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Β«Honk, honk!Β» β€” Harpo Marx ᡐᡃⁱ˒ ᡘᡐ α΅’α΅‡Λ’αΆœα΅˜Κ³α΅’ ⁿᡒ˒ᡗʳⁱⁿʰᡒ ᡇᡃⁱˣᡃ Κ³α΅‰βΏα΅ˆα΅ƒ ᡉ α΅ˆα΅‰Λ’α΅ˆα΅‰βΏα΅—α΅ƒα΅ˆα΅’ ---------------------- α΅α΅‰α΅ƒΚ³αΆœΛ’α΅—α΅ƒα΅–α΅ƒ ---------------------- I'm not on Bluesky / NΓ£o tenho conta no Bluesky
Carlos Nejar, Luiz Vaz de CamΓ΅es: NΓ£o sou um tempo ou uma cidade extinta. Civilizei a lΓ­ngua e foi resposta em cada verso. E Γ  fome, condenaram-me os perversos e alguns dos poderosos. Amei a pΓ‘tria injustamente cega, como eu, num dos olhos. E nΓ£o pΓ΄de ver-me enquanto vivo. Regressarei a ela com os ossos de meu sonho precavido? E o idioma nΓ£o passa de um poema salvo da espuma e igual a mim, bebido pelo sol de um paΓ­s que me desterra. E agora me ergue no Convento dos JerΓ΄nimos o tΓΊmulo, quando nΓ£o morri. NΓ£o morrerei, nΓ£o quero mais morrer. Nem sou cativo ou mendigo de uma pΓ‘tria. Mas da lΓ­ngua que me conhece e espera. E a razΓ£o que nΓ£o me dais, eu crio. Jamais pensei ser pai de tantos filhos.
Β«Mas o fruto do EspΓ­rito Γ©: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidΓ£o, domΓ­nio prΓ³prio. Contra estas coisas nΓ£o hΓ‘ lei.Β» GΓ‘latas 5.22 (ARA)
Rainer Maria Rilke, Baudelaire Β  Β  Β  Β  Β  Β  Β  Β  Β  Β  Β  Β FΓΌr Anita Forrer/ aum 14. April 1921 Der Dichter einzig hat die Welt geeinigt, die weit in jedem auseinanderfΓ€llt. Das SchΓΆne hat er unerhΓΆrt bescheinigt, doch da er selbst noch feiert, was ihn peinigt, hat er unendlich den Ruin gereinigt: und auch noch das Vernichtende wird Welt ----------------------------------------------------------------- Baudelaire (traduΓ§Γ£o de JosΓ© Paulo Paes) Β  Β  Β  Β  Β  Β  Β  Β  Β  Β  Β  Β  Para Anita Forrer/ em 14 de abril de 1921 Somente o poeta juntou as ruΓ­nas de um mundo desfeito e de novo o fez uno. Deu fΓ© da beleza nova, peregrina, e, embora celebrando a prΓ³pria mΓ‘ sina, purificou, infinitas, as ruΓ­nas: assim o aniquilador tornou-se mundo.
Alberto da Costa e Silva, Elegia: Sofrer esta infΓ’ncia, esta morte, este inΓ­cio. As cousas nΓ£o param. Elas fluem, inquietas, como velhos rios soluΓ§antes. As flores que apenas sonhamos em frutos se tornaram. Sazonar, eis o destino. PorΓ©m, nΓ£o esquecer a promessa de flores nas sementes dos frutos, o rosto de teu pai na face do teu filho, as ondas que voltam sobre as mesmas praias, noivas desconhecidas a cada novo encontro. As causas fluem, nΓ£o param. As folhas nascem, as folhas tombam longe, em longΓ­nquos jardins. Em silΓͺncio, vives a infΓ’ncia de teus olhos e, morto, Γ©s tΓ£o puro que te tornas menino
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