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Dona da Worldcoin vai patrocinar Copa Sul Americana
A empresa por trás da Worldcoin, a World fechou uma parceria com a CONMEBOL para patrocinar a Copa Sul Americana.
A Worldcoin paga para as pessoas se submeterem a uma coleta de dados biométricos muito suspeita, já proibida em vários países devido a invasão de privacidade e agora vai patrocinar a Copa Sul-americana. De onde sai tanto dinheiro? Quem patrocina essa empresa? Qual o propósito real de coletar os dados biométricos das pessoas? Quais são as teorias da conspiração acerca desse assunto?
1. De onde sai tanto dinheiro? Quem patrocina a Worldcoin?
A Worldcoin foi fundada por Sam Altman (o mesmo CEO da OpenAI, criadora do ChatGPT), Alex Blania e Max Novendstern. Ela recebeu financiamento pesado de investidores de capital de risco no Vale do Silício, incluindo Andreessen Horowitz (a16z), Khosla Ventures e outros grandes fundos cripto. Ou seja, o dinheiro vem principalmente de investimentos de risco apostando que a empresa vai gerar lucros no futuro com os dados, a rede e o token (WLD) que estão construindo.
2. Qual o propósito real de coletar dados biométricos?
Oficialmente, a Worldcoin quer criar uma identidade digital global única para cada pessoa — usando íris, porque é praticamente impossível duplicar — e garantir que, por exemplo, o sistema de distribuição de renda universal (como um “salário universal futuro”) não seja fraudado com identidades falsas. Eles dizem que não armazenam a imagem da íris, apenas um código numérico derivado dela (hash). Mas críticos apontam que:
Mesmo com hash, existe risco de vazamento ou mau uso.
A coleta massiva cria um banco de dados biométrico valioso demais para não ser tentador para governos ou corporações.
Em vários países (como Alemanha e França), autoridades já consideraram isso uma violação de leis de privacidade.
3. Quais são as teorias da conspiração?
Aqui entram hipóteses que circulam em redes sociais e fóruns, muitas sem provas concretas:
Controle populacional: A ideia de que criar uma identidade biométrica global é um passo para um sistema de controle total sobre quem acessa serviços financeiros, trabalha, ou circula.
Vinculação a inteligência artificial: Alguns dizem que os dados podem ser usados para treinar IA em reconhecer humanos de formas que hoje não são possíveis, inclusive para vigilância.
Venda oculta de dados: Apesar da empresa prometer não vender dados, teóricos desconfiam que em algum momento isso vá acontecer, ou que governos pressionem por acesso.
Preparação para moedas digitais estatais: Outra linha diz que isso é parte de um plano maior de substituir dinheiro físico por moedas digitais totalmente rastreáveis.
4. Como conseguem patrocinar eventos grandes como a Copa Sul-Americana?
Isso faz parte da estratégia de marketing para ganhar legitimidade e aumentar a adoção do projeto. Eles estão apostando pesado para virar “mainstream” rápido, usando os milhões captados de investidores.