Se o vento escrevesse histórias contaria como afinal aquilo que julgava serem fábulas é a verdade. Eu, diante desta inevitável conclusão, tantas vezes vil, tantas vezes vaidoso e arrogante finalmente comungo o meu carácter traiçoeiro.
Se a sombra habitou dentro de mim? E evidente que sim, fui espelho de uma maquiavélica criatura. Virei a minha cara á luz e muitas vezes cuspi no prato onde afinal viria a comer. Depois dos desejos e das paixões encontrei a prudência da serpente mas faltava-me ainda a simplicidade da pomba. Finalmente encontrei direções, agora há um mapa para navegar e o mar acalma quando quem o manda acalmar-se quiser, limito-me a confiar tudo.
Quem pode conhecer melhor o coração do que quem o criou ?
