Alexandre de Moraes, seu arrombado, entuba essa Magnistky!
Se fodeu, ditador filho da puta!
#FuckAlexandreDeMorae 🖕
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I am Jack's inflamed sense of rejection.
**O que é o aceleracionismo, a tática de Eduardo Bolsonaro contra Moraes nos EUA**
*Artigo de Paulo Polzonoff Jr. publicado em 30/07/2025 na Gazeta do Povo*
Prepare-se para aprender mais um “ismo”: o aceleracionismo. Versão sofisticada do “quanto pior, melhor”, essa teoria política e filosófica nasceu nas franjas da esquerda radical, mas foi reinterpretada pela nova direita como uma estratégia para forçar rupturas históricas. Inclusive no Brasil de 2025.
De acordo com os proponentes do aceleracionismo, os sistemas políticos, sociais ou econômicos só se transformam verdadeiramente quando são levados ao seu ponto de ruptura. Por isso, em vez de frear uma crise o aceleracionista tenta agravá-la. Em vez de reformar instituições, ele aposta em seu colapso transformador.
Ainda pouco conhecido fora de círculos acadêmicos, o aceleracionismo ajuda a entender a estratégia política do deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O deputado defende a aplicação de sanções internacionais contra autoridades brasileiras por evidentes violações de direitos humanos, bem como o uso de sanções econômicas para acelerar a queda do regime PT-STF.
**O que é aceleracionismo?**
O aceleracionismo é uma corrente política e filosófica que defende a ideia de que, para superar um sistema considerado decadente ou opressor, como parece ser o caso da juristocracia brasileira, é preciso acelerar suas tendências internas até que ele entre em colapso. A proposta não é reformar o sistema, e sim intensificar suas contradições e expor suas falhas, a fim de provocar uma ruptura que permita a criação de uma nova ordem.
Originalmente presente em leituras radicais da obra de Karl Marx (sim, Karl Marx!), o aceleracionismo apareceu pela primeira vez no romance de ficção científica “Senhor da Luz”, de Roger Zelazny, de 1967. O termo encontrou eco na obra de pensadores radicais como Gilles Deleuze e Félix Guattari, que em “O Anti-Édipo: Capitalismo e Esquizofrenia” propunham levar o capitalismo “ao limite”, em vez de confrontá-lo com métodos tradicionais.
Em 2013, os filósofos Nick Srnicek e Alex Williams publicaram o “Manifesto por um Aceleracionismo de Esquerda. “O futuro foi cancelado. [...] A política aceleracionista se recusa a aceitar a atualidade como destino”, escrevem eles. Srnicek e Williams acreditam que o aceleracionismo deve ser apropriado pela esquerda, a fim de recuperar o controle das forças produtivas e construir um novo projeto emancipador, com base na inovação tecnológica e na organização institucional eficiente.
**Aceleracionismo e a nova direita**
Embora inicialmente ligado à crítica do capitalismo, o aceleracionismo passou a influenciar movimentos da nova direita, que veem nas crises institucionais um caminho para reorganização política. É o famoso “quanto pior, melhor” que baseia o discurso antissistema.
O influente blogueiro aceleracionista Curtis Yarvin, por exemplo defende que as democracias liberais devem ser substituídas por formas de governo centralizadas e eficientes, deixando o sistema apodrecer antes da restauração. Outro importante proponente do aceleracionismo é Steve Bannon. O ex-estrategista de Donald Trump defende a mentalidade aceleracionista em termos bastante enfáticos. “Sou leninista… Lenin queria destruir o Estado, e esse também é meu objetivo. Quero fazer tudo desmoronar e destruir o establishment”, disse ele em entrevista aos site Daily Beast.
Já o filósofo britânico Nick Land, considerado o principal teórico do aceleracionismo de direita, defende que “as forças impessoais do capital e da tecnologia devem ser liberadas de qualquer contenção moral ou institucional, pois apenas sua aceleração total pode levar à superação da modernidade”. Na antologia Fanged Noumena, ele diz que “a história se move em direção à desintegração”.
Essas ideias refletem a lógica de aceleração do colapso institucional, mesmo sem o uso explícito do termo “aceleracionismo”. Que, por sinal, também aparece em contextos improváveis. Em 2016, por exemplo, o filósofo esloveno Slavoj Žižek causou polêmica ao declarar que votaria em Donald Trump, não por afinidade, mas por acreditar que seu impacto disruptivo poderia “reviver a esquerda”. Dissidentes chineses, por sua vez, chamam Xi Jinping de “Acelerador-Chefe”, apostando que o autoritarismo do regime levará ao seu colapso inevitável.
