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Fábiohs23
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bc1qgm4tv7k36pp4a5zsdqh0pfldednx4n05j5vcqv Link pra doação em satoshis
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fabiohs23 5 months ago
Hoje, 11 de setembro, lembramos os exatos 24 anos de um dos dias mais sombrios da História recente: os atentados de 11 de setembro de 2001, que mudaram o mundo para sempre. Naquela manhã, quatro aviões comerciais foram sequestrados por terroristas da Al-Qaeda. Dois atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, um colidiu contra o Pentágono, em Washington, e o quarto avião, o Voo 93 da United Airlines, caiu em Shanksville, na Pensilvânia, após a resistência heroica dos passageiros. Foram quase 3.000 mortos e milhares de feridos, além de um trauma global transmitido ao vivo para todo o planeta. As imagens de fumaça, fogo e desespero fizeram daquele 11 de setembro “o Dia em que a Terra parou”. As consequências foram imensas: a chamada “Guerra ao Terror”, a invasão do Afeganistão e do Iraque, mudanças drásticas na segurança aérea e um impacto geopolítico que ainda ecoa duas décadas depois. O século XIX como nos conhecemos hoje, começou de fato naquela triste manhã norte-americana. Alguns autores defendem que os episódios ocorridos nos EUA deram início a outra idade em nossa História, a "Idade Pós-Contemporânea". Você concorda com essa ideia? Um momento que nunca deve ser esquecido. Muitas pessoas se lembram do que faziam naquela fatídica manhã. Você se lembra? Deixe sua resposta nos comentários. Créditos: Página "Viralizando a História". image
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fabiohs23 5 months ago
Nascido há exatos 150 anos, dificilmente existiu algum brasileiro que mais tenha contribuído para o florescimento humano do que Alberto Santos Dumont (1873-1919) e aqui quero provar que não foi por um acaso que suas invenções no campo da aviação tenham tido resultados tão marcantes. O começo da aviação tem uma história fascinante. Sua pesquisa era uma atividade arriscada e feita exploradores-desenvolvedores um tanto quanto excêntricos que demonstravam suas conquistas e progressos em competições e exibições públicas. Desenvolver engenhocas que pudessem fazer o homem voar como Ícaro tinha mais o aspecto lúdico do hobby de um inventor obcecado do que uma investigação burocrática mantida por agências de fomento e pesquisa, com metas, resultados pré-planejados e relatórios para os financiadores. Os irmãos Wright, por exemplo, eram mecânicos de bicicleta em Ohio e Aberto Santos Dumont era um bon vivant comendo e bebendo do melhor na Paris da Belle Époque enquanto perseguia suas obsessões com automóveis, balões, dirigíveis e posteriormente aviões com propulsão interna. Obsessões, aliás, que ele começou a cultivar desde criança nas lucrativas e mecanizadas fazendas de café do pai no interior de São Paulo. O pequeno Alberto (1,52m de altura) era fruto da união de duas famílias tradicionais: a Santos, família portuguesa nobre que veio ao Brasil junto com a família real em 1808, e a família francesa Dumont, especializada em ourivesaria e comercialização de joias. Seu pai Henrique Dumont, engenheiro, usou o capital herdado para se arriscar em outro ramo e se tornou dos primeiros empresários do café que conseguiu mecanizar a lavoura, desenvolvendo uma estrutura que contava com seus próprios ramais de trem, com locomotivas importadas da Inglaterra, além de máquinas para colheita e separação da produção. O capital herdado por gerações foi de fato muito bem empregado e, entre os anos de 1870 e 1890, Henrique Dumont tornou-se dono de uma das maiores fazendas de café do mundo. No seu auge, produziu 5,7 milhões de pés de café e tinha 5.500 funcionários, em sua maioria imigrantes italianos. Nesta mesma fazenda moderna e lucrativa que Alberto foi educado pela irmã Virgínia, com quem aprendeu francês e inglês, regras de etiqueta e mergulhou nos livros de ficção científica de Júlio Verne, que já no final do século XIX descreviam viagens com submarinos (Vinte Mil Léguas Submarinas), máquinas voadoras (A Volta ao Mundo em 80 Dias; Cinco Semanas em Um Balão) e até viagens à Lua (Da Terra à Lua). Muito bem educado e xodó da família inteira, Alberto Santos Dumont desde cedo já dava sinais de curiosidade inesgotável e grandes ambições. Ainda menino, por volta dos 10 anos, falou, para o espanto de todos, que o homem, embora ainda não voasse, um dia iria voar. Costumava fuçar constantemente nas locomotivas, nas muitas máquinas descascadoras e nas hélices que faziam parte da produção mecanizada de café do pai. Mas eis que, numa dessas coisas do destino, em 1890, Henrique Dumont cai de uma charrete e, com o acidente, fica hemiplégico. Debilitado e não podendo mais cuidar de sua propriedade, decide vender a fazenda. Posteriormente emancipa seus filhos menores, dentre eles Alberto, e divide seu patrimônio entre os herdeiros ainda em vida. Alberto descreve desta forma como ocorreu o processo: “Uma manhã, em São Paulo, com grande surpresa minha, convidou-me meu pai a ir à cidade e, dirigindo-se a um cartório de tabelião, mandou lavrar escritura de minha emancipação. Tinha eu dezoito anos. De volta à casa, chamou-me ao escritório e disse-me: -‘Já lhe dei hoje a liberdade; aqui está mais este capital’ e entregou-me títulos no valor de muitas centenas de contos. -‘Tenho ainda alguns anos de vida; quero ver como você se conduz: vai para Paris, o lugar mais perigoso para um rapaz. Vamos ver se você se faz um homem; prefiro que não se faça doutor; em Paris, com o auxílio de nossos primos, você procurará um especialista em física, química, mecânica, eletricidade, etc., estude essas matérias e não se esqueça que o futuro do mundo está na mecânica. Você não precisa pensar em ganhar a vida; eu lhe deixarei o necessário para viver...’” (O Que Eu Vi, O que Nós Veremos, Alberto Santos Dumont, 1918, pp. 4-5) Recebendo parte de um grande patrimônio, Alberto Santos Dumont se muda para Paris e fez bem de seguir os conselhos do pai. Não gasta sua fortuna com mulheres, álcool ou com titulações inúteis, mas tem atenções voltadas às suas atividades de pesquisa e desenvolvimento que cultivava há muito tempo, primeiro no automobilismo - foi a primeira pessoa que importou um automóvel ao Brasil - depois com balões, dirigíveis e aviões. Passados exatos dez anos, a confiança do pai em seu filho começou a dar os enormes frutos que entraram para a história mundial. Como todos sabem, Alberto Santos Dumont foi um inovador no desenvolvimento bem sucedido dos primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina, tornando-se uma celebridade internacional pela conquista do Prêmio Deutsch em 1901, quando, depois de algumas tentativas, em um voo, conseguiu contornar a Torre Eiffel saindo do Parque de Saint-Claud com o seu dirigível Nº6 em menos de meia hora. Também em Paris, em outubro de 1906, com o 14-Bis, conquistou o Prêmio Archdeacon ao realizar um voo de 220m, a primeira demonstração pública do que depois iria ser conhecido como avião. A história de vida e das invenções de Alberto Santos Dumont nos traz importantes lições e refutam muito do que se costuma dizer sobre acúmulo de capital e sua importância para financiamento de pesquisa e desenvolvimento. Era outra época. A maioria do capital e da renda ainda estava nas mãos dos indivíduos e não dos governos, os impostos eram muito menores e o padrão monetário era sólido. A liberdade e o tempo para testar ideias e produtos novos era muito maior. Por exemplo, os dois prêmios que Santos Dumont ganhou e que foram citados acima (Prêmio Deutsch e Archdeacon) eram patrocinados por indivíduos entusiastas das pesquisas em aeronáutica e não por agências burocráticas e governamentais; Henry Deutsch era um empresário do petróleo e Ernest Archdeacon, um advogado rico. Se o leitor tiver interesse em saber mais sobre o mundo que Alberto e seu pai viveram e como isso se relaciona ao padrão monetário de sua época, recomendo o Capítulo 3.5. de O Padrão Bitcoin , que é só sobre La Belle Époque, e explica como e por que o padrão-ouro foi fundamental para o enorme crescimento econômico e científico entre 1870-1914. Aqui basta dizer que Alberto Santos Dumont era fruto de uma família de inovadores e empresários que conseguiram acumular e passar geração após geração um alto patrimônio cultural e econômico e que estas circunstâncias eram compartilhadas por inúmeras outras famílias ao redor do mundo naquela época - não nos esqueçamos os EUA estavam vivendo também sua Gilded Age. Não era necessário uma grande fortuna para realizar grandes conquistas. Os irmãos Wright mal completaram o secundário e tinham muito menos capital próprio que Santos Dumont, mas, como o padrão monetário era sólido e não precisavam gastar muitos recursos com autorizações e regulações governamentais, conseguiam acumular capital com sua própria loja de bicicletas e mesmo assim atingiram também resultados extraordinários no campo da aviação. Nunca se tem a garantia de que o capital que se dispõe será bem aplicado e gerará frutos, mas há caraterísticas legais e institucionais que podem facilitar ou não o acúmulo e aplicação bem sucedida deste capital. Quando o pai disse a Alberto que o "futuro do mundo está na mecânica” e que ele deveria estudar física, química e eletricidade, estava dando conselhos prudenciais e ao mesmo tempo fazendo uma aposta de que aquele ramo era o mais promissor a ser seguido. Mesmo que não tenha vivido para ver as imensas conquistas de seu filho, foi uma escolha muito bem sucedida, mesmo post mortem. Mas o próprio fato de ter pensado no futuro e fazer esta escolha consciente é digno de nota. Podemos ver esta decisão do ponto de vista conceitual e institucional. Quando Henrique Dumont vendeu sua fazenda e passou aos seus filhos, vendeu um capital que estava ilíquido, transformou-o em capital líquido - dinheiro nada mais é do que a forma mas líquida de capital- e, por meio de uma doação, deixou com Alberto parte do que fora acumulado em gerações e que agora poderia ser aplicado em áreas específicas para as quais seu filho já demonstrava interesse e vocação. Essa é apenas a ponta de uma longa linhagem: a civilização é construída por este pacto intergeracional por meio do qual a geração atual assume o dever de legar às gerações vindouras condições melhores do que elas próprias herdaram. Dinheiro e acumulação de capital não são fins em si mesmos, eles são meios para que neste processo possamos criar mais coisas, coisas mais baratas e coisas novas, como bem escreveu recentemente Allen Farrington. E isso só é possível por meio de garantias tecnológicas e jurídicas de uma moeda forte, propriedade privada e direito de herança que foram desenvolvidos por séculos e sem as quais não há florescimento humano possível. Podemos imaginar o que teria ocorrido se família Santos Dumont vivesse em uma época de inflação alta ou hiperinflação. Uma época onde o imposto sobre a herança é confiscatório. Uma época em que grande parte das pesquisas é monopolizada por agências governamentais e regulações. Na melhor das hipóteses, grande parte destes recursos seria apropriado por agências do governo que certamente teriam uma visão diferente para onde caminhava o futuro. Para Henrique Dumont, o futuro estava na mecânica, nas ciências aplicadas e na sua própria família, mas o governo brasileiro de então bem poderia pensar que o futuro estivesse na ampliação de estábulos para cavalos, no cacau, ou na compra de apoio político do momento. Na pior das hipóteses, todo este capital seria rapidamente consumido e mal empregado com investimentos de curto prazo e/ou despesas burocráticas. Imagine Alberto Santos Dumont, depois de ter sua herança confiscada, preenchendo relatórios e mais relatórios intermináveis sobre suas pesquisas para reportar para órgãos governamentais se o dinheiro investido nele estava sendo bem gasto. “Você estava interessado em automóveis, por que agora dirigíveis? Alberto, por que desistiu dos dirigíveis e agora está perdendo tempo com esses planadores motorizados?”