A repetição de um signo por diferentes indivíduos cria um padrão linguístico. E padrões, para o observador, raramente parecem aleatórios. O cérebro humano tende a interpretar repetição como coordenação, e coordenação como grupo. Surge então a ilusão de um movimento, uma tribo: aquilo que era apenas metáfora passa a ser lido como rótulo identitário. É o que está acontecendo com o termo "red pill".
Pra entender o que é signo nesse contexto, leia meu ensaio "Quem controla a linguagem, controla as ideias."
Não dá pra ter uma conversa profunda sobre os temas mais elevados que me interessam com basicamente ninguém que conheço pessoalmente, nem os amigos mais próximos. Mesmo com quem consigo tocar no assunto, acaba sendo algo meio raso. Isso é complicado, pois acaba sendo um caminho solitário de aprendizado, sem ninguém para ensinar ou com quem aprender ou só partilhar, o que acaba puxando-me pra baixo.
De qualquer forma, estou ciente da dificuldade em encontrar no Brasil, pessoas que amam o conhecimento e a verdade como fins em si mesmos.
Eu disponibilizei o curso História do Feminismo da Ana Campagnolo no canal do Telegram. Quem se interessar, é só baixar. É bem completo, já vi algumas aulas.
Galera, assistam isso aqui. Papo reto, isso é muito valioso!
Vai ao encontro do que já postei:
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Ter domínio da própria linguagem é de suma importância.