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Rafa Borges
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🇻🇦☧ católico e sul-mato-grossense (🇧🇷 brasileiro) | "Nós aceitamos tudo e todos, então não nos tire nada."
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rafaborges 1 month ago
Vi vídeo de um rapaz mandando a real no YouTube sobre o mercado de TI [ ], afirmando que é fim de jogo — acabou. Apontou para um cenário que é extremamente igual ao cenário de administração em 2010 e o de engenharia em 2016, e apontou o culpado: a IA. O que ele falou no vídeo é o mesmíssimo alerta de pesquisadores de diferentes áreas e com pesquisas publicadas em revistas de excelência, porém com a linguagem solipsista e empírica, coloquial, de quem trabalha na área e não é um "previlegiado" de atuar em grandes projetos. O que me espantou foi ler os comentários, pois lá haviam muitos devs negando esse fato, isso é, vemos pesquisas inteiras de STS provando que a IA está para dar fim em boa parte dos empregos dessa categoria, mesmo assim vemos sujeitos brigando com os dados e partindo para jargões de "quem é bom vai ter oportunidade sempre", como se a IA não entregasse resultado, ou com "a IA comete muitos erros", como se a IA não fosse "ensinada" e aprimorada para não cometer erros, ou então "vai precidar de mão de obra humana pra operar esses projetoa de agentes de IAs", como se esses projetos tivessem espaço e dinheiro para todo mundo e como se não pudessem também usar outros agentes de IA para isso. Muitos devs IGNORAM os dados e querem viver numa ilusão de que todo dev é indispensável. Subestimam muito a capacidade monopolizadora das grandes corporações e acreditam que só o perfil de sujeito recém formado — que entrou por dinheiro mais o incentivo de vendedores de cursos — que está ameaçado, um erro, e dessa forma não buscam um plano B. Times que precisavam de 3-5 pessoas passam a operar com 1-2, até que chegue o dia que precise de 0. Operadores de fax, telefonistas, acendedores de lampiões, leiteiros e rebobinadores de fitas VHS não existem mais, não subestimem a capacidade do tempo, do mercado, das corporações e das sociedades humanas em descartar seus feitos e seu ganha pão. Então, amigos mutuais que atuam na área, tenham um plano B desde já. Essas corporações todas (Anthropic, Open AI, etc.), que possuem contratos firmados com Estados nacionais, são concorrentes da categoria e se colocaram como auxiliares, se tornaram ferramentas indispensáveis, e dessa forma são incombatíveis, venceram a guerra já, são poucos dessa área que 1) percebem isso e 2) assumem isso. Toda grande corporação maximiza a busca por lucro e por poder, o mercado está sendo oligopolizado, trata-se de uma corrida na qual tu és incapaz de correr. Minha recomendação, pra quem é experiente há décadas: área científica. Pra quem é junior ainda: estude muito para trabalhar com hardware. Pra quem está começando uma faculdade visando atuar na área: migre.
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rafaborges 1 month ago
Levei banimento arbitrário nas redes da Meta por decorrência de uma acusação falsa imputada a mim, mandei apelação para reverem mas fui olhar fóruns para ver pessoas que passaram pelo mesmo problema e aí vi que é it's over mesmo. A grande lástima é que eu usava o Instagram para conversar com meus amigos, há amigos que só converso com eles por lá, o pior é que a revisão é feita por IA, não por pessoas. O jeito é eu permanecer no X e no Nostr. Infelizmente meus amigos pessoais não usam tanto esses dois veículos.
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rafaborges 1 month ago
Não vejo sentido na cultura do extremo anonimato em algumas redes, tal como cá no #Nostr e no Xwitter. Acho válido o sujeito ter uma conta pessoal e uma anônima, mas essa ideia de ter apenas conta anônima e não ter contas pessoais, como um >dogma<, é um pouco estranha pois vai contra a ideia de 'rede social'. Não é todo mundo que possui conta em uma rede social para criticar políticos, defender sistemas doutrinários, praticar apologética religiosa, debater, etc e etc. A rede social deveria ser vista mais como uma praça pública virtual, é o espaço que, além de ter manifestações de revolta contra governantes, também concentra a vida social da cidade. Enquanto as demais redes "sociais"/pós-sociais, centralizadas, surgiram como "praças" e se tornaram shoppings, que hoje possuem câmeras com reconhecimento facial, muros, grades e portões, com seguranças na entrada e que possuem donos capazes de expulsar clientes quando bem entenderem, o NOSTR e demais redes sociais descentralizadas são praças públicas em que os reparos e a preservação são praticados pela comunidade, sem necessidade de licitações milionárias, empreiteiras, decretos, etc e etc. O ecossistema só crescerá se beneficiar a comunidade, então é inevitável: como confiar em um produto no marketplace do ecossistema se a venda for exercida por um anônimo? Como confiar 100% nas informações de jornalistas anônimos? Como procurar um serviço, como de mecânico, de reparo, etc., se todas as contas forem anônimas? Como buscar amizades e relacionamento na cidade (evitando recorrer às festinhas, boates e demais eventos sociais já pobres e rasos na modernidade) se todos forem anônimos? São dilemas que podem ser resolvidos >provisoriamente< com uma cultura de dualidade: uma conta pública para opiniões e uma conta privada para relações de amizade e convívio, porém nisso surge outro dilema —> o humano não opera dualmente dessa forma, essas relações entre público e privado são mais conexas e indissociáveis do que cremos ser. É certo que o sistema de gorjeta por lightning (zaps), por exemplo, futuramente dificultará a imersão de novos usuários pois a tendência é dos governos banirem o BTC (tal como a China fez agora) para os Estados e o C.O. usufruírem do BTC na ilegalidade, com isso o NOSTR se torna marginal. Daqui um tempo ter uma conta pessoal não fará sentido, porém jogar o NOSTR para a condição de "rede política de resistência" é uma forma de combate ao NOSTR, e os governos já fazem isso — salvo engano foi um ministro de Uganda que tratou o NOSTR como uma ferramenta política em discurso, citou também o Bitchat. Então daqui uns anos é bem provável que os devs passem a lidar com o dilema de manter o NOSTR como ferramenta antipolítica eficaz e de tornar o NOSTR mais "social" do que político, considerando que o "antipolítico" é uma forma de "político" pela ciência política.
