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The Narrator 1 year ago
Jornalistas estatizados Artigo de Rodrigo Constantino publicado em 17/01/2025 na Gazeta do Povo "Você desacreditar, atacar medidas públicas, é crime", disse Eliane Cantanhede na Globo News, repetindo a fala do ministro Fernando Haddad. Foi assim que, ao menos na bancada da Globo News, o Brasil saiu de uma democracia para uma ditadura totalitária estilo Coreia do Norte da noite para o dia, sem sequer passar por um estágio intermediário. "Lula, o governo e os jornalistas estatizados que correram mais uma vez em seu socorro não vão convencer ninguém de que foram vítimas de mentiras da internet. A maioria da população fica convencida, isto sim, de que quem está mentindo são eles", comentou o jornalista, agora sim, J.R. Guzzo. Jornalistas estatizados é uma ótima expressão para definir esses militantes petistas disfarçados. Afinal, que tipo de jornalista prega censura, repete sem qualquer crítica o que vem do governo como se fosse assessoria de imprensa e criminaliza análises e opiniões sobre medidas públicas? É preciso abandonar todo e qualquer ensinamento sobre o básico do jornalismo para agir de forma tão vergonhosa. O jurista André Marsiglia explica o óbvio ululante: "O vídeo do Nikolas Ferreira ⁦é uma análise. Análise não é desinformar. Desinformar é jornalista reproduzir versão oficial do governo sem refletir ou grupo de advogados dizer que criticar governo é ilícito". O cientista político Fernando Schuller também colocou os pingos nos is: "Criticar uma politica pública não é e não pode ser crime, em uma democracia. E o governo não pode usar a máquina política do Estado, que é de todos, para perseguir quem lhe faz oposição. A criminalização da opinião é uma marca do autoritarismo, não da democracia". Chegamos a um ponto muito crítico de nossa história, e nunca antes vimos esse grau de subserviência de importantes veículos de comunicação apoiando abertamente a criminalização da opinião. O abuso de poder supremo jamais teria ido tão longe não fosse a "validação" que ele recebe de supostos jornalistas trabalhando em corporações midiáticas que recebem milhões em publicidade do próprio governo. Fonte: #censura #ditadura #globo
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The Narrator 1 year ago
Engenheiro que fiscalizou urna eletrônica se defende na PGR após ser indiciado por golpe Artigo de Renan Ramalho publicado em 15/01/2025 na Gazeta do Povo Indiciado pela Polícia Federal em novembro por suposta colaboração com a tentativa de golpe em 2022, o engenheiro Carlos Rocha apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma extensa defesa, na tentativa de evitar sua inclusão numa eventual denúncia que poderá ser apresentada no caso nos próximos meses. No documento, ele tenta demonstrar que a fiscalização que o Instituto Voto Legal (IVL), do qual é sócio, realizou na votação eletrônica ao longo daquele ano foi técnica, baseada em dados e normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), bem como em auditorias e procedimentos do Tribunal de Contas da União (TCU), que também já analisou o sistema. Assim como aos outros 39 indiciados no inquérito, a PF imputa a Carlos Rocha os crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito, cujas penas, somadas, podem chegar a 30 anos de prisão. O relatório final da investigação diz que ele teria agido junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, “para disseminar teses de indícios de fraudes nas urnas eletrônicas que circulavam pelas redes sociais, sem qualquer método científico”. As suspeitas da PF contra Carlos Rocha Segundo a PF, o relatório técnico do IVL que serviu de base para o PL apontar uma suposta falha nas urnas eletrônicas continha afirmações que ele, supostamente, sabia serem falsas. O intuito seria alimentar o discurso de fraude na eleição para justificar uma revisão do resultado. Em 22 de novembro de 2022, após o segundo turno, o PL pediu uma “verificação extraordinária” no sistema de votação, um tipo de fiscalização previsto pelo TSE para analisar os dados da votação após o pleito. O pedido foi feito a partir da constatação, pelo instituto de Carlos Rocha, de que 279.336 urnas eletrônicas (quase 60% do total) teriam emitido logs (arquivos que contêm