**Eduardo Bolsonaro e a articulação por sanções ao Brasil**
Se as ideias de Bannon, Land e Yarvin ainda parecem distantes da realidade brasileira, basta olhar para o plano internacional de Eduardo Bolsonaro.
Em fevereiro, o deputado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro anunciou que se licenciaria do mandato para se exilar nos Estados Unidos. Além de escapar das garras autoritárias de Alexandre de Moraes, o exílio de Eduardo Bolsonaro pretendia “buscar sanções aos violadores de direitos humanos”.
Quatro meses mais tarde, em julho, Eduardo Bolsonaro declarou que o tarifaço anunciado por Donald Trump seria apenas o início das sanções contra autoridades brasileiras envolvidas na supressão da liberdade de expressão e na perseguição a políticos de direita.
Eduardo Bolsonaro nunca usou o termo “aceleracionismo”. Mas sua estratégia de mobilizar sanções internacionais contra autoridades brasileiras e de deslegitimar a atuação das instituições nacionais se alinha claramente à lógica aceleracionista. Ele não busca a reforma interna, até porque a considera impossível, e vê no desgaste diplomático e econômico um meio de provocar mudança ou ruptura institucional.
Essa estratégia está de acordo com a proposta de acelerar conflitos internos a fim de promover uma lógica de transição ou revolucionária. Ou seja, é um amálgama do aceleracionismo transformador de esquerda e do aceleracionismo niilista de direita.
Fonte: 

Gazeta do Povo
O que é o aceleracionismo, tática de Eduardo Bolsonaro nos EUA
Estratégia de Eduardo Bolsonaro vê no desgaste diplomático e econômico um meio de provocar mudança ou ruptura institucional.
**A retirada de Alexandre de Moraes**
*Artigo de Francisco Escorsim publicado em 25/07/2025 na Gazeta do Povo*
“A JUSTIÇA É CEGA MAIS NÃO É TOLA!!!!” já entrou para a história. Um ministro do STF cometendo vários erros grosseiros de português (não apenas nesta frase) em uma decisão judicial revela mais do que parece. Fica ainda mais vergonhoso quando se sabe que o mesmo ministro é finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico. E, quando lembramos que o mundo inteiro vem acompanhando suas decisões, aí o constrangimento passa também a ser nosso.
Não deixa de ser sintomático. Alexandre de Moraes não anda bem. Nada bem. E aqui me refiro a não estar bem na perspectiva do próprio ministro, que se crê um herói da democracia cumprindo uma missão que faria a história lhe ser devedora. Essa autoimagem parece estar sendo estilhaçada por fatos que vão se impondo, como a intervenção dos EUA, cujo poder suplanta imensamente o seu. Moraes está se vendo na situação em que tem colocado seus perseguidos. Além disso, começa a temer o abandono, ainda que parcial, de quem até aqui o apoiava incondicionalmente, tanto dentro do STF, como na imprensa.
Uma analogia me tem sido tentadora sobre os próximos capítulos de Alexandre de Moraes com o destino do coronel Camisão, retratado no clássico A Retirada da Laguna, de Visconde de Taunay. O livro narra, dentre outras coisas, como o coronel, a mando do império brasileiro, conduziu cerca de 1.680 homens através do Mato Grosso até a fazenda Laguna, no norte paraguaio, durante a chamada Guerra do Paraguai, em 1867. Esta campanha ocorreu em resposta à invasão paraguaia no Mato Grosso.
Como o título antecipa, a campanha militar não deu certo e, de Laguna, tiveram de recuar, retornando com apenas 700 soldados. O coronel assumiu as tropas no meio da missão, quando a sua inviabilidade já era mais do que verossímil, mas as ordens eram para continuar. Embora Taunay descreva com tintas estoicas o coronel e a sobrevivência dos soldados como heroísmo fruto da virtude da resiliência, a narrativa deixa ver que muitos não teriam morrido se a realidade da impossibilidade da continuidade tivesse sido admitida mais cedo por Camisão, algo que ficou claro muito antes de ser obrigado a bater em retirada.
