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nobody
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nobody 2 months ago
Escrevi no meu caderno de notas e depois parei para ler um conto interessante. É um romance policial com toques eróticos, segredos no armário e histórias de fantasias e fantasmas. Já são 197 páginas de 350... uma história bem estranha, muito atmosférica. Sinto todas as nuances do ar e os sussurros da personagem maligna... as camadas de poeira, o escuro, o som da madeira... a malícia intrínseca das personagens. image
nobody 2 months ago
O mundo ideal — sentir saudade. E alguém me esperar... Para amar o pior de nós. image
nobody 2 months ago
Ao entardecer, ele sentia que a poeta não era suficientemente única para ele... percebia que ele a estava a magoar, porque inexplicavelmente amava algo nelas mais do que ela própria. image
nobody 2 months ago
Arde o auge, no beijo que cega, Mas na pele o frio o vinho renega. A casa é um eco, a noite um deserto, Onde o longe parece, de repente, perto. image
nobody 2 months ago
A alma flutua, um metro somente, À frente da sombra que o medo pressente. O fim foi o início, o agora é ausente: Tudo se pensa de trás para frente. image
nobody 2 months ago
Quando decidi, já estava casada. Lá fora, chuva e frio. Aqui, fico entediada com pessoas. Sou atriz, não escritora. Estou cansada. O balanço tornou-se inevitável. Revisito o passado em busca de alegrias, mas elas são tão poucas, tão poucas. Tantas lembranças horríveis... lembranças horríveis. Estou aqui apenas por um instante — não existe imortalidade. Qual máscara terei de vestir amanhã? Notas de uma morta de Ayalah Verônica Berg image
nobody 2 months ago
...hoje de manhã cedo fui à praia com os loucos que convivo, e na tarde tentei dormir um pouco, mas a minha cabeça acelerou de uma forma que a voz da Verônica gritava tão alto e repetia, e repetia um poema que fui obrigada a escrever... postei a poesia no meu blog... depois coloco o link na minha conta principal daqui — preciso parar, ... image
nobody 2 months ago
Manhã — alegria, frio, linda bruxa, guerreira. Dá-me algo novo. Cabeça-de-álcool não sabe seu sésamo... meu olhar, abono para fila de sombras. Coletivos. Motivos escuros. Sonhos descem escadas, conversa com a alma. Ponte — colmeia, toque: mel. image
nobody 2 months ago
Teu coração, meu refém, não mais te serve... meu é o querer. O vento o sustenta? Meu sopro oculto. Paixão? Fio do destino. image
nobody 2 months ago
O historiador libertino, rindo, questiona a nutri-poeta: Por que, na Grécia Antiga, os escravos não tinham permissão para se exercitar? Seria a força perigosa? Por que, na Roma Antiga, os gladiadores eram alimentados com cevada e feijão? Seria para torná-los grandes, mas lentos? E no Império Otomano, o café era proibido para o povo comum... Por quê? Hoje sabemos que a cafeína desperta o cérebro. E um cérebro desperto é uma ameaça. Certo? E os escravos espartanos? Por que eram mantidos famintos e sobrecarregados de trabalho? Cansados para pensar? Fracos para lutar? E a Europa feudal? Camponeses comiam pão e aveia... nobres comiam carne vermelha. Controlar a comida seria uma forma de controlar as pessoas? Uma tática de poder? E hoje, o que vemos? Estamos cercados por comida que incha, entorpece e enfraquece. Ouvimos muito que carne é “ruim” e cereal é “saudável para o coração”. Começamos o dia com açúcar, pão e inflamação — energia ou cansaço? O sistema precisa de viciados confusos, doentes e lentos — inchados demais para questionar, para se rebelar. Estamos em uma guerra disfarçada de qualidade de vida. Coma com... consciência, intenção, poder e clareza.
nobody 2 months ago
Estás a ouvir a minha respiração? Terás o teu inferno, Definharás em meu amor dividido... Gritarás, a cada dente que te cravo, Implorarás — louco, no ápice do teu delírio. Ávida de Ayalah Verônica Berg image
nobody 2 months ago
Caderno de notas 2, pág 97, 2026 ... Ayalah Eu, como uma maluca alucinada, acordo já às 5 da manhã. Não levanto, não coloco roupa e finjo estar dormindo até às 9 da manhã. Não sei o que fazer com a vida... o dia parece extraordinariamente longo. --- "Por que as tuas poesias estão tão curtas? Ou não tens ideias suficientes?" (perguntaram à Verônica). Tenho muitas poesias na minha cabeça, mas não quero escrever todas. --- Águas paradas são profundas. --- Sonho em parar de fingir para minha mãe, para meu marido e para as outras bruxas... mas sonhos continuam sendo sonhos, e provavelmente assim serão até a minha morte. --- Cheiro de terra húmida entra pela janela aberta — o ar está perfumado... esticando e piscando, como uma frigideira queimando, eu, pronta para comer, e, para surpresa minha, o marido serve um enorme pedaço de churrasco, que eu certamente comeria se estivesse com fome... engordei e o meu humor está pior do que o normal... preciso largar o fumo e o vinho. --- Há muitos mosquitos, talvez porque a fábrica do Kill Gates seja por aqui, no norte do sul. É sabido que os mosquitos proliferam em climas húmidos... mas no frio..? ---
nobody 2 months ago
Sinto uma solidão tão profunda, como nunca tinha sentido antes... image
nobody 3 months ago
🎶🎶🎶 Ain't it fun - Dead Boys
nobody 3 months ago
A vida é uma coisa desagradável, mas não é difícil torná-la maravilhosa... e nós a provocar, iludir a morte... a censura está a grassar. image