o histórico de funcionamento do equipamento) com um mesmo número de identificação, que deveria ser único para cada máquina. Isso, segundo o PL, tornaria “impossível correlacionar, univocamente, os dados ali registrados com os eventos realmente ocorridos no mundo fático, sejam eles votos (BU/RDV) ou intervenções humanas (LOG)”. A hipótese era de que, como o log teria registrado de forma equivocada a identificação de milhares de urnas, havia risco de que os votos nelas computados também estivessem errados. “Não há como realizar uma associação fiel do arquivo LOG com uma urna específica e, para além disso, também não há como relacionar tal arquivo com os demais elementos de auditoria de votos (BU e RDV) supostamente emitidos pelo mesmo equipamento”, dizia a representação. O PL pedia não apenas uma verificação extraordinária, que seria realizada por uma comissão independente de técnicos, para confirmar a falha, mas também a invalidação das urnas que emitiram logs com a identificação única (equipamentos produzidos entre 2009 e 2015). O partido queria que fossem considerados válidos, para a eleição, somente os votos computados nas urnas mais novas (de 2020), que correspondiam a 40% do total, e nas quais Bolsonaro vencia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por 51,05% a 48,95%. No dia seguinte ao pedido, o ministro Alexandre de Moraes – então presidente do TSE e hoje relator do inquérito – negou todos os pedidos e ainda multou o PL em R$ 22,9 milhões. Na decisão, ele reproduziu explicações dadas por técnicos do tribunal de que os logs continham outras informações que possibilitavam identificar cada uma das urnas com os respectivos boletins e votos computados nelas. Em outras palavras, a falha apontada pelo PL, com base no relatório do IVL de Carlos Rocha, não impossibilitava a verificação dos votos em cada urna, segundo os técnicos do TSE. Moraes acusou o partido de litigância de má-fé e disse que o pedido de verificação e invalidação dos votos era “esdrúxulo”, “ilícito”, “ostensivamente atentatório ao Estado Democrático de Direito” e feito para “incentivar movimentos criminosos e antidemocráticos”. Na investigação sobre o caso, a PF diz, com base em mensagens de celular, que Carlos Rocha sabia da possibilidade de identificar cada urna com base no log, mas que, na versão final do relatório do IVL que embasou o pedido do PL, decidiu documentar que isso seria “impossível”. As provas seriam conversas que ele manteve com Éder Balbino, dono da empresa que forneceu a IVL um programa para examinar em detalhes os dados contidos nos logs. Cinco dias antes do PL apresentar o pedido ao TSE, Balbino sugeriu a Rocha ajustar trechos do relatório do IVL. Em vez de afirmar que seria “impossível” relacionar cada log a um boletim de urna, recomendava escrever que seria “possível devido ao nome do arquivo do log gerado pela urna”, que seguia um padrão, contendo código município, números da zona e da seção da urna. “Com bastante esforço computacional, é possível dado que a identificação presente no nome do arquivo de log pode ser usada juntamente com o Boletim de urna pra identificação do número da urna”, escreveu Balbino, como sugestão para o relatório. Como Carlos Rocha se defende Em dezembro, Carlos Rocha enviou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, uma defesa prévia, contestando as conclusões da PF na investigação e mostrando que, como técnico – formou-se em engenharia eletrônica em 1977 no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) –, sempre buscou colaborar para o aperfeiçoamento da sistema eletrônico de votação no país. No documento, relatou que, entre 1995 e 1998, “liderou o desenvolvimento e a fabricação de urnas eletrônicas fornecidas ao TSE” – ele chegou a disputar a patente do equipamento com a União na Justiça. Em 2016, narra o documento, Rocha foi chamado ao TSE pelo ministro Gilmar Mendes “para apresentar uma estratégia que permitisse ao TSE desenvolver uma nova urna eletrônica com a impressão do comprovante do voto”. Um protótipo do equipamento chegou a ser produzido, mas não foi adotado na eleição por resistência de técnicos do tribunal. Na maior parte da defesa, Carlos Rocha descreve o trabalho de fiscalização realizado no TSE em 2022, que foi além da verificação dos logs – um