Não basta simplesmente dizer imposto é roubo. E isso, no fundo, sequer ajuda. A maioria das pessoas está inerte em um sistema que, para além da coerção, é um sistema de crenças. Dizer a uma pessoa comum que impostos são antiéticos seria como dizer a um camponês medieval que é possível um homem voar através de um pássaro gigante de metal. ele muito provavelmente riria de ti e acharia uma ideia no mínimo utópica. Então quando você simplesmente diz a alguém imposto é roubo, tu estás a dizer a uma pessoa que foi chamada a vida inteira de contribuinte, que acredita nos deveres sociais dos cidadãos e que acredita que a coerção é uma forma de garantir seus direitos. Então para além de nós libertários dizermos o óbvio o tempo inteiro, deveríamos tentar mexer, ao menos um pouco, na cultura. Porque o estatismo, acima de tudo, ele é uma cultura e uma condição humana.
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cypherpunk@blitzwalletapp.com
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Just a young cypherpunk from a not-so-distant present, where the State and corporations control every aspect of human life. I found refuge in these digital lands.
15y. Agorist. Beginner Linux user. Zodiac sign: Catholic. Devotee of Saint Carlo Acutis.
Chronically listening to Linkin Park.
Everything with Jesus, nothing without Mary!
Long live the Holy Eucharist!
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A mesma galera que diz fogo nos racistas é a mesmíssima que condena a Inquisição.
Há uma diferença entre não sentir Deus sendo ateu e não sentir Deus sendo cristão — e essa diferença, para mim, tornou-se profundamente existencial.
Quando eu era ateu, eu também experimentava, às vezes, um certo vazio. Havia momentos de niilismo, de falta de sentido, de questionamento sobre o valor das coisas. Mas esse vazio ainda podia ser preenchido por outras respostas: se não existe vida após a morte, talvez devêssemos valorizar mais intensamente esta vida; se não existe um sentido objetivo dado por Deus, talvez devêssemos construir algum sentido para nós mesmos. Eu podia não considerar essas respostas definitivas, mas elas pertenciam ao mesmo horizonte dentro do qual eu pensava.
Depois, porém, aconteceu algo diferente.
Minha aproximação com Deus começou pela razão. Antes de existir uma experiência propriamente religiosa, existia uma investigação intelectual. Eu passei a considerar racionalmente a existência de Deus, até chegar à convicção de que a realidade transcendente não era apenas uma possibilidade abstrata. Mas, em algum momento, minha fé deixou de ser apenas uma conclusão intelectual. Houve uma experiência do sagrado, do divino, do transcendente — especialmente na oração — que não consigo reduzir simplesmente a uma sensação psicológica comum.
Não era necessariamente uma sensação de “sentir-me amado”, de sentir-me acolhido ou de experimentar alguma emoção específica. Era algo mais profundo e difícil de explicar. Algo que parecia ultrapassar as categorias psicológicas habituais. Ao rezar o Terço e dirigir-me a Cristo por meio de Maria, havia uma profundidade que eu não conseguia traduzir em conceitos. Não era apenas pensar que Jesus Cristo é Deus. Não era apenas acreditar que Maria é sua Mãe. Era uma espécie de percepção da realidade religiosa em uma dimensão que a linguagem parece incapaz de capturar.
E talvez seja justamente por isso que a ausência dessa experiência possa doer tanto agora.
Eu não estou simplesmente procurando acreditar em algo no qual nunca encontrei razão para acreditar. Eu já passei por esse caminho. Minha razão me levou até aqui. Minha fé se tornou, em grande parte, uma fé racionalmente fundamentada. Mas agora existe algo além da própria racionalidade: existe a experiência da transcendência.
E isso produz um conflito.
Porque meu intelecto quer compreender.
Ele quer entender a Trindade. Quer entender a Encarnação. Quer entender a Ressurreição. Quer entender como Cristo pode estar realmente presente na Eucaristia. Quer compreender a transubstanciação. Quer saber como uma Virgem pode conceber. Quer transformar os mistérios da fé em algo que possa ser inteiramente apreendido pela inteligência.
Mas não consegue.
E isso dói.
Não porque eu considere a fé irracional. Pelo contrário. Talvez justamente porque eu a considere racional o suficiente para levá-la a sério. Eu consigo chegar a Deus pela razão, mas, quando chego diante do mistério, descubro que Deus não cabe dentro dela.
E isso é extremamente difícil para alguém que deseja compreender.
