Geração Z está derrubando governos — mas protestos nas redes sociais geram mudanças duradouras?
Protestos recentes no Nepal escalaram para atos violentos, deixando ao menos 70 pessoas mortas; primeiro-ministro renunciou ao cargo.
Prabin Ranabhat / AFP via Getty Images
O coronel Michael Randrianirina foi empossado como novo presidente de Madagascar na sexta-feira (17/10), dias após um golpe militar no país.
Ele trocou o uniforme de combate por um terno e agradeceu aos jovens que foram às ruas durante semanas de protestos que levaram o presidente Andry Rajoelina a fugir do país e resultaram em seu impeachment.
De Madagascar ao Marrocos, do Paraguai ao Peru, protestos liderados por jovens estão se espalhando pelo mundo, enquanto a Geração Z — pessoas nascidas entre 1995 e 2010 — demonstra sua frustração com governos e exige mudanças.
Além da juventude dos participantes, esses movimentos têm em comum a forma como são organizados e impulsionados: pelas redes sociais.
Mas especialistas alertam que esse mesmo fator pode ser a causa do seu enfraquecimento.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Em Madagascar, manifestações contra falta de energia e água derrubaram o governo. Uma unidade militar de elite afirmou na terça-feira (14/10) ter assumido o poder, destituindo o então presidente, após parlamentares votarem por seu impeachment.
No Nepal, protestos contra corrupção e nepotismo levaram o primeiro-ministro a renunciar o cargo.
No Quênia, a Geração Z foi para as ruas e para as redes sociais exigir responsabilização e reformas no governo.
No Peru, uma multidão de jovens marchou até ao Congresso, ao lado de motoristas de ônibus e táxi, para demonstrar sua revolta diante dos escândalos de corrupção e aumento da insegurança.
Em meio aos protestos, o Congresso peruano aprovou por unanimidade, no último dia 10, o afastamento da presidente Dina Boluarte do cargo. José Jerí, que liderava o Parlamento, assumiu interinamente a presidência, mas os protestos persistem e agora pedem sua renúncia.
Na Indonésia, trabalhadores informais protestam contra os cortes em programas sociais.
E no Marrocos, a população testemunha a maior manifestação antigoverno dos últimos anos.
Manifestantes exigem melhorias na saúde e educação e criticam os bilhões gastos na construção de estádios para a Copa do Mundo.
A Geração Z lidera manifestações antigoverno no Marrocos, pedindo por mais investimento em saúde e educação.
Abu Adem Muhammed / Anadolu via Getty Images
Em todas essas manifestações, as redes sociais têm desempenhado um papel fundamental, servindo de plataforma para compartilhar histórias, construir solidariedade, coordenar táticas e promover a troca de experiências com jovens de outros países.
Mas, segundo Janjira Sombatpoonsiri, do Instituto Alemão de Estudos Globais e Regionais, esses protestos são apenas os mais recentes de "uma onda de 15 anos de manifestações lideradas por jovens e moldadas pela conectividade digital".
Essa onda inclui a Primeira Árabe (2010-2011), o movimento Occupy Wall Street (2011-2012), o Movimento Indignados, contra a austeridade na Espanha (2011), além de protestos pró-democracia na Tailândia (2020-2021), Sri Lanka (2022) e Bangladesh (2024).
'Corrupção se torna visível'
Steven Feldstein, pesquisador sênior do centro de estudos norte-americanos Carnegie Endowment for International Peace, traça a origem desse fenômeno a um período ainda anterior — durante a Segunda Revolução do Poder Popular, nas Filipinas, em 2001, quando as mensagens de texto por SMS tiveram papel central.
"Jovens utilizando tecnologia para impulsionar movimentos de massa não é novidade", disse.
A diferença agora está no nível de sofisticação da tecnologia, com uso generalizado de celulares, redes sociais, aplicativos de mensagem e, mais recentemente, inteligência artificial, o que facilitou a mobilização de pessoas.
Jovens no Sri Lanka entraram em confronto com a polícia durante protestos em 2022.
Akila Jayawardana / NurPhoto via Getty Images
"Foi com isso que eles [Geração Z] cresceram e é essa a forma que eles se comunicam", destaca Feldstein.
"Essa forma de organização é uma manifestação natural disso."
Hoje, imagens e publicações circulam cada vez mais longe e mais rápido, ampliando tanto a indignação quanto a solidariedade das pessoas.
Athena Charanne Presto, socióloga da Universidade Nacional da Austrália, afirma que as redes sociais "transformaram algo que poderia parecer apenas um post sobre estilo de vida em política e, em muitos casos, mobilizações".
"A corrupção parece algo abstrato quando é mencionada em relatórios ou processos judiciais, mas quando as pessoas a veem em seus celulares, na forma de mansões, carros esportivos, bolsas de luxo, a corrupção se torna algo concreto", destaca a socióloga.
"A distância entre o privilégio da elite e as dificuldades do dia a dia se torna um insulto pessoal, em que a ideia abstrata de corrupção se desintegra em pedaços palpáveis."
Foi isso que aconteceu em setembro no Nepal, onde protestos se desencadearam após o filho de um político postar uma foto no Instagram posando ao lado de uma árvore de Natal feita de caixas de marcas de luxo.
A situação também foi semelhante nas Filipinas.
"Assim como no Nepal, isso repercutiu entre os jovens filipinos porque eles visualizaram algo que já sabiam: que as elites políticas vivem com excesso", disse Presto.
"E no caso das Filipinas, esses excessos estão diretamente ligados ao fato de que os políticos estão desviando dinheiro de projetos de controle de enchentes, que atingem cada vez mais os filipinos."
Manifestantes tailandeses adotaram a tática 'seja como a água' de Hong Kong, mudando locais de manifestações de última hora, via Telegram, para enganar a polícia.
Getty Images via BBC
As redes sociais também tornaram possível a troca de táticas de protesto entre manifestantes em diferentes países.
A hashtag #MilkTeAlliance, uma rede pan-asiática pró-democracia que surgiu a partir dos protestos de Hong Kong em 2019, tornou-se um ponto de encontro para ativistas em Mianmar, Tailândia e outros países.
Manifestantes tailandeses, por exemplo, adotaram a abordagem "seja como a água" usada em Hong Kong, anunciando protestos para, de última hora, mudar o local por meio de canais do Telegram, frustrando os bloqueios policiais.
"Essa tática ajudou os cidadãos a escapar da vigilância e de prisões", afirma Sombatpoonsiri.
