Feliz 2025!
The Narrator
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I am Jack's inflamed sense of rejection.
**O Fator X e as três alternativas para o Brasil**
Artigo de Roberto Motta publicado em 29/12/2025
Precisamos falar do futuro do Brasil. Niels Bohr, ganhador do Prêmio Nobel de física e criador do modelo do átomo observou certa vez que fazer previsões é muito difícil, “especialmente sobre o futuro”. O ex-ministro da fazenda Pedro Malan já explicou que, no Brasil, análises do passado também são um desafio. Aqui no Brasil futuro e passado são elásticos, maleáveis, reconstruídos a todo o momento em função de um presente incerto, volátil e perigoso. Ainda assim, é preciso falar do futuro.
Vamos imaginá-lo na forma de três cenários. São três alternativas para a situação nacional nos próximos anos. O futuro real estará em algum lugar entre esses exercícios de simplificação.
Primeiro, imaginemos um cenário positivo, ao qual daremos o nome de Caminhada Para a Luz. Nessa alternativa de futuro, o Brasil retoma o que chamamos de normalidade. Esse estado normal vem sendo substituído, nos últimos anos por insegurança jurídica e institucional ilimitada. A origem dessa insegurança é algo que chamaremos, para os propósitos desse artigo, de Fator X. Todos sabem do que estamos falando.
No cenário positivo, de alguma forma e por razões que não importam agora, o Fator X retorna a sua caixinha. Erros não são mais cometidos e erros anteriores são reparados e compensados. As regras do Estado de Direito e da República voltam a vigorar em (sempre relativa) plenitude, permitindo o funcionamento da forma fraca de livre iniciativa que sempre caracterizou a economia brasileira. Isso é suficiente para o retorno de uma modesta prosperidade. O ano de 2026 produz uma medida de renovação da política e, porque somos brasileiros e nunca desistimos, retomamos a esperança de que nossos filhos tenham uma vida melhor que a nossa. Esse foi o cenário positivo.
O segundo cenário para o futuro do Brasil que consideraremos é o neutro – nem pior e nem melhor do que vivemos hoje. Vamos chamá-lo de Me Engana Que Eu Gosto. O país continua, aos tropeços, seguindo a trajetória iniciada em 2019. O Fator X continua se impondo como uma força dominante no Direito, na política, na mídia, na economia, no combate (ou não) ao crime, na resolução e criação de disputas, na alocação de receitas e autorização de despesas e na definição de crenças, preferências estéticas, hábitos farmacêuticos, inquietações ecológicas e até performances musicais.
O país continua envolto em um nevoeiro de incerteza jurídica e avança a subordinação do Estado às idiossincrasias, fobias e obsessões de um grupo de ungidos (para usar a expressão favorita de Thomas Sowell). Nesse cenário não podemos esperar nem mais nem menos do que aquilo que temos vivido nos últimos anos. O país, com a respiração ofegante, resigna-se a uma trajetória de perdas cumulativas e constantes em troca de futebol, carnaval e bets. Pelo menos nesse futuro não há nenhuma súbita tragédia nos esperando.
A tragédia está no último cenário – aquele que batizaremos de Estado Novo de Direito. Nesse futuro alternativo, tudo de errado aconteceu. As instituições foram absorvidas pelo Fator X, inclusive política, leis, justiça, propriedades e o próprio conceito de direitos individuais. A economia colapsou. O dólar ultrapassou R$ 10, as remessas ao exterior foram proibidas e a posse de moeda estrangeira foi criminalizada e passou a ser investigada pela Polícia Ostensiva Bolivariana, formada pela união das antigas polícias estaduais. A letalidade policial finalmente foi reduzida a zero com o novo Código Penal Popular Democrático, que descriminalizou as condutas violentas – como assalto, sequestro, tráfico e homicídio – e consolidou a criminalização de fake news.
Infelizmente, a hiperinflação tornou necessária nova mudança da moeda: o real foi substituído pelo supremo real, que vale um milhão de reais antigos. Foi decretado o congelamento de preços e aluguéis, iniciada a desapropriação em massa de imóveis urbanos – um apartamento de quatro quartos pode perfeitamente acomodar quatro famílias – e construídos presídios em todo o país para os presos em manifestações antidemocráticas. Qualquer manifestação contra o Estado é antidemocrática.
A Argentina acaba de anunciar que acolherá os milhões de refugiados brasileiros que se concentram em suas fronteiras. Uma nova constituição é finalmente aprovada. Ela substitui Executivo, Legislativo e Judiciário por uma junta formada pelo Fator X e pelos Conselhos Nacionais Populares Ultrademocráticos.