Talvez Deus não seja irracional, mas supra-racional. Não há necessariamente uma contradição nos mistérios da fé; há uma realidade que ultrapassa a capacidade humana de compreendê-la completamente. Eu posso saber que uma coisa é verdadeira sem conseguir esgotar intelectualmente aquilo que ela significa.
Posso saber que Deus é Trindade sem conseguir compreender plenamente como três Pessoas são um único Deus.
Posso crer na Ressurreição sem conseguir imaginar como é possível que um corpo morto ressuscite.
Posso crer na presença real de Cristo na Eucaristia sem conseguir compreender, com minha inteligência limitada, toda a profundidade daquilo que acontece.
Posso crer sem compreender completamente.
E é aí que surge aquela sensação estranha de “eu creio, mas não consigo crer”.
Porque, no fundo, eu creio. Mas existe uma parte de mim que continua exigindo uma compreensão que talvez nenhuma criatura humana possa alcançar.
Quando eu era ateu, a ausência de Deus podia ser dolorosa, mas ainda havia uma certa simplicidade: eu não acreditava. Agora é diferente. Eu não consigo simplesmente retornar àquela posição, porque já atravessei intelectualmente e existencialmente a porta da fé.
O problema deixou de ser apenas “Deus existe?”.
Agora é: “Deus existe. Cristo é Deus. A transcendência é real. Então por que eu nem sempre consigo percebê-la?”
O ateu pode não sentir Deus porque não acredita que Deus esteja ali.
Eu posso não sentir Deus justamente enquanto acredito que Ele está ali.
E talvez essa seja uma dor muito mais difícil de explicar.
Porque não é simplesmente ausência de crença. É uma espécie de distância entre aquilo que meu intelecto afirma, aquilo que minha fé professa, aquilo que minha experiência espiritual já me permitiu vislumbrar e aquilo que consigo efetivamente sentir ou compreender no presente.
Talvez eu esteja tentando transformar Deus em objeto da minha própria inteligência. Talvez eu queira possuir intelectualmente aquilo que só posso conhecer parcialmente. Talvez uma das maiores dificuldades da fé seja justamente aceitar que conhecer Deus não significa compreendê-Lo completamente.
Eu posso conhecer uma verdade sem possuir toda a realidade que ela aponta.
Posso conhecer Deus sem esgotar Deus.
Posso amá-Lo sem compreendê-Lo.
Posso crer sem sentir.
E talvez até possa continuar crendo quando não sinto absolutamente nada.
Isso não significa que minha experiência anterior tenha sido falsa. Tampouco significa que minha fé atual seja necessariamente mais fraca. Talvez signifique apenas que estou aprendendo que Deus não pode depender da minha experiência psicológica para ser Deus.
A experiência pode vir e desaparecer.
A emoção pode surgir e desaparecer.
A sensação de proximidade pode surgir e desaparecer.
Mas a realidade não depende da intensidade com que consigo percebê-la.
Talvez exista uma maturidade da fé que consista justamente nisso: primeiro encontrar Deus e experimentar, ainda que brevemente, algo de Sua presença; depois aprender a permanecer diante d'Ele mesmo quando não há sensação alguma que confirme aquilo interiormente.
E talvez seja justamente aí que a fé se torne mais difícil.
Quando sinto, é fácil dizer: “Deus está aqui.”
Quando não sinto nada, preciso dizer: “Eu ainda creio que Deus está aqui.”
Não porque abandonei a razão, mas porque reconheci que a razão não é o horizonte inteiro da realidade.
Minha razão me levou até Deus.
Minha experiência me fez vislumbrar algo de Deus.
E agora minha própria razão está sendo obrigada a reconhecer que não pode conter Deus.
Talvez essa seja a contradição aparente que mais me dói: eu quero compreender Aquele em quem acredito, mas quanto mais seriamente acredito, mais percebo que Ele é infinitamente maior do que minha capacidade de compreendê-Lo.
E talvez eu não esteja deixando de crer.
Talvez eu esteja simplesmente descobrindo, dolorosamente, o que significa crer em algo que não pode ser reduzido àquilo que minha própria mente consegue abarcar.
Utilizei inteligência artificial para escrever isto, pois sou incompetente para colocar tal realidade em palavras.