Uma faca de dois gumes
À medida que a dissidência online se espalha, muitos regimes autoritários respondem com censura e força.
Mas especialistas alertam que tais repressões muitas vezes têm o efeito contrário ao esperado, desencadeando manifestações ainda maiores, principalmente quando imagens de violência do Estado são transmitidas ao vivo, inflamando a indignação pública.
O episódio em Bangladesh, em 2021, é um exemplo claro: o governo de Awami League bloqueou a internet, prendeu dissidentes com base na Lei de Segurança Digital e usou munições reais para atirar contra estudantes ativistas.
Mas uma imagem, do estudante Abu Sayed, morto a tiros pela polícia, o tornou um mártir e fez com que mais pessoas saíssem às ruas para protestar.
Bangladesh viu uma nova onda de protestos após morte de estudante pela polícia.
Getty Images via BBC
Padrões semelhantes se repetiram no Sri Lanka, na Indonésia e no Nepal, onde a morte de manifestantes alimentou ainda mais a indignação das pessoas, endureceu as reivindicações e, em alguns casos, derrubou governos.
No entanto, embora as redes sociais fortaleçam protestos, elas também os tornam mais suscetíveis à fragmentação e repressão.
A organização desses movimentos sem um líder fixo oferece "flexibilidade e uma sensação de igualdade", afirma Sombatpoonsiri, mas também pode deixar os grupos mais vulneráveis a infiltrações, violência ou mudanças de agenda.
Um manifestante antigoverno durante comício pedindo a revogação da Seção 112 do Código Penal tailandês, que criminaliza insultos ao monarca.
Getty Images via BBC
Na Tailândia, uma monarquia, debates online fragmentaram o movimento pró-democracia depois que hashtags como #RepublicofThailand (República da Tailândia, em português) e publicações com símbolos comunistas afastaram possíveis aliados.
Já no Nepal e em Bangladesh, manifestações pouco coordenadas acabaram em violência.
Enquanto isso, pesquisas indicam que os regimes estão usando ferramentas digitais contra ativistas.
"Desde a Primavera Árabe, os governos implementaram um sistema de vigilância com uso de inteligência artificial, censura mais rígida e leis repressivas, forçando os ativistas a atuar sob risco constante", disse Sombatpoonsiri.
A Primavera Árabe envolveu revoltas no Oriente Médio e no norte da África.
Getty Images via BBC
Especialistas também debatem o impacto a longo prazo dos protestos organizados pelas redes sociais.
Um estudo da Universidade de Harvard de 2020 sugere que, nos anos de 1980 e 1990, 65% das campanhas não violentas foram bem-sucedidas, mas entre 2010 e 2019, esse índice caiu para 34%.
"Mesmo quando os movimentos de massa conseguem provocar mudanças em governos ou regimes, transformações de longo prazo estão longe de serem garantidas", afirma Sombatpoonsiri.
"Protestos podem evoluir para guerras civis, como aconteceu na Síria, Mianmar e no Iêmen, levando facções rivais a disputar o poder, ou autocratas podem retornar e consolidar sua influência, como no Egito, Tunísia e na Sérvia, já que as reformas falharam em desmontar a infraestrutura enraizada nos regimes anteriores."
Além das hashtags
Estratégias híbridas, que combinam abordagens online e offline, são essenciais para promover mudanças reais.
AFP via BBC
"Por natureza, [as redes sociais] não foram feitas para promover mudanças de longo prazo. Você depende de algoritmos, indignação e hashtags para manter o movimento de pé", afirma Feldstein.
"A mudança exige que as pessoas encontrem uma forma de transformar um movimento online disperso em algo com visão de longo prazo, com vínculos que sejam tanto físicos quanto online."
Os especialistas também enfatizam a necessidade de "estratégias híbridas".
"Essas estratégias deveriam combinar ativismo online com tradicionais formas de protesto, como greves e comícios. Igualmente importantes são alianças amplas que fortaleçam a colaboração entre sociedade civil, partidos políticos, atores institucionais e movimentos baseados na internet."
Protestos da Geração Z contra o governo do Peru têm confronto com a polícia e feridos
Geração 'Z': jovens buscam equilíbrio entre vida profissional e pessoal
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Protestos recentes no Nepal escalaram para atos violentos, deixando ao menos 70 pessoas mortas; primeiro-ministro renunciou ao cargo.
Prabin Ranabhat / AFP via Getty Images
O coronel Michael Randrianirina foi empossado como novo presidente de Madagascar na sexta-feira (17/10), dias após um golpe militar no país.
Ele trocou o uniforme de combate por um terno e agradeceu aos jovens que foram às ruas durante semanas de protestos que levaram o presidente Andry Rajoelina a fugir do país e resultaram em seu impeachment.
De Madagascar ao Marrocos, do Paraguai ao Peru, protestos liderados por jovens estão se espalhando pelo mundo, enquanto a Geração Z — pessoas nascidas entre 1995 e 2010 — demonstra sua frustração com governos e exige mudanças.
Além da juventude dos participantes, esses movimentos têm em comum a forma como são organizados e impulsionados: pelas redes sociais.
Mas especialistas alertam que esse mesmo fator pode ser a causa do seu enfraquecimento.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Em Madagascar, manifestações contra falta de energia e água derrubaram o governo. Uma unidade militar de elite afirmou na terça-feira (14/10) ter assumido o poder, destituindo o então presidente, após parlamentares votarem por seu impeachment.
No Nepal, protestos contra corrupção e nepotismo levaram o primeiro-ministro a renunciar o cargo.
No Quênia, a Geração Z foi para as ruas e para as redes sociais exigir responsabilização e reformas no governo.
No Peru, uma multidão de jovens marchou até ao Congresso, ao lado de motoristas de ônibus e táxi, para demonstrar sua revolta diante dos escândalos de corrupção e aumento da insegurança.
Em meio aos protestos, o Congresso peruano aprovou por unanimidade, no último dia 10, o afastamento da presidente Dina Boluarte do cargo. José Jerí, que liderava o Parlamento, assumiu interinamente a presidência, mas os protestos persistem e agora pedem sua renúncia.
Na Indonésia, trabalhadores informais protestam contra os cortes em programas sociais.
E no Marrocos, a população testemunha a maior manifestação antigoverno dos últimos anos.
Manifestantes exigem melhorias na saúde e educação e criticam os bilhões gastos na construção de estádios para a Copa do Mundo.
A Geração Z lidera manifestações antigoverno no Marrocos, pedindo por mais investimento em saúde e educação.