. Em circunstâncias como essas, provavelmente não teríamos automóveis de combustão interna nem aviões. Gosto do exemplo de Santos Dumont porque ele refuta praticamente todos os mitos coletivistas que hoje pairam sobre temas vitais como educação, acumulação de capital e inovação. Alberto foi alfabetizado na fazenda (homeschooling? farmschooling? oldersisterschooling?) e, quando colocado em instituições tradicionais de ensino, foi um aluno medíocre porque não se interessava nas matérias que deveriam ser ensinadas a todos segundo o currículo oficial. Se a fortuna de Henrique Dumont era grande, podemos ter certeza que anualmente o governo brasileiro hoje incinera recursos muito mais vultosos em pesquisas inúteis e politicamente motivadas que não geram nenhum retorno para ninguém. Se você tem alguma dúvida, Hindemburg Melão Jr. fez um ótimo vídeo aqui dissecando a farsa criada por nossa comunidade acadêmica em torno da figura de César Lattes e como a ciência brasileira é pífia em todos os aspectos. Depois de assistir a este vídeo, veja qual o tamanho do orçamento brasileiro voltado à educação e se pergunte se o governo sabe empregar bem estes vastos recursos. Como disse Milton Friedman, se colocarem o governo para administrar o deserto do Saara, em cinco anos faltará areia. Os recursos que são desviados para a educação pública, pesquisa e inovação são a prova atual disso. Nunca se tem dinheiro o suficiente e também nunca são produzidos os resultados esperados. Mas o que dizer da propriedade privada? Dos recursos que os pais deixam para os filhos e que podem ser usados para melhorar suas próprias vidas no longo prazo? Em uma aula da disciplina de Família & Sucessões meu professor me disse: se podemos doar em vida, também podemos doar em morte. Esse é o fundamento jurídico da herança. A liberdade de poder dispor da propriedade que foi cristalizado no gesto de Henrique Dumont quando emancipou os filhos menores e legou a eles o patrimônio que tinha acumulado. Esta mesma liberdade de dispor da propriedade também poderia ter efeitos para quando não estivesse mais vivo. Se ele fez isso antes de morrer, poderia muito bem ter feito isso por meio de um documento (codicilo ou testamento) que dissesse o que deveria ocorrer com seu patrimônio depois de sua morte. Mas, se já não bastasse a inflação alta e o juro negativo que impede o acúmulo de capital hoje em dia, o próprio direito à herança, e, por consequência o direito de propriedade, está sendo constantemente atacado. Fernando Haddad, atual Ministro da Fazenda, disse que tem ambições de aumentar consideravelmente o imposto sobre a herança no Brasil. Qual é sua justificativa para isso? Em uma entrevista explicou: “Eu acho o imposto sobre a herança no Brasil ridiculamente baixo (…) Qual o mérito do filho herdar R$ 1 bilhão de patrimônio? No mundo inteiro, no mundo mais rico que nós, o imposto sobre a herança aumentou. Porque o filho não teve mérito nenhum.” (ver o trecho inteiro aqui) Em outra entrevista, Haddad foi mais explícito: “Entre uma geração e outra, o socialista acha que tem que ter uma correção e essa correção é tributar herança (…) O Estado tem o direito e até o dever de fazer com que o filho tenha algum trabalho na vida e não seja um parasita da sociedade.” (grifo meu) (ver o trecho inteiro aqui) São argumentos ridículos. Correção? Que correção é essa? Como se acumular riqueza e legá-la para os filhos seja algo incorreto a se fazer; como se fosse função do governo dizer quem tem e quem não tem mérito para ter determinada propriedade. A rigor, um raciocínio como esse implica a abolição tanto da família quanto da propriedade. Por que dividir o patrimônio entre famílias desiguais se podemos estatizar toda riqueza e, só depois disso, uma agência burocrática pode decidir quem deve ou não deve ter a propriedade com base no mérito atribuído por algum conjunto de especialistas em distribuição de patrimônio. Assim, os “parasitas” herdam nada. É a conclusão lógica do socialista. Nestas entrevistas, Haddad está especificamente falando sobre aumentar um imposto que no Brasil se chama ITCMD - Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação. Todos os impostos são perversos, mas o imposto sobre doação e herança são ainda mais perversos porque, assim como a própria inflação, pune a virtude. Ele quebra o pacto geracional que faz a civilização funcionar, desincentivando a geração e o acúmulo de capital e a formação de família. Como escreveu o agora ex-ancap Paulo Kogos em um texto, o imposto sobre a herança é “[u]ma punição àquele que se abstém do consumo para que, na sua ausência, seus entes queridos possam ter uma vida melhor”. É exatamente isso. O raciocínio que tenta justificar o imposto sobre a herança é o mesmo que tenta justificar o imposto de renda progressivo e que Roberto Campos (o avô e não o neto), chamou, lá na década de 1990, de “safadeza socialista”: “O imposto de renda convencional (progressivo em função da renda produzida) é uma safadeza socialista. Pune os cidadãos e empresas mais eficientes e produtivas em função de seu sucesso no mercado.” (Na virada do milênio, ‎Página 382, de Roberto de Oliveira Campos - Publicado por Topbooks, 1999 - 486 páginas) O imposto sobre a herança pune aquele que conseguiu em vida construir uma vida melhor não só para si como para sua família. É uma safadeza socialista. Felizmente, essa é uma daquelas coisas que o Bitcoin não só conserta e como também conserta de várias formas. Primeiro que o Bitcoin é a forma de propriedade privada mais livre já inventada. Ele não precisa das instituições jurídicas para existir. Seguindo os parâmetros de consenso do protocolo, posso dispor dos meus satoshis como desejar, em vida e em morte. Se acho que o patrimônio que acumulei deve se encerrar com minha vida, posso vender tudo que tenho, transformar em satoshis, e levá-los comigo para dentro do caixão. Se quero deixar legado para alguém, posso doar esses satoshis para quem quiser, em vida ou em morte, inclusive posso programar para que esses satoshis só possam ser gastos depois de determinado período por meio de um timelock. Mas não só isso. Bitcoin não é só uma propriedade mais livre como é uma moeda forte mais livre, um capital extremamente líquido que mantém seu poder de compra no longo prazo. É o ativo perfeito, por exemplo, para constituir o patrimônio de fundações e endownments, como fizeram Jay Z e Jack Dorsey que constituíram um fundo com 500 Bitcoin voltado para educação. Bitcoin é o extremo oposto do sistema que temos hoje que, na prática, mais destrói e consome capital do que favorece sua acumulação e manutenção. O sistema inflacionário incentiva a financeirização e retorno rápido. Se o dinheiro perde valor constante e rapidamente, mais vale a pena montar um negócio rápido e vender para o primeiro trouxa que aparecer do que empregar o capital para dar recursos longos e duradouros. É como se valesse mais a pena o fazendeiro comer ou financeirizar suas sementes do que plantá-las. Sob uma moeda forte, vale a pena acumular capital para o longo prazo porque os retornos ao capital bem empregado não consomem seu estoque e podem ser reaplicados em novas atividades produtivas e especializadas. Há, por fim, um último aspecto. Renato Amoedo tem um texto muito interessante em seu substack onde mostra como o Bitcoin pode ajudar a regenerar universidades corrompidas usando um mecanismo contratual chamado contratos de renda eventual compartilhada (income share agreements, ISA, em inglês). As garantias e a programabilidade (com multisig e escrow) que o Bitcoin oferece são instrumentos poderosos para o surgirmento de contratos como esse, seja usando o Bitcoin diretamente ou usando o Bitcoin como garantia para diferentes formas contratuais. À medida que avançamos rumo ao padrão Bitcoin, creio que começaremos a ver soluções de financiamento educacional deste tipo. 150 anos depois do nascimento do grande gênio brasileiro Alberto Santos Dumont, talvez o Bitcoin faça nascer muitos outros. Espero estar vivo para ver. Quero concluir com duas sugestões. Abaixou coloquei o link para o vídeo do canal do historiador Eduardo Bueno sobre Santos Dumont. Mesmo que eu discorde de muitas visões políticas e análises do Peninha, este vídeo ele que gravou sobre Santos Dumont há alguns anos ficou muito bom e conta vários detalhes e anedotas interessantes. Também indico um episódio do podcast do Saifedean Ammous onde ele compara um bilionário da moeda forte (Rockfeller) e um bilionário fiat (Elon Musk). Neste episódio ele faz considerações interessantes sobre os mecanismos perversos da moeda fiat para o que hoje entendemos como riqueza, pesquisa e inovação.
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fabiohs23 5 months ago
🇺🇸 X🇻🇪 Será o fim do comunismo venezuelano? Será Trump lembrado como o libertador da Venezuela?
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fabiohs23 5 months ago
Esse experimento é interessante Já foi repetido diversas vezes e o resultado é sempre o mesmo, Inclusive nesse mesmo experimento eles colocaram água com drogas e água sem drogar, e durante o experimento conforme o nível de estresse aumentava os cientistas observaram que os ratos passaram a consumir cada vez mais água com Droga, e quando o diminuiu o nível de estresse os ratos voltaram a consumir água sem droga exatamente como aconteceu durando a guerra do Vietnã 🇻🇳 Os soldados americanos que lutaram na guerra passarão a consumir drogas como maconha e cocaína E depois que voltarão para os EUA🇺🇸 a maioria deles nunca mais tocaram em droga ! Isso na minha opinião faz bastante sentido, se você tivesse que entrar matando todo mundo que via pela frente velho, crianças até cachorro você ia querer entrar lúcido ou era melhor fazer isso louco de droga? Se você estivesse na trincheira sendo bombardeado dois a três dias direto voce ia tentar dormir normalmente ou seria melhor fumar maconha pra facilitar? E isso!! Conforme aumenta o nível de estresse assim como os ratos no experimento do universo 25 os humanos também tendem a recorrer às drogas para fugir da realidade ou se aliviar dos traumas mentais produzidos pela realidade a qual ele está inserido ! É possível que pessoas que estão tristes ou sofrendo estresse emocional ou alienação social encontrem alívio temporário com o uso de drogas, o que pode dar origem a um aumento do uso e, por vezes, um transtorno por uso de substâncias. Como todos nós seres humanos maximizamos satisfação tendemos a aumentar a dose para obter cada vez mais satisfação e como consequência só decaímos nessa espiral isso se aplica também a medicamento 💊 Nosso organismo se adapta aos efeitos da medicação, assim precisamos sempre aumentar a dose para obter os mesmos resultados! Um outro ponto interessante nesse experimento é que as ratas que foram forçadas a se comportar como machos não entraram mais no cio e as que engravidaram não cuidaram dos filhos que é exatamente o que agente vive na nossa sociedade quando colocamos na cabeça das nossa filhas que elas tem que trabalhar ganhar dinheiro e se comportar como homen! Historicamente a estratégia vencedora pra mulher é não assumir riscos por isso mais de 80% das mulheres na história da humanidade reproduzirão, e a estratégia vencedora pro homem é procurar de destacar sobre risco, por isso mais de 80% dos homens na história da humanidade não deixarão descendentes , porque poucos vencem! Isso é comprovado nos nosso Geni pul e aprogrupos X e Y e na genética mitocondrial que agente só herda da mãe, Nós estamos nos extinguindo nesse processo de alienar as mulheres da sua função, Ninguém pode produzir nada mais valioso do que 3 ou 4 pessoas iguais ou melhores do que ela e nem todo dinheiro do mundo poderá deixar a mulher mais realizada do que ser mãe, por isso toda feminista depois dos 30 anos se sentem frustradas e outras terminam como mãe de Pet e bebê Reborn Como consequência do feminismo nós vamos enfrentar um colapso societário nos próximos anos, Demografia e destino ! E a demografia determina que a população brasileira vai começar a diminuir nos próximos 10 anos, e é exponencial! A fecundidade do Brasil é a segunda menos das Américas só perdemos pro Canadá , o país mais velho das eméticas e Cuba, em 20 anos será o Brasil, a população brasileira sextuplicou durante 5 séculos seguidos, e agora vai começar a despencar exponencialmente, em 20 anos vai ter rua fantasma nesse país se não ouvir uma imigração em massa pra cá ! Mais isso não é uma exclusividade nossa, esse é um problema de todos os países que mantiveram a aposta na modernidade, a prova disso é que os países com a maior taxa de fecundidade ( filhos por vagina )do mundo é África, incluindo o Chade, Níger e Somália países islâmicos! Todos os povos que seguem o velho testamento que ainda respeitão a natureza de homem e mulher estão se perpetuando genética e todos os povos que mantém a aposta na modernidade estão se extinguindo e vão deixar de existir!!
