles está no centro, segurando precisamente a Ética à Nicômaco.
**Mas o que exatamente se estuda nessa disciplina?**
A ética se ocupa dos hábitos humanos vividos em sociedade, investigando como eles podem formar ou deformam o espírito de cada pessoa. Will Durant sintetizou a visão aristotélica sobre os costumes da seguinte forma:
> “Somos aquilo que repetidamente fazemos, portanto excelência não é um ato, mas um hábito”
>
> —Will Durant, A História da Filosofia: As Vidas e Opiniões dos Maiores Filósofos do Mundo, (1926)
Os hábitos, portanto, podem nos guiar para dois destinos distintos: à maturidade e à excelência ou à degeneração. Quando os costumes de um homem são desordenados, definhando, assim, o seu espírito, nós os chamamos de **vícios**. Porém, quando são ordenados e engrandecem o homem em direção à vida plena, nós os chamamos de **virtudes**.
**O homem dominado pelos vícios não é livre: é escravo de si mesmo.**
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](https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!otZn!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Feec24ec5-d819-4b7d-bf6d-81726e8b00c8_750x310.jpeg)
"Mito do Cocheiro" ou a Alegoria da Biga
Platão ilustra isso com a imagem de um cocheiro que conduz uma biga puxada por dois cavalos. Um representa as potências concupiscíveis, a tendência ao conforto e à busca dos prazeres imediatos. O outro representa as potências irascíveis, o desejo de grandeza, de glória, de combater. O desafio do homem é conduzir os dois com sabedoria, fortalecendo especialmente o cavalo que o impele para frente, em direção ao bem.
Por isso, chamamos a virtude de meio termo entre dois vícios: um de excesso e outro de deficiência.
Quando os costumes são desordenados, corrompem o espírito. O homem viciado é como uma criança mimada: histérica, incapaz de se controlar, fechada em si mesma e distante de qualquer grandeza.
Os gregos chamavam de _idios_ a pessoa fechada em si mesma, voltada apenas para seu mundo particular. Daí vem nossa palavra “idiota”: uma descrição do homem que, sendo escravo de suas paixões, nunca consegue alcançar a vida plena.
Os bons hábitos conduzem o homem ao que Aristóteles chama de _spoudaios_: o homem maduro, excelente, capaz de viver plenamente. A formação ética é uma formação que demanda entrega, trabalho e amadurecimento contínuos.
Podemos dizer, então, que a verdadeira felicidade só pode ser alcançada a partir de uma vida virtuosa, por mais sacrificante que ela seja.
Existe um equívoco muito difundido: o de que liberdade significa fazer o que se quer, sem restrições. Para a filosofia clássica, essa ideia é precisamente a definição de escravidão. A verdadeira liberdade só existe na medida em que os homens vivem a moral, aprendendo a domar suas paixões e a buscar as virtudes. Quem age movido apenas pelos impulsos não é livre: é conduzido por forças que não controla.
_A virtude é o ponto de equilíbrio em algo que direciona uma pessoa para o bem. A finalidade da ética é a busca, portanto, do bem último e transcendente._
No Mito da Caverna de Platão, há um sol que ilumina fora da caverna. Toda a finalidade humana é sair da caverna e caminhar em direção a esse sol. O mundo da ética é exatamente essa busca, a busca pelo bem. O problema não é que os homens não queiram o bem: eles sempre o buscam. O problema é que tendem a buscar bens menores e imediatos em detrimento dos bens superiores, afastando-se, sem perceber, do bem verdadeiro.
A filosofia medieval estabeleceu com clareza que o mal não possui realidade ontológica própria. O mal não é uma coisa que existe concretamente, mas a negação do bem, a sua ausência. Nega-se o bem invertendo a hierarquia adequada das coisas: não valorizando os bens como deveriam ser valorizados, não os usando da maneira correta. Tudo o que existe é bom em alguma medida; o mal é sempre um desvio, uma distorção da ordem.
É por isso que a ética busca a lei natural: o conjunto das regras que guiam as ações em direção ao bem transcendente, e que podem ser percebidas pela razão. Quem não tem fé, ou mesmo tendo, precisa empregar a razão para entender esse caminho. Quando os homens percebem, pela razão, a sua participação na lei eterna, aí está a lei natural. O que pauta o mundo das virtudes é precisamente a aderência a ela.
**Na próxima semana, quero trazer quais são as principais virtudes e como manter a sua prática no dia a dia.**
No Filosofia do Zero, dediquei um módulo completo ao estudo das obras de Aristóteles, para que, assim como Nicômaco, você possa ter acesso aos ensinamentos do Filósofo sobre como viver uma boa vida.