Cara. É chato a mentalidade e principalmente a perspectiva de futuro do brasileiro. De coração. Eu desejaria amar o Brasil. E eu me esforço para amar, mas não tem jeito. A única possibilidade de ser bem-sucedido no Brasil, pelo menos no imaginário popular, é fazendo medicina, cursando direito, prestando um concurso. Apenas coisas medíocres. Eu não gastaria seis anos da minha vida numa faculdade de medicina para trabalhar ganhando um salário medíocre. eu não faria direito para ficar como muitos advogados e juízes, encostados no aparato estatal, farmando grana de forma desonesta. E principalmente, eu não prestaria um concurso público. Imagina só ter que trocar minha liberdade por estabilidade financeira e ainda ter que conviver com um bando de colega de trabalho que tem uma mentalidade fiduciária. No Brasil a gente não é incentivado a ler, a estudar, a empreender, a correr risco. Pelo contrário. Políticos compram nossos votos com cesta básica. Influenciadores nos incentivam a jogar no tigrinho. E as pessoas de um modo geral nos incentivam a perseguir objetivos medíocres.
Esses dias vi um vídeo e decidi olhar os comentários. Um rapaz havia comentado que Jesus não era de esquerda. Lembro que uma pessoa tinha respondido ao comentário dele dizendo: Ele não era de esquerda? Ele era de quê, então? E a galera tava debatendo nas respostas do comentário do sujeito se Jesus era ou não de esquerda. Pra começo de conversa, eu nem sequer gosto da categoria de direita e esquerda. Acredito que limita muito o debate. Mas o engraçado mesmo é que Jesus era de esquerda, Jesus era comunista, sendo que a esquerda só surge 17 séculos depois de Cristo, na Revolução Francesa. O comunismo surge 19 séculos depois de Cristo. E é fácil dizer que Jesus era capitalista, comunista, direita, de esquerda. Dá até pra dizer que ele é libertário quando ele diz Dai a César o que é de César. Mas o fato é que ele não é nenhuma dessas coisas. Jesus é Deus. É a segunda pessoa da Santíssima Trindade. E não dá pra reduzir o Verbo a uma ideologia humana. Não é ele que deveria se encaixar nos moldes da esquerda ou da direita. São elas que deveriam se submeter aos ensinamentos de Cristo. Cristo não deixou uma ideologia, Cristo deixou uma igreja. Salve Maria e viva a Cristo Rei!
Na própria Bíblia podemos ver que quando um cadáver tocou nos ossos do profeta Eliseu, ressuscitou. A hemorroísa, ao tocar nas vestes de Jesus, é curada de sua hemorragia. Guardanapos ou aventais que tocavam em Paulo tinham poder de cura e exorcizavam demônios. Deus não precisa de ossos, de vestes, de guardanapos, de aventais para realizar grandes obras, até porque ele é Deus. Mas ele escolhe utilizar-se desses meios visíveis para manifestar uma graça invisível. E outra coisa: na Igreja Católica, a ideia de corpo místico de Cristo, o que a gente chama de comunhão dos santos, é muito viva na tradição e no que nós acreditamos. Para nós, o cardeal não está a beijar uma caveira de um cadáver, mas sim a venerar alguém que está vivo em Cristo, alguém que deu a vida por Cristo e agora vive no céu em plena comunhão com ele. Uma vez que o Verbo se fez carne e Deus passou a habitar um corpo de matéria, ele santificou a matéria e, através da matéria dos santos mártires, ele pode fazer grandes obras e as pessoas podem chegar até ele por meio delas. Se os ossos de alguém que deu a vida por Cristo me lembram do testemunho dessa pessoa e me lembram o quão ela foi parecida com Cristo nessa vida, isso me remete a ele. E essa prática existe desde os primeiros cristãos. Para os primeiros cristãos, os ossos de Policarpo, bispo de Esmirna, que inclusive foi discípulo de São João Evangelista, era mais valioso do que ouro.
Se passo a deslocar-me para fora de mim, de meus próprios horizontes, descubro o quanto eu ainda desconheço. Em suma, passo a assim conhecer, pela via do conhecimento, o quanto que minha compreensão de tudo à minha volta é pequena e o quanto eu ainda desconheço. Me desloco para fora de meus horizontes, a zarpar em direção a o mar do conhecimento e descubro todo um oceano de coisas que eu desconhecia antes. E isso me gera uma solidão existencial, uma profunda melancolia que perpassa o meu ser. Mas, se desligo-me da razão e passo a apenas experienciar a existência, como se não houvesse questões a me debruçar, sinto a mesma solidão existencial, a mesma profunda melancolia a perpassar todo o meu ser, toda a minha alma. Talvez em uma quantidade até maior. Apenas porque talvez não consiga viver na ignorância. Me sinto mal, improdutivo talvez. Sinto que minha máquina de pensar está a mofar e passo a me sentir ignorante por não estar a conhecer . Mas quando passo a conhecer, volto a perceber tudo aquilo que eu desconhecia e continuo a me sentir ignorante e o ciclo se repete.
