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𝚋𝚊𝚝𝚜𝚒𝚚
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«Honk, honk!» — Harpo Marx ᵐᵃⁱˢ ᵘᵐ ᵒᵇˢᶜᵘʳᵒ ⁿᵒˢᵗʳⁱⁿʰᵒ ᵇᵃⁱˣᵃ ʳᵉⁿᵈᵃ ᵉ ᵈᵉˢᵈᵉⁿᵗᵃᵈᵒ
«Anteriormente, observei que os artistas foram empurrados para as margens. Recentemente, estava conversando com meu colega e colaborador Bruce Herman. Ele me apresentou a uma palavra do inglês antigo utilizada em 𝘉𝘦𝘰𝘸𝘶𝘭𝘧: 𝘮𝘦𝘢𝘳𝘤𝘴𝘵𝘢𝘱𝘢𝘴, traduzida como 'caminhantes-das-fronteiras' ou 'espreitadores-de-fronteiras'. Nas realidades tribais de épocas anteriores, esses eram indivíduos que viviam à margem de seus grupos, entrando e saindo destes, às vezes trazendo novidades para a tribo.» «Os artistas se sentem instintivamente desconfortáveis em grupos homogêneos, e no "espreitar-de-fronteiras" temos um papel que tanto lida com a realidade da fragmentação quanto oferece um meio adequado para auxiliar as pessoas de todas as nossas muitas e divididas tribos culturais a aprender a apreciar as margens, a amenizar as barreiras à compreensão e à comunicação, e iniciar o processo de desarmamento de guerras culturais. Artistas à margem de vários grupos podem ser comissionados (não recrutados) para representar identi-dades tribais enquanto permanecem como mensageiros de esperança e reconciliação para uma cultura dividida.» Makoto Fujimura, Cuidado cultural, p. 74.
«Além de gratuidade, mordomia e justiça, uma estrutura para a beleza também deve incluir a noção de sacrifício. A beleza, como os poetas do Japão viram há muito tempo, está ligada à morte. O ideograma japonês para beleza (美) é composto por dois ideogramas, o de ovelha (羊) colocado sobre o de grande (大). Aparentemente, na China, de onde os ideogramas se originaram, o que era belo era uma 'ovelha gorda'. Em uma cultura em que comer carne era uma ocorrência rara, uma ovelha gorda era um deleite supremo. Mas no Japão foi realizada uma conexão mais profunda com o sacrifício das ovelhas. Escrevo sobre os detalhes do refinamento japonês do ideograma em meu livro 𝘚𝘪𝘭𝘦𝘯𝘤𝘦 𝘢𝘯𝘥 𝘉𝘦𝘢𝘶𝘵𝘺; no Japão, a beleza está culturalmente ligada à morte e ao sacrifício.» Makoto Fujimura, Cuidado cultural, p. 71.