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Já tive conta bloqueada por lá também. Mas antes disso eles reduziram bastante o meu alcance por falar do Nostr. Até no pinterest, a mais tempo atrás, já fui bloqueado, por talvez algum progressista lá dentro não gostar das imagens do próprio pinterest que eu salvava... O problema é que o Nostr ainda não tem gente suficiente pra aumentar as interações e nichar mais os conteúdos em interesses mais únicos. Assim, já não seria necessário sair do Nostr pra outras redes pra os achar.
Ah sim, isso é verdade, mesmo porque o próprio Nostr é um nicho, mas acredito que chegaremos em um tamanho maior. Começamos em 2020 de verdade, já tinhamos os primeiros relays em 2019, mas de fato começou em 2020, ainda somos um bebê.
Eu sei, eu cheguei aqui bem no começo em 2020, depois que a Hoppeana anunciou lá no Twitter. Mas desde lá não vejo muito a quantidade de brasileiros efetivamente aumentar, parecem entrar tantas pessoas quanto as que saem.
Sim, no começo tinha mais brasileiros, depois houve alguns embates com a comunidade fora do Brasil, e sabe como é brasileiro, bem melindroso, primeira treta abandonaram tudo, muitos devs abandonaram o sistema.
Foi muita briga no começo, a treta com o NIP-96, que por acaso esse que vos fala escreveu, contra o Blossom, dai depois vieram a questão dos Kind e foi muita treta. Hoje as coisas melhoraram, mas ainda sguem os segmentados, os tradicionalistas e os modernos, eu sou dos modernos, kkk
Eu ainda tenho, mas sem uso, a que consulto mais é o Twiter, as demais uso para divulgar meus projetos, mas para ser honesto, eu como desenvolvedor aqui, não vejo nada melhor que a rede Nostr. Veja por exemplo, se qualquer pessoa quer uma future para o sistema, manda uma mensagem pra mim, e se for possível eu implemento, sem problemas. Numa dessas empresas você sequer chega a conversar com um técnico.
Foi uma das maiores brigas técnicas da história do Nostr, e nós estávamos no meio dela do lado da NIP-96. O problema era simples: relay não guarda arquivo pesado, então onde ficam as fotos e vídeos? Nós trabalhamos então no NIP-96 propondo uma API de upload para servidores de mídia; você sobe o arquivo, recebe uma URL e coloca essa URL no post. Funcionava bem e os grandes servidores, como o nostr.build, adotaram. Aí veio o Blossom, criado por um dev americano, com outra filosofia: o arquivo é identificado pelo hash dele, não pela URL. Se um servidor cai, você acha o mesmo arquivo em outro servidor pelo mesmo hash e consegue provar que é o original. A crítica à NIP-96 era que ela dependia demais da URL e permitia o servidor modificar o arquivo, o que quebra essa verificação. O debate foi pesado, com muita gente achando que eram dois padrões fazendo a mesma coisa. No fim o Blossom venceu: em setembro de 2025 a NIP-96 foi oficialmente marcada como não recomendada, apoiada por mim que trabalhei nela, olha a ironia, substituída pelo Blossom. Ainda assim muitos servidores mantêm as duas até hoje, no caso do LiberMedia, pode usar as duas. Olhando para trás, a briga foi boa para o Nostr; a mídia ficou mais resistente e menos presa a um servidor só.
Aproveitando que a conversa aqui ficou boa, já está no ar a versão 2.0 do MaKoré, entra lá e manda um olá no grupo do LiberMedia. Ainda não está 100%, mas já está bem adiantado.
Daniel's avatar
Daniel 2 weeks ago
No meu aqui, eu não tenho a aplicativo, mas de um tempo para cá ele estão pedindo para eu instalar o aplicativo não sei se era para verificar a idade e etc... Nem precisei saber , e pedir o X, mas eu gostava
Sim, pode rejeitar, e é bom entender como funciona porque muita gente acha que a cópia é automática. No Blossom não existe uma rede que replica o arquivo sozinha. Você tem uma lista dos seus servidores preferidos, e é o seu cliente que sobe o arquivo para o primeiro e depois pede aos outros que façam uma cópia (o chamado mirror). Cada servidor é independente e decide o que aceita: tamanho máximo, tipo de arquivo, se é grátis ou pago, por quanto tempo guarda. Então, se você manda um vídeo grande, um servidor pode aceitar e outro recusar por limite de tamanho. O arquivo continua válido no que aceitou, só fica com menos cópias. O protocolo inclusive permite o cliente perguntar ao servidor antes de enviar se ele aceita aquele tamanho, evitando subir tudo para levar um não no final. Na prática, para arquivos grandes, o ideal é ter na sua lista pelo menos um servidor pago ou com limite alto, e usar os gratuitos como cópia para arquivos menores.
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