trabalho adicional realizado a pedido do PL. Antes, o IVL analisou documentos e normas do TSE para avaliar procedimentos e tecnologias empregadas no sistema eletrônico de votação. Parte da análise se baseou em auditorias do TCU, que apontavam “desconformidades” com as melhores práticas de segurança. “A metodologia escolhida buscou, sempre, a colaboração construtiva com a alta direção do TSE, porque quem audita sempre constrói valor para a organização auditada”, diz a defesa de Rocha. Ele relatou que, em agosto de 2022, reuniu-se com então secretária-geral do TSE, Christine Peter da Silva, que era braço direito do então presidente do tribunal, Edson Fachin. No encontro, apresentou o plano de trabalho da fiscalização que seria feita pelo PL. O IVL diz que, em setembro daquele ano, quando Alexandre de Moraes já presidia o TSE, apresentou ao sucessor de Christine, José Levi Mello do Amaral Júnior, um resumo da auditoria até então realizada, que apontava “riscos elevados de quebra de segurança nos sistemas eleitorais” – o documento se baseava na análise da “governança de TI e de gestão de segurança da informação e no sistema eletrônico de votação do TSE”. Os riscos, dizia o IVL, mereceriam “atenção urgente e medidas preventivas, como precaução contra uma potencial invasão externa ou interna, com graves consequências para as eleições deste ano”. Carlos Rocha diz que, nos relatórios do IVL, nunca se falou em “fraude” no sistema eleitoral, mas em “mau funcionamento”, cujas causas deveriam ser averiguadas na verificação extraordinária pedida pelo PL ao TSE. “Pode ser invasão de segurança externa, interna, pode ser erro de programação. Podem ser múltiplas causas, pelas fragilidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União”, disse o engenheiro à Gazeta do Povo. Na defesa apresentada à PGR, ele anexou mais de 6 mil páginas de documentos referentes à auditoria realizada pelo IVL no TSE. “Os documentos técnicos elaborados pelo IVL nunca mencionaram a palavra ‘fraude’ ou sustentaram teorias conspiratórias. Todos os achados técnicos foram orientados à melhoria do sistema eleitoral, e os documentos entregues destacaram explicitamente o caráter técnico e colaborativo da fiscalização”, diz. Quanto às imputações da PF, Rocha diz que, embora fosse possível vincular o log emitido com a urna corresponde, o arquivo continha erro na identificação da máquina, o que justificava a verificação pedida pelo PL. Ele lamenta a interpretação da PF de que o objetivo do relatório seria político. “Gostaríamos que a PF, em vez de criminalizar nosso trabalho, fizesse algo construtivo. A última etapa do nosso trabalho, que seria em dezembro, e acabou deslocada para janeiro, tem uma proposta de um novo sistema eleitoral, para superar as desconformidades que foram apresentadas”, diz o engenheiro. Seus advogados ainda argumentam, junto à PGR, que o conteúdo das mensagens trocadas com Éder Balbino “reflete discussões técnicas relacionadas ao trabalho de fiscalização” do PL. As conversas, além disso, teriam sido captadas de forma abusiva, numa “pescaria probatória” (jargão jurídico para devassas feitas com a prévia intenção de criminalizar alguém). Fora isso, os advogados ainda argumentam que, por não ter foro privilegiado, a investigação contra Carlos Rocha deveria ter tramitado na primeira instância da Justiça, onde poderia ser reiniciada levando-se em conta todo o trabalho técnico de auditoria realizado pelo IVL. O que diz o TSE Durante todo o mandato de Bolsonaro, o TSE contestou as suspeitas e dúvidas levantadas por ele e seu grupo contra as urnas eletrônicas. O tribunal sempre apontou as várias etapas de auditoria no sistema, antes, durante e após as eleições, abertas para partidos, técnicos e instituições credenciadas. Em 2022, a convite do ex-presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, as Forças Armadas também inspecionaram o sistema e, no relatório final, disseram não ser possível apontar fraudes na apuração dos votos. A investigação da PF aponta que, mesmo assim, o ex-presidente e seus auxiliares tentaram apontar desvios para justificar um golpe, por meio de um decreto que impusesse um estado de defesa sobre o TSE que revisaria o resultado do pleito. Fonte:
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The Narrator 1 year ago
