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Eduardo Vieira
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Para quem está contemplando a desesperança, agora que a tijolada da realidade partiu em pedacinhos o transe em que se encontravam: Só há uma solução para o problema do Brasil, ela levará anos até (e se) for implementada. Resumidamente, trata-se do povo rejeitando o sistema e se dispondo a tomas as rédeas do poder. Quando digo que nosso sistema político é doentio e que dele não podemos esperar solução não é para gerar desânimo mas para apresentar a realidade. E ela é feia mesmo, mas é o que temos. Um dia, talvez, lá no futuro, nosso povo aprenda a não tratar político como pop star; a não terceirizar a defesa do que é mais importante; a participar integralmente do processo político nacional; a tratar inimigos com dureza e vigor e não respeito e doçura. Ou seja, vai demorar, na melhor hipótese.
Introduzindo conceitos: Nem todo regressista é um anti-homem mas todo anti-homem é um regressista.
- "Estamos numa ditadura! O horror!" - "E como resolver, senhor deputado?" - "Vamos pressionar os senadores. Prepare aquela lista de e-mails e faça uma arte bacana." - "?!"
Sempre há esperança em Deus. Do Magnificat: "Deposuit potentes de sede, et exaltavit humiles." Os maus cairão, tão certo quanto amanhã veremos o Sol nascer. Melhor ainda ouvindo, de Bach:
Venho dizendo há muito tempo que não estamos numa democracia. Curiosamente isso causa tanto desconforto que eu seria colocado para escanteio se tivesse tamanho para isso. Essa relutância ao encarar a verdade é de dar medo e deriva de algumas motivações, todas ruins: 1. Um analista político que tenha feito carreira nessa tarefa precisa fingir (ainda que para si mesmo) que estamos num jogo democrático aceitável. A alternativa acaba com seu trabalho. 2. Uma liderança política precisa mostrar que pode ser útil. Se declarar que não pode fazer nada (fato) acredita que seu eleitorado vai se sentir traído ou achar que ele está desistindo. 3. Comunicadores populares dependem de assunto todos os dias para sobreviver. Ficar falando que as articulações no Congresso são um ridículo e inútil teatro que só ajuda aos políticos também não angaria interesse da audiência. Nosso povo também tem culpa pois ama uma mentira agradável em detrimento de uma verdade dura. E o negócio segue por aí, com todo esse ecossistema lutando para sobreviver. É compreensível. Não estou chamando ninguém de safado, apesar de vários o serem, especialmente entre os políticos. O problema disso tudo é que a verdade se perde e o povo vai acompanhando, calmo e esperançoso, sua própria descida ao inferno. É muito triste assistir a esse espetáculo cruel. Ao menos posso, ainda, falar a verdade neste espacinho minúsculo. Essa é a recompensa da real e total independência. Só presto contas a Deus e mais ninguém. Que Ele me permita enxergar a Verdade. (Eduardo Vieira 16/mai/2023)
No lançamento do livro Merdades e Ventiras, do Luciano Pires , com o Roberto Motta e o Paulo Ganime. Na Travessa, subvertendo as loucuras dos livreiros. 😀 image