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rafaborges 1 month ago
Sobre o Frei Gilson e os ataques de feministas contra o sacerdote, o seguinte —> a linguagem de discurso sempre carece de explicitação sobre os mundos originais da linguagem usada, pois o discurso é pastoral e direcionado aos católicos. Explico: o termo "empoderamento" é, para a lógica moderna e secular, distinto do "empoderamento" no mundo das tradições e das cosmologias profundas, principalmente do nosso mundo católico, que compreende a origem do poder com base no sobrenatural — o poder erguido pela mentira é um falso poder, mesmo cedido pelo preternatural sem a participação de Deus (Mt 4:8–10), pois é um poder efêmero e com dívidas a serem pagas eternamente frente a Deus (condenação). Para o mundo da modernidade, o "empoderar" é crer que o ser é capaz de conseguir poder por si, é o olhar foucaultiano das "relações de poder" com base nos termos da modernidade, sem uma metafísica >explicitada< e tornando o humano pivô dos cursos da realidade (lógica liberal), enquanto, para o mundo das tradições, esse "empoderar" secular é apenas um equívoco, pois é uma busca por agência que desconhece — ou busca anular o conhecimento sobre — a origem sobrenatural do poder legítimo. Evidentemente, na cosmovisão católica, esse "empoderamento" moderno não condiz com a Lei e os ensinos de Deus, não só aos cristãos, a mesma cautela com o "empoderamento" há nas demais tradições religiosas monoteístas abraâmicas.
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rafaborges 1 month ago
Em Gyn/Ecology (1978), Mary Daly afirma que o patriarcado define a mulher como ontologicamente impura, assim responde atribuindo ao masculino institucional uma esterilidade constitutiva, os homens descritos como "supremamente estéreis, infinitamente impotentes", cuja única produção possível é a morte (Cap. 7). A feminista acusa a dominação masculina de ser “ginocida”, para ela, o gênero homem é uma ameaça à existência feminina. Shulamith Firestone argumentou em A Dialética do Sexo (1970) que "o objetivo final da revolução feminista não deve limitar-se [...] à eliminação dos privilégios masculinos, mas deve alcançar a distinção mesma de sexo" (Cap. I). Cabe uma pergunta, duas feministas radicais entre muitas, Daly e Shulamith Firestone, são devidamente combatidas nos meios feministas (de militância ou intelectual)? Não tenho visto, na verdade, o oposto, é bem nítido a inserção subliminar do pensamento na nova fase da revolução gradual do feminismo institucional.
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rafaborges 1 month ago
Está insuportável ver vídeos no YouTube e no Instagram, quiçá também em TikTok e afins (não uso). Em tudo podemos perceber roteiros gerados por IA generativa. Sempre há aquela estrutura de negação seguida de afirmação e de tentativas de definir sem aprofundar. Cada vez que vejo algum eu termino de ver tendo a impressão de que só perdi meu tempo.
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rafaborges 1 month ago
Agora percebi que o Yakihonne melhorou muito desde a última vez que o usei.
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rafaborges 1 month ago
No momento estou coletando insights que tive sobre a distribuição de agência por parte do protocolo, este como um affordance, entre muitos outros. São conceitos que há anos atrás, quando eu propagava o NOSTR para amigos, eu não conhecia. Pude conhecer no ano passado. Por certo, estive um tempo distante cá do NOSTR, pois passei a estudar mais a fundo. Minha área é sociologia porém intersectada demasiadamente com antropologia, meu foco será, a partir de agora, entender os rumos e projetar cenários futuros. No momento estudarei a infraestrutura humana de usuários do ecossistema NOSTR.
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rafaborges 1 month ago
Como escrevi hoje, pretendo escrever artigos futuramente sobre NOSTR, porém com base em uma pesquisa empírica voltada ao comportamento de usuários. Trata-se de uma pesquisa no campo da STS anthropology e cybersociologia, mais adiante poderei mostrar um esboço de projeto de pesquisa, que como eu afirmei em um comentário, será uma Pesquisa Aberta, então todos os dados coletados, como depoimentos, entrevistas (estruturadas ou semiestruturadas), artefatos coletados e etc. serão disponibilizados no GitHub e no NostrHub.
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rafaborges 1 month ago
De fato, o único problema cá do Nostr é o nichamento, mas é um dilema, ou isso é uma rede social de nicho ou a ralé chega até cá (orkutiza).
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rafaborges 1 month ago
Jumble é insuperável mesmo, volto a usar e vejo superioridade.
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rafaborges 1 month ago
Não gostei que no meu feed no Ditto aparece só notas minhas.