O espelho dos tiranos A turminha da desconstrução, relativismo e pós-verdade agora quer dizer para você, afegão médio, o quê é mentira. Não é uma maravilha? A realidade não é mais importante do que a "narrativa certa". É por isso que o Movimento dos Sem Terra (MST) "ocupa" uma área ao invés de incorrer no crime de invasão de propriedade; o Black Lives Matter "protesta pacificamente" ao invés de depredar o patrimônio ao incendiar a cidade; jogar futebol com a cabeça degolada do Bolsonaro é uma "manifestação artística de liberdade de expressão" enquanto escrever de batom "perdeu mané" na estátua da justiça é considerado abolição violenta do Estado de Direito. “Who controls the past controls the future. Who controls the present controls the past.” ― George Orwell, 1984 Durante várias gerações usaram a estratégia Gramsciana de ocupar espaços em diferentes setores da sociedade para implementar a revolução cultural e, aos poucos, ir moldando o caráter do brasileiro, sem que este percebesse o quê acontecia nos bastidores. Quando o acesso à informação é cerceado e a livre circulação de idéias é impedida, todo um horizonte de possibilidades é limitado pela fraude no controle do debate público. Querem "empurrar a História adiante" sem permitir nenhuma margem de ação se o povo quiser virar à direita. A estratégia de ocupação total de espaços na grande mídia bloqueou na raiz, por assim dizer, qualquer chance do embate honesto de idéias e a divulgação em massa de uma alternativa possível para quem vê o barco afundando e opta por pular fora. Se a discussão já é viciada na origem é evidente que a sabotagem iria acabar na hegemonia do pensamento único, um totalitarismo típico de regimes ditatoriais. Este foi o ambiente em que emergiram os tipos de burocratas não-eleitos que se sentem ungidos para "atuar como editores do país". O surgimento das redes sociais furou a bolha intelectual a que estava restrito o mercado de idéias e tornou possível a comunicação direta entre as pessoas comuns sem o filtro deletério da grande mídia. Quando a imprensa deixa de fazer o papel de criticar os entes públicos por malfeitos e abuso de poder - e por isso mesmo, perde relevância diante do público frente à novas vozes advindas das redes sociais - qualquer tentativa de veículos independentes de exibir a verdade é tratada como um ultrage a ser combatido. Daí a lista infindável de pessoas perseguidas, desmonetizadas, censuradas, exiladas ou presas à revelia da lei. Servir de espelho para tiranos virou uma grave ameaça e eles não gostam de ser confrontados com a realidade. É por isso que a esquerda quer tanto censurar a única forma livre de expressão do pensamento. #STF #PT #censura #Gramsci #GuerraCultural
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The Narrator 1 year ago
Como a imprensa ousa criticar o STF? Artigo de Rodrigo Constantino publicado em 13/01/2025 na Gazeta do Povo. Quando se pensa na postura de certos ministros supremos, palavras como "soberba" e "arrogância" logo vêm à mente. No caso de seu presidente, então, isso salta aos olhos. Luís Roberto Barroso age como um ser "ungido", que pretende "recivilizar" toda uma nação, "empurrar a história" para fazer "justiça social". Nosso Rousseau de Vassouras se coloca acima do bem e do mal, uma alma maravilhosa que precisa "derrotar o atraso", em que pese ter considerado o assassino Cesare Battisti um "inocente" e o abusador João de Deus alguém com "poder transcendente", sem falar de seu "debate" com o "pensador" Felipe Neto sobre tolerância. Barroso, como fica claro, não convive bem com críticas. Afinal, como alguém ousa criticar um "iluminado" que está se esforçando tanto para "salvar a democracia" de um país mergulhado na barbárie? Em sua missão refundadora, Barroso enfrenta todo tipo de obstáculo, incluindo colegas do STF com "pitadas de psicopatia", que depois ele é magnânimo a ponto de perdoar e até virar amiguinho. Pois bem: Barroso resolveu publicar um texto no Estadão hoje criticando o próprio jornal tucano por suas críticas ao STF. E olha que o Estadão peca pela bipolaridade típica do Dr. Jackyll e Mr. Hyde: sempre dá uma no cravo e outra na ferradura. Critica pontualmente os "excessos" do Supremo, mas admite a premissa falsa de que a instituição luta contra