**Clique no botão para conhecer a Comunidade Filosofia do Zero e ter acesso a mais conteúdos como esse.**
[COMUNIDADE FILOSOFIA DO ZERO](https://filosofiadozero.com.br/a)
Até semana que vem,
**Guilherme Freire**
#### Discussão sobre este post
"Ética de Platão através de um Jogo - Nau dos Loucos")
](https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!otZn!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Feec24ec5-d819-4b7d-bf6d-81726e8b00c8_750x310.jpeg)
"Mito do Cocheiro" ou a Alegoria da Biga
Platão ilustra isso com a imagem de um cocheiro que conduz uma biga puxada por dois cavalos. Um representa as potências concupiscíveis, a tendência ao conforto e à busca dos prazeres imediatos. O outro representa as potências irascíveis, o desejo de grandeza, de glória, de combater. O desafio do homem é conduzir os dois com sabedoria, fortalecendo especialmente o cavalo que o impele para frente, em direção ao bem.
Por isso, chamamos a virtude de meio termo entre dois vícios: um de excesso e outro de deficiência.
Quando os costumes são desordenados, corrompem o espírito. O homem viciado é como uma criança mimada: histérica, incapaz de se controlar, fechada em si mesma e distante de qualquer grandeza.
Os gregos chamavam de _idios_ a pessoa fechada em si mesma, voltada apenas para seu mundo particular. Daí vem nossa palavra “idiota”: uma descrição do homem que, sendo escravo de suas paixões, nunca consegue alcançar a vida plena.
Os bons hábitos conduzem o homem ao que Aristóteles chama de _spoudaios_: o homem maduro, excelente, capaz de viver plenamente. A formação ética é uma formação que demanda entrega, trabalho e amadurecimento contínuos.
Podemos dizer, então, que a verdadeira felicidade só pode ser alcançada a partir de uma vida virtuosa, por mais sacrificante que ela seja.
Existe um equívoco muito difundido: o de que liberdade significa fazer o que se quer, sem restrições. Para a filosofia clássica, essa ideia é precisamente a definição de escravidão. A verdadeira liberdade só existe na medida em que os homens vivem a moral, aprendendo a domar suas paixões e a buscar as virtudes. Quem age movido apenas pelos impulsos não é livre: é conduzido por forças que não controla.
_A virtude é o ponto de equilíbrio em algo que direciona uma pessoa para o bem. A finalidade da ética é a busca, portanto, do bem último e transcendente._
No Mito da Caverna de Platão, há um sol que ilumina fora da caverna. Toda a finalidade humana é sair da caverna e caminhar em direção a esse sol. O mundo da ética é exatamente essa busca, a busca pelo bem. O problema não é que os homens não queiram o bem: eles sempre o buscam. O problema é que tendem a buscar bens menores e imediatos em detrimento dos bens superiores, afastando-se, sem perceber, do bem verdadeiro.
A filosofia medieval estabeleceu com clareza que o mal não possui realidade ontológica própria. O mal não é uma coisa que existe concretamente, mas a negação do bem, a sua ausência. Nega-se o bem invertendo a hierarquia adequada das coisas: não valorizando os bens como deveriam ser valorizados, não os usando da maneira correta. Tudo o que existe é bom em alguma medida; o mal é sempre um desvio, uma distorção da ordem.
É por isso que a ética busca a lei natural: o conjunto das regras que guiam as ações em direção ao bem transcendente, e que podem ser percebidas pela razão. Quem não tem fé, ou mesmo tendo, precisa empregar a razão para entender esse caminho. Quando os homens percebem, pela razão, a sua participação na lei eterna, aí está a lei natural. O que pauta o mundo das virtudes é precisamente a aderência a ela.
**Na próxima semana, quero trazer quais são as principais virtudes e como manter a sua prática no dia a dia.**
No Filosofia do Zero, dediquei um módulo completo ao estudo das obras de Aristóteles, para que, assim como Nicômaco, você possa ter acesso aos ensinamentos do Filósofo sobre como viver uma boa vida.
**Clique no botão para conhecer a Comunidade Filosofia do Zero e ter acesso a mais conteúdos como esse.**
[COMUNIDADE FILOSOFIA DO ZERO](https://filosofiadozero.com.br/a)
Até semana que vem,
**Guilherme Freire**
#### Discussão sobre este postSe condena os filhos pelos pais?
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# TST condena Ortobom a pagar R$ 300 mil por falta de mulheres na gestão
O TST negou recurso da fabricante de colchões Ortobom e manteve sua condenação ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos por discriminação contra mulheres na promoção a cargos de chefia.