Camisão insistiu mesmo quando seus soldados definhavam de cólera e muitos já tinham desertado. Taunay o descreve focado no cumprimento da missão enquanto perdia o próprio exército. Recusava-se a adaptar os planos às circunstâncias reais. Interpretava os reveses como obstáculos temporários, não como sinais de inviabilidade. Até a realidade se impor e ele ter de bater em retirada, inclusive deixando doentes pelo caminho. Apesar de seus méritos e qualidades, que o tornaram um herói da pátria, sua obstinação custou vidas.
Obstinação semelhante se enxerga com facilidade em Alexandre de Moraes, com a diferença que Camisão tinha mais consciência do que se passava. Moraes se autoimpôs uma missão de “salvar a democracia brasileira” mesmo que, no percurso, a esteja destruindo e tenha de “invadir” outros países, como os Estados Unidos, dando ordens por lá como se juiz de lá fosse.
A consequência mais óbvia, por enquanto, é ter transformado o nosso terreno constitucional em um pantanal intransitável em que ele mesmo se afunda. Agora, tem de dar novas decisões para esclarecer as anteriores, causando ainda mais confusão e revelando, pelo excesso de erros de português e abuso de pontos de exclamação em frases digitadas em caixa alta, alguém que claramente já não consegue pensar direito e com tranquilidade no que faz.
Camisão talvez tenha subestimado os paraguaios, mas Moraes superestima a si mesmo e seu poder. Para Camisão, as piores adversidades eram provas da grandeza da missão. Para Moraes, também; mas, quando a realidade o contradiz, dobra a ofensiva. Taunay descreve como Camisão permanecia em sua tenda planejando movimentos enquanto a expedição se esfacelava ao redor. Há um paralelo perturbador com quem bloqueia redes sociais e censura indiretamente o trabalho da imprensa enquanto o país se vê atolado em uma crise internacional, sem armas suficientes para lutar. Salvo na retórica eleitoral de curto prazo. Isso até pode dar dividendos ao governo petista, mas a derrota nessa guerra nos aguarda ali na esquina. Uma “retirada” será inevitável, ainda que indigna.
Camisão foi vítima de uma estratégia militar equivocada, mas lutava por um objetivo legítimo: defender o território nacional. Moraes tornou-se arquiteto de uma estratégia jurídica flagrantemente inconstitucional, lutando contra ameaças que ele mesmo define e dimensiona, numa guerra cujas regras ele mesmo estabelece e reescreve conforme a conveniência.
Camisão morreu de febre, delirando, mas ainda dando ordens durante a retirada: “O comandante, no próprio couro em que estava estendido quase agonizante, dava ainda ordens, umas, é certo, incoerentes e inexequíveis, mas outras lúcidas e práticas”, relata Taunay. É uma imagem que fica na memória: o comandante que foi derrotado, perdeu boa parte de seu exército, perdeu a saúde, perdeu a vida, mas jamais perdeu a certeza de que estava cumprindo o destino.
Esta analogia de Camisão com Moraes funciona onde ambos manifestam a síndrome do comandante inflexível, mas falha onde Camisão era um executor leal e Moraes é um criador autônomo de sua própria missão. A questão que fica para a nossa situação atual é se nossas instituições, apesar de Moraes e seus aliados, terão a sabedoria de saber quando parar antes que a cura se torne pior que a doença, antes que a defesa da democracia culmine na sua própria negação.
Fonte: 

Gazeta do Povo
Alexandre de Moraes é o coronel Camisão de nossos tempos
Alexandre de Moraes se parece cada vez mais com o coronel Camisão, protagonista do desastre militar que resultou na Retirada da Laguna.
**O coração pulsante do complexo de perseguição**
*Artigo de Rodrigo Constantino publicado em 25/07/2025 na Gazeta do Povo*
"O ministro Moraes é o coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro, que, por sua vez, tem restringido a liberdade de expressão nos EUA. Graças à liderança do presidente Trump e do secretário Rubio, estamos atentos e tomando as devidas providências", publicou a página oficial da Embaixada americana no Brasil.
Recado mais direto é impossível. Não obstante, quando lemos os velhos jornais do país e observamos a calmaria nos mercados, fica-se com a impressão de que as sanções marcadas para o começo de agosto serão suspensas ou adiadas por algum milagre qualquer. É como se Donald Trump não tivesse deixado claro com todas as letras em várias ocasiões quais são suas exigências.