Abu Adem Muhammed / Anadolu via Getty Images
Em todas essas manifestações, as redes sociais têm desempenhado um papel fundamental, servindo de plataforma para compartilhar histórias, construir solidariedade, coordenar táticas e promover a troca de experiências com jovens de outros países.
Mas, segundo Janjira Sombatpoonsiri, do Instituto Alemão de Estudos Globais e Regionais, esses protestos são apenas os mais recentes de "uma onda de 15 anos de manifestações lideradas por jovens e moldadas pela conectividade digital".
Essa onda inclui a Primeira Árabe (2010-2011), o movimento Occupy Wall Street (2011-2012), o Movimento Indignados, contra a austeridade na Espanha (2011), além de protestos pró-democracia na Tailândia (2020-2021), Sri Lanka (2022) e Bangladesh (2024).
'Corrupção se torna visível'
Steven Feldstein, pesquisador sênior do centro de estudos norte-americanos Carnegie Endowment for International Peace, traça a origem desse fenômeno a um período ainda anterior — durante a Segunda Revolução do Poder Popular, nas Filipinas, em 2001, quando as mensagens de texto por SMS tiveram papel central.
"Jovens utilizando tecnologia para impulsionar movimentos de massa não é novidade", disse.
A diferença agora está no nível de sofisticação da tecnologia, com uso generalizado de celulares, redes sociais, aplicativos de mensagem e, mais recentemente, inteligência artificial, o que facilitou a mobilização de pessoas.
Jovens no Sri Lanka entraram em confronto com a polícia durante protestos em 2022.
Akila Jayawardana / NurPhoto via Getty Images
"Foi com isso que eles [Geração Z] cresceram e é essa a forma que eles se comunicam", destaca Feldstein.
"Essa forma de organização é uma manifestação natural disso."
Hoje, imagens e publicações circulam cada vez mais longe e mais rápido, ampliando tanto a indignação quanto a solidariedade das pessoas.
Athena Charanne Presto, socióloga da Universidade Nacional da Austrália, afirma que as redes sociais "transformaram algo que poderia parecer apenas um post sobre estilo de vida em política e, em muitos casos, mobilizações".
"A corrupção parece algo abstrato quando é mencionada em relatórios ou processos judiciais, mas quando as pessoas a veem em seus celulares, na forma de mansões, carros esportivos, bolsas de luxo, a corrupção se torna algo concreto", destaca a socióloga.
"A distância entre o privilégio da elite e as dificuldades do dia a dia se torna um insulto pessoal, em que a ideia abstrata de corrupção se desintegra em pedaços palpáveis."
Foi isso que aconteceu em setembro no Nepal, onde protestos se desencadearam após o filho de um político postar uma foto no Instagram posando ao lado de uma árvore de Natal feita de caixas de marcas de luxo.
A situação também foi semelhante nas Filipinas.
"Assim como no Nepal, isso repercutiu entre os jovens filipinos porque eles visualizaram algo que já sabiam: que as elites políticas vivem com excesso", disse Presto.
"E no caso das Filipinas, esses excessos estão diretamente ligados ao fato de que os políticos estão desviando dinheiro de projetos de controle de enchentes, que atingem cada vez mais os filipinos."
Manifestantes tailandeses adotaram a tática 'seja como a água' de Hong Kong, mudando locais de manifestações de última hora, via Telegram, para enganar a polícia.
Getty Images via BBC
As redes sociais também tornaram possível a troca de táticas de protesto entre manifestantes em diferentes países.
A hashtag #MilkTeAlliance, uma rede pan-asiática pró-democracia que surgiu a partir dos protestos de Hong Kong em 2019, tornou-se um ponto de encontro para ativistas em Mianmar, Tailândia e outros países.
Manifestantes tailandeses, por exemplo, adotaram a abordagem "seja como a água" usada em Hong Kong, anunciando protestos para, de última hora, mudar o local por meio de canais do Telegram, frustrando os bloqueios policiais.
"Essa tática ajudou os cidadãos a escapar da vigilância e de prisões", afirma Sombatpoonsiri.
Uma faca de dois gumes
À medida que a dissidência online se espalha, muitos regimes autoritários respondem com censura e força.
Mas especialistas alertam que tais repressões muitas vezes têm o efeito contrário ao esperado, desencadeando manifestações ainda maiores, principalmente quando imagens de violência do Estado são transmitidas ao vivo, inflamando a indignação pública.
O episódio em Bangladesh, em 2021, é um exemplo claro: o governo de Awami League bloqueou a internet, prendeu dissidentes com base na Lei de Segurança Digital e usou munições reais para atirar contra estudantes ativistas.
Mas uma imagem, do estudante Abu Sayed, morto a tiros pela polícia, o tornou um mártir e fez com que mais pessoas saíssem às ruas para protestar.
Bangladesh viu uma nova onda de protestos após morte de estudante pela polícia.
Getty Images via BBC
Padrões semelhantes se repetiram no Sri Lanka, na Indonésia e no Nepal, onde a morte de manifestantes alimentou ainda mais a indignação das pessoas, endureceu as reivindicações e, em alguns casos, derrubou governos.
No entanto, embora as redes sociais fortaleçam protestos, elas também os tornam mais suscetíveis à fragmentação e repressão.
A organização desses movimentos sem um líder fixo oferece "flexibilidade e uma sensação de igualdade", afirma Sombatpoonsiri, mas também pode deixar os grupos mais vulneráveis a infiltrações, violência ou mudanças de agenda.
Um manifestante antigoverno durante comício pedindo a revogação da Seção 112 do Código Penal tailandês, que criminaliza insultos ao monarca.
Getty Images via BBC
Na Tailândia, uma monarquia, debates online fragmentaram o movimento pró-democracia depois que hashtags como #RepublicofThailand (República da Tailândia, em português) e publicações com símbolos comunistas afastaram possíveis aliados.
Já no Nepal e em Bangladesh, manifestações pouco coordenadas acabaram em violência.
Enquanto isso, pesquisas indicam que os regimes estão usando ferramentas digitais contra ativistas.
"Desde a Primavera Árabe, os governos implementaram um sistema de vigilância com uso de inteligência artificial, censura mais rígida e leis repressivas, forçando os ativistas a atuar sob risco constante", disse Sombatpoonsiri.
A Primavera Árabe envolveu revoltas no Oriente Médio e no norte da África.
Getty Images via BBC
Especialistas também debatem o impacto a longo prazo dos protestos organizados pelas redes sociais.