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fabiohs23 5 months ago
PORQUE O BITCOIN É O MELHOR DINHEIRO QUE JA EXISTIU ! O dinheiro é uma das tecnologias mais antigas da humanidade, mas também uma das menos compreendidas. Ele está em todos os lugares, rege todas as nossas interações, mas quase ninguém entende o que ele é. Aceitamos notas de papel colorido, dígitos em um extrato bancário ou números piscando em uma tela como se fossem riqueza em si. Não são. Dinheiro não é riqueza: é uma linguagem de valor, uma tecnologia que nos permite coordenar, poupar e trocar. Essa confusão não é trivial. Ela define quem ganha e quem perde em cada época da história. Quando entendemos o dinheiro, percebemos que ele nunca foi neutro, mas sim, uma disputa entre indivíduos que desejam preservar seu trabalho e instituições que desejam explorá-lo. O dinheiro, longe de ser uma constante, foi moldado, deturpado e reinventado inúmeras vezes ao longo da história. E, quer saber o mais importante e impressionante, muitos ainda não perceberam que estamos vivendo o momento mais revolucionário dessa história, o nascimento do melhor dinheiro que a humanidade já criou: o Bitcoin. A maioria das pessoas ainda olha para o Bitcoin como um ativo especulativo, algo para “ganhar dinheiro rápido” ou perder tudo em um mercado volátil. Essa visão míope revela a dificuldade humana de perceber mudanças estruturais enquanto elas acontecem. Foi assim com a eletricidade, com a internet, com o próprio ouro em seus primórdios. O que está em jogo não é apenas mais uma inovação financeira, mas o surgimento da melhor forma de dinheiro que a humanidade já conheceu. O Bitcoin não é apenas um ativo. É a culminação de milhares de anos de experimentos monetários, uma convergência de tecnologia, matemática e incentivos econômicos que resolve falhas históricas de todas as moedas anteriores. A longa jornada do dinheiro Antes do dinheiro, o comércio era limitado ao escambo. Um agricultor precisava encontrar um ferreiro disposto a trocar trigo por ferramentas. Isso restringia a especialização e travava o progresso humano. O dinheiro resolveu esse dilema: tornou-se a linguagem universal do valor, um meio de troca aceito por todos, um registro coletivo que permite acumular e transferir riqueza através do tempo e do espaço. Mas nem toda forma de dinheiro cumpre esse papel de forma satisfatória. Para ser eficaz, ele precisa atender a certas propriedades fundamentais: deve ser escasso, para que não se degrade em abundância; durável, para resistir ao tempo; divisível, para permitir tanto grandes quanto pequenas transações; portátil, para atravessar distâncias; e, acima de tudo, deve ser imune à manipulação e ao confisco. A história é, em grande medida, a busca incessante por esse ideal. As primeiras formas de dinheiro foram tentativas rudimentares. O sal, que deu origem à palavra “salário”, era valioso, mas perecia com facilidade. Conchas raras circularam como moeda em diferentes sociedades, mas podiam ser falsificadas ou perdiam valor quando abundavam. Com os metais preciosos, a humanidade encontrou uma forma mais robusta de dinheiro. O ouro, em particular, venceu como reserva de valor global por mais de cinco mil anos. Escasso, durável, reconhecido em todo o mundo, ele parecia cumprir o papel perfeito. Mas tinha um problema: era pesado, caro de transportar e difícil de fracionar. Para superar essas limitações, criamos intermediários, bancos que guardavam ouro em cofres e emitiam recibos. Esse arranjo parecia inofensivo, até que se revelou a maior vulnerabilidade da história monetária. Os bancos começaram a emitir mais recibos do que o ouro disponível. O Estado percebeu a oportunidade e institucionalizou a fraude: nasceu a moeda fiduciária. Fiat: a fraude tornada sistema O arranjo bancário de custodiar ouro e emitir recibos foi oficializado pelo Estado com a criação dos bancos centrais. Mas é importante entender o porquê. Eles não surgiram para “organizar a economia” ou “garantir estabilidade” — isso é propaganda posterior. Na prática, os bancos centrais foram criados para atender a dois objetivos fundamentais dos governos: financiar guerras e cobrar impostos de forma indireta. No século XX, especialmente durante a Primeira Guerra Mundial, ficou claro que nenhum país conseguia sustentar um conflito de anos apenas com impostos diretos. Era politicamente inviável aumentar tributos até o nível necessário. A solução encontrada foi imprimir moeda e usar o banco central como braço financeiro do Estado. Assim, dívidas gigantescas foram monetizadas — transferindo o custo da guerra para a população, não via boletos de cobrança, mas via inflação silenciosa. Esse mecanismo foi exportado globalmente. Em 1913, os EUA criaram o Federal Reserve, oficialmente para “estabilizar a economia”, mas na prática para centralizar o poder de emissão de moeda e dar ao governo a capacidade de expandir crédito sem limites. O modelo se repetiu mundo afora. A culminância desse processo ocorreu em 1944, com o Acordo de Bretton Woods. No pós-Segunda Guerra, os EUA emergiram como potência absoluta: possuíam mais de 70% das reservas de ouro do mundo. O acordo estabeleceu que o dólar seria a moeda de referência global, e os demais países manteriam suas moedas atreladas a ele. Cada US$ 35 seria conversível em uma onça de ouro. Em teoria, o sistema preservava disciplina: os EUA precisariam manter dólares lastreados em ouro. Mas na prática, o governo americano fez o que todos os governos fazem quando controlam a moeda: gastou mais do que tinha, principalmente para financiar a Guerra do Vietnã e programas sociais da Grande Sociedade. O mundo começou a desconfiar. França e Alemanha exigiram converter seus dólares em ouro. A pressão aumentou. Em 15 de agosto de 1971, Richard Nixon anunciou o “temporary suspension” da conversibilidade do dólar em ouro. Temporário que dura até hoje. Naquele momento, a ligação entre moeda e realidade física foi rompida. Nascia o sistema que vivemos até hoje: o fiat puro, uma moeda sem limite de emissão, sustentada apenas pela crença na autoridade governamental. As consequências são visíveis: O dólar perdeu mais de 96% do poder de compra desde a criação do Federal Reserve em 1913. O real, desde 1994, já perdeu mais de 85% do valor medido em bens de consumo. A dívida pública mundial atingiu US$ 315 trilhões em 2024, equivalente a 330% do PIB global. A inflação deixou de ser um acidente e passou a ser política oficial. Mais que um fenômeno econômico, ela é um mecanismo de extração de riqueza: um imposto invisível. E não é neutra. Pelo efeito Cantillon, quem recebe o dinheiro novo primeiro — governos, bancos, grandes corporações — se beneficia, enquanto a classe média, mais distante da impressora, paga a conta com salários corroídos e preços mais altos. Esse é o coração da fraude: o fiat não é apenas instável ou mal administrado. Ele é, em essência, o dinheiro mais injusto que a humanidade já inventou. O nascimento de um dinheiro inatacável Foi nesse contexto de colapso da confiança que, em 2009, um pseudônimo chamado Satoshi Nakamoto lançou o Bitcoin. Não foi apenas a criação de uma moeda digital, mas de uma nova forma de dinheiro: escassa, verificável, descentralizada e inconfiscável. O Bitcoin não surgiu no vácuo. Ele nasceu no epicentro da maior crise financeira desde 1929 — o colapso de 2008, que derrubou bancos centenários, evaporou trilhões em valor de mercado e expôs ao mundo a falência moral do sistema financeiro. Governos e bancos centrais, em vez de permitir que o mercado purgasse os excessos, optaram por resgatar as instituições que haviam causado a crise, imprimindo dinheiro em escala sem precedentes. Foi nesse contexto que, em 3 de janeiro de 2009, o bloco gênese do Bitcoin foi minerado. Satoshi Nakamoto deixou ali uma mensagem gravada no código: “Chancellor on brink of second bailout for banks”, a manchete do jornal britânico The Times naquele mesmo dia. Não era detalhe técnico: era um manifesto. O Bitcoin nascia como resposta direta ao sistema que privilegiava bancos e governos às custas da população. Mas é importante compreender: o Bitcoin foi o primeiro dinheiro digital que deu certo, mas não foi a primeira tentativa. Durante décadas, mentes brilhantes tentaram resolver o problema do dinheiro eletrônico: David Chaum criou o DigiCash nos anos 1990, pioneiro em aplicar criptografia a dinheiro digital. Mas dependia de uma empresa centralizada, que quebrou em 1998. e-gold (1996) atraiu milhões de usuários ao oferecer moeda digital lastreada em ouro, mas foi fechado em 2007 pelo governo americano justamente por sua centralização. Adam Back, em 1997, desenvolveu o HashCash, um sistema de proof-of-work para combater spam. Esse conceito inspiraria o mecanismo de mineração do Bitcoin. Wei Dai, em 1998, descreveu o b-money, um sistema de dinheiro eletrônico descentralizado. Embora nunca implementado, suas ideias influenciaram diretamente Satoshi. Nick Szabo, também em 1998, idealizou o Bit Gold, um antecessor conceitual quase idêntico ao Bitcoin: tokens digitais escassos baseados em proof-of-work. Faltava, porém, uma rede funcional e distribuída. Todas essas tentativas falharam por um motivo central: dependiam de uma autoridade confiável ou não resolveram o problema do gasto duplo (a possibilidade de copiar uma moeda digital indefinidamente). O Bitcoin foi a síntese e a evolução de tudo isso. Ao unir o proof-of-work (do HashCash) com um livro-razão público e distribuído (a blockchain), Satoshi eliminou o ponto único de falha: pela primeira vez, uma rede descentralizada conseguia registrar transações de forma imutável e resistente à censura, sem precisar de um árbitro central. A genialidade do Bitcoin não está apenas no código, mas no seu design monetário. Ele é o primeiro dinheiro que combina todas as propriedades históricas do “bom dinheiro” de forma impecável: escassez absoluta (21 milhões, e nada mais), divisibilidade extrema (100 milhões de satoshis por BTC), portabilidade global, auditabilidade pública, neutralidade radical, resistência à censura e soberania individual pela autocustódia. Sobre a volatilidade Muitos ainda rejeitam o Bitcoin por sua volatilidade. É verdade: ele oscila muito mais que moedas fiduciárias ou metais preciosos. Mas isso não é sinal de fragilidade, na verdade, é sinal de um ativo em processo de monetização. Todo bem monetário, inclusive o ouro, foi altamente volátil em sua fase inicial de adoção. A volatilidade é simplesmente o reflexo da descoberta de preço em escala global, em um mercado que tenta ajustar uma oferta absolutamente rígida a uma demanda ainda em formação. Mas há um elemento ainda mais profundo: a volatilidade do Bitcoin é também consequência direta do seu design. Diferente de qualquer outro ativo, ele é negociado em um mercado livre, global, aberto, descentralizado, sem fronteiras, sem feriados e sem autoridade central que interfira. Funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Não há “circuit breakers”, não há resgates, não há bancos centrais segurando a queda ou inflando a alta. O que vemos é o ajuste puro entre compradores e vendedores, sem manipulação artificial. Ou seja: a volatilidade não é um defeito, mas uma característica de um sistema honesto. É o preço da liberdade. E, conforme a liquidez aumenta e a base de usuários se expande, a tendência natural é que ela diminua. Não porque o Bitcoin ficará “domesticado” como as moedas fiduciárias, mas porque será grande e líquido o suficiente para que ninguém consiga controlá-lo. O dinheiro perfeito O Bitcoin não é um acidente histórico. Ele é um projeto de engenharia monetária, desenhado para corrigir as falhas acumuladas por milênios de experimentos. Seu design é simples e intransigente: 21 milhões de unidades, nenhuma a mais, nenhuma a menos. Sua filosofia é radical: confiança não deve ser dada a governos ou instituições, mas substituída pela verificação aberta, auditável por qualquer indivíduo. Sua matemática é implacável: cada bloco minerado, cada transação validada, cada satoshi emitido obedece a regras imutáveis que nenhum decreto pode alterar. Nenhum outro dinheiro na história reuniu todas essas características de forma tão elegante: a escassez do ouro, a portabilidade do digital, a divisibilidade do infinitesimal, a resistência da criptografia, a neutralidade da matemática. Se o sal foi o início, se o ouro foi a primeira grande vitória e se o fiat foi a maior fraude, o Bitcoin é o capítulo final da evolução monetária: a forma mais pura e incorruptível de dinheiro que já existiu. Ele restaura a poupança, disciplina governos, protege contra censura e devolve a soberania financeira ao indivíduo. Não é apenas uma opção de investimento. Não é apenas uma proteção contra inflação. É o dinheiro perfeito, a primeira moeda projetada para servir ao indivíduo, e não para escravizá-lo. E como todo dinheiro verdadeiramente superior, o Bitcoin não pede permissão, não espera consenso, não suplica por adoção. Ele simplesmente existe e, pela força de sua matemática e de sua filosofia, está destinado a vencer.
