Na realidade, se eu mostrar aqui um texto de livro decente, escrito para pré-adolescentes da minha época, ninguém gostará, porque o imaginário literário das pessoas já foi corrompido para além da recuperação. Vejo gente lendo livros ridículos de ficção científica em que o mote são parasitas que comem estrelas. Isso é tão ridículo que me dá pena. Tentei ler a porcaria e não passei do primeiro capítulo.
Por outro lado, quando tentamos ler os "intelectuais", o assuntos descambam para miséria humana. Parece que todos só querem falar da miséria humana; todos querem reescrever com suas palavras O Feijão e o Sonho; todos querem ser Machado de Assis. Falo de Brasil porque não conheço boa literatura ATUAL em inglês.
Ora, quem quer saber de miséria? Vivemos numa situação tão miserável quanto vivia Alexander Soljenítsin. Não preciso ler sobre isso, EU VIVO ISSO TODO SANTO DIA. Se ninguém consegue escrever sobre este tipo de miséria melhor do que ele, porque continuam tentando plagiar a descrição da desgraça, sobretudo quando já vivem nela?
A literatura está morta, perdeu para o feed de 30 segundos; perdeu para o video game que já não tinha enredo e agora ensina como sair de um quebra-cabeças para não frustrar o estúpido jogador. É o fim. Quarenta por cento das crianças americanas já não conseguem mais raciocinar direito: ler algo e entender, ou resolver problemas simples. Imaginemos então a situação do macaquinho brasileiro.
Por isso eu torno a dizer: não fique mais indignado ou triste com a penúria e desgraça humana, nem com a suposta injustiça. Não há justo, nenhum sequer. Apenas leve a sério o que a Bíblia diz sobre separação. Se separe desta loucura, senão será tragado por ela.
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