Já posso ouvir um sextou na república das bananas? Vocês tem noção que o cabeça de P* colou tornozeleira eletrônica nos auditores da receita federal? Não sei vocês, mas eu fiz meus corres pra dar o de melhor pra minha família no final do ano, enquanto o funça da receita ganhou 51k acima do teto só pra ferrar a vida da população, aí o Xandão chega e fala: talvez tenha crime, mas pra mim talvez é crime e esse não crime vou prender os jornalistas que me ajudaram a destruir uma nação. Só tenho uma coisa pra dizer: vai lá Xandão, prende auditores da receita Xandão, prende jornalistas da Globo Xandão. Uma sexta maravilhosa pra todos !!! image

Replies (4)

Aqui vão alguns exemplos clássicos e bem documentados de ditadores que viviam (ou demonstravam) um medo constante de serem assassinados, traídos ou derrubados exatamente por seus subordinados mais próximos, assessores, generais ou guarda pessoal. Esse tema aparece muito em biografias, livros de história e até em ficção inspirada em fatos reais. Josef Stalin (URSS) Esse é provavelmente o caso mais famoso e extremo. Stalin era extremamente paranoico, especialmente nos anos 1930 e 1940. Ele mandou executar ou prender dezenas de milhares de altos oficiais do Exército, membros do Politburo, chefes da NKVD (polícia secreta) e até amigos pessoais, porque via conspirações e traições em todo lugar. Livros que tratam bastante disso: Stalin: The Court of the Red Tsar (Simon Sebag Montefiore) — descreve em detalhes como ele temia ser envenenado ou morto pelos próprios aliados. The Great Terror (Robert Conquest). Muitos acreditam que sua paranoia contribuiu para sua própria morte em 1953 (ele ficou horas sem ajuda médica porque os subordinados tinham medo de agir sem ordens). Adolf Hitler (Alemanha Nazista) Nos últimos anos da guerra, Hitler ficou cada vez mais isolado e desconfiado de seus generais e do alto comando. Ele sobreviveu a várias tentativas de assassinato (a mais famosa foi a Operação Valquíria, em 1944, por oficiais alemães como Claus von Stauffenberg). Ele trocava constantemente comandantes, suspeitava de todos e chegou a dizer que só confiava em si mesmo. Livros clássicos: Hitler: A Biography (Ian Kershaw) — especialmente o volume 2, que cobre o declínio e a paranoia. The Rise and Fall of the Third Reich (William L. Shirer). Saddam Hussein (Iraque) Saddam era notoriamente paranoico com golpes internos. Ele executava generais, ministros e membros da própria família (como genros que desertaram e depois voltaram). Usava duplicatas de si mesmo (sósias) e trocava constantemente a guarda pessoal por medo de envenenamento ou tiro. Livros que exploram isso: The Reckoning: Iraq and the Legacy of Saddam Hussein (Sandra Mackey). Saddam Hussein: A Political Biography (Efraim Karsh e Inari Rautsi). Muammar Gaddafi (Líbia) Gaddafi vivia mudando sua guarda pessoal (muitas vezes mulheres armadas, as "Amazonas"), dormia em locais diferentes toda noite e era obcecado por possíveis traições de seu círculo interno. No final, em 2011, parte da sua queda veio exatamente de deserções e traições de altos oficiais. Mencionado em análises como The Psychology of Dictatorship e biografias como Gaddafi's Harem (Annick Cojean). Nicolás Maduro ou Kim Jong-un (casos mais recentes) Maduro já trocou várias vezes o alto comando militar e serviços de inteligência por medo de golpe. Kim Jong-un executou o próprio tio (Jang Song-thaek) e vários generais por suposta traição. Mas esses são mais contemporâneos e aparecem em reportagens e livros jornalísticos recentes. Na literatura/ficção inspirada em fatos O Outono do Patriarca (Gabriel García Márquez) — o ditador fictício vive isolado, paranoico, com medo constante de envenenamento ou traição pelos mais próximos. O Imperador (Ryszard Kapuściński) — sobre Haile Selassie (Etiópia), descreve o medo do imperador de ser traído por cortesãos e assessores.