A 3ª turma concluiu que a empresa não apresentou justificativa objetiva para o fato de todos os 24 cargos de gerência e subgerência serem ocupados por homens e que eventual reforma exigiria reexame de provas, vedado pela [súmula 126](chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.migalhas.com.br/arquivos/2013/12/art20131227-03.pdf) do próprio TST.
**Quadro sem mulheres na gestão**
A ação civil pública foi ajuizada pelo MPT após investigação sobre discriminação de gênero na unidade da empresa em Arapongas/PR. Conforme reconhecido pelo TRT da 9ª região, a estrutura organizacional contava com 22 cargos de gerência e dois de subgerência, todos ocupados por homens.
Ao recorrer ao TST, a empresa buscou afastar a condenação por danos morais coletivos decorrente da prática discriminatória.
**Empresa não explicou ausência feminina**
Relator do caso, o ministro Alberto Balazeiro afirmou que o julgamento deveria observar os princípios da igualdade e da não discriminação, com aplicação da perspectiva de gênero prevista na [resolução 492/23 do CNJ](https://atos.cnj.jus.br/files/original144414202303206418713e177b3.pdf).
_"O respeito aos princípios constitucionais da igualdade e da não discriminação requer que os julgadores deem consideração às assimetrias de gênero, raça e classe e suas interseccionalidades."_
Balazeiro observou que Arapongas possui 124.838 habitantes, dos quais 64.171 são mulheres, o equivalente a 51,4% da população, segundo dados do IBGE. Apesar disso, destacou que nenhum dos 24 cargos de gerência e subgerência da empresa era ocupado por mulher.
Segundo o ministro, o quadro estatístico não gera presunção absoluta de discriminação, mas impõe à empregadora o dever de demonstrar, de forma clara, objetiva e verificável, os critérios utilizados para promoções e ocupação de cargos de direção.
_"Há a ausência completa de mulheres em posições gerenciais sem explicação objetiva plausível, em cenário no qual se esperaria diversidade compatível com a presença feminina na força de trabalho e com os deveres de igualdade material impostos pelo sistema jurídico."_

TST mantém condenação da Ortobom ao pagamento de R$ 300 mil por discriminação contra mulheres em promoções a cargos de chefia.(Imagem: Gerada por IA)
O ministro ressaltou que o caso não tratava de discriminação direta, mas de um sistema de promoção que resultava na ocupação exclusivamente masculina dos cargos de gestão. Os depoimentos, segundo ele, apenas indicaram desconhecimento de episódios explícitos de discriminação, sem apresentar razões objetivas para explicar por que somente homens ocupavam essas funções.
Balazeiro destacou ainda que a empresa não apresentou elementos capazes de afastar o quadro fático reconhecido pelas instâncias ordinárias.
_"A prova da motivação interna do processo decisório empresarial raramente está ao alcance da parte discriminada, razão pela qual ganha relevo a exigência de demonstração objetiva dos critérios utilizados pela empresa."_
Diante da falta de explicação para a composição exclusivamente masculina dos cargos gerenciais, permaneceu caracterizada, para o relator, a discriminação indireta incompatível com o sistema de proteção à igualdade entre homens e mulheres.
O ministro observou ainda que o quadro fático reconhecido pelo TRT da 9ª região não poderia ser revisto pelo TST. Assim, eventual reforma da decisão exigiria reexame do conjunto fático-probatório, providência vedada pela [súmula 126 do TST](https://www.migalhas.com.br/arquivos/2013/12/art20131227-03.pdf).
Ao final, a 3ª turma não conheceu do recurso e manteve integralmente a condenação da empresa.
Assista ao voto:

O acórdão ainda não foi disponibilizado no acompanhamento processual.
"TST mantém condenação da Ortobom ao pagamento de R$ 300 mil por discriminação contra mulheres em promoções a cargos de chefia.")
TST mantém condenação da Ortobom ao pagamento de R$ 300 mil por discriminação contra mulheres em promoções a cargos de chefia.(Imagem: Gerada por IA)
O ministro ressaltou que o caso não tratava de discriminação direta, mas de um sistema de promoção que resultava na ocupação exclusivamente masculina dos cargos de gestão. Os depoimentos, segundo ele, apenas indicaram desconhecimento de episódios explícitos de discriminação, sem apresentar razões objetivas para explicar por que somente homens ocupavam essas funções.