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fabiohs23 5 months ago
COMO O BITCOIN LEVA A DEUS! A conversão de bitcoinheiros ao cristianismo é um fenômeno que há muito intriga a mim e a outros no meio bitcoin. Neste ensaio eu busco apresentar os hábitos de pensamento que fazem com que tantos bitcoinheiros se tornem cristãos1. Claro, o bitcoin não é uma causa necessária para a fé cristã; mas provoca felizes acidentes que levam a ela. Exploro isto a partir dos lemas usados por quem já está na toca do coelho. Não Confie, Verifique Este lema existe porque o bitcoin parece bom demais para ser verdade. E não sem motivo: ele é um dinheiro inconfiscável, digital, sem fronteiras, descentralizado, divisível, portátil e perfeitamente limitado. Qualquer interessado na história do dinheiro entende o que significa ter todos estes atributos unidos em um só lugar. É a tecnologia monetária mais avançada já criada pela humanidade. E só é possível entender que ele é de fato verdade quando se entra em contato com a rede. Quando se compra os primeiros satoshis, quando se envia de uma corretora para uma carteira, e depois para outra. É preciso ver o sistema funcionando, anotar sua própria seed, enviar uma transação, e vê-la sendo validada na mempool. Esta foi a primeira ‘verificada’ real que muitas pessoas deram na vida, inclusive este autor. Entender o que tudo isso significa não pode ser comparado a nada menos do que sair da matrix. De repente, descobre-se que tudo o que se sabia sobre dinheiro estava errado: que ele não precisa ser controlado pelo governo, os bancos não são a única alternativa e o poder de compra não precisa ser corroído mês a mês, como dizem os mentirosos keynesianos. E que a vida financeira de uma pessoa não precisa ser uma de escravização por dívida. Naturalmente, o primeiro reflexo de muitos é perguntar: “Onde mais mentiram para mim?” E a busca pela resposta revela que mentiram sobre muita coisa. Da comida que comemos à validade de estudos acadêmicos. Basta uma leve sugestão para que o pensamento deste recente foragido da matrix estacione em Jesus Cristo e na Igreja. Creio que muitos aqui no Brasil compartilharam da experiência de ouvir sobre todos os males perpetrados pela Igreja Católica ao longo da história, sobre como a religião é o ópio do povo — ainda me lembro da professora de história orgulhosamente mostrando a foto de Karl Marx com esta frase em um slide —, e sobre como hoje somos iluminados pela ciência™. Acontece que mentiram sobre isso também. E não é necessário ir muito fundo na toca do cristianismo para descobrir a quantidade de mentiras contadas. Este fato evidencia a patente falta de vergonha na cara dos que mentem. Eles são extremamente confiantes na ideia de que poucos serão os que verificarão suas palavras. Mentem com confiança a respeito da Igreja, pois sabem que ela e os que a seguem não recorrerão aos mesmos subterfúgios na disseminação de propaganda. É sempre uma luta morro acima; afinal é muito mais fácil destruir uma reputação do que construí-la. A mentira custa muito pouco, especialmente no nosso país. E se a desconfiança a respeito da rede some ao entrar em contato com ela, o mesmo acontece aqui. Quem começa a frequentar missas, rezar terços, ouvir homilias, ler a Bíblia e estudar a história da Igreja também adquire o conhecimento tácito, obito somente pela prática. É este espírito, o de “não confie, verifique”, que faz com que muitos cheguem a Deus, à Bíblia e à Igreja, entrando pelo bitcoin. Mantenha-se Humilde e Acumule Sats Sair da matrix exerce um baita efeito no ego. Aquele que descobre o bitcoin e aumenta um pouco o seu patrimônio se sente extremamente inteligente, um verdadeiro gênio, por ter descoberto uma tecnologia antes de todo mundo. Isso facilmente sobe à cabeça e faz com que o sujeito cometa todo tipo de burradas, como procurar o próximo bitcoin; investir seus sats para receber um elusivo yield que na verdade era um golpe; perder a seed; vender a casa da mãe e colocar tudo em bitcoin no topo do ciclo só para ver o valor em reais ser dilacerado em um ano… E outras presepadas comuns aos bitcoinheiros. O bitcoin não perdoa o erro, nem a falta de estudo e nem a arrogância. Daí a necessidade do lema que chama para a humildade. Quem está no bitcoin não é um gênio, apenas estava na internet no lugar certo e na hora certa. E mais sortudos ainda são os que descobrem isso sem perder muito no caminho. A humildade de pensamento fomentada pelo bitcoin inevitavelmente se espalha para outras áreas da vida, e não seria diferente com Deus, o assunto mais importante do mundo. Do alto do meu ateísmo, eu olhava para a religião como nada mais que um refúgio para os fracos que queriam se sentir bem; como uma espécie de coaching mais antigo, cheio de boas vibes e pensamentos positivos. Eu me considerava inteligente demais para a religião. Mas a humilde semente plantada pelo bitcoin me fez perguntar: “Será possível que todo mundo esteja acreditando numa mentira há mais de dois mil anos, e que eu fui um dos inteligentes que descobriu a verdade? Logo eu, que mandei suados satoshis para um endereço errado e que caiu num golpe de bitcoin yield? Será que não tem algo de interessante naquilo que é a base da civilização ocidental?” Acontece que sim, tem algo extraordinariamente interessante: a salvação da alma. Entender o cristianismo exige uma humildade que não é fácil de conseguir. Felizmente, o bitcoin é uma dessas coisas, um dos lugares onde os arrogantes não sobrevivem. Da mesma forma, eles também não sobrevivem na Igreja. Jesus Cristo exige uma seríssima baixada de bola. Mantenha-se humilde, leia sua Bíblia e vá à missa. Dinheiro de Liberdade Entender o bitcoin traz um tremendo alívio. De repente, o indivíduo não precisa aprender a operar na bolsa de valores, ou pagar alguém para fazê-lo, apenas para empatar com a inflação no fim do ano. De repente, não importa mais o que o presidente diz, e o rosto de Jerome Powell vai ficando nublado na mente. De repente, chega a percepção de que não é mais necessário se escravizar num escritório, e que é possível escapar da corrida de ratos. A liberdade é intoxicante. Uma vez superada a caverna, é impossível voltar e lá viver novamente. Os verdadeiros amantes da liberdade não demoram depois a se perguntar de quais outras amarras é possível se soltar. É normalmente aí que se descobre que a liberdade alcançada é “apenas” a liberdade monetária (colocada entre aspas porque não é pouca coisa). Quais mais liberdades se pode conseguir? Os verdadeiros amantes da liberdade chegarão, quase invariavelmente, à possibilidade de libertar a própria alma. E não há como fazer isso se não por Jesus Cristo. O Bitcoin Conserta Isso O Bitcoin é uma ferramenta que ajuda a alinhar os incentivos monetários da sociedade. Em O Padrão Fiat2, são magistralmente demonstrados os incentivos perversos causados pela moeda inflacionária estatal. As consequências abrangem os mais variados aspectos do tecido social. Ao se deparar com casos ilustrativos dessas consequências online, é comum encontrar um bitcoinheiro trazendo a frase “o bitcoin conserta isso”. E de fato. Ao realinhar preferências temporais e eliminar incentivos monetários perversos, o bitcoin realmente conserta muita coisa. Mas o lema é bitcoin fixes this e não bitcoin fixes everything. Quando se olha para tudo que o bitcoin pode consertar, não demora muito até que a atenção se volte a aquilo que o bitcoin não conserta. E o próprio protocolo já sofreu – e ainda sofre – com as coisas que por ele não podem ser consertadas. Quem viveu a Guerra do Tamanho dos Blocos3 se lembra de toda a picuinha gerada pelos egos dos envolvidos. Até mesmo hoje é possível encontrar discordâncias sobre as direções futuras da rede em fóruns e no X. Acontece que o bitcoin não conserta a natureza humana. Não dá para culpar o bitcoin por isso, porque não é a isso que ele se propõe. Satoshi quis criar um sistema de dinheiro eletrônico de ponto a ponto, nada mais. Mas isso não impede os mais inquisidores a procurarem quem proponha algo a mais. E eles eventualmente chegam àqueles que tentam trabalhar o problema maior: a Igreja. Só a Igreja, através de Jesus Cristo, se propõe a resolver o problema da natureza humana. É somente na Bíblia Sagrada que é possível encontrar descrições e exemplos precisos dos problemas relacionados a e causados pela natureza humana: uma natureza caída. Preferência Temporal Um dos incentivos perversos que o bitcoin conserta é o da preferência temporal. A moeda inflacionária faz com que o homem médio seja orientado ao presente, preferindo gastar seu dinheiro aqui e agora, ao invés de guardar para o futuro, porque a moeda que ele ganha hoje não terá o mesmo valor amanhã. Esta é alta preferência temporal O bitcoin, uma moeda forte, faz com que guardar para o futuro seja mais benéfico do que gastar agora, o que causa o crescimento da poupança da sociedade e o aumento do crédito disponível para a geração de riqueza. Esta é a baixa preferência temporal. Quem adota o bitcoin inevitavelmente começa a baixar sua preferência temporal, até sem perceber. Quando menos se espera, as férias estão sendo adiadas para comprar bitcoin. Deixa-se de comer tanto em restaurantes hoje para que cresça um pouquinho mais a herança dos filhos. O bitcoinheiro é um bicho naturalmente mais prudente e frugal do que os que operam ainda sob o padrão fiduciário. Alguns bitcoinheiros baixam tanto a sua preferência temporal – se tornam tão orientados ao futuro –, que começam a se preocupar com suas almas, com o pós-morte e com a eternidade. Eles começam a se preocupar com mais do que bem-estar físico ou saúde mental: voltam a atenção para a saúde da alma, que é a preferência temporal mais baixa que se pode ter. Não Há Segundo Melhor Não é preciso muito tempo no “mundo crypto” (e eu gostaria de colocar muito mais aspas) para entender um fato muito simples: não tem segundo melhor. Não há um próximo bitcoin. Não há uma criptomoeda que pode ultrapassar o bitcoin. Não há “projeto com uma comunidade engajada com muito potencial” (coisa difícil de escrever sem gargalhar). Ou é bitcoin, ou não é. Ou compra-se uma moeda, ou uma ação de empresa não-regulada. As condições para o surgimento do bitcoin são irreplicáveis. Não há como haver outro. O bitcoinheiro que internaliza essa lógica acaba chegando ao ser que é único, o motor primordial. A causa primeira. Deus. Não só isso, os bitcoinheiros não passam a acreditar em qualquer Deus. Treinados com baixa preferência temporal e com seus incentivos alinhados; eles acabam por reconhecer o Deus cristão como o verdadeiro, sem segundo melhor. O cristianismo é a religião com menor preferência temporal e com os melhores incentivos para o bom funcionamento de uma sociedade, vide o sucesso sem igual do mundo ocidental. Ocidente que, em aparente declínio, ainda é o lugar de desejo de todo o mundo, e continuará assim. Nas palavras de Chesterton: O Cristianismo morreu muitas vezes e ressuscitou; pois tinha um Deus que conhecia o caminho para fora do túmulo. Um fato interessante é que os bitcoinheiros mais maximalistas e tóxicos são os