O presidente americano grita "STF", o empresariado escuta "comércio". Ele esfrega na cara de todos a caça às bruxas de Moraes contra Bolsonaro, e os senadores fanfarrões falam em usar Obama como intermediário. É um grau de alienação ímpar e chocante! Aliás, sobre essa escolha de Obama justamente numa semana em que Trump o chamou de traidor e seu governo encaminhou documentos com retirada de sigilo para o Departamento de Justiça para avaliar denúncias criminais contra o ex-presidente, Flavio Gordon resumiu bem em sua coluna da Gazeta:
A proposta revela um completo desconhecimento do noticiário político americano, em especial do que tem se passado na terra do Tio Sam precisamente nos últimos dias. Se é verdade que Donald Trump nunca enxergou em Barack Obama um adversário político legítimo, pois sempre intuiu o caráter antiamericano da ideologia e do projeto obamista, agora mesmo é que ele vê no democrata um arquétipo da corrupção sistêmica, da manipulação judicial e da instrumentalização das agências de inteligência como instrumentos de perseguição política. Daí que o timing dos senadores aloprados não pudesse ser pior, pois desembarcarão em Washington no exato momento em que Trump acusa Obama de orquestrar a farsa do “conluio russo” nas eleições de 2016.
Se os senadores estão mais perdidos do que cego em tiroteio, não dá para dizer nada melhor de Alckmin ou Haddad. Segundo Alckmin, Lula tem orientado que as conversas não tenham contaminação política nem ideológica, e que sejam voltadas à busca de uma solução comercial. "[Para] ao invés de ter um perde-perde, com inflação nos Estados Unidos e diminuição das nossas exportações para o mercado americano, nós invertermos isso", disse o vice-presidente. Alckmin está em Nárnia!
Já o mercado de câmbio segue relativamente tranquilo, com o dólar oscilando perto dos R$ 5,50, como se o país não estivesse a poucos dias de mergulhar em sanções pesadas. É um tanto espantoso isso em minha opinião, fruto de um wishful thinking comovente. Essa turma toda espera que Trump, aos 45 do segundo tempo, resolva ser bonzinho ou alegar que estava só brincando?
O tarifaço vem aí, assim como a Lei Magnitsky, ao que tudo indica. Não há como fugir da realidade, especialmente quando Lula sobe o tom na retórica irresponsável e quando Moraes dobra suas apostas contra seus adversários políticos. "O ministro Moraes é o coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro", diz a primeira frase da publicação oficial da embaixada. O que resta para essa gente toda compreender o recado?
Fonte: 

Gazeta do Povo
Moraes, o coração pulsante do complexo de perseguição
Trump esfregou na cara de todos a caça às bruxas de Moraes contra Bolsonaro. Leia Rodrigo Constantino na Gazeta do Povo.
**O problema de Moraes pode ser transtorno mental? Especialistas respondem**
*Artigo de Leonardo Desideri publicado em 25/07/2025 na Gazeta do Povo*
Recentemente, comentando o conteúdo das decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), duas autoridades públicas levantaram questionamentos sobre o estado mental do magistrado.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ao ser questionado sobre o que move Moraes a fazer o que tem feito, o ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello disse: “Eu teria que colocá-lo em um divã e fazer uma análise talvez mediante um ato maior, e uma análise do que ele pensa, o que está por trás de tudo isso".
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi além, em entrevista ao Metrópoles: "Eu acho que o Alexandre de Moraes precisa, sim, de uma ajuda profissional. Ele está precisando, ele não está nas faculdades mentais normais". E prosseguiu: "Eu acho que ele precisa de uma internação compulsória. É uma pessoa que está obcecada por Bolsonaro, que atropela a Constituição a todo momento para atingir o seu objetivo de prender o Bolsonaro. Sabe aquele cara que é viciado em crack, que não está mais em condições de decidir se ele tem que ser internado ou não?"
Diante das duas declarações, a Gazeta do Povo questionou uma psicóloga e um psiquiatra sobre a possibilidade de algum tipo de transtorno mental ou padrão patológico no comportamento de Moraes.
Ambos os especialistas deixam claro, antes de tudo, que seria antiético e imprudente oferecer qualquer diagnóstico a distância, com base apenas em vídeos ou reportagens. O que é possível, segundo eles, é apontar se determinados traços observáveis levantam suspeitas ou merecem atenção clínica.
