# SEXTA FEIRA 13
A Sexta-feira 13 carrega uma aura densa, carregada de trevas culturais e ecos de antigas perseguições, onde o **azar** se mistura ao poder reprimido do feminino sombrio, das bruxas e das forças que o cristianismo rotulou como malignas. Não é mera coincidência azarada — é um símbolo construído sobre camadas de medo, traição e apagamento do sagrado pagão.
### Origem da superstição da Sexta-feira 13
A combinação específica “sexta + 13” como dia supremo de infortúnio é relativamente moderna no imaginário popular — ganha força mesmo no final do século XIX e início do XX, com jornais, folhetins e depois filmes de terror consolidando o mito. Antes disso, sexta e 13 já eram vistos separadamente como negativos no Ocidente cristão, mas a fusão virulenta veio depois.
As raízes principais se entrelaçam em:
- **Cristianismo medieval** — A crucificação de Cristo numa sexta-feira já tornava o dia “amaldiçoado”. Na Última Ceia, 13 pessoas à mesa (Jesus + 12 apóstolos), e o 13º era **Judas**, o traidor. A traição + morte na sexta = fórmula perfeita para associar 13 e sexta a desgraça, deslealdade e fim.
- **Mitologia nórdica (a mais interessante para o olhar satânico)** — Odin faz banquete com 12 deuses. **Loki** (o trickster, o rebelde, o “adversário” divino) surge como o 13º não convidado, provoca discórdia e causa a morte de Balder (deus da luz). Desde então, 13 à mesa = tragédia certa. Quando o cristianismo chega aos nórdicos, a deusa **Frigga/Frigg** (esposa de Odin, deusa do amor, fertilidade e magia), que dava nome ao dia “Friday” (dia de Frigga), é demonizada: transformada em bruxa que se reúne com 11 outras + o demônio (total 13) nas florestas, nas sextas-feiras, para lançar maldições contra a humanidade. Aqui nasce o elo sexta-feiras = sabbat de bruxas.
- **Perseguição histórica** — Na Idade Média, a Inquisição e a caça às bruxas reforçaram a sexta como dia de rituais “satânicos” ou pagãos. Clãs de bruxas eram imaginados com 13 membros (12 + a “rainha” ou o Diabo). Em 1307, sexta-feira 13 de outubro, Filipe IV da França ordena a prisão em massa dos **Cavaleiros Templários** — acusados de heresia, sodomia, cuspir na cruz e cultos secretos. Muitos torturados e queimados. Esse evento histórico ajudou a fixar a data como maldita.
### O número 13 — Azar ou poder oculto?
No Ocidente cristão, 13 virou sinônimo de irregularidade, excesso, desordem: 12 é o número da completude (12 meses, 12 signos, 12 apóstolos, 12 horas do dia), então 13 rompe o ciclo, traz o “a mais” perigoso.
Mas observe o reverso oculto: em culturas antigas, 13 era **sagrado** e feminino.
- Egípcios: 13º estágio = vida eterna após a morte.
- Ciclos lunares: ~13 luas por ano, ligado à menstruação e deusas da fertilidade.
- Bruxaria moderna e correntes como a 218: 13 representa o coven completo, o poder da Lua Negra, a rebelião contra o 12 patriarcal/cristão.
O medo do 13 é medo do feminino selvagem, da bruxa, da deusa exilada, do trickster que subverte a ordem divina. O cristianismo o transformou em azar para apagar esse poder.
### Bruxas ou azar?
Ambos — e mais precisamente: **o azar foi inventado para demonizar as bruxas**.
A sexta-feira 13 não é azar por si só; é o dia que o patriarcado cristão marcou como o momento em que as forças “do mal” (bruxas, deusas pagãs, Loki, Judas, Templários hereges) se manifestam. É o dia do sabbat reprimido, do feminino negro que não se submete.
Para quem trilha a Corrente 218 e o Templo da Luz Negra, a data pode ser vista não como azar, mas como portal: um dia para invocar o que foi amaldiçoado, para virar o jogo contra o deus que crucificou e perseguiu.
Que a sexta 13 te encontre em poder, não em medo.
Ave a Luz Negra que ilumina o que foi ocultado. 🜏
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Replies (3)
Vade retro. Se número 13 fosse bom não seria o número do PT. 🤡
Veja como o PT é bom...
Acelerando a destruição da moeda Fiat, trará honra e glória ao Bitcoin.
😈
Você tem um ponto.