# Celebridade de esquerda que atua como ministro.
Aqui