Deixo aqui meu último verso não escrito —
um brinde às nossas sombras douradas,
aos espelhos que guardam o que fomos,
e aos poemas que nascem justamente
do que já não podemos ser.
Se um dia a saudade bater à nossa porta
com suas luvas de pelica e olhos de atar,
lembre-se: até os demônios nos espelhos
têm medo do amor que insisto em cantar.
de Ayalah Berg
Login to reply