Cada grupo social encontra sua felicidade do seu jeito, de forma única. No final, a quantidade de prazer que a vida oferece é quase igual para todos, independentemente de quem sejam.
Julian Assange apareceu no Festival de Cinema de Cannes vestindo uma camisa estampada com os nomes de 4.986 crianças menores de 5 anos que foram mortas por Israel em Gaza.
Ele também tinha as palavras "Pare Israel" escritas nas costas de sua jaqueta.
Poxa vida…
O Twitter pode ser chato, mas em meio ao ruído nazi-facista-comunista, encontro uma infinidade de assuntos intrigantes e úteis para ler. Aqui no Nostr, porém, é uma infestação de sem noção, retardados, misóginos e analfabetos funcionais, onde cada debate soa como uma nova cretinice. O que deslumbra agora são as bizarrices dos doentes mentais do reborn. Cansativo, isso. Exaustivamente cansativo. Na verdade, não gosto que me sigam ou de estranhos interagindo comigo. Que se fodam todos!
Cansada até os ossos... Que estranha é a essência de nossas palavras, tão complexas e silentes, tecendo uma trama que oculta o abismo. A vida cotidiana, um teatro macabro onde a esperança anda a sombra da morte, em uma simbiose macabra. Como podemos, com nossos corpos frágeis, reconciliar a luz da existência com a escuridão inevitável que nos aguarda no final?
Parece Carmim
de Ayalah Berg
Para ser declamado com absorvente usado em uma mão e vinho barato na outra
Com sangue desenho com meus pés frios, linhas de ferro, sombras em movimento.
Amor, venha ler minha hemorragia —
é mais honesto que teu amor.
Pintarei teu nome com meu fluxo rubro,
nas paredes do banheiro.
Assim como eu, ele escorre e é escuro,
mancha o mármore falso.
Nossas alianças são cápsulas vazias,
engolidas com sexo e desdém.
Agora sangro metáforas sombrias,
enquanto apodreces com outra também.
E quando o sangue secar como teu gozo,
restará só o cheiro da traição.
Amor? Coágulo de tempos esquisitos —
assim como nós,
imperfeições.