O dinheiro físico pode ser utilizado para comprar drogas ou para coisas aborrecidas do dia a dia, como ir às compras. É isso que o dinheiro deve ser. Não há histórico de problemas de alta resolução e fungibilidade. O Monero é o análogo digital disso. Concordo consigo que a transparência tem as suas próprias vantagens. Se alguma coisa, o caso mais forte de Moneros é usá-lo. Por isso, não sei por que razão conclui que não é assim. É muito mais barato, privado, anónimo e fungível. Além disso, toda a proposta de valor do Bitcoin é a sua natureza sem permissões. É poder usá-lo *apesar* de ser um “crime segundo a lei”. Se não se está a violar nenhuma lei numa determinada transação, porque se usaria o Bitcoin? Não tem qualquer vantagem em relação à moeda fiduciária para essa transação, uma vez que está a seguir todas as leis de qualquer forma. A moeda fiduciária é mais barata, mais rápida e tem um efeito de rede muito maior nesse caso. Faz o que quiseres. Só estou a dizer que os seus argumentos particulares não fazem sentido para mim.

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Bitcoin é a moeda/reserva de valor com mais chances de alcançar o mainstream e mudar a estrutura e incentivos da sociedade. Por que gastar energia e tempo em algo que não tem a mínima chance de alcançar isso, como a Monero? Se Monero fosse grande, haveriam os mesmos tipos de problemas que o Bitcoin, dificuldade de mudar, conflitos de interesses e etc, aí surgiria outra moeda prometendo ser melhor, mais rápida e blabla, e assim vai indo. Como eu disse, Bitcoin é sobre uma mudança maior na sociedade, não é sobre pragmatismo em uma transação específica. Se queres usar Monero para algo específico, assim como dinheiro físico, use, mas ficar divulgando Monero como a solução que resolve os problemas do Bitcoin, é ridículo. Eu não vejo ninguém fazendo propaganda de dinheiro físico porque ele tem características de privacidade melhor do que o Bitcoin, porque justamente não faz sentido, pois o que queremos mudar é outra coisa, como dito no começo do texto.