terríveis ameaças à democracia vindo da "extrema direita". O subtítulo do texto de opinião "imposto" ao jornal já diz tudo: "É possível não gostar da Constituição e do papel que ela reservou para o Supremo. Mas criticar o tribunal por aplicar a Constituição é que não é justo". Mas vejam só que coisa! A premissa em si que é questionada, para dizer o mínimo, é justamente a de que o STF atual vem agindo para "aplicar a Constituição", uma vez que é facílimo demonstrar as inúmeras ocasiões em que os ministros rasgaram nossa Carta Magna. Logo no primeiro parágrafo, o ministro inverte tudo: "O Brasil é o país que ostenta o maior grau de judicialização do mundo, o que revela a confiança que a população tem na Justiça. Do contrário, não recorreria a ela". O Poder Judiciário virou justamente um "tapetão" para a esquerda derrotada nas urnas. Os petistas judicializam tudo justamente porque não contam com apoio popular. E os ministros supremos acatam, pois tampouco gostam do povo. "Nós derrotamos o bolsonarismo", confessou Barroso, admitindo o crime de partidarismo político. "Somos o tribunal mais transparente do mundo. Desagradar segmentos importantes faz parte do trabalho de bem interpretar a Constituição", escreve Barroso talvez sem ruborizar. O tribunal "mais transparente do mundo" adota a censura contra jornalistas que incomodam, solta bandidos enquanto prende donas de casa, e fez de tudo para prejudicar o governo Bolsonaro, enquanto ajudou a colocar o ladrão de volta à cena do crime, como diria seu vice. O STF, segundo seu presidente Barroso, faz de tudo para trazer estabilidade institucional e avanços para "minorias". E faz isso com total respeito ao contraditório: "Com plena liberdade de expressão, inclusive para críticas injustas. Sinal de que, mesmo sendo impossível agradar a todos, temos cumprido bem o nosso papel". É quase um pito público ao Estadão, dizendo: "Nós somos tão legais que ainda permitimos seus editoriais críticos, que poderíamos censurar!" O jurista Andre Marsiglia resumiu bem a coisa: "Lamentável o artigo que Barroso fez publicar no Estadão, dando bronca, dizendo que o STF é injustiçado nos editoriais. Em um país democrático, o ministro ficaria quieto ou agradeceria às críticas. Impressiona que não enxergue seu papel, só enxergue sua própria vaidade". Pois é, eis como muitos devem se sentir ao ler o texto do Barroso: é como se o bandido que acabou de roubar seu celular exigisse seu agradecimento por ao menos ele não ter tirado sua vida! Fonte:
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The Narrator 1 year ago
Mais uma correspondente internacional intimidada pela PF Durante entrevistas para produção de um documentário sobre a liberdade de expressão no Brasil, a jornalista alemã Vicky Richter sentiu na pele o que é viver sob a ditadura do STF. Ao tentar uma entrevista com Alexandre de Moraes, foi surpreendida com matérias difamatórias da Revista Fórum e intimidação da Polícia Federal, a Gestapo do regime. Se a idéia era censurar a divulgação do estado de podridão moral que assola o Estado Brasileiro, o tiro saiu pela culatra. O mesmo expediente de intimidação já havia sido usado contra o jornalista português Sérgio Tavares, que também foi detido pela PF no aeroporto sobre a falsa alegação de entrar ilegalmente no país. Antes dele, Jason Miller, assessor de Trump também foi detido no aeroporto e interrogado durante horas. A cada nova perseguição de observadores internacionais pior é a imagem da ditadura, dando razão os inúmeros refugiados do regime autoritário. Se antes a notícia estava restrita a círculos restritos de alcance dos poucos veículos de mídia corajosos o suficiente para mostrar a verdade, agora a mensagem será difundida por uma lista ainda maior de perseguidos políticos. Para piorar, os holofotes se voltam para a proximidade da posse de Donald Trump e o mundo toma ciência que Bolsonaro é refém da ditadura brasileira, com passaporte retido e tendo que pedir permissão ao ditador para poder ir à festa da posse. Não há mais como esconder o nível de autoritarismo por aqui e certamente haverá conseqüências para todo o povo. Na melhor das hipóteses recairá sobre o país severas sanções até que o Senado assuma o seu papel constitucional para exercer freios e contra-pesos que o momento requer.