Sabe a sensação de se sentir uma autossabotagem viva? De perceber que o seu maior inimigo não é quem está ao seu redor, mas sim quem está dentro de ti? Sabe o que é ser perfeccionista em um mundo em que não há círculos perfeitos? E eu nem estou a falar de círculos. sabe como é perceber demais, sentir demais, analisar demais. E sabe como sentir, perceber e analisar te geram uma autocobrança galáctica? Sabe como é receber elogios de todos à sua volta por você ser inteligente e não conseguir perceber o próprio intelecto? Se achar mais burro que todos? Saber o quanto tu ainda não sabes? Sabe como é linkar várias coisas em uma linha de raciocínio só e quando tu apresenta ao seu interlocutor ele fica confuso, pois não sabe como você chegou àquele raciocínio. E principalmente, sabe a infinita sensação de inadequação e de sentir que você não pertence aos lugares? A nenhum lugar, na verdade? Se sentir desconfortável até com um bom dia, tudo bem?
Sabe quando você se frustra tanto que quando finalmente alcança, aquilo, no fundo, nem mesmo importa mais? E pior, você nem é mais o mesmo.
Amizade masculina é um bagulho incrivelmente louco e loucamente incrível. Você passa o tempo que for sem falar com o cara, e quando vocês dois voltam a se falar, você trata ele como se fosse seu melhor amigo. Detalhe, ele é.
Há um marco estranhamente bizarro e ao mesmo tempo bizarramente estranho na história de todas as nossas vidas humanas. A pandemia do Covid-19. Tanto é que muitas pessoas até dividem acontecimentos entre antes da pandemia e depois da pandemia. Afinal, não tem como não dividir, não é mesmo? Parece que aqueles anos de 2018, 2019 são completamente dissociados dos anos de 2020, 2021. E isso é muito estranho, isso é muito bizarro. De 2020 pra cá, tanta coisa mudou, tanta coisa mesmo. A ascensão de conteúdo curto, rápido e instantâneo com a popularização do TikTok. A ascensão dos LLMs, basicamente dos modelos de IA que a gente usa atualmente, como o ChatGPT. E uma bizarra digitalização da vida humana. Até 2019, a internet era uma ferramenta. Boa parte das pessoas utilizavam telefones, aparelhos celulares, apenas para se comunicar. Mas corta para 2026. Tudo está conectado. É como se a internet fosse uma extensão da vida humana e do que conhecemos como sociedade. É um espaço físico representado no ciberespaço. E isso, meus amigos, é bizarro. Agora junta tudo isso. Conteúdo curto, rápido, instantâneo, inteligência artificial e uma vida hiperconectada.
Se algum dia eu reclamei dos funks de dancinha de TikTok que eram virais lá em 2022, eu me arrependo amargamente. Aquilo era angelical se comparado com os funks de hoje em dia, que a galera usa pra fazer edit, tudo feito com inteligência artificial.
voltei dos mortos
Ontem assisti um debate entre um apologeta católico e um pastor protestante, que me fez refletir o quanto que o protestantismo no Brasil é calamitoso. Aquele debate foi uma lástima. Parece que qualquer pessoa do Brasil pode se intitular pastor. É triste, é triste. Rezemos pela conversão dos protestantes.
bom dia nostr! salve maria santíssima, a virgem imaculada!
não existe nada melhor do que estar em estado de graça
começando o dia bem, vou rezar um terço! E te, seu herege, já resol hoje?
feliz dia mundial do rock! o que vocês irão ouvir no dia de hoje para comemorar?
To everyone who is part of the Mystical Body of Christ, to all members of the Holy Church present on this protocol, let's start a Catholic follow chain here on Nostr.
I've been facing a challenge every day: there are no algorithms here, which makes it a bit difficult to find fellow Catholics like myself.
With that in mind—and knowing there may be others facing the same challenge—I’m making this post to ask you to follow me and leave a comment below so that we can all follow one another and help build a stronger Catholic community on Nostr.
I'll follow everyone back.
May the peace of Christ and the love of Mary always be with you. May our Blessed Mother in Heaven watch over you.
a infraestrutura em porta mais do que a ideologia para atingir adoção em massa.
Nostr, em, seus primórdios, por ter clientes com uma interface parecida com a do twitter, muitos pensavam que nostr = concorrente do x.
no entanto, nostr, vem se mostrando quem realmente ele é: um protocolo. Nostr, não é um twitter decentralizado e anti censura. nostr, é para comunicação, o que o smtp é para o e-mail; o que o http é para páginas web. Nostr é infraestrutura, infraestrutura digital, de toda uma nova internet que será construída sobre ele.
NostrMag