Estão aqui três cenários, três futuros possíveis para o Brasil, três resultados potenciais das escolhas dos cidadãos brasileiros. Percebam que nenhum desses cenários leva em conta os resultados das eleições de 2026. A dominância do Fator X sobrepuja e torna irrelevante meros resultados eleitorais. Não importa quem ganha; importa quem manda, quem define, quem impede, quem anula, quem desfaz ou refaz presente, futuro e passado.
A sensação de novidade das notícias desaparece à medida que conhecemos melhor nossa história. O conhecimento nos traz esperança, mas também ceticismo e tristeza. Não há nada de novo sob o sol. O futuro do Brasil se encontra em algum lugar entre esses três cenários.
Na véspera de Natal, eu fiz a seguinte postagem no X: "Os presentes de Natal dos quais os brasileiros precisam: metade precisa de coragem, a outra metade de vergonha na cara". Faço o mesmo comentário no Ano Novo. Faço votos que, pelo menos, evitemos o pior cenário.
Tenham todos um admirável ano novo.


Gazeta do Povo
O Fator X e as três alternativas para o futuro do Brasil
Não há nada de novo sob o sol. O futuro do Brasil se encontra em algum lugar entre esses três cenários. Tenham todos um admirável ano novo.
Artigo de J.R. Guzzo publicado em 28/12/2024 na Gazeta do Povo
O ano de 2024 se encerra com o Brasil atolado na pior situação que viveu, em matéria de respeito às liberdades individuais e aos direitos humanos, desde o fundo do poço da ditadura militar. O ano de 2024 começou mal; está acabando ainda pior, pois nada do que podia melhorar na “democracia” no Brasil melhorou, e quase tudo que podia afundar mais afundou. O resumo da ópera, para quem não tem paciência com palavrório de analista político, é o seguinte: o saldo de 2024 é que o Brasil não tem mais uma Constituição, nem aquela marca barbante que vem caindo pelas tabelas desde 1988. Em lugar de Constituição, tem um inquérito policial.
É essa a nossa lei máxima há quase seis anos, desde que foi imposta aos brasileiros pelo STF: o inquérito sem data para acabar, sem limites para o que pode fazer e sem esperanças para as suas vítimas (pois não há ninguém acima para o cidadão recorrer), que o ministro Alexandre de Moraes comanda para reprimir a oposição ao regime Lula-Supremo.
Nenhuma lei brasileira tem mais força que esse procedimento de delegacia de polícia. Nada do que Moraes ou seus agentes decidem ali pode ser contestado por ninguém. Nenhuma autoridade pública do Brasil manda mais do que ele. Nenhum cidadão ou seus advogados podem exigir que os direitos constitucionais a que fazem jus sejam respeitados por Moraes e por sua Polícia Federal.
Essa lei suprema, que jamais foi discutida, votada ou aprovada por Congresso Nacional algum, acaba de ser “prorrogada” por mais “seis meses” – ou seja, até anúncio oficial em contrário, está aí para sempre. O presidente do Supremo, molemente, murmurou tempos atrás que o inquérito iria ser encerrado este ano. Não foi. No Brasil, o ano de 2024 já acabou e Moraes não tomou conhecimento do que o presidente do STF disse. Na verdade, na única vez que falou de datas para o encerramento do inquérito, ele disse o seguinte: “Acaba quando acabar”. Não voltou mais ao assunto.
O inquérito ilegal que governa o Brasil de 2024, como o AI-5 governava a ditadura dos militares, se move no escuro. Nada é feito em público e à luz do sol, como a lei exige – tudo se faz em “segredo de Justiça”, sem que os indiciados saibam do que estão sendo acusados, sem que os advogados possam ler o que a polícia não quer que leiam e sem que o Congresso Nacional tenha qualquer possibilidade de fiscalizar nada. Nesse inquérito há o flagrante perpétuo, a prisão preventiva por tempo indeterminado e o julgamento por lotes, como se faz em leilão de gado. O cidadão pode ser punido por falar o que ainda não falou. Podem bloquear sua conta no banco, proibir você de falar no WhatsApp e confiscar seu passaporte.
O inquérito de Alexandre de Moraes, enfim, pode tudo – se pode condenar pessoas a 17 anos de cadeia sob a acusação de tomar parte num “golpe armado” onde as armas mais perigosas eram estilingues e bolas de gude, é óbvio que não há limite para nada. É óbvio, também, que nem o ministro, nem seus colegas e nem qualquer força que os apoie têm o mais remoto interesse em defender democracia nenhuma. O que querem é chegar ao fim de 2025 numa ditadura mais avançada do que a que construíram até agora.