que mais rapidamente entendem este ponto. E não é coincidência. Ainda É Cedo Uma coisa que todos os bitcoinheiros têm em comum é o conselho que eles dão aos amigos e familiares que fazem aquela famosa e leiga pergunta: “Qual é o melhor momento para comprar bitcoin?” A resposta é uma só. O melhor momento foi ontem; o segundo melhor é hoje. Apesar de todo o FOMO4 presente no ambiente, a verdade é que ainda é cedo para o bitcoin. Ainda estamos no começo da adoção dele como moeda global. Mesmo que um bitcoin seja precificado em um milhão de dólares, ainda será cedo. Enquanto um satoshi ainda puder ser comprado em uma corretora, será cedo. Quem entende isso entende também a promessa de Jesus Cristo, que é parecida: não importa o quão distante de Deus esteja um homem, ainda haverá perdão até o fim da vida. O eterno amor e a eterna misericórdia divina se estendem a todos os homens enquanto viverem. Sempre há a possibilidade de perdão. Dessa forma o mesmo conselho dado sobre bitcoin funciona para Cristo: o melhor momento para se voltar a Deus foi ontem; o segundo melhor é agora. Dito isso, em algum momento, já não será cedo para o bitcoin. Em dado momento – e ninguém sabe quando –, se encerrará a janela de oportunidade. E o mesmo diz Jesus Cristo. “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor”.5 Comentário Final Eu obviamente fiz uma seleção dos lemas bitcoinheiros que se encaixam com a minha tese. Existem outros, de tons mais condenatórios e materialistas, que não harmonizam com a fé cristã; o que pode explicar, em parte, por que nem todos os bitcoinheiros se tornam cristãos. Alguns caem em armadilhas intelectuais, outros na antiquíssima heresia materialista. No fim do dia, Cristo não se importa com qual dinheiro é usado. Nem os dólares, nem o ouro e nem o bitcoin seguem junto com as nossas almas para a eternidade. E o amor de Deus para conosco não obedece a leis econômicas. O bitcoin não é divino: apenas fomenta acidentais linhas de raciocínio que podem levar a Deus, especialmente porque respeita opera sob as leis criadas por Ele. image
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fabiohs23 5 months ago
Imagine um sistema em que você não depende do governo, de reformas da previdência, nem do humor dos fundos de pensão. Um sistema em que sua aposentadoria não está atrelada a uma moeda que perde valor, mas a um ativo escasso, incensurável e antifrágil. Se você está buscando segurança para o futuro, talvez esteja olhando para o lugar errado. Porque o verdadeiro caminho para a aposentadoria — aquela de verdade, com soberania, mobilidade e patrimônio real — começa quando você entende o que é o Bitcoin. “A aposentadoria não é uma dádiva do Estado. É uma consequência da poupança. E o fiat destruiu a poupança.” — Ludwig von Mises (parafraseado) O problema da aposentadoria no sistema fiat A ideia de aposentadoria nasceu em outro século. Foi criada por impérios para recompensar soldados e usada por Estados modernos para domesticar trabalhadores. Funcionou por algum tempo, enquanto havia crescimento populacional, moeda relativamente estável e uma base produtiva crescente. Mas esse tempo acabou. Hoje, aposentadoria é um fantasma sustentado por impressoras de dinheiro, promessas políticas e fundos públicos quebrados. As regras mudam, os prazos se estendem, os benefícios encolhem, e a única constante é a desvalorização da moeda que sustenta todo o sistema. A promessa de aposentadoria no modelo tradicional — estatal ou privado — foi construída sobre duas ilusões: crescimento infinito e moeda estável. E nenhuma das duas se sustenta em 2025. A previdência pública é baseada em um modelo de repartição simples, no qual os trabalhadores da ativa financiam os aposentados. Com o colapso demográfico global e a retração da base produtiva, o sistema entrou em desequilíbrio. A pirâmide demográfica inverteu. Temos menos trabalhadores por aposentado a cada ano, e a conta não fecha. No Brasil, tínhamos 13 contribuintes por aposentado em 1980, no entanto, hoje, temos menos de 2. Em 2040, será 1 para 1. Já o modelo de capitalização — vendido como solução privada — é apenas uma versão mais sofisticada do mesmo problema. Fundos atrelados ao CDI ou IPCA, corroídos por taxas, impostos e indexadores manipulados. Um ciclo de promessas que entrega rendimento nominal e perda de poder de compra. Ao final de 30 anos, o poupador se vê rico no extrato, pobre na feira, e descobre que foi apenas um financiador de dívida pública, com taxa de administração. A maioria das pessoas acredita que a aposentadoria é uma espécie de "direito adquirido". Mas a verdade é que, num sistema baseado em moeda fiduciária (fiat), a promessa de aposentadoria é uma ilusão contábil sustentada por endividamento estatal e impressão de dinheiro. O INSS, por exemplo, opera no Brasil com um déficit estrutural bilionário. Nos EUA, a Social Security já projeta insolvência parcial em menos de uma década. Fundos privados também sofrem com juros manipulados, inflação real e desvalorização de ativos. Diante disso, muitos perguntam: onde está a saída? A resposta não está num novo fundo, nem numa reforma mais austera. Está num novo paradigma. Ou melhor: no único ativo monetário que recusou ser parte do jogo: Bitcoin. Não é um investimento alternativo. É o contrário de tudo isso. É uma reserva de tempo. É a única forma de aposentadoria que não depende de ninguém além de você mesmo. Juros compostos: em moeda podre? O clássico "invista cedo, viva de renda" depende de uma variável relevante: a moeda manter seu poder de compra. Mas o que acontece quando o dinheiro em que você investe é diluído ano após ano? De 1994 até hoje, o real perdeu mais de 90% do seu poder de compra medido pelo agregado monetário M2. Um investimento que “rendeu” 10% ao ano pode ter retornado nada em termos reais. Com um suprimento máximo de 21 milhões de unidades, emissão decrescente e resistência à censura, o Bitcoin representa a única forma conhecida de poupança intergeracional não confiscável. Ele transforma o tempo em propriedade. O trabalho em soberania. Alguns argumentam que retornos passados não garantem retornos futuros, mas é inegável que o potencial de valorização do Bitcoin ainda é gigantesco. Isso ocorre porque o Bitcoin é escasso, com apenas 21 milhões de unidades disponíveis, e seu funcionamento é matematicamente previsível. Outro fator crítico é a crescente restrição na oferta circulante de Bitcoin. Isso ocorre não apenas pelo aumento constante no número de indivíduos que compram e mantêm suas moedas em custódia pessoal (os chamados hodlers), mas também pela movimentação estratégica de empresas e instituições. Cada vez mais corporações estão acumulando grandes quantidades de BTC em seus balanços, seja como ativo de tesouraria, seja como infraestrutura para novos serviços baseados na rede do Bitcoin. O resultado é uma pressão estrutural na liquidez do mercado: menos unidades disponíveis, mais demanda por um ativo escasso por natureza. A curva de convexidade: porque aposentar com Bitcoin é assimetricamente melhor Bitcoin não é apenas uma reserva de valor. É uma ruptura conceitual, que permite que indivíduos construam riqueza fora do sistema. O que o Estado te promete em 30 anos, o Bitcoin pode te entregar, se você for diligente, em 10. Quando você acumula em Bitcoin, seu downside (perda) é limitado ao que você alocou. Mas seu upside é potencialmente exponencial. Entre 2011 e o fim de 2021, o Bitcoin apresentou uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de aproximadamente 206%. Essa métrica representa a valorização média anual do ativo ao longo do tempo, considerando o ponto inicial e o ponto final de uma janela de anos, suavizando a volatilidade dos ciclos. Para efeito de comparação, o desempenho do Bitcoin supera com folga os principais ativos tradicionais no mesmo período. De 2011 a 2021, o Bitcoin teve um CAGR de 206%. No mesmo período: Ações de tecnologia (QQQ): 14,4% Imóveis americanos (VNQ): 9,9% Títulos públicos e privados (BND): 3,3% Na prática, isso significa o seguinte: Se um investidor tivesse aportado US$100 em 2011, hoje teria resultados drasticamente diferentes dependendo do ativo escolhido. Em Bitcoin, esse valor teria se multiplicado de forma exponencial. Nos demais ativos, o crescimento seria linear, previsível — e brutalmente superado pela inflação monetária real. Veja aqui um exemplo prático: O que antes era 1 bitcoin = R$2 mil em 2014 Passou a ser 1 bitcoin (note que 1 bitcoin sempre será 1 bitcoin) = R$70 mil em 2020 E hoje ronda R$350 mil — podendo alcançar valores inimagináveis se o colapso fiduciário global se intensificar. Embora a volatilidade do Bitcoin possa gerar perdas temporárias para quem o observa em janelas curtas, os dados históricos são claros: nenhum investidor que manteve sua posição por cinco anos ou mais teve prejuízo. Na prática, os únicos que perdem dinheiro com Bitcoin são aqueles que entram com mentalidade de curto prazo — e saem às pressas no primeiro soluço de preço. A pressa, aqui, é a verdadeira inimiga. O problema não é o ativo, é a impaciência. Trata-se de um jogo de tempo, não de timing. Segundo dados agregados, o Bitcoin esteve em território lucrativo em aproximadamente 85% de todo o seu histórico de existência. Portanto, a matemática da aposentadoria tradicional é linear. A do Bitcoin é convexa. Por isso, quem começa cedo, mesmo com pouco, pode construir uma liberdade que nenhum plano de previdência entrega. Portanto, poupar em Bitcoin é um novo paradigma na construção de riqueza. Para isso: Mude o mindset: Você não está "investindo" em Bitcoin como quem compra ações. Você está saindo de um sistema corrompido e entrando em um sistema honesto. Seu horizonte não é de 1 a 3 anos, é de décadas. Pense em gerações. DCA como estilo de vida O Dollar-Cost Averaging (ou Real-Cost Averaging, no nosso caso) é a estratégia mais simples e poderosa para aposentadoria em Bitcoin. Comprar uma quantia fixa todo mês, sem tentar prever o mercado. O foco não é o preço, mas o acúmulo. Exemplo: Comprar R$500 por mês desde 2016 = equivaleria a mais de R$1 milhão hoje Comprar R$500 por mês desde 2020 = equivaleria a mais de R$300 mil hoje Portanto, enquanto o fiat derrete, o Bitcoin eleva o seu poder de compra. Além do DCA puro, existem abordagens híbridas que alavancam dados on‑chain. Um dos casos mais sólidos é o value‑triggered DCA, em que aportes duplicam automaticamente em compras nas zonas de chão de mercado (MVRV Z‑Score <1.5 ou preço abaixo da média de 200 semanas). Esse método apresentou performance superior ao DCA tradicional em mais de 5 ciclos. Faça seu plano de liquidez (ou não) Diferente de um fundo de previdência, Bitcoin não precisa ser "resgatado". Você pode: Participar de uma economia circular e gastar satoshis diretamente em locais que o aceitam; Converter uma fração para moeda local em emergências; Viver de colateral (empréstimos colateralizados). Mas quanto é o suficiente? Com o crescente interesse por Bitcoin como uma forma de aposentadoria autônoma, uma das perguntas mais recorrentes — tanto nas redes quanto nas conversas reais — é: quanto BTC é necessário para garantir uma aposentadoria confortável? O analista Sminston, referência na comunidade bitcoiner internacional, respondeu a essa pergunta de forma objetiva, com base em um modelo matemático baseado na lei de potência. Ele publicou no X, uma tabela visual que estima, dentro de certos parâmetros, a quantidade mínima de Bitcoin necessária para atingir esse objetivo. A metodologia parte de variáveis ajustáveis, como idade atual, idade de aposentadoria desejada e custo de vida anual em dólares. Com expectativa de vida até os 100 anos, crescimento da inflação projetado em 7% ao ano e um modelo que presume valorização não linear do Bitcoin (via lei de potência), o gráfico gerado entrega um ponto de interseção claro: quanto BTC você precisaria ter hoje para nunca mais depender do sistema. Um exemplo: Alguém com 30 anos que pretende se aposentar aos 35, com um custo de vida anual de US$200 mil, precisaria hoje ter algo entre 6 e 7 BTC, segundo as projeções do modelo. Esse valor considera inflação, expectativa de gastos, crescimento do Bitcoin e uma retirada perpétua. É uma forma inteligente — ainda que exigente — de transformar o acúmulo em objetivo mensurável. Mais do que uma fórmula mágica, o modelo de Sminston oferece o que faltava no discurso libertador sobre aposentadoria com Bitcoin: métrica. Ele traduz convicção em plano. E mostra que, sim, mesmo numa economia caótica, é possível projetar uma vida soberana com dados, disciplina e código aberto. Riscos, cuidados e ética da aposentadoria em Bitcoin Não existe retorno sem responsabilidade. Para se aposentar com Bitcoin, você precisa: Estudar profundamente o ativo Assumir a responsabilidade da custódia Planejar a sucessão patrimonial com ferramentas como multisig, instruções testadas e backup fora da nuvem Viver com menos, acumular mais — e entender que holdar é resistir E nunca: Trate o Bitcoin como aposta Use exchanges como carteira Venda por desespero emocional Liberdade é a nova aposentadoria A pergunta certa não é “quanto eu preciso guardar para me aposentar?”. Talvez a pergunta certa seja: em qual sistema você quer viver até o fim da sua vida? Se você ainda acredita que um carnê previdenciário estatal vai garantir sua velhice, talvez precise rever suas premissas. Mas se você entende que soberania é mais valiosa que dependência, e que liberdade é o verdadeiro dividendo, então o caminho está claro: A verdadeira aposentadoria começa quando você acumula tempo, não dinheiro. E o Bitcoin é o único ativo que devolve o tempo que o fiat te roubou.
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fabiohs23 5 months ago
Explicando o óbvio! Teoria da criação: Sempre escutamos em nossa vida inclusive na escola que homen veio do macaco e toda aquela teoria do evolucionismo Big Bang e essas merdas todas que ensinarão pra gente ! Em outra via aprendemos por meio da religião a teoria do criacionismo que diz que Deus criou o universo depois as plantes os animais e por último o homem! Ouvimos também que chegaria o dia em que a ciência e a religião andariam lado a lado na minha opinião esse dia já chegou e a ciência só tenta explicar o óbvio que já estava escrito a mais de 5mil anos, E a nossa ciência só consegue enxergar isso com a tecnologia moderna dos dias atuais ! Como poderia Moisés que viveu por volta de 1250 a.c entender de Ciências Naturais (biologia, química, física), Ciências Sociais (sociologia, psicologia), Ciências Formais (matemática, lógica) e Ciências Aplicadas (engenharia e medicina) pra afirmar com tanta exatidão a ordem da criação? E a nossa ciência só conseguiu explicar isso nesse século que primeiro veio as plantas depois os animais e por último os seres humanos! Que loucura em !! Toda vez que Deus se refere ao homem ele fala como um pai fala com uma criança! Quando vamos explicar algo pros nosso filhos pequenos nos falamos de forma concreta ou de forma abstrata ? Se você for explicar pra uma criança o porque ela não pode por o dedo na tomada de forma concreta você terá que explicar oque são elétrons, átomos, fazes e neutros, a criança nunca vai conseguir entender o porquê aquilo é tão perigoso concordão ? Por isso falamos com nossos filhos metaforicamente parábola é uma especie de metáfora Quando Deus diz que o homem veio do barro não significa que somos um pedaço de terra mais que todo os componentes que compõe nosso corpo veio do barro, mais pra uma criatura recém cria entender isso ela teria que ter um Gral de conhecimento sobre genética molecular, genética quântica , genomas, microbiologia e microbiota humana dentre outras camadas mais complexas da genética, pra simplificar isso Deus afirmou que o homem veio do barro ! No material genético humano homens possuem a configuração cromossômica XY e mulher XX O cromossomo X nós só herdamos da nossa mãe que é a genética mitocondrial e o Y do pai Existem animais como alguns peixes e répteis que tenha ambos os dois cromossomos X e Y Mais no caso dos humanos esse padrão não se aplica, todo homem tem X e Y mais nem uma mulher tem Y ou seja a mulher é uma fração do homem Como Deus descreveu que a mulher foi feita com parte do homem a costela de Adão ! Uma outra possível metáfora e a história de Noé quando Deus ordenou que se colocasse em uma arca um casal de todas as espécies de animais do mundo, Em um copo caberia todas as espécies de animais do mundo ? Sim ! Mais não os animais completos apenas seus materiais genético o DNA Mais como Deus iria explicar oque é DNA pra um homem que viveu a 3mil anos atrás? Impossível de Noé compreender Por isso até hoje se discute como poderia caber tanto animal em uma arca desse tamanho? Poderia caber todos esses animais em um copo d’água ! Não é estou afirmando que isso está correto ✅ E a penas uma pequena reflexão minha, eu não tenho nenhuma comprovação que isso seja assim de fato ! Mais é algo a se pensar !
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fabiohs23 5 months ago
Introdução Contextualizada Ao longo da história, o dinheiro emergiu de forma orgânica, a partir da ação humana voluntária em mercados livres, e não por imposição estatal. A chamada Teoria da Regressão do Valor Monetário, proposta por Ludwig von Mises, resolve o "paradoxo circular" do dinheiro explicando que ele só pode surgir se, em algum ponto do passado, tiver tido utilidade não monetária. O artigo de J.P. Mayall parte dessa base da Escola Austríaca e busca validar essa teoria à luz do Bitcoin, incorporando ideias modernas de Nick Szabo e Saifedean Ammous, dois gigantes do pensamento monetário cibernético e libertário. Principais Ideias do Texto 1: Coletáveis Tecnológicos e Utilidade Pré-Monetária Bitcoin é interpretado como um “tecnological collectible”, ou seja, um item inicialmente valorizado por suas propriedades técnicas, estéticas ou simbólicas — como escassez verificável, resistência à censura e descentralização. Essa perspectiva resgata os estudos antropológicos de Szabo sobre objetos como conchas e pedras Rai, que também possuíam valor simbólico antes de se tornarem moedas. 2: A Transição para Dinheiro Sonante Mayall argumenta que o Bitcoin passa por um processo evolutivo semelhante ao ouro e à prata, transformando-se de ativo especulativo (ou “curiosidade nerd”) em meio de troca, unidade de conta e reserva de valor — os três pilares da função monetária. Essa transição ocorre por ordem espontânea, sem coerção estatal, corroborando as ideias de Hayek sobre competição monetária. 3: Refutação de Críticas Materialistas O autor rebate críticas que desmerecem o Bitcoin por não ter “valor intrínseco físico”. A resposta? Valor é subjetivo. O que importa não é a fisicalidade do objeto, mas sua utilidade percebida. Bitcoin tem valor porque atende demandas reais: soberania, segurança e neutralidade monetária. O texto recupera a tradição austríaca de Menger e Rothbard ao enfatizar a origem subjetiva do valor econômico. 4: Bitcoin e Hiper-Monetização Paradigmática O processo de adoção do Bitcoin é visto como um caso de hypermonetization, ou seja, a rápida substituição de moedas fracas por uma moeda superior — algo previsto por Mises. A tese é que, em tempos de inflação, censura e abuso estatal, o Bitcoin atrai uma adoção crescente justamente por ser uma alternativa antifrágil e ideologicamente neutra. Análise Crítica com Perspectiva Libertária O artigo é uma verdadeira bomba contra os defensores do dinheiro estatal — os soças de sempre. Ele mostra que o Bitcoin não apenas pode ser dinheiro, mas que é a expressão moderna da teoria austríaca em ação. A tradição de Mises, Hayek e Rothbard encontra continuidade na prática dos cypherpunks e nos escritos de Szabo e Ammous. O texto destrói o argumento de que o Estado deve “gerir” a moeda, provando que a inovação e a liberdade são mais eficazes na construção de ordens monetárias legítimas. Além disso, o ensaio reforça a ideia de que o Bitcoin representa uma revolução ideológica: não se trata apenas de código, mas de uma rejeição ética ao fiat, ao Keynsianismo e à violência monetária institucionalizada. Em tempos de CBDCs, inflação crônica e censura bancária, a validação da teoria da regressão por meio do Bitcoin é um golpe direto no coração do sistema fiduciário global. Conclusão Enfática Em síntese, J.P. Mayall oferece uma contribuição valiosa ao pensamento austríaco ao reinterpretar a Teoria da Regressão à luz do fenômeno Bitcoin. O texto demonstra que o Bitcoin não viola a tradição de Mises — ele a confirma, atualiza e amplia. É uma ode à praxeologia, à liberdade individual e à descentralização. Para os libertários puristas e bitcoinheiros convictos, trata-se de uma leitura obrigatória. Para os soças e keynesianos, um lembrete desconfortável: o mercado vence, o Estado sangra... e o Bitcoin não perdoa. image
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fabiohs23 5 months ago