Um estudo da Universidade de Harvard de 2020 sugere que, nos anos de 1980 e 1990, 65% das campanhas não violentas foram bem-sucedidas, mas entre 2010 e 2019, esse índice caiu para 34%.
"Mesmo quando os movimentos de massa conseguem provocar mudanças em governos ou regimes, transformações de longo prazo estão longe de serem garantidas", afirma Sombatpoonsiri.
"Protestos podem evoluir para guerras civis, como aconteceu na Síria, Mianmar e no Iêmen, levando facções rivais a disputar o poder, ou autocratas podem retornar e consolidar sua influência, como no Egito, Tunísia e na Sérvia, já que as reformas falharam em desmontar a infraestrutura enraizada nos regimes anteriores."
Além das hashtags
Estratégias híbridas, que combinam abordagens online e offline, são essenciais para promover mudanças reais.
AFP via BBC
"Por natureza, [as redes sociais] não foram feitas para promover mudanças de longo prazo. Você depende de algoritmos, indignação e hashtags para manter o movimento de pé", afirma Feldstein.
"A mudança exige que as pessoas encontrem uma forma de transformar um movimento online disperso em algo com visão de longo prazo, com vínculos que sejam tanto físicos quanto online."
Os especialistas também enfatizam a necessidade de "estratégias híbridas".
"Essas estratégias deveriam combinar ativismo online com tradicionais formas de protesto, como greves e comícios. Igualmente importantes são alianças amplas que fortaleçam a colaboração entre sociedade civil, partidos políticos, atores institucionais e movimentos baseados na internet."
Protestos da Geração Z contra o governo do Peru têm confronto com a polícia e feridos
Geração 'Z': jovens buscam equilíbrio entre vida profissional e pessoal
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G1
Geração Z está derrubando governos, mas redes sociais geram mudanças duradouras? | G1
Entenda como a Geração Z usa as redes sociais para protestar e derrubar governos ao redor do mundo, e os desafios para gerar mudanças duradouras.
Equipes do IML e do Icrim estiveram nos locais dos acidentes para realizar os procedimentos periciais.
Foto 2: Alessandra Rodrigues/Mirante News FM
Dois acidentes com vítimas fatais foram registrados nas primeiras horas da manhã deste domingo (19), em São Luís.
Em um dos casos, um homem identificado como Diogo morreu após colidir a motocicleta que pilotava contra um ônibus no bairro Santa Efigênia.
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O segundo acidente ocorreu na Avenida Celso Coutinho, nas proximidades da Reserva do Itapiracó, onde uma colisão entre dois carros resultou na morte de um homem.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Equipes do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (Icrim) estiveram nos locais para realizar os procedimentos de praxe.
As causas dos acidentes ainda serão investigadas pelas autoridades competentes.
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Melhores destinos para viajar sozinho em 2025, segundo turistas; veja único sul-americano
O ar está carregado de sal e manteiga quando uma tigela de tagliatelle com anchovas derretidas e ovas de bacalhau lascadas chega à minha mesa, que está ao lado do canal.
O estalo agudo de uma rolha quebra o burburinho do restaurante e a garçonete serve uma taça de vinho branco local. O almoço chegou.
"Esta é a rainha das manteigas", diz minha garçonete, que afirma que a manteiga alpina — Primiero Botìro — que reveste minha massa é uma especialidade regional.
Produzida em áreas de montanha com leite cru em julho e setembro, ela diz, "está mais saborosa agora".
Treviso está a meia hora de distância de Veneza
Alamy
É setembro e estou em Treviso, um dos destinos mais discretamente deliciosos do norte da Itália e um lugar por onde muitos viajantes só passam, desembarcando aqui em voos de companhias aéreas de baixo custo e seguindo direto para a vizinha Veneza.
No entanto, vale a pena parar em Treviso: uma cidade histórica murada e repleta de canais, onde o tiramisù apareceu pela primeira vez nos cardápios e o radicchio e o prosecco moldam a vida cotidiana.
É um destino que tem chamado cada vez mais atenção, mais recentemente por ter se tornado a primeira cidade italiana a ganhar o European Green Leaf Award, uma iniciativa da União Europeia que reconhece os esforços ambientais de cidades menores, que tenham entre 20 mil e 100 mil moradores.
Com uma população de quase 94 mil habitantes, Treviso impressionou os jurados ao transformar um aterro sanitário abandonado em um parque solar, reformar seu sistema de canais para melhorar a qualidade da água e lançar projetos de biodiversidade para limpar o ar.
A iniciativa verde também está se expandindo para além da cidade, para as Colinas de Prosecco, tombadas pela Unesco, onde produtores de vinho estão adotando práticas sustentáveis para combater as mudanças climáticas.
Os esforços de Treviso oferecem um contraponto interessante a Veneza, a apenas 30 minutos de distância, que continua a sofrer com o turismo excessivo, a poluição de suas águas e as dificuldades de infraestrutura.
A tão alardeada taxa para visitantes que permaneçam um dia na cidade antiga arrecadou milhões em receita, mas não conseguiu reduzir significativamente o número de turistas, que ainda somam em média 13 mil por dia em 2025, em comparação com 16.676 em 2024.
Cidade recebeu prêmio de sustentabilidade em 2025
Alamy
"Temos muito orgulho da nossa cidade", afirma Alessandro Manera, vice-prefeito de Treviso.
"Foi um desafio mostrar que uma cidade italiana poderia ganhar este prêmio. O objetivo do prêmio não é ser a cidade mais bonita e verde da Europa. Trata-se de mostrar quem está melhorando."
Desde o lançamento de sua missão sustentável, há sete anos, Treviso construiu quilômetros de novas ciclovias para reduzir o uso de carros, implementou programas escolares de reciclagem e plantou 6 mil árvores.
As árvores, afirma Manera, desempenham um papel fundamental na melhoria da qualidade do ar no município, localizado no Vale do Pó — uma bacia natural que retém poluentes.
Outro projeto fundamental foi a modernização da infraestrutura de esgoto de Treviso, que chegava a apenas 27% da população da cidade.
"Já estamos em 64% e [até o 10º ano] gostaríamos de terminar em 80%", afirma Manera.
"É realmente uma revolução verde, porque todo aquele esgoto estava indo para os nossos rios."
Para uma cidade cercada por água, a transformação é vital. Frequentemente apelidada de "pequena Veneza" pelos moradores locais, os canais de Treviso cortam o centro histórico da cidade, com 2.100 anos de história, passando por varandas floridas e salgueiros-chorões caídos ao longo das margens.