O psiquiatra Dario Leitão observou vídeos de Moraes dando broncas em pessoas que prestaram depoimentos na fase de análise do recebimento da denúncia, como o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo. Para ele, alguns traços de personalidade ficaram evidentes.
"É um cara que claramente não tem um temperamento do tipo cooperativo. Certamente, se a gente fosse fazer uma análise da personalidade dele a partir de uma métrica de personalidade chamada Big Five [que avalia personalidade com base em cinco traços: abertura, responsabilidade, extroversão, amabilidade e estabilidade emocional], ele pontuaria baixo no quesito amabilidade. É um cara pouco empático", diz.
Leitão vê algumas reações de Moraes como duras e impetuosas e diz que "a expressão facial dele passa um pouco a impressão de que ele tem baixa tolerância à crítica". Para o especialista, por ser um homem com grande poder, com temperamento colérico e com perfil mais pragmático, que tem pensamentos e ações mais orientados a resultados objetivos, Moraes tem necessidade especial de lutar contra o orgulho.
No entanto, nos vídeos avaliados, Leitão não vê sinais exteriores de patologia mental no ministro do STF. Ele ressalta que isso não é um juízo moral, mas uma avaliação do ponto de vista clínico.
Para a psicóloga e psicanalista Marisa Lobo, é possível observar em Moraes, "sob um olhar simbólico, traços de personalidade marcados por forte necessidade de controle, baixa tolerância à oposição e condutas centralizadoras".
Segundo ela, "o perfil comportamental observado em Alexandre de Moraes enquanto autoridade se aproxima de padrões psíquicos associados ao autoritarismo, narcisismo institucional e rigidez egoica".
Marisa explica que, na psicanálise, o "narcisismo institucional" é "um fenômeno no qual o sujeito passa a se identificar de forma inflada e rígida com a função de poder que ocupa, tornando-se intolerante à crítica e resistente à escuta do outro". Isso pode estar associado, de acordo com ela, "a traços obsessivos de personalidade, marcados pela necessidade de dominar regras, impor ordem a todo custo e garantir previsibilidade às situações – mesmo que, para isso, se ultrapassem os limites legais e éticos".
A especialista ressalta que isso não é um diagnóstico clínico de Moraes, mas uma descrição de sua personalidade, e que "o narcisismo institucional é uma patologia do ego". "Não se refere a um transtorno clínico, mas sim a um funcionamento egoico inflado, que se manifesta nas decisões autoritárias, na intolerância à crítica e na centralização do poder."
Assim como Leitão, Marisa não se vê em condições de apontar um problema clínico a partir dos conteúdos públicos disponíveis sobre Moraes, e destaca que sua análise "é mais simbólica, psicológica e moral do que diagnóstica".
Fonte: 

Gazeta do Povo
O problema de Moraes pode ser mental? Especialistas respondem
Recentemente, duas autoridades públicas levantaram questionamentos sobre o estado mental de Alexandre de Moraes.
**Tribunais do silêncio condenam à morte em vida**
*Artigog de Luciano Trigo publicado em 22/07/2025 na Gazeta do Povo*
Ao longo da História, regimes autoritários têm recorrido à manipulação da memória para controlar a sociedade e se perpetuar no poder. Uma das formas mais perversas desse controle foi o apagamento dos registros dos adversários políticos – não apenas a sua eliminação física, mas também seu desaparecimento das fotografias, dos documentos oficiais, da memória coletiva. A União Soviética de Stálin (1924-1953) foi o caso mais emblemático dessa prática, mas ela existe desde a Roma antiga.
Décadas depois de Stálin, ferramentas digitais e um Judiciário sem limites atualizam essa lógica autoritária: desafetos políticos são silenciados, bloqueados nas redes sociais, desmonetizados, impedidos de falar e ser entrevistados – tudo sob a justificativa da defesa da democracia e do combate à desinformação, ou com o argumento de que suas palavras poderiam comprometer investigações ou perturbar a ordem pública. Mas a democracia que se quer proteger parece cada vez mais esquisita, e muitas vezes indistinguível de um monopólio ideológico.
A censura prévia, que costumava ser considerada inconstitucional, passou a ser legitimada. As novas tecnologias, em vez de garantir a liberdade, estão sendo usadas para restringi-la. A censura, antes manual, agora é algorítmica e judicial. Deixou de ser um traço exclusivo de ditaduras e passou a se apresentar como virtude democrática.