Desde a década de 1970, os níveis de testosterona nos homens vêm caindo de forma preocupante. A quantidade de espermatozoides, por exemplo, diminuiu pela metade nos últimos 50 anos. Além disso, as gerações mais jovens, como a Y e Z, já apresentam níveis significativamente mais baixos que os homens de gerações anteriores. Sintomas como cansaço, falta de libido, ganho de peso e dificuldade de crescer músculo na academia estão fortemente ligados à testosterona baixa. A ciência da testosterona pode parecer complicada, mas aqui a ideia é simplificar para que você entenda de forma clara como esse hormônio impacta sua vida. O que é testosterona? A testosterona é o principal hormônio sexual masculino, produzida principalmente nos testículos e, em menor quantidade, nos ovários. Ela faz parte do grupo dos andrógenos, responsáveis por características típicas masculinas, como voz mais grave, pelos no corpo e maior densidade dos ossos. Mas, apesar de ser chamada de “hormônio masculino”, não é exclusiva dos homens: as mulheres também produzem testosterona e dependem dela para manter massa muscular, libido, saúde óssea e bem-estar. Da mesma forma, os homens também produzem estrogênio, só que em menor quantidade. A testosterona atua desde antes do nascimento, ajudando na formação do sistema reprodutor masculino, e na puberdade promove mudanças físicas marcantes. Já na vida adulta e no envelhecimento, continua regulando energia, massa muscular, composição corporal e saúde metabólica. Queda natural da testosterona na vida adulta A partir dos 30 anos, os níveis de testosterona caem de forma lenta e contínua, em média 1% ao ano. Aos 50 anos ou mais, essa queda pode trazer sintomas que alguns chamam de andropausa — uma espécie de “menopausa masculina”. Mas, ao contrário da menopausa, que é um evento claro na vida da mulher, a andropausa não é um consenso entre médicos, já que a queda é gradual e varia muito de homem para homem. Então, veja que a queda da testosterona na vida do homem é lenta e contínua, ocorrendo ao longo de toda a vida; por isso, tecnicamente, não existe andropausa. A seguir, veremos como diversos profissionais da saúde utilizam o conceito de andropausa para justificar a terapia de reposição hormonal. O que existe de fato é a testosterona baixa. Os valores normais de testosterona total ficam entre 300 e 1000 ng/dL. Abaixo de 300, já pode ser considerada deficiência. A forma ativa do hormônio, chamada testosterona livre, representa apenas 1% a 3% do total, mas é ela que está mais ligada à força e crescimento muscular. Quando os níveis ficam abaixo dessa faixa, pode acontecer o chamado hipogonadismo, condição que traz vários prejuízos à saúde. Um dos fatores mais associados ao hipogonadismo é a obesidade. Isso acontece porque quanto mais gordura corporal, menor tende a ser a testosterona. E a relação é de mão dupla: baixos níveis do hormônio favorecem o acúmulo de gordura, e a obesidade, por sua vez, mantém o corpo em um estado de inflamação constante, mesmo que silenciosa, o que também derruba a testosterona. Homens com testosterona baixa apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. Além disso, a perda de massa muscular é mais acelerada, principalmente em homens mais velhos. É importante entender que o ganho de massa muscular não depende só do treino, mas também do equilíbrio hormonal e da nutrição. Para o corpo crescer e se recuperar, ele precisa produzir mais proteínas do que degrada, e isso só acontece quando há alimentação adequada e níveis hormonais saudáveis. Como você viu, a testosterona não é apenas um hormônio ligado à libido, mas um regulador central da energia, da composição corporal e da saúde metabólica. Quando seus níveis estão baixos, todo o corpo sente os efeitos — e não é à toa que muitos homens relatam queda no desempenho físico, mental e sexual. A boa notícia é que existem formas seguras e naturais de otimizar os níveis de testosterona, principalmente por meio de mudanças no estilo de vida, como alimentação, sono e treino. Em alguns casos específicos, pode haver também a necessidade de intervenção médica. Antes de falar sobre cada estratégia, é importante entender que o objetivo não é criar um “super-humano”, mas sim recuperar o equilíbrio hormonal ideal para o corpo funcionar no seu máximo potencial. Diversos médicos e profissionais da saúde acabam indicando a terapia de reposição de testosterona (TRT) como solução rápida para qualquer homem que reclame de cansaço ou libido baixa. O problema é que, na maioria dos casos, isso não tem fundamento. Quando a terapia de reposição hormonal é indicada A TRT só é recomendada em situações bem específicas: quando existe hipogonadismo, ou seja, níveis de testosterona abaixo de 300 ng/dL, confirmados por exames e diagnóstico médico. E mesmo assim, apenas cerca de 12% dos homens vão desenvolver hipogonadismo ao longo da vida, a grande maioria deles idosos. Nesse grupo, sim, a reposição hormonal pode trazer ganhos importantes de qualidade de vida. Agora, existe um fato preocupante: homens das gerações Y e Z têm níveis de testosterona mais baixos que os das gerações anteriores. Mas atenção — isso não significa hipogonadismo. Na maioria dos casos, esses níveis ainda estão dentro da faixa considerada normal. Então, se não é hipogonadismo, por que tantos homens mais jovens se queixam de queda de energia, falta de libido e dificuldade de manter o peso? A resposta vai além da testosterona. O Brasil é o país mais ansioso do mundo, e as taxas de depressão e burnout crescem a cada ano. Somado a isso, o aumento da obesidade e do sedentarismo cria um cenário que impacta diretamente o bem-estar físico e mental. É aqui que está a raiz do problema. Antes de pensar em uma solução farmacológica como a TRT, precisamos olhar para a base: uma vida mais saudável. Sono de qualidade, atividade física regular, alimentação adequada e controle do estresse são fatores que não só ajudam a manter a testosterona em bom nível, mas também resolvem de forma muito mais ampla os sintomas que muitos homens sentem no dia a dia. Fatores que reduzem a testosterona Um dos pilares mais importantes para manter a testosterona em bons níveis é o sono. Dormir pouco não só reduz a energia e o foco no dia seguinte, mas também derruba a produção natural de hormônios. Cerca de 72% dos brasileiros sofrem com problemas de insônia, e a privação de sono está diretamente ligada à queda da testosterona. Um estudo clássico mostrou que homens saudáveis que costumavam dormir 8 a 9 horas por noite tiveram redução significativa nos níveis do hormônio após apenas uma semana dormindo 5 horas. Ou seja, não adianta buscar fórmulas milagrosas se o básico não está em dia. A primeira forma de aumentar naturalmente a testosterona é simples (embora desafiadora para muitos): dormir melhor. Outro ponto importante é o consumo de álcool e cigarro. Muita gente acredita que eles podem até ajudar na testosterona, mas a realidade é bem diferente. No caso do álcool, alguns estudos mostram que uma dose baixa — equivalente a duas latas de cerveja — pode gerar um pequeno aumento nos níveis de testosterona em homens saudáveis. Parece bom, mas esse efeito é tão pequeno que não tem relevância prática. Na vida real, esse “benefício” não faz diferença alguma no corpo. O problema é que, acima dessa dose, o efeito se inverte: o álcool começa a derrubar a testosterona, prejudicar a qualidade do sono e ainda aumenta os riscos de doenças metabólicas e hepáticas. O resumo é simples: não existe dose segura de álcool quando o assunto é saúde a longo prazo. Já o cigarro é outro caso de confusão. Alguns estudos chegaram a mostrar um aumento discreto da testosterona em fumantes, mas, na prática, esse ganho é insignificante perto dos malefícios. O tabagismo está fortemente ligado à disfunção erétil, piora da circulação, envelhecimento precoce e aumento do risco de câncer. Ou seja, se a ideia é melhorar saúde sexual, performance e longevidade, o cigarro vai na direção contrária. Outro mito bastante difundido é o da masturbação. Muita gente acredita que se masturbar aumenta os níveis de testosterona, mas isso não é verdade. Em um estudo, dez homens saudáveis ficaram três semanas sem ejacular, seja por masturbação ou por relação sexual. Após esse período, foram expostos a filmes eróticos em laboratório para induzir a masturbação, com coleta de sangue antes e depois. O resultado foi claro: os níveis de testosterona não aumentaram após a masturbação. O que acontece é que, durante a abstinência, os níveis podem ficar levemente mais altos, mas não existe ganho real relacionado ao ato em si. Esse exemplo mostra bem como muitos homens buscam soluções rápidas ou acreditam em atalhos para aumentar a testosterona, quando, na prática, o que realmente faz diferença é o estilo de vida. E aqui vem a boa notícia: existem várias formas naturais e eficazes de aumentar a testosterona. Nenhuma delas é milagrosa ou imediata, mas, quando aplicadas juntas e com consistência, podem trazer resultados sólidos tanto na saúde hormonal quanto no desempenho físico, mental e sexual. Como aumentar a testosterona naturalmente? 1:Exercícios físicos Treinamento de força: agachamento, levantamento terra, supino. Exercícios que envolvem grandes grupos musculares geram maior pico de testosterona. Treino intervalado de alta intensidade (HIIT): melhora a testosterona e reduz gordura corporal. 2:Peso corporal saudável Reduzir gordura abdominal (principalmente visceral) aumenta testosterona. O acúmulo de gordura abdominal aumenta enzimas que transformam testosterona em estrogênio (hormônios femininos). 3:Alimentação Zinco: carnes, frutos do mar, leguminosas, oleaginosas. Magnésio: espinafre, sementes, amêndoas. Gorduras saudáveis: abacate, azeite, castanhas Vitamina D: 15–30 minutos de sol/dia; suplementar se necessário. Proteínas adequadas: para manutenção de massa muscular e equilíbrio hormonal (1,6 a 2,2g/kg de peso — consultar um nutricionista) Carboidratos em torno do treino: ajudam a reduzir o cortisol pós-exercício. 4:Sono 7 a 9 horas por noite, sono profundo essencial para produção de testosterona. Manter horários regulares de sono e evitar luzes fortes à noite. 5:Estresse Reduzir cortisol com meditação, respiração profunda, yoga ou hobbies prazerosos. O estresse crônico impacta negativamente a testosterona. 6: Evitar substâncias que prejudicam Testosterona Álcool em excesso e tabaco reduzem a produção hormonal. Evitar BPA (plásticos reutilizáveis ou que vão ao micro-ondas). 7:Evitar dietas estremas Dietas muito restritivas em calorias ou gorduras reduzem a produção de testosterona. Manter uma alimentação balanceada e nutritiva é essencial. testosterona é um hormônio central para a saúde masculina, impactando não apenas a libido, mas também a composição corporal, a massa muscular, a energia e o bem-estar geral. Apesar da tendência de queda gradual ao longo da vida, fatores modernos como obesidade, sedentarismo, sono inadequado e estresse crônico potencializam essa redução, afetando homens de todas as idades, incluindo as gerações mais jovens. Embora a terapia de reposição hormonal possa ser necessária em casos específicos de hipogonadismo confirmado, a maioria dos homens se beneficia muito mais de mudanças naturais no estilo de vida. Sono adequado, atividade física regular, alimentação balanceada, manejo do estresse e a redução de substâncias nocivas como álcool e tabaco são estratégias eficazes para otimizar a testosterona de forma segura e sustentável. Portanto, mais do que buscar soluções rápidas ou milagrosas, o caminho para níveis hormonais saudáveis e melhor qualidade de vida está na consistência e no equilíbrio do dia a dia. Cuidar da saúde integral é, acima de tudo, a maneira mais confiável de manter a testosterona em níveis adequados e garantir um desempenho físico, mental e sexual ideal. Referências FIOCRUZ BRASÍLIA. Quase metade dos adultos brasileiros viverão com obesidade em 20 anos. Fiocruz Brasília, 26 jun. 2024. Disponível em: BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 10/3 – Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo. Biblioteca Virtual em Saúde MS, 1 jan. 1970. Disponível em: RIZK, J. An overview on androgen-mediated actions in skeletal muscle. Steroid Biochemistry and Molecular Biology, v. 235, p. 106393, 2023. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jsbmb.2023.106393.