"Esta é uma cidade onde os canais são os protagonistas", diz Ilaria Barbon, guia turística da Treviso Tours.
"A presença do Rio Sile foi essencial para as origens e o desenvolvimento de Treviso. Os mesmos canais e as muralhas maciças protegiam Treviso no início do século 16."
Ela acrescenta que a água continua sendo fundamental para a identidade de Treviso.
"Hoje, a qualidade da água é muito boa. Temos muitas fontes, algumas delas famosas, como a Dei Tre Visi ou a Delle Tette. O Free Aqua é um aplicativo que permite monitorar o abastecimento da sua garrafa [de água]. Moro a 6 km de Treviso, e a administração local está distribuindo garrafas de alumínio para todas as crianças da escola — a meta é plástico zero."
Moinhos de água centenários de Treviso estão sendo revitalizados para fornecer energia a partes da cidade
Alamy
Essa mesma água também alimenta a indústria de Treviso há bastante tempo.
Antigos moinhos de água usados para moer grãos no século 16 estão espalhados pela cidade. Eles foram reativados recentemente, e um deles chega a abastecer de energia as luzes do mercado central de peixes de Treviso.
"Esse é o único local hoje abastecido porque, para toda a cidade, seria impossível", diz Manera.
"Mas outro grande projeto — um projeto de 25 milhões de euros — é mudar toda a iluminação pública da cidade para LED. Concluiremos isso em seis a sete meses", diz ele, estimando que isso resultará em uma economia de energia de 70%.
Essa mesma busca por uma vida mais sustentável vai além da infraestrutura. A guia turística Annalisa De Martin incentiva os viajantes a explorar Treviso sobre duas rodas, realizando passeios de bicicleta pelos canais, trilhas fluviais e pela paisagem circundante, enquanto se deliciam com a gastronomia da cidade.
"Sempre termino meus passeios com uma fatia de tiramisù", ela me conta: "Foi inventado aqui."
Reza a lenda que a sobremesa embebida em café foi criada no século 18 por uma cafetina que administrava um bordel local.
Dizia-se que o tiramisù — que se traduz literalmente como "me anima" — era oferecido como afrodisíaco aos clientes. Visite qualquer um dos restaurantes da cidade e você quase certamente o verá no cardápio.
Treviso também é famosa pela produção de radicchio — um tipo de chicória vermelha de sabor ligeiramente amargo que é frequentemente consumida com queijo. Os passeios percorrem a Estrada do Radicchio, um trecho repleto de fazendas abertas a visitação
"O radicchio é usado de muitas maneiras aqui", diz De Martin.
"Não apenas cru, mas também para risotos e assado. Também o usamos para molhos para massas e [para fazer chutney] para queijo. Temos um bolo de radicchio chamado fregolotta e alguém uma vez até fez um tiramisù de radicchio durante nossa Copa do Mundo de Tiramisù anual."
Nas colinas de Prosecco, produtores estão adotando práticas sustentáveis em resposta às mudanças nos padrões climáticos
Alamy
Para além de sobremesas e vegetais, as colinas ondulantes de Prosecco na região refletem o mesmo equilíbrio entre terra, tradição e inovação.
O enólogo Sandro Bottega, fundador da Bottega Prosecco, afirma que as mudanças climáticas estão forçando os produtores a se adaptarem.
"Estamos vivenciando muitas coisas", diz Bottega, "desde a evaporação excessiva de água durante os verões quentes até o aumento de chuva e granizo durante as estações mais frias, que danificam as videiras".
Ele afirma que as mudanças climáticas estão tendo um grande impacto na produção, acrescentando que "em alguns vinhedos, no ano passado, perdemos 80% [de nossas colheitas]. Este ano, serão 50%".
Em resposta, produtores como Bottega estão experimentando métodos de viticultura sustentáveis para reduzir seu impacto de carbono — como técnicas de adubação verde para promover a fertilidade do solo, painéis solares, usados em busca de autonomia energética, e ar-condicionado geotérmico como controle climático natural.
Um sinal, talvez, de que as ambições verdes de Treviso se espalharam para além dos muros da cidade.
Juntos, eles mostram como um dos destinos mais tranquilos da Itália está moldando um futuro verde; um futuro enraizado nos prazeres simples de boa comida e bebida, água limpa e ação comunitária.
O sistema que impede Veneza de afundar há mais de 1.600 anos
'Por que tenho que ver bêbados cambaleando por aí?': as queixas de Sêneca sobre os turistas já na Roma Antiga
A revanche de ilha paradisíaca que virou 'inferno na Terra' por excesso de turistas
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Ecobarreira
reprodução/TV Globo
Uma tecnologia sustentável já testada em várias cidades brasileiras está ajudando a salvar rios ameaçados por toneladas de lixo. O projeto sustentável será apresentado na COP30, em Belém (PA).
Quando criança, o Diego tomava banho no rio Atuba, que passa pelos fundos da casa dele, em Colombo, na Grande Curitiba. A sujeira impediu que os filhos tivessem a mesma experiência.
Para tentar mudar isso, Diego contruiu uma ecobarreira. A estrutura é feita com galões flutuantes e uma rede submersa, que segura o lixo jogado irregularmente nos rios. Toda semana, ele mesmo retira os resíduos acumulados nela.
"Nada mais é, Ana, que uma estrutura flutuante, que ela fica no rio para segurar o que não deveria estar na natureza: garrafa pet, isopor, sacola, plástico. Ela não tem interferência nenhuma na vida aquática, né, o peixe passa tranquilamente, porque ela só flutua, né?," diz o ativista ambiental Diego Saldanha.
Há três anos, o Jornal Nacional mostrou o projeto idealizado pelo vendedor de frutas que queria ensinar aos filhos sobre consciência ambiental.
Já são quase dez anos de dedicação pela limpeza do rio Atuba com o uso da ecobarreira. O material retirado daqui vai para cooperativas de reciclagem e ganham a destinação correta. A ideia deu tão certo que o Diego foi convidado a instalar a primeira ecobarreira fora do Paraná.
No Pará, o projeto ajuda a conservar o rio Benfica, em Benevides (PA), e o canal Tamandaré, em Belém (PA). Em novembro, a capital paraense vai ser sede da COP30, a conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas.
O Diego vai participar do evento. Quer atrair mais atenção para o projeto e mostrar que há soluções para limpar os rios do país.