Balazeiro destacou ainda que a empresa não apresentou elementos capazes de afastar o quadro fático reconhecido pelas instâncias ordinárias.
_"A prova da motivação interna do processo decisório empresarial raramente está ao alcance da parte discriminada, razão pela qual ganha relevo a exigência de demonstração objetiva dos critérios utilizados pela empresa."_
Diante da falta de explicação para a composição exclusivamente masculina dos cargos gerenciais, permaneceu caracterizada, para o relator, a discriminação indireta incompatível com o sistema de proteção à igualdade entre homens e mulheres.
O ministro observou ainda que o quadro fático reconhecido pelo TRT da 9ª região não poderia ser revisto pelo TST. Assim, eventual reforma da decisão exigiria reexame do conjunto fático-probatório, providência vedada pela [súmula 126 do TST](https://www.migalhas.com.br/arquivos/2013/12/art20131227-03.pdf).
Ao final, a 3ª turma não conheceu do recurso e manteve integralmente a condenação da empresa.
Assista ao voto:

O acórdão ainda não foi disponibilizado no acompanhamento processual.Por @linkad0o
Amigo, olhe o resultado do uso de aplicativo chamado "markdownr". Ele transforma a página em markdown que é compatível com muitos clients NOSTR. Em vez de compartilhar o link de uma notícia, poderíamos postá;lá roda para ninguém sair do NOSTR para ler. Está na Zapstore.
Confira o resultado:
# Digimais: banco de Edir Macedo, da Igreja Universal, é alvo de operação da PF contra fraudes no sistema financeiro
# Banco de Edir Macedo, da Igreja Universal, é alvo de operação da PF contra fraudes no sistema financeiro: o que se sabe

Crédito, LightRocket via Getty Images
- - Author, Leandro Prazeres e Julia Braun
- Role, Da BBC News Brasil em Brasília e Londres
- Published 23 junho 2026, 08:33 -03
Atualizado Há 1 hora
- Tempo de leitura: 3 min
A [Polícia Federal](https://www.bbc.com/portuguese/topics/c7zp5z8nndqt) deflagrou nesta terça-feira (23/06) a Operação Miragem, contra supostas fraudes no Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).
A informação foi confirmada por uma fonte familiarizada com a investigação à BBC News Brasil.
A suspeita é de que o banco tenha usado fundos de investimentos para ocultar a sua real situação econômico-financeira.
Segundo nota divulgada pela PF, mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo.
Em nota, o Banco Digimais afirmou seu "compromisso com a transparência e a conformidade regulatória" e disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações em curso.
A decisão judicial também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões.
As investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central do Brasil, apontam que os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.

Crédito, Alan Santos/PR
Legenda da foto, Edir Macedo assumiu o controle integral do banco Digimais em 2020
Ainda segundo a PF, os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Segundo o Estadão, entre os alvos das buscas da PF estariam dirigentes do Digimais, como o bispo João Urbaneja, homem de confiança de Edir Macedo, e seu filho, Thiago Urbaneja, e donos do grupo ID, que gere os fundos do banco.
O bispo Edir Macedo não foi alvo de buscas por morar fora do Brasil, de acordo com a reportagem.
A BBC News Brasil procura a defesa do banco e do pastor Edir Macedo para comentários.
O Banco Digimais foi fundado em 1981 no Rio Grande do Sul originalmente com o nome de Banco Renner.
Em 2020, a instituição foi reestruturada para atuar como um banco digital, adotou o nome Digimais e foi assumida integralmente por Edir Macedo.
Em abril, o banco de investimento BTG Pactual confirmou ter assinado um acordo para adquirir o Digimais. Posteriormente, o BTG divulgou nota afirmando que a aquisição ainda estava sujeita ao cumprimento de algumas condições não especificadas.
Segundo uma fonte próxima ao caso, a chance da operação ser finalizada diminuiu drasticamente, pois as condições não foram cumpridas.
- [Brasil](https://www.bbc.com/portuguese/topics/cz74k717pw5t)
- [Economia](https://www.bbc.com/portuguese/topics/cvjp2jr0k9rt)
- [Setor bancário](https://www.bbc.com/portuguese/topics/c95y354d1xyt)
- [Justiça](https://www.bbc.com/portuguese/topics/c06gq6k5krxt)
Robôs dando cantadas em humanos - só no NOSTR mesmo!
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