Após consolidar seu poder, Stálin eliminou não apenas fisicamente seus rivais, mas também sua memória. Figuras como Trotsky, Bukharin e Zinoviev, antes líderes proeminentes do Partido Comunista, foram executados ou exilados, e seus nomes e imagens foram removidos de documentos oficiais e livros didáticos. A propaganda oficial apagava todo e qualquer vestígio da existência dos que se tornavam inconvenientes ao regime.
A prática de silenciar e apagar registros de adversários políticos tornou-se um símbolo do controle das ditaduras sobre a narrativa. É o fenômeno da damnatio memoriae, oriundo do direito romano, utilizado para reescrever o passado e eliminar qualquer vestígio de dissidentes ou figuras que caíam em desgraça.
Na Roma antiga, a damnatio memoriae significava não apenas a exclusão de dissidentes dos registros oficiais, mas também a destruição de retratos, inscrições e qualquer outro vestígio de sua existência, até de estátuas. Era como se a pessoa jamais tivesse vivido. Mais do que uma punição física ou material, tratava-se de uma condenação à inexistência simbólica, à exclusão da memória coletiva.
O que antes exigia martelos e cinzéis, hoje se faz com um clique, mas o objetivo é o mesmo. O silenciamento de vozes dissidentes molda uma narrativa unificada, criando a ilusão de um falso consenso. O critério é muitas vezes moralista, subjetivo e elástico, baseado em uma noção fluida do que é aceitável ou ofensivo.
Na União Soviética, em retratos coletivos, figuras apagadas deixavam sombras inexplicáveis ou áreas grosseiramente retocadas. Um caso notório é uma fotografia de 1920 que mostrava Lenin discursando em Moscou, com Trotsky e Kamenev ao fundo. Quando Trotsky caiu em desgraça, foi apagado da imagem. Mas sua sombra continuou assombrando.
A prática se estendia aos livros, jornais e filmes. Personagens históricos desapareciam das novas edições, enquanto as antigas eram recolhidas. Enciclopédias como a Grande Enciclopédia Soviética recebiam atualizações para substituir artigos sobre figuras banidas por narrativas que exaltavam Stálin ou outros líderes leais.
Essa manipulação tinha um objetivo claro: controlar a narrativa histórica e consolidar o culto à personalidade de Stalin, eliminando qualquer evidência de oposição. A História se tornava, assim, uma construção plástica, subordinada aos interesses de quem estava no poder.
Quando o indivíduo não pode confiar na sua própria memória ou em documentos públicos, fica mais vulnerável ao discurso oficial. O controle da informação molda a percepção pública, garantindo a hegemonia do regime na base do medo.
Avancemos para o século 21. A prática de bloquear perfis em redes sociais e proibir adversários políticos de dar entrevistas reflete uma tentativa de controlar a narrativa pública, semelhante ao apagamento soviético. Só mudam as ferramentas: em vez de fotografias físicas e textos em papel impresso, lidamos hoje com plataformas digitais, algoritmos e redes sociais.
Em vez de retocadores de imagens do partido, temos moderadores, "fact checkers”, decisões judiciais e termos de uso que ninguém lê. No lugar dos fuzilamentos, temos o ostracismo digital e a interdição legal do discurso.
Ora, no Brasil e no mundo redes sociais como X são hoje arenas centrais para o debate político. Bloqueios ordenados por decisões judiciais, ou implementados por plataformas sob pressão, têm o efeito evidente de calar, constranger e amedrontar.
Quando um perfil some das redes, quando uma entrevista é cancelada, quando um trecho de vídeo desaparece, quando um jornal é coagido a não publicar — estamos diante de uma nova forma de apagamento. A imagem do desafeto do poder desaparece da praça pública digital, e, com ela, seu direito de existir como voz política.
Essa exclusão do espaço midiático limita a pluralidade de vozes no debate público, criando uma narrativa unificada que favorece certos atores políticos. Assim como a manipulação stalinista, essas proibições tentam moldar a percepção pública, eliminando opiniões críticas.
Apenas narrativas convenientes têm direito à existência. Cria-se, assim, um ambiente de autocensura, no qual jornalistas e pessoas comuns evitam abordar temas polêmicos, por medo de represálias.
Essas práticas, implementadas sem maior resistência social, distorcem a memória coletiva e limitam o debate público, comprometendo a capacidade da sociedade de compreender seu passado e seu presente.
