Você viu o que aconteceu no voo FZ1073 da flydubai, de Dubai para Tel Aviv?
Na última quarta-feira, no meio do voo, um piloto atacou o outro com uma faca dentro da cabine. O avião despencou mais de 17 mil pés em menos de dois minutos. Eram cerca de 180 pessoas a bordo, quase todas israelenses. Segundo as autoridades israelenses, o agressor era o copiloto, e o alvo era derrubar o avião.
Não derrubou. O comandante Smit Machchhar, indiano, foi esfaqueado e mesmo assim lutou. Um passageiro e um tripulante invadiram a cabine e dominaram o agressor. Pilotos da própria companhia que viajavam à paisana assumiram o controle e pousaram o avião em segurança em Tabuk, na Arábia Saudita. Ninguém a bordo morreu.
E tem uma história que muita gente lembrou nesses dias. Há exatos 40 anos, em setembro de 1986, uma jovem indiana de 22 anos chamada Neerja Bhanot era chefe de cabine do voo Pan Am 73, sequestrado por terroristas em Karachi. Ela avisou os pilotos, ajudou passageiros a fugir e morreu protegendo três crianças dos tiros. Em 1986, o voo 73. Em 2026, o voo 1073. Dois indianos, quarenta anos de distância, a mesma escolha: se colocar entre o mal e os inocentes.
Nós não sabemos se isso é sinal, destino ou só coincidência. Mas sabemos de uma coisa: quando o mal aparece, sempre existe alguém disposto a enfrentá-lo. Foi assim em Karachi, foi assim no céu da Arábia Saudita, e foi assim aqui em Israel no 7 de outubro.
A investigação ainda está em andamento, e o motivo do ataque ainda não foi confirmado oficialmente. Mas o nome do comandante Smit já merece ficar ao lado do de Neerja.
Obrigado, comandante. Am Israel Chai.

