
De início, o que me impressionou foi: é «Israque» a pronúncia correta, segundo a prefaciadora.
(e eu dizendo errado desde sempre. foi malzaê)
Vou me limitar a dois contos, para mim os mais paradigmáticos:
O tragicômico «A live» me fez rir e me sentir culpado por rir (ok, conseguiu, cowboy).
«Coabitáveis» é uma história tensa. Muito bons primeiros parágrafos aos quais voltei: os reli, depois mais uma vez. A «TV liga sozinha» no início do trecho e «o rádio bidirecional assume o protagonismo» ao final. Ambos indicativos do estado interior de Al-Durrah:
A sua tragetória é recontada, a partir de uma cicatriz na sua perna, como uma sucessão de episódios cruentos envolvendo sua família, porém num tom distante, quase impessoal. Ele mesmo parece duvidar da causa que o move: «Não somos uma ameaça existencial». Fará o que deve ser feito como se fosse impelido por uma força externa que já nem reconhece. Não um autômato, mas próximo disso já.
Divertido o livro. Mas achei «Eu, cowboy» mais autêntico que «Culpa».