"A ideia é mostrar a nossa iniciativa aqui desde que ela começou e como a gente conseguiu ampliar ela para o país, chegando em Belém, né? E a gente tem muitas outras novidades, outros estados, né, inclusive o Paraná que está bem interessado na tecnologia e eu tenho fé que logo os rios urbanos do país vão estar repletos de ecobarreiras", explica Diego.
Ossadas encontradas em apartamento de SP
reprodução/TV Globo
A polícia de São Paulo investiga a origem de ossadas humanas em um apartamento num bairro nobre da cidade.
Dentro do apartamento no Jardim Paulista, bairro nobre de São Paulo (SP), a Polícia Militar encontrou os mais de 12 crânios e outros ossos humanos, guardados em caixas e sacolas. Junto das ossadas, fotos antigas de várias pessoas e objetos. Aparentemente tudo foi retirado de túmulos de cemitérios.
O dono do apartamento, um homem de 79 anos, foi encontrado morto na última segunda-feira (13) por parentes. Ele vivia sozinho e, segundo o boletim de ocorrência, não havia sinais de violência no corpo dele. Foi um desses parentes que chamou a Polícia Militar, depois que se deparou com as ossadas, ai fazer uma limpeza no apartamento.
Nós tentamos contato com os parentes do dono do imóvel e funcionários do prédio, mas eles não quiseram gravar entrevista.
A Polícia Militar diz que o proprietário sofria de transtornos psiquiátricos, e que ferramentas encontradas no imóvel levantam a hipótese de que as ossadas e os outros objetos foram mesmo furtados de cemitérios da cidade.
"Tinham alguns instrumentos como enxadas e maquinários que a gente acredita que ele usou pra fazer essa subtração", diz a policial Diellem Navarro de Souza.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado como encontro de cadáver e destruição, subtração ou ocultação de cadáver.
Todo o material foi levado para o Instituto de Criminalística. Os peritos vão tentar identificar de quem eram as ossadas e de onde foram retiradas.
Delegacia de Barra Mansa
Divulgação/Polícia Civil
Um adolescente, de 14 anos, foi morto a tiros na tarde deste sábado (18) no bairro Boa Vista III, em Barra Mansa (RJ).
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Segundo a PM, a vítima foi baleada em frente a um bar e chegou a ser socorrida por populares para o Hospital Santa Casa de Barra Mansa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade médica.
Ainda segundo a PM, testemunhas informaram que uma motocicleta parou em frente ao local e um dos ocupantes desceu, efetuando vários disparos na direção da vítima.
Ainda de acordo com a PM, o adolescente tinha anotações por ato infracional análogo ao tráfico de drogas.
Uma equipe da perícia foi acionada para levantar informações que possam ajudar nas investigações.
O corpo será levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Volta Redonda.
Até o momento da publicação desta reportagem a motivação do crime era desconhecida e ninguém havia sido preso pela ação.
O caso foi registrado na delegacia de Barra Mansa e será investigado pela Polícia Civil.
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Um jovem de 22 anos morreu em um acidente na MGC-265, entre Alpinópolis e Carmo do Rio Claro (MG), na tarde deste sábado (18). A vítima foi identificada como Victor Souza Lima, morador de Passos, casado e pai de dois filhos.
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Conforme a Polícia Militar, Victor dirigia uma Fiat Fiorino quando invadiu a pista contrária e bateu de frente com um GM Cobalt. Com o impacto, ele morreu no local.
Motorista de 22 anos morre em batida frontal na MGC-265 entre Alpinópolis e Carmo do Rio Claro
Polícia Militar Rodoviária
Os ocupantes do Cobalt sofreram apenas escoriações e foram levados para o Pronto-Socorro de Alpinópolis.
A Polícia Militar Rodoviária foi acionada e seguiu para o local para realizar o registro da ocorrência e controlar o trânsito.
As causas do acidente ainda serão investigadas.
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Vencedora de concurso sobre 'Vale Tudo' em 88 acerta desfecho do remake
A vencedora de um concurso sobre 'Vale Tudo' em 1988 acertou o desfecho do remake. Laura Boaventura, que previu o assassino de Odete Roitman, deu seu palpite no Fantástico do último domingo (12). Ela apostou que Odete estaria viva e que Freitas faria parte do esquema.
“Eu acho que a Odete não vai morrer. Ela vai forjar a própria morte com a ajuda do Freitas, porque ele disse que ela poderia contar com ele para o que precisasse”, afirmou.
O autor da primeira versão da novela, Aguinaldo Silva, confirmou a previsão: “Eu acho que a Odete Roitman nesta versão não vai morrer. Meu feeling de roteirista está me dizendo que ela não morre.”
Laura Boaventura, que previu o assassino de Odete Roitman, deu seu palpite no Fantástico do último domingo (12)
Reprodução/Arquivo Pessoal/Globo
O palpite de 1988
Na época do concurso, mais de 2,5 milhões de cartas foram enviadas. Laura enviou três, todas com a mesma suspeita. Ela recordou: “Gostava de assistir com meu avô e ficávamos conjecturando, imaginando diferentes finais, explorando possibilidades e investigando cada detalhe.”
“As pistas que me levaram a acreditar que fosse a Leila começaram a aparecer durante o enterro da Odete. Eu pensei: ‘Não, estão dando muito close na Leila, está aparecendo demais’. Então, achei que seria ela.”
O palpite rendeu a Laura um prêmio de 5 milhões de cruzados, cerca de R$ 85 mil nos valores atuais. “Começamos a pular, gritando ‘Você ganhou, você ganhou!’, e foi uma festa”, contou.
Quem matou Odete Roitman?
Quem matou Odete Roitman? 'Vale tudo' desvenda mistério
Reprodução/TV Globo
O último capítulo da novela, apresentado na sexta-feira (17), trouxe uma reviravolta: Odete Roitman, personagem interpretada por Débora Bloch, está viva.
A cena final revelou que, apesar de ter sido baleada por Marco Aurélio (Alexandre Nero), ela sobreviveu ao atentado.
Na sequência exibida, Marco Aurélio aparece armado e dispara contra Odete. A personagem é vista caída, mas logo em seguida, uma nova cena mostra Odete sendo socorrida e acordando dentro de uma ambulância. Em seguida, passa por uma cirurgia.
Após o procedimento, Odete aparece ao lado de Freitas, personagem vivido por Luis Lobianco. No fim do capítulo, ela embarca em um helicóptero e declara: “Au revoir, Brasil. Odete Roitman sempre volta.”
