Ideia da Coerência - Conceito's avatar
Ideia da Coerência - Conceito
eduardoluft@iris.to
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fragmentos filosóficos ✍️ philosophical fragments https://satellite.earth/@eduardoluft@iris.to
✍️ Subjaz à ideologia da esquerda contemporânea não propriamente um holismo social, como no velho marxismo, mas uma teoria das totalidades dissipativas, uma espécie de coletivismo niilista.
Este é um fragmento difícil, complicado de traduzir. O tradutor do Amethyst se saiu mal aí. Todavia, e não surpreendentemente, tradução da perplexity me parece bem razoável. Vai na próxima nostriada.
A DIALÉTICA DO NOSTR Uma suma da ontologia dialética subjacente a este pequeno grande ensaio do G. Brander (*): "Nature's many attempts to evolve a Nostr", publicado aqui mesmo no Substack: Parece que o fiatjaf, o desenvolvedor brasileiro que esteve na origem do Nostr, encontrou um novo modo de lidar com o espaço de possibilidades na disputa evolutiva entre os protocolos, quer dizer, um novo modo de avançar pelo que chamo de quadrantes de Leibniz, os quadrantes inferiores do espaço lógico-dialético (**), e quem sabe ganhar uns bons passos à frente dos concorrentes. Vejamos. Três movimentos na evolução dos protocolos 1. Primeiro movimento: a centralização Tudo começa pela tendência a certo (às vezes grande) grau de centralização inerente ao processo de formação destes enredamentos naturais complexos em que estamos imersos. Enredamento de átomos em moléculas, de moléculas orgânicas em seres vivos, de seres vivos em ecossistemas, de pessoas em sociedades - e, também, enredamento das ferramentas de processamento e distribuição de informação na vasta internet, nosso assunto em pauta. 1.1. Máxima centralização (no espaço lógico-dialético, lá no topo do quadrante de Parmênides, máximo predomínio do Uno sobre o Múltiplo: +U/-M (estágio 1)) Vantagens (e a grande desvantagem) de uma rede altamente centralizada: estabilidade (ao menos inicial), ordem, concentração de poder (controle massivo de chaves criptográficas e de dados dos usuários) e grana para gerar mais poder e grana e crescer mais, ao mesmo tempo em que cada novo grau de centralização implica mais um grau no aumento do risco de colapso sistêmico (basta o colapso de um nó da rede, no caso o nó central, para tudo vir abaixo), ou seja, aumento da fragilidade do sistema. Exemplos de controle centralizado: Ditadura Facebook image 2. Segundo movimento: a descentralização 2.1. Descentralização inicial: uma versão ainda branda de descentralização (no espaço lógico, ainda no quadrante de Parmênides, mas quase adentrando nos quadrantes de Leibniz (+U/-M (estágio 2)). Exemplos: Oligopólio Federação email, Mastodon Descentralização dá mais flexibilidade e resiliência a choques (aleatórios ou intencionais). image 2.2. Descentralização extrema Mais um conceito do que uma realidade, já que estruturas de máxima descentralização ou máximo predomínio do Múltiplo sobre o Uno (-U/+M) são inerentemente instáveis. Exemplos Anarquismo (anomia) P2P image O predomínio máximo do Múltiplo e suas notas (diferença, variação, subdeterminação) sobre o Uno e suas notas (identidade, invariância, determinação) implica máxima desordem ou caos, ponto. 3. A mesotês O equilíbrio dinâmico entre centralização e descentralização (exploração dos quadrantes de Leibniz (+U/+M) no espaço lógico) Esta é a nova possibilidade explorada pelo Nostr, segundo o referido ensaio. Controle das chaves criptográficas pelos usuários (o aspecto de descentralização do Nostr), aceitação de algum grau de centralização nos servidores (relays) que, por outro lado, são nós centrais dinâmicos, não estáticos(***), ao terem o seu poder continuamente desafiado e limitado pela autonomia dos usuários (que podem mudar de relay a qualquer momento). image Quando vejo isto, logo penso se não haveria uma resposta semelhante aos impasses atuais em torno da centralização do poder político. Creio que deve haver alguma resposta, em algum canto do espaço lógico, ao problema da descentralização de poder sustentável no longo prazo, a ser descoberta por algum novo fiatjaf por aí :), e poderemos usufruir, todos nós, de um espaço mais amplo de liberdade sem cair na armadilha da anomia. (*) Brander tem por referência a teoria de redes. Em outro contexto mostrei por que teoria de redes é, em parte, a versão contemporânea (corrigida) da ontologia dialética desenvolvida pelo Platão tardio: (**) O espaço lógico em dialética: image (***) O problema (ontológico e ético) não é a centralização, mas a centralização extrema & estática (a cristalização do poder). OBS: As imagens foram todas feitas pelo copilot (o leitor pode conferir as imagens usadas pelo próprio Brander em seu ensaio citado acima).
A dialética marxista herdou de Hegel uma virtude importante: um olhar cuidadoso para as condições objetivas de realização do melhor, mesmo tendo uma visão distorcida da ética política.
Em ética, é melhor focar na autocoerência (no si) do que na mera alteridade. Mas esta não é a forma mais elevada ou verdadeira de manifestação do bem.
Descanso de dois dias e a descoberta de como alocar a Ideia do Belo (a Estética) no Mapa do Projeto de Sistema, e no sistema como um todo, claro. O que levou à reavaliação de outros aspectos importantes do sistema, inclusive um de implicações pesadas: liberar-se do viés para o Uno que ainda permanecia, de certo modo, na ética. View quoted note →