Fonte: 

Gazeta do Povo
Resumo de 2024: o Brasil não tem mais uma Constituição
O inquérito ilegal que governa o Brasil de 2024, como o AI-5 governava a ditadura dos militares, se move no escuro. Nada é feito à luz do sol
O Brasil virou um manicômio. Qualquer crítica à agentes estatais é tratado como ataque antidemocrático. Em nome da democracia vale fazer de tudo para calar opositores, cassar mandatos de representantes eleitos pelo povo, inventar crimes que sequer estão previstos no código penal, congelar contas bancárias, cancelar passaportes e toda sorte de outros abusos autoritários. É a colônia penal do STF, que barbariza em nome da democracia!
A tal democracia sem povo é evocada para aterrorizar e desencorajar uma pressão popular que exija moralidade e a volta à normalidade institucional. Enquanto o povo tiver medo de se levantar contra o sistema tirânico que se instalou em Brasília os abusadores continuarão a pesar a caneta contra qualquer tentativa de oposição.
Recentemente descobrimos que a situação escalou para a mera possibilidade de apontar o fracasso econômico que a quadrilha PTista criou ao erodir o valor da moeda nacional. As contas públicas estão descontroladas e a desconfiança do mercado reflete na cotação do dólar. O brasileiro já não tem mais o direito de consultar o fiasco econômico do PT porque o Google entrou na mira da Gestapo à serviço da quadrilha.
O Bostil é tão democrático que nem cotação do dólar pode ser divulgada pelo principal agregador de informações do brasileiro.
Liberdade de expressão mandou lembraças!
Feliz Natal!
Com os cumprimentos de John McClain.
Com os cumprimentos de John McClain.
Feliz Natal! 

Questionar o resultado das eleições é crime? De forma alguma, fazem parte do processo democrático o escrutínio público e a transparência no processo eleitoral. Ninguém em sã consciência diria o contrário. Bem, ninguém com as **faculdades mentais** em ordem ou intelectualmente honesto.
No entanto, a justificativa do ditador-mor do Brasil para perseguir opositores como o cacique José Acácio Serere Xavante foi a contestação das eleições e a crítica à atuação da suprema corte.
A prisão ilegal do líder indígena rendeu 9 meses de prisão e a posterior liberdade condicional monitorada com severas restrições para conseguir trabalhar.
Serere buscou asilo na Argentina, mas foi preso novamente na fronteira de Foz do Iguaçu.
A defesa alega que “Trata-se de uma prisão ilegal e abusiva praticada pelos servidores da aduana argentina. Serere não tem condenação criminal, e nem sentença condenatória em seu desfavor. Existe uma prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes em razão do Serere ter descumprido a medidas cautelares, durante o uso da tornozeleira, em Aragarças, Goiás, pois precisava trabalhar para manter e sustentar a sua família, composta de 4 filhos menores e 3 filhos maiores”.
Enquanto circo pega fogo, Rodrigo Pacheco segue dormindo em berço esplêndido...
O excesso de formalismo e polidez que tipos como o jurista **Ives Gandra Martins** usam para criticar o abuso de autoridade do STF é sintomático do tempo em que vivemos. A maior autoridade em matéria constitucional sequer consegue verbalizar a sanha autoritária da corte na tentativa de censurar opositores do regime.
>Portanto, o inquérito das fake news, *malgrado todo respeito e admiração*, pois tenho livros escritos, participei de inúmeras conferências, participei de programas de televisão com o ministro Alexandre Moraes e escrevi livros com o ministro Toffoli, proferindo palestras com ele e tendo ele proferido palestra no lançamento de livro que participou em homenagem aos meus distantes 80 anos, o que me sensibilizou sobremaneira, tenho que divergir, nesse momento, da permanência desse inquérito e apoiar o que disse o ministro Marco Aurélio de Mello, entendendo que o inquérito das fake news, em vez de fortalecer a democracia, enfraquece-a sobremaneira, e o que é mais triste, vai limitando o que é extremamente importante numa democracia, que é a liberdade de expressão.
É como uma mulher que fica encabulada de dizer que lhe estragaram o penteado enquanto era violentada por estupradores.
#STF #Ditadura #AbusoDeAutoridade
Tiranos só abusam da autoridade porque há quem concorde em obedecer ordens flagrantemente ilegais.
O STF só virou um regime de repressão porque tem uma Gestapo particular que barbariza os opositores. O dia que a PF se recusar a cumprir ordem ilegal a ditadura do judiciário desmorona.