Figurino de Odete na novela de 2025 e em 1988
Reprodução/TV Globo
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2º Distrito Policial de Campinas
João Gelo/EPTV
Um homem foi baleado na cabeça e no abdômen na manhã deste sábado (18), no Jardim Campo Belo, em Campinas (SP). Segundo a Polícia Militar, a vítima foi socorrida e encaminhada para o Hospital Mário Gatti. Não há confirmação do estado de saúde.
Ainda confirme a PM, a equipe foi acionada às 6h. No local, foi encontrado um projétil.
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O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Campinas foi notificado, e o caso foi registrado como tentativa de homicídio no plantão do 2º Distrito Policial.
Exames periciais foram solicitados ao Instituto de Criminalística (IC).
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Corpo do empresário foi encontrado em cafezal na zona rural de Patrocínio
PM/Divulgação
Um empresário de 61 anos foi encontrado morto neste sábado (18) em um cafezal às margens da MG-230, na zona rural de Patrocínio, no Alto Paranaíba. A Polícia Militar (PM) confirmou que a vítima, identificada como Luiz Antônio da Silva, estava desaparecida desde o dia anterior e foi assassinada após ser alvo de extorsão. Três pessoas foram presas em Patos de Minas ao serem abordadas com caminhonete da vítima.
Segundo a PM, a abordagem dos suspeitos aconteceu por volta das 21h de sexta-feira (17), durante patrulhamento da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). Os militares pararam a caminhonete de cor prata, ocupada por dois rapazes, de 24 e 25 anos, e uma jovem, de 18 anos, todos moradores de Patrocínio. Eles demonstraram nervosismo e não souberam explicar a origem do veículo, levantando suspeitas.
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Durante as verificações, os policiais descobriram que o veículo pertencia ao empresário. Familiares informaram que, ao checar as movimentações bancárias, constataram transferências via Pix que somavam R$ 16,1 mil para um dos suspeitos. No interior da caminhonete, os policiais encontraram manchas de sangue e um par de óculos da vítima.
Prisão dos suspeitos e corpo encontrado morto em menos de 24h
Após a prisão dos três envolvidos, as buscas pelo empresário foram intensificadas na região. Com apoio do Corpo de Bombeiros de Uberaba e cães farejadores, o corpo foi localizado na manhã deste sábado em meio à lavoura de café.
A perícia técnica esteve no local e confirmou sinais de violência, incluindo uma perfuração nas costas, possivelmente causada por faca.
O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade, que vai identificar a causa exata da morte.
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A PM destacou o trabalho conjunto entre as polícias das cidades vizinhas e auxílio do Corpo de Bombeiros, que resultou na prisão dos suspeitos e a localização do corpo do empresário em menos de 24 horas.
O caso será investigado pela Polícia Civil (PC). O g1 solicitou à corporação informações sobre a motivação do crime e a situação dos três presos. A reportagem aguarda retorno.
Delegacia de Polícia Civil de Patrocínio
Google Street View/Reprodução
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Luiz Roberto Dantas
Thiago Santos/Arquivo
O secretário de estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura, Luiz Roberto Dantas, permanece internado em um hospital particular de Aracaju. A informação foi divulgada, neste sábado (18), pelo governo de Sergipe.
Segundo o boletim médico do Hospital São Lucas, ele deu entrada na unidade de saúde, na última quinta, apresentando quadro neurológico agudo, secundário à queda significativa dos níveis de sódio, potássio e magnésio.
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Após avaliação inicial, ele foi transferido para a Unidade Cardiovascular, onde permanece consciente, orientado, sem déficit neurológico focal, respirando espontaneamente e hemodinamicamente estável.
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Carros colidiram de forma transversal em Pompeia; um dos carros se partiu ao meio com impacto
Concessionária Eixo/ Divulgação
Dois motoristas ficaram feridos após uma colisão transversal na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) em Pompeia (SP) na manhã deste sábado (18).
Com impacto da batida, um dos veículos se partiu ao meio. O motorista, um homem de 31 anos, estava sozinho no carro e foi socorrido com ferimentos leves. Chovia no momento do acidente e ele disse que o carro aquaplanou.
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No outro veículo, também só estava a motorista, de 41 anos. Ela também sofreu ferimentos leves. Os dois foram levados para o hospital em Pompeia.
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O trecho foi interditado só para atendimento da ocorrência e já está liberado. As causas do acidente serão investigados.
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Parte da cobertura da estrutura da arquibancada de um evento de beach tennis em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto (SP), durante a chuva neste sábado (18).
Estrutura de torneio de beach tennis em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, desaba durante chuva
Lucas Smith
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Polícia prende mais um suspeito de envolvimento na morte de Ruy Ferraz Fontes
Cristiano Alves da Silva, conhecido como Cris Brown, é o sétimo preso suspeito de envolvimento no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes. Conforme apurado pelo g1 neste sábado (18), o homem de 36 anos é promotor de eventos e tem passagens criminais.
Ruy foi morto no dia 15 de setembro, após cumprir expediente como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Sete pessoas foram presas, o possível atirador foi morto em confronto com a polícia e outros dois suspeitos estão foragidos (veja mais abaixo).
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Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), Cristiano é apontado como proprietário da casa usada pela quadrilha em Mongaguá (SP), cidade vizinha a Praia Grande. A pasta explicou que o local teria sido utilizado como ponto de apoio antes e depois do crime.
Conforme apurado pela equipe de reportagem, o homem chegou a ser ouvido pela polícia e liberado no dia 23 de setembro. Ele procurou a corporação ao descobrir que o imóvel estava sendo investigado, e alegou que teria alugado por R$ 2 mil para Flávio Henrique Ferreira de Souza, que está foragido.
Veja os detalhes da casa de Cris Brown que tinha piscina, churrasqueira e quatro quartos
Apesar disso, a polícia descobriu que Cristiano foi ao imóvel no litoral paulista no dia seguinte ao assassinato de Ruy, permaneceu por uma hora e voltou para a adega dele na Zona Sul de São Paulo. O g1 não localizou a defesa do suspeito até a última atualização desta reportagem.
Cristiano Alves da Silva, conhecido como Cris Brown, foi a 7ª pessoa presa por suspeita de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes
Divulgação/WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO
De acordo com os registros da corporação, o homem nasceu no dia 17 de junho de 1989, em São Paulo. Ele trabalha como promotor de eventos, tem 1,72 m, pele parda, cabelos e olhos castanhos escuros. Além disso, o estado civil é solteiro e ele concluiu apenas o Ensino Fundamental.