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fabiohs23 5 months ago
Eu concordo que as mulheres devem ser protegidas mais não pelo estado e sim por seu parentes, Eu nunca conheci em toda minha vida uma mulher que tenha pai ou irmão homen que apanhe ! Existia um principio na nossa constituição de 1824 quem esta na bíblia Êxodo 18:21-22: que é o principal da subsidiariedade ! O princípio da subsidiariedade estabelece que um órgão ou autoridade hierarquicamente superior só deve intervir quando uma autoridade ou nível inferior não conseguir realizar uma tarefa de forma eficiente. Assim, garante a autonomia a níveis mais próximos do cidadão, como a família ou a comunidade local, e a nível governamental, como um governo local ou uma região O estado só deve interferir em assuntos que a comunidade não consegue resolver, a comunidade só pode interferir em assuntos que a igreja não consegue resolver, a igreja só deve interferir em assuntos que a família não consegue resolver e a família só deve interferir em assuntos que a própria pessoa não consegue resolver, Se você tiver um filho e ficar colocando comida na boquinha dele ele nunca vai aprender a usar o talher, Se você fica colocando fralda na criança ela nunca vai aprender a usar o vaso sanitário! São pequenas coisas que nos ajuda a nos desenvolver como pessoas ! Quando o estado começa a interferir na vida das pessoas ela tira não só a autoridade da família como cria uma falsa sensação de segurança pro indivíduo que se torna alienado, nesse caso específico a mulher, na cabeça dela agora o protetor dele passa a ser o estado e não sua família, e como o estado assume também o papel de provedor dando bolsa família na cabeça dela o macho dela passa a ser o estado que prover e proteger ela sempre que ela ligar, Esse tipo de comportamento está destruindo as famílias aumentando o número de famílias desestruturadas e filhos bastardos! O número de epidemia mental tem crescido sistemático e um dos fatores disso é a destruição das famílias o vínculo com gerações passadas e o aumento da intervenção e do controle do estado sobre nossas vidas! Quem tiver algum interesse pesquise o livro do professor Olavo de Carvalho jardim das aflições que fala principalmente do aumento exponencial do estado e das consequências disso em nossas vidas, Além do que a maioria dos criminosos, psicopatas, assassinos estupradores e todo tipo de crime hediondo é violento são praticados por pessoas que vieram de famílias desestruturadas com ausência de pai dentro de casa principalmente, Sem citar que cerca de 97% das acusações de violência doméstica são falsas! Quanto maior for o número de famílias desestruturadas mais violenta será a sociedade, e quanto menor for o contato com parentes e amigos íntimos maior é o número de epidemia mental e quanto menos familiar a pessoa tiver pra recorrer mais ela se torna dependente do estado aumentando assim o poder do leviatã! image
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fabiohs23 5 months ago
Quando Satoshi Nakamoto lançou o Bitcoin em 2009, muitos olharam apenas para o aspecto técnico: um dinheiro digital descentralizado, resistente à censura e baseado em prova de trabalho. Mas reduzir o Bitcoin a um protocolo é perder de vista a verdadeira dimensão da obra. O que está diante de nós não é apenas uma invenção tecnológica, mas a tradução em código de um pensamento filosófico milenar: a busca por liberdade frente à tirania, a preservação do tempo humano frente à corrosão do poder, a recusa em aceitar que o dinheiro — o sangue da economia — seja manipulado por aqueles que se beneficiam da inflação. O Bitcoin não é apenas software; é um manifesto. Cada bloco minerado é uma afirmação de resistência e, cada satoshi economizado é uma negação à lógica inflacionária que aprisiona sociedades. A filosofia por trás do trabalho de Satoshi é, ao mesmo tempo, libertária, ética e existencial. Ele não apenas criou uma moeda: ele ofereceu ao mundo uma alternativa civilizatória. A ruptura com a autoridade e o problema da confiança Ao longo da história, o dinheiro sempre esteve ligado ao poder político. Reis adulteraram moedas de prata e ouro para financiar guerras. Governos modernos abandonaram o lastro e transformaram o dinheiro em papel que perde valor com o tempo. Bancos centrais criaram uma arquitetura de crédito infinito, sustentada por ciclos de inflação e resgates. Tudo isso baseado em um contrato invisível: “confie em nós”. Satoshi quebrou esse paradigma. Ele entendeu que a confiança é um custo altíssimo, e sempre termina em abuso. Sua filosofia é radical em sua simplicidade: don’t trust, verify. A validação deixa de ser monopólio de um emissor central e passa a ser distribuída em milhares de nós ao redor do mundo. O que era fé cega, virou matemática; o que era hierarquia, virou consenso. Pela primeira vez, temos uma moeda que não depende de submissão à autoridade, mas da compreensão transparente de suas regras. Escassez como ética, não como restrição A pedra angular do Bitcoin são os 21 milhões. Essa escassez absoluta não é um detalhe técnico, mas uma posição filosófica contra a manipulação monetária. Durante séculos, o dinheiro foi constantemente expandido para atender às necessidades imediatas de governos e elites financeiras, corroendo silenciosamente o poder de compra da população. Satoshi respondeu a isso com uma regra que não pode ser mudada nem por ele próprio. Essa escolha é mais do que programação: é ética. Ela carrega a afirmação de que o dinheiro deve refletir a realidade da escassez humana e não os caprichos de autoridades. O Bitcoin é previsível, transparente e imutável. Cada halving é uma lembrança de que não estamos mais em um sistema sujeito à arbitrariedade, mas em um regime monetário enraizado no tempo e na matemática. Em um mundo onde tudo é relativo, Satoshi nos entregou algo absoluto. O tempo como essência Se o ouro foi o dinheiro do espaço, o Bitcoin é o dinheiro do tempo. A cada dez minutos, um novo bloco é minerado. Essa cadência imutável é uma forma de marcar a passagem do tempo no tecido econômico. O halving, que reduz pela metade a emissão de novos bitcoins a cada quatro anos, funciona como um “calendário monetário”, dividindo a história do protocolo em eras. Essa dimensão temporal é profundamente filosófica. O sistema fiduciário rouba tempo dos indivíduos, diluindo salários, corroendo poupanças, transferindo riqueza do futuro para o presente de forma artificial. O Bitcoin faz o oposto: preserva o tempo, converte energia e esforço humano em unidades imutáveis que podem ser transmitidas ao futuro sem perda de valor. Ao fixar a moeda, Satoshi fixou também o elo entre trabalho, vida e posteridade. Ele nos lembrou que o recurso mais escasso não é o dinheiro, mas a própria existência. Dissidência pacífica: a revolução sem sangue O bloco gênese é um manifesto em si. Ao registrar a manchete do The Times de 3 de janeiro de 2009 — “Chancellor on brink of second bailout for banks” — Satoshi gravou para sempre no DNA do Bitcoin a denúncia contra um sistema podre. Foi uma resposta direta ao colapso financeiro de 2008, quando governos e bancos centrais decidiram socializar perdas e privatizar ganhos. A filosofia aqui é clara: resistência sem violência. O Bitcoin não busca derrubar governos por meio de revoltas, mas torná-los irrelevantes. Ele oferece uma alternativa que não pede permissão, não depende de acordos e não se curva à censura. Cada pessoa que escolhe guardar satoshis ao invés de reais ou dólares está praticando uma forma de desobediência civil pacífica. O anonimato como escolha filosófica Satoshi não apenas criou o Bitcoin, ele desapareceu. Esse gesto, por si só, é parte da filosofia da obra. Enquanto políticos buscam poder e reconhecimento, Satoshi recusou o culto à personalidade. Seu anonimato foi um ato de coerência: para que o Bitcoin fosse verdadeiramente descentralizado, não poderia existir um líder carismático a ser seguido, nem um “pai fundador” para ser idolatrado ou atacado. Esse vazio no centro é o que dá força ao sistema. Não há líder a ser preso, não há CEO a ser processado, não há rosto a ser difamado. O Bitcoin sobrevive porque é órfão. A ausência de Satoshi é um lembrete constante: o dinheiro não pertence a indivíduos, mas a todos que participam de sua rede, e nela empregam trabalho. O legado filosófico de uma obra aberta Satoshi não escreveu tratados nem pediu adesão política. Ele simplesmente deixou o código, publicou em fóruns, compartilhou ideias, e depois se retirou. Isso também é filosofia: a liberdade não se impõe, se oferece. Cada pessoa pode aceitar ou rejeitar o convite. No fundo, o Bitcoin é a prova de que ideias podem ser encarnadas em tecnologia. Satoshi não fez discursos inflamados contra o sistema bancário; ele construiu um sistema paralelo onde o discurso se torna irrelevante. O resultado é uma obra viva, minerada a cada bloco, carregando em si a mensagem de que a soberania não é concedida por governos, mas conquistada pelo indivíduo. O Bitcoin é a interseção rara entre filosofia, economia e tecnologia. Ele nos lembra que a confiança é cara demais para ser terceirizada, que escassez é condição da liberdade e que o tempo é o bem mais precioso que possuímos. A obra de Satoshi é, portanto, um gesto de ousadia civilizatória: provar que podemos construir um dinheiro incorruptível em um mundo de corrupção; um sistema descentralizado em uma era de centralização; uma rede de soberania em tempos de servidão monetária. image
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fabiohs23 5 months ago
Se você não quer mais financiar as viagens da nossa primeira dama Se você não quer mais financiar a lagosta do stf, se você não quer financiar aborto, castrasao infantiu, tribunal feminista, ditaduras comunistas é todas essas outras desgraça que acontece hoje no nosso país Se você assim como eu quer ter direito ao suor do seu rosto Se você assim como eu estar cansado de ser roubado, tinha do é escravisado por essa ditadura, sua única opção é comprar Bitcoin! Seu voto real é oque voce faz com seu dinheiro, seu voto na urna é matematicamente intelevante, Em um estado de exceção onde a legalidade não é a regra você só tem duas opções, votar com os pés ( desinvestindo e indo embora ) ou votar com armas ( matando e criando uma guerra civil ) como demostrado no PUBLIC CHOICE TEORE ( teoria das escolhas públicas ) E como demostrado na arte de guerra o lado vencedor é sempre o mais organiza que não somos nós Seremos mascarados entrando em guerra contra a ditadura, Nesse caso só nos resta votar com os pés 🦶 Desinvista e vai em bora, se você tem menos de 40 anos nao tem nada pra você nesse país! Se você não puder tirar o seu dinheiro do país , tire o país do seu dinheiro compre Bitcoin e faça auto custódia ! Agora mais importante que ter uma arma é saber a atirar Mais importante do que comprar bitcoin e estudar bitcoin Qualquer coisa que você for fazer na vida sem estudar você vai se lascar ! O Bitcoin muda a relação entre homem e mulher, pai e filho, e governantes é governado além de ser a única propriedade privada no mundo atualmente, ele é tão seu que nem todas as pessoas do mundo conseguem tirar de você , nem todos os juízes do mundo ordenando conseguem pegar, se ninguém for digno do seu patrimônio você tem a faculdade de morrer e levar com você pro caixão, Se você quer ser soberano sobre seu patrimônio estude bitcoin Seja Homen e faça oque tem que fazer Um abraço e minha honra !!