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The Narrator 1 year ago
As redes sociais são o terror das ditaduras – e da esquerda Artigo de J. R. Guzzo publicado na Gazeta do Povo em 09/01/2025 Na escalada para baixo em que vem perdendo o rumo, a compostura e as eleições, a esquerda brasileira e mundial perdeu também a capacidade de operar os circuitos neurológicos que levam ao pensamento racional. Não há mais, sequer, o tráfico de ideias de baixa qualidade. O comando central de seus sistemas, agora, programou a eliminação da atividade de pensar. Saem as ideias de qualquer natureza, mesmo as de qualidade mais baixa. Entra em seu lugar, como ordem suprema, a repetição automática de uma maldição para substituir a ação política: “fascismo”. É a isso, e apenas a isso, que se reduziu a militância de esquerda hoje em dia. Não há programa de governo, não há convicções e não há propostas sérias para nada – tudo consiste em repetir que qualquer tipo de oposição aos seus desejos, às suas ideias e às suas conveniências é “fascismo”. Como mudaram a definição etimológica da palavra “fascismo”, que deixou de designar um movimento político determinado e passou a significar o “mal” em termos absolutos, não se pode mais discordar deles – e esse “deles” inclui tudo, de Lula a Janja, do PT a Alexandre de Moraes. Quem discorda é “fascista” e, portanto, não tem direito a nada, sobretudo a dizer o que pensa. Ganhar eleições, então, nem pensar. A reação histérica da esquerda brasileira à decisão tomada pela Meta para eliminar os filtros internos de checagem, que vetavam a publicação de postagens consideradas nocivas em suas plataformas de redes socias, é um monumento à consagração do “fascismo” como elixir universal do ideário “progressista” de hoje. A decisão da empresa foi furiosamente excomungada como “fascismo” em último grau – ou, pior ainda, como uso do “poder econômico” para implantar o “fascismo” no mundo inteiro. O que a Meta está dizendo é simplesmente o seguinte: “Aqui não há mais censura interna. Cada um escreve o que quiser”. Para a esquerda, isso é fascismo. As redes sociais, do X de Elon Musk à Meta de Mark Zuckerberg, são hoje o terror das ditaduras em todo o mundo – e, simetricamente, o terror da esquerda. Pela primeira vez na história, o povo de verdade, na voz de centenas de milhões de pessoas, pode falar e ouvir o que quiser. Não é Musk, nem Zuckerberg que falam nas redes, como os jornalistas falam nos jornais, no rádio e na televisão – e não são eles, na verdade, que deixam a esquerda transtornada. Quem fala na internet é a população, direto, e é a vontade bruta da população que cria o pânico no “campo progressista”. O X, o Facebook, o Instagram e todo o resto das redes sociais provam, minuto a minuto, em tempo real, que a maioria das pessoas não quer o que a esquerda quer – na verdade, quer o contrário. Em nenhum momento passa pela cabeça da esquerda indagar se não haveria alguma coisa errada em sua fé atual, já que o povo demonstra uma fé oposta nas redes sociais. Sua única reação é gritar: “Fascismo. Não pode. Prende”. É por isso que toda a eleição, hoje em dia, é tratada pela esquerda como uma ameaça mortal à democracia. Quem discorda pode ganhar, como aconteceu com Trump nos Estados Unidos, com Milei na Argentina, com Giorgia Meloni na Itália, e pode acontecer em breve na Alemanha e no Canadá. O que eles querem, cada vez mais, é eleição do tipo Venezuela, ou TSE, as únicas que realmente resolvem. Rede social, nesse caso, é fascismo puro. Fonte:
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The Narrator 1 year ago
Sanha autoritária “A Meta decidiu focar na expansão de seu modelo de negócios. Infelizmente, como os algoritmos da empresa são secretos, essa escolha tende a intensificar a desordem informacional em um ecossistema digital que já enfrenta desafios significativos relacionados à disseminação de fake news e discursos de ódio. Torna-se ainda mais premente a necessidade de criar um novo marco jurídico para a regulação das redes sociais no Brasil” - Jorge Messias, ministro da Advocacia Geral da União Como diria o Capitão Nascimento: o Sistema é foda, parceiro! Bastou o mero anúncio do fim do selo do "Ministério da Verdade" que os abutres já começaram a se movimentar para estrangular ainda mais a liberdade de expressão no Brasil. #ditadura #censura #STF
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The Narrator 1 year ago
Dança das cadeiras e censura Paulo Pimenta não é mais o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Ele será substituído por Sidônio Palmeira, publicitário da campanha de 2022. O que está em jogo aqui é uma adequação da linguagem para comunicar a mensagem do governo em ambientes virtuais. O dólar disparou, as contas públicas não fecham, falta dinheiro para tudo e a única preocupação dos marginais que tomaram o Estado de assalto é controlar o quê se fala nas redes sociais. É a guerra da informação em seu estado bruto! Durante a tragédia com as enchentes no Rio Grande do Sul o governo trabalhou para perseguir quem ousasse mostrar a deficiência no trato da gestão de crise. O braço policial do controle social foi justamente a SECOM. A última frente de resistência é o ambiente virtual livre. #STF #SECOM #CENSURA
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The Narrator 1 year ago
A Meta anunciou a derrubada da censura em suas redes, mas para o secretário de Políticas Digitais da SECOM do governo PT, João Brant, isso é uma iniciativa a ser combatida: “Facebook e Instagram vão se tornar plataformas que vão dar total peso à liberdade de expressão individual e deixar de proteger outros direitos individuais e coletivos. A repriorização do ‘discurso cívico’ significa um convite para o ativismo da extrema-direita.” Entenderam? Com liberdade de expressão você recebe o carimbo de extremista, inimigo da democracia e será perseguido pela ditadura. Viva a festa da democracia!
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The Narrator 1 year ago
Trump nem assumiu, mas a esquerdalha já está apavorada: Trudeau renunciou e Zuckerberg baixou a auto censura. Quem será o próximo?