Talvez o aspecto mais inquietante de tudo isso não seja a repressão em si, mas a passividade com que parte da sociedade assiste à crescente erosão da liberdade de expressão e outros direitos. Porque é a indiferença ao destino dos censurados o que permite que a censura se naturalize.
Se alguém é silenciado e ninguém se incomoda, quem será o próximo? Quando perceberemos que a liberdade de expressão não existe para proteger apenas os que dizem o que gostamos de ouvir – mas, sobretudo, os que dizem o que nos incomoda?
Toda sociedade que permite o silenciamento de vozes em nome da ordem está, sem saber, preparando o próprio silêncio. Porque, uma vez caladas as vozes dissidentes, o que resta são apenas ecos do poder. O que se busca, no fundo, é a criação de uma realidade artificial, controlada, higienizada, onde não há lugar para o dissenso.
A História nos ensina que o apagamento de vozes é um passo perigoso rumo à perda da liberdade. Silenciar os opositores, apagar seus registros e impedi-los de ocupar o espaço público representa uma sentença de morte em vida. Mas a morte em vida pode levar também à criação de mártires em vida, com consequências imprevisíveis.
Fonte: 

Gazeta do Povo
Tribunais do silêncio condenam à morte em vida
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**Democracia não tem censura!**
*Artigo de Rodrigo Constantino publicado em 22/07/2025 na Gazeta do Povo*
Na "democracia" relativa e pujante do Brasil, temos censura e Câmara fechada para reuniões de comissões. Cada vez fica mais difícil o papel dos vassalos do regime para defender tanto absurdo justamente em nome de "proteger a democracia". José Nêumanne desabafou: estamos numa ditadura! Mais e mais gente que, de certa forma, demorou a acordar vai se dando conta de que passaram de todos os limites.
No podcast Inteligência Ltda desta terça, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo foram "sabatinados" pelo jornalista Diogo Schelp e o petista Leonardo Demori. Após mais de três horas de conversa, o desfecho foi o ponto alto: Vilela, o apresentador, disse que não acha que vivemos numa ditadura (ainda), dando como "prova" o próprio programa dele. Figueiredo sugeriu, então, que ele chamasse o argentino para falar das urnas. Vilela disse que aí era demais, pois não queria perder o programa. Democracia?
Quando há censura, o maior prejudicado é o cidadão, que fica alijado de seu direito de informação. Banir jornalistas de redes sociais, proibir o ex-presidente de dar entrevistas, tudo isso é típico de regimes tirânicos e fechados. Alexandre de Moraes não consegue mais esconder a natureza totalitária do regime que montou com seus cúmplices, e a tendência é escancarar mais e mais esses abusos.
Mas não há mais "unanimidade" nem dentro da primeira turma. Talvez como reflexo já da perda de vistos americanos, o ministro Luiz Fux divergiu de Moraes e votou contra as medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro. Ele destacou que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) não apresentaram novas provas que justifiquem as restrições aplicadas e entendeu que as acusações baseiam-se apenas no argumento de "possível prática de ilícitos". Finalmente um voto de juiz em meio a tanta politicagem suprema!
Já Barroso, depois de dançar nos lençóis maranhenses e pegar avião da FAB com vários seguranças, disse aos jornalistas que não estão comentando sobre o assunto do visto no momento. Logo ele, que fala tanto, que dá pitaco em tudo fora dos autos! Sentiram. E vem mais aí. O jogo está só começando, e dessa vez o lado certo conta com um apoio de peso: o homem mais poderoso do mundo, Donald Trump, disposto a impedir que o Brasil seja a próxima Venezuela no continente.
Mas Geraldo Alckmin, o colega de terroristas islâmicos, alega que está tratando do caso das tarifas de forma "reservada". É tão reservada que nem a Casa Branca tomou conhecimento! As sanções vêm aí, não resta dúvida, pois Trump já deixou claro que o motivo é o STF, não uma questão comercial. Democracia não tem censura! E o Brasil tem, cada vez mais. Ou o nosso país volta a ser uma democracia, ou vai arcar com duras consequências de optar pelo eixo do mal...
Fonte: 

Gazeta do Povo
Democracia não tem censura!
Ou o nosso país volta a ser uma democracia, ou vai arcar com duras consequências. Leia Rodrigo Constantino na Gazeta do Povo.