A equipe de reportagem teve acesso à ficha criminal de Cristiano, que registra seis prisões. Não há informações sobre os motivos que levaram à saída dele do sistema prisional durante esse período. Veja abaixo os crimes já cometidos pelo suspeito:
O homem foi preso em novembro de 2007, sendo condenado a seis anos de prisão em regime fechado por roubo com uso de arma cometido por duas ou mais pessoas.
Em abril de 2010, ele foi detido novamente e acabou condenado a um ano e quatro meses de reclusão em regime fechado por tentativa de furto. Em setembro de 2017, ele foi denunciado por receptação após ser preso pelo crime em maio daquele ano.
Em março de 2020, ele foi detido pelo artigo 243, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da punição para quem vender, fornecer, ministrar ou entregar, de qualquer forma, produtos que possam causar dependência física ou psíquica para crianças ou adolescentes.
Cristiano voltou a ser detido em julho de 2020 por cometer crimes -- não especificados -- contra o meio ambiente. Antes da prisão por suspeita de envolvimento na execução do ex-delegado, ele foi preso pela última vez por associação criminosa em maio de 2023.
Casa em Mongaguá que teria sido usada por criminosos tem piscina e churrasqueira
João Pedro Bezerra/g1
Captura de Cris Brown
Conforme registrado em boletim de ocorrência, Cristiano Alves da Silva foi localizado em um carro na tarde de sexta-feira (17), em São Paulo. Ele tentou fugir, mas foi capturado por policiais civis durante o cumprimento de mandado de prisão temporária.
A SSP-SP informou que o suspeito foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e encaminhado à audiência de custódia. "As investigações prosseguem pelo DHPP para esclarecer todas as circunstâncias dos fatos", destacou a pasta.
Quem é o verdadeiro Chris Brown?
Chris Brown chegando ao Tribunal da Coroa de Southwark para comparecer a uma audiência de apelação em Londres
AP Photo/Frank Augstein
Christopher Maurice Brown, conhecido como Chris Brown, também de 26 anos, é um rapper norte-americano. Em maio deste ano, ele chegou a ser preso Chris Brown suspeito de causar lesões corporais graves ao produtor musical Abe Diaw na boate Tape, no centro de Londres, em 2023.
O cantor já foi condenado por agredir a cantora Rihanna, sua então namorada, em 2009. E, em 2019, foi preso em Paris após uma acusação de estupro. A queixa foi apresentada por uma jovem de 24 anos. Um amigo e o guarda-costas do cantor também foram detidos na ocasião.
Além disso, uma mulher voltou a acusar o rapper de drogá-la e estuprá-la, no iate de Sean "Diddy" Combs, em dezembro de 2020. A alegação foi feita no documentário "Chris Brown: A History of Violence", que estreou nos EUA no ano passado.
Suspeitos
Assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes completa um mês; investigações continuam
Ao todo, sete pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no crime, outras duas estão foragidas e uma terceira morreu em confronto com a polícia.
Luiz Antonio Rodrigues de Miranda (foragido), de 43 anos, é procurado por suspeita de ter ordenado que uma mulher fosse buscar um dos fuzis usados no crime.
Flávio Henrique Ferreira de Souza (foragido), de 24 anos, também teve o DNA encontrado em um dos carros.
Felipe Avelino da Silva (preso), conhecido no Primeiro Comando da Capital (PCC) como Mascherano, de 33 anos, teve o DNA encontrado em um dos carros usados no crime.
Willian Silva Marques (preso), de 36 anos, é proprietário da casa apontada como base dos criminosos em Praia Grande e foi preso após se entregar na capital paulista.
Dahesly Oliveira Pires (presa), de 25 anos, foi detida por suspeita de ser a mulher que foi buscar o fuzil usado no crime na Baixada Santista.
Luiz Henrique Santos Batista (preso), conhecido como Fofão, de 38 anos, foi preso em São Vicente (SP), por ser suspeito de participar da logística da execução de Ruy Ferraz Fontes.
Rafael Marcell Dias Simões (preso), conhecido como Jaguar, de 42 anos, foi preso após se entregar no DP Sede de São Vicente, por ser suspeito de participar do assassinato.
Danilo Pereira Pena (preso), conhecido como Matemático, de 36 anos, foi preso em São Paulo (SP), por ser suspeito de mandar Fofão levar Jaguar da cidade de São Vicente para São Paulo.
Cristiano Alves da Silva (preso), conhecido como Cris Brown, de 36 anos, é o dono da casa usada pela quadrilha em Mongaguá, cidade vizinha a Praia Grande, e foi preso em São Paulo.
Umberto Alberto Gomes (morto), 39 anos, teve o DNA encontrado na casa que teria sido usada pelos criminosos em Mongaguá. Ele morreu após entrar em confronto com policiais no Paraná.
Carreira de Ruy Ferraz
Ruy Ferraz Fontes foi delegado-geral de São Paulo entre 2019 e 2022 e atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil. Ele teve papel central no combate ao crime organizado e foi pioneiro nas investigações sobre a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O delegado Ruy Ferraz Fontes, assassinado a tiros na Praia Grande, Litoral de São Paulo.
Reprodução/TV Globo
Fonte comandou divisões como Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Departamento Estadual de Investigações contra Narcóticos (Denarc) e Homicídios, além de dirigir o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).
Ele estava aposentado da corporação e, desde janeiro de 2023, atuava na Secretaria de Administração de Praia Grande.
Crime
Cronologia da execução: ação contra ex-delegado durou menos de 40 segundos
O caso aconteceu na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, por volta das 18h do dia 15 de setembro, no bairro Nova Mirim, perto do Fórum de Praia Grande. De acordo com a PM, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte da vítima no local.
Com base nas imagens de monitoramento da prefeitura, os criminosos chegaram à Rua Arnaldo Vitulli, ao lado da Secretaria de Educação (Seduc), às 18h02. Eles permaneceram de tocaia até às 18h16, quando o ex-delegado passou de carro e foi alvo dos primeiros disparos de fuzil.
Ruy Ferraz Fontes tentou escapar pela Rua 1º de Janeiro, mas foi perseguido por cerca de 500 metros. Na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, ele bateu em um ônibus e capotou. Nesse momento, três criminosos armados com fuzis desceram do carro.
Um deles ficou na contenção, enquanto os outros dois se aproximaram do veículo e executaram o ex-delegado com diversos disparos.
Na ocasião, uma tia e o sobrinho foram baleados e atendidos pelas equipes do Samu. Eles foram encaminhados inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Quietude.
Infográfico: criminosos fazem tocaia antes de iniciar ataque e perseguição ao delegado
Arte/g1
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