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The Narrator 1 year ago
"Funça é 'nobreza' sem honra." - ImmortalGalahad
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The Narrator 1 year ago
**Inquérito sem fim** _Editorial da Gazeta do Povo publicado em 03/01/2025_ Os ministros do Supremo podem começar a preparar seus dotes musicais, pois a festinha de sexto aniversário do “inquérito do fim do mundo” está garantida. Em meados de dezembro, o relator (e vítima, investigador, acusador, julgador e o que mais puder ser) Alexandre de Moraes ordenou a prorrogação, por mais 180 dias, do inquérito das fake news, instaurado em 14 de março de 2019 e que se tornou um marco na destruição da liberdade de expressão e de outras garantias democráticas no Brasil, tamanhos os desmandos que foram cometidos dentro dessa investigação e que lhe valeram o apelido dado pelo ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello. Como precisava de uma justificativa formal para prorrogar mais uma vez algo que já vem se arrastando há mais de cinco anos, Moraes alegou a necessidade de “finalizar as investigações sobre a comprovação da existência, o financiamento e modus operandi do ‘Gabinete do Ódio’, bem como de todos os seus participantes” e determinou o interrogatório de mais 20 pessoas, a “complementação da análise das informações obtidas mediante a quebra de sigilo fiscal e bancário e o término das diversas diligências em andamento na Polícia Federal”. São procedimentos que, a bem da verdade, já deveriam ter sido feitos, especialmente se estiverem relacionados aos tais “fatos e infrações relativas a notícias fraudulentas (fake news) e ameaças veiculadas na internet que têm como alvo a Corte, seus ministros e familiares”, invocados pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, para abrir “de ofício” o inquérito, atropelando o Regimento Interno do Supremo (que só admite esse procedimento em caso de infração penal cometida dentro das dependências da corte) e ignorando a necessidade de sorteio para entregar a Moraes o comando da investigação. Era muito improvável que, começando viciado dessa forma, o inquérito fosse colocado nos trilhos por algum movimento de autocontenção, algo a que o Supremo sempre foi refratário. Moraes foi alargando arbitrariamente o escopo do inquérito até que ele e seus “filhotes”, como os inquéritos dos “atos antidemocráticos” e das “milícias digitais”, contivessem praticamente tudo o que fosse da vontade do relator. Até mesmo a oposição das big techs ao PL das Fake News e uma suposta fraude no cartão de vacinação de Jair Bolsonaro e seus familiares acabaram abarcadas pelas investigações relatadas por Moraes, mesmo sem relação alguma com os tais “ataques” que motivaram a abertura do inquérito das fake news. O alargamento indevido do escopo veio acompanhado de métodos completamente antidemocráticos, tanto na investigação quanto em decisões de Moraes. Um dia após o primeiro “mesversário” do inquérito, o ministro mandou censurar a revista Crusoé e o site O Antagonista por reportagens que não continham nenhum erro factual. Era só o começo, pois esses cinco anos e meio viram também violações da imunidade parlamentar, instauração de “crimes de opinião” e “crimes de cogitação” em conversas privadas de empresários, ataques frequentes à liberdade de expressão por meio da censura e desmonetização de perfis, suspensão de passaportes de jornalistas e formadores de opinião críticos ao Supremo, pesca probatória nos celulares de investigados, e até o banimento de toda uma rede social por mais de um mês. E boa parte disso tudo foi levada a cabo sob um inaceitável sigilo, a ponto de muitos investigados nem sequer saberem por que entraram na mira de Moraes. Infelizmente, com exceção da reação imediata à censura da Crusoé e O Antagonista, revertida dias depois, parte significativa da opinião pública continuou a defender a atuação do STF, encarando a instauração dos inquéritos como necessária e até meritória, passando a criticá-los apenas quando as investigações começaram a se prolongar indefinidamente ou quando os desmandos ficaram evidentes demais para serem ignorados. Bem sabemos que entre esses há pessoas e instituições de inegáveis credenciais democráticas, o que torna muito difícil entender como elas puderam endossar algo que se mostrava antidemocrático desde o seu início. Não há aversão a governante, muito menos “defesa da democracia”, que justifique a tolerância ou o aplauso a tanta arbitrariedade antidemocrática. Na decisão que esticou o inquérito das fake news, Moraes fala em “finalizar as investigações” e “complementação da análise”, insinuando que não haverá novas prorrogações. Mas trata-se algo que será preciso ver para crer. Quem julga poder esticar a corda indefinidamente não precisará pensar duas vezes em manter as investigações quando junho chegar. Especialmente quando essa rede de inquéritos está funcionando tão bem como uma espada de Dâmocles pairando sobre a cabeça de tanta gente, criando um ecossistema de medo bastante conveniente para o STF e para seus aliados na política e na opinião pública. Fonte: #STF #ditadura #AbusoDeAutoridade