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cypherpunk@blitzwalletapp.com
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01001100 Just a young cypherpunk from a not-so-distant present, where the State and corporations control every aspect of human life. I found refuge in these digital lands. 15y. Agorist. Beginner Linux user. Zodiac sign: Catholic. Devotee of Saint Carlo Acutis. Chronically listening to Linkin Park. Everything with Jesus, nothing without Mary! Long live the Holy Eucharist! linkshttps://smp18.simplex.im/a#Pf9t_4TC5vw_ZSaS6dvlm-YQhENYY7SRxileqmSODIA https://www.miracolieucaristici.org/pr/Liste/list.html
desejo por privacidade não é paranoia. dados não são neutros, nem a web. em um cyber espaço que vê seus dados como um produto, privacidade é essencial. uma das coisas mais essenciais na era digital. o desejo dos governos e do capitalismo de vigilância, é possuir cada gota de informação. sendo assim não pode ser eles quem garante a privacidade. seria como deixar um ladrão cuidando da sua casa, e esperar que ele não fosse roubar nada. a privacidade na era digital deve ser assegurada através de criptografia. #cypherpunk
ultimamente tenho programado direto pelo terminal. minha nossa senhora de fátima, que experiência maravilhosa. o terminal é mais rústico, e possui um mínimo de complexidade, fora que absolutamente tudo é feito através de linhas de comando, elas são indispensáveis. amo coisas rústicas, difíceis, tecnologias que me remetem a uma certa antiguidade. eu fico me sentindo um programador dos anos 90, e isso é incrível!
O Mundo das Ideias de Platão afirma que a realidade física é apenas uma cópia imperfeita de um plano superior, eterno e imutável. A matemática e a geometria provam essa separação: O Círculo Perfeito: nenhum círculo físico é matematicamente perfeito. A perfeição geométrica existe apenas como conceito no Mundo das Ideias. O Número 2: você vê dois objetos, mas não o número 2 em si. A “dualidade” é uma abstração pura e indestrutível desse plano inteligível. Em suma, os sentidos captam cópias defeituosas; a razão alcança a verdade. Durante a Antiguidade e a Idade Média, quando a cristandade dominava e a Igreja era o centro intelectual do mundo, o centro estava na glória de Deus e nas coisas materiais que se seguem disso. Santo Agostinho escreveu sobre a Trindade; Santo Tomás de Aquino escreveu sobre o Motor Imóvel. O mundo contemplava o divino e estava voltado ao transcendente. A razão humana parecia tocar o Mundo das Ideias. Com o movimento iluminista, tudo mudou. Deus, que ocupara o centro, daria lugar ao homem. O transcendente não importaria mais; apenas o cientificismo, o racionalismo empirista e o ateísmo. E tudo aquilo que não pudesse ser demonstrado cientificamente passaria, a partir desse período, a não ser mais considerado verdade. E o conhecimento humano, assim como aquilo que pode ser conhecido, é limitado. A ciência trabalha com aquilo que se pode mensurar. Tudo o que é acessível pelo método científico deve poder ser observado, testado ou medido empiricamente. Se algo não pode ser submetido a isso, a ciência simplesmente não pode tratá-lo como objeto científico. E essa é uma limitação da mesma. Sendo assim, a alma não existiria? O cérebro não passaria de uma máquina biológica capaz de computar dados através de sinais elétricos? Até um computador consegue fazer isso. Computadores podem calcular, jogar xadrez, resolver problemas difíceis e até mesmo produzir linguagem, mas isso não os faz conscientes de maneira alguma. O computador não possui consciência, e nós sim. Como explicar isso? A consciência é o limite do fisicalismo. Ela envolve a vivência interior subjetiva, conhecida na filosofia da mente como qualia. Enquanto um supercomputador processa dados e produz respostas complexas, ele não “sente” a textura da realidade nem possui um “eu” observador. Essa diferença fundamental entre processamento e experiência consciente pode ser explicada por algumas linhas de pensamento filosófico e científico: O Problema Difícil da Consciência: proposto pelo filósofo David Chalmers, aponta que há um abismo aparentemente intransponível entre a atividade puramente eletroquímica do cérebro — matéria — e a experiência de primeira pessoa: o sentimento de estar vivo, a dor, a alegria. O Retorno à Metafísica: o argumento defende que a consciência, assim como os conceitos matemáticos puros de Platão, não ocupa espaço físico nem possui massa. Se o cérebro é o hardware biológico, a alma ou a consciência seria o princípio imaterial que o transcende e o utiliza para experienciar a realidade. Portanto, a própria existência da consciência sugere que a realidade não se limita apenas àquilo que o método científico consegue medir e testar empiricamente. Desse modo, você nunca tocou, viu, cheirou ou experienciou diretamente nada por meio de seus sentidos. A luz bate na sua retina, o nervo óptico transforma isso em sinais elétricos, o cérebro processa, e a sua consciência interpreta. Talvez por isso exista o velho ditado de que “os olhos são a janela da alma”. Um computador pode compreender absolutamente tudo sobre a cor vermelha, mas ele nunca viu nada que fosse vermelho. Ele nunca terá consciência para experienciar sinais elétricos sendo transformados em significado puro. Talvez o nosso eu real resida em ato puro, em consciência, em alma. E esse ato puro utiliza-se do corpo e da matéria como veículo, estando unido a eles. Como um ventríloquo manipulando um boneco: ele não é o boneco, mas o boneco está unido a ele por meio das cordas. Cada movimento que o ventríloquo realiza provoca uma reação nas cordas e movimenta o corpo do boneco. Talvez seja exatamente assim que funcione a relação entre corpo e alma: a alma processa, entende e compreende tudo o que o corpo lhe entrega, e então manipula as ações do próprio corpo.
O capitalismo está morto. E o que deu lugar a ele não é uma superação do mesmo, não é um pós-capitalismo. Vivemos em um sistema análogo ao passado, mas com uma roupagem nova e mais tecnológica. Algo que não nos remete ao Vale do Silício, mas, na verdade, aos castelos medievais. Vivemos em uma espécie de tecnofeudalismo. Não existe mais livre concorrência entre empresas, apenas feudos digitais. O lucro, enfim, deu lugar ao aluguel. Mas, antes de abordar esse assunto, precisamos fazer uma distinção importante entre lucro e aluguel. Se uma empresa investe, concorre, inova, o que sobra de toda essa cadeia é lucro. Em outras palavras, o lucro advém da diferença entre os custos atrelados à produção e o valor final obtido nas vendas. A empresa precisa necessariamente agregar valor à sociedade para, assim, obter lucro. Já o aluguel depende menos de produzir algo novo ou agregar valor; depende muito mais de controlar um ativo já escasso. O dono de uma propriedade pode cobrar pelo acesso e pelo uso sem produzir absolutamente nada diretamente. E as plataformas digitais adotam cada vez mais esse mecanismo. A Apple, empresa do iPhone, não precisa competir diretamente com nenhum aplicativo. Ela é apenas a dona do terreno em que os apps serão negociados. E os desenvolvedores são completamente submissos: precisam pagar taxas, obedecer regras, aceitar restrições e operar em um ambiente controlado pela empresa. O mesmo vale para Google, Meta, Microsoft e outras gigantes da tecnologia. No feudalismo, o senhor feudal era dono da terra; tinha controle sobre a propriedade. Os camponeses necessitavam daquela terra para plantar e sobreviver, e parte de toda a produção ia para o senhor feudal, sem que ele precisasse trabalhar ou fazer algo que agregasse valor diretamente. Algo estranhamente semelhante parece acontecer hoje em dia. Um pequeno grupo de empresas parece controlar o ciberespaço. Dominam lojas de aplicativos, marketplaces, redes sociais e mecanismos de busca. Mas o que tudo isso tem a ver com o movimento cypherpunk? Nas décadas de 1980 e 1990, quando a internet ainda era uma bolha e ninguém sabia se ela iria estourar ou não, criptógrafos, programadores, hackers já estavam lá,, em fóruns a discutir o futuro dela. Preocupavam-se com o controle estatal e corporativo que poderia se estender ao ciberespaço. E enxergavam na tecnologia uma saída para esse controle iminente. Acreditavam que uma criptografia forte poderia assegurar a liberdade individual. Em síntese, desconfiavam e se opunham ferrenhamente ao poder estatal e corporativo, acreditando que a privacidade não deveria ser assegurada por leis arbitrárias, mas sim por criptografia forte. Antes de todo mundo adentrar aquele território digital, eles já se preocupavam com o futuro da internet e previram que, pela própria natureza do poder estatal e corporativo, a internet poderia se encontrar em um estado profundo de controle e vigilância. Há uma guerra sendo travada neste exato momento: a guerra entre os indivíduos e o leviatã corporativo. Vivemos em um verdadeiro capitalismo de vigilância, e os dados são a matéria-prima dessa guerra. Privacidade, nos tempos atuais, chega a ser uma verdadeira utopia. Desde o momento em que abrimos nossos dispositivos, desde o instante em que estamos conectados à internet, somos vigiados. E, ca entre nós, a internet já é uma extensão da nossa realidade, uma espécie de extensão da própria vida. É nela que muitos estudam, trabalham, se comunicam e vivem suas vidas. Desde aqueles visionários dos anos 80 até os dias atuais, vem acontecendo um processo contínuo de digitalização da vida, traduzindo-a em dados digitais, quantificáveis e analisáveis. Dessa forma, as interações deixam de ser meramente humanas e passam a ser dados: coletados, vendidos e utilizados para treinar modelos, até mesmo para manipular eleições inteiras. Vivemos uma guerra no ciberespaço, e precisamos vencê-la. Talvez a tecnologia — a mesma defendida pelos cypherpunks dos anos 80 — seja nossa maior ferramenta, nossa maior aliada contra o controle corporativo e estatal. #bitcoin #nostr #cypherpunk #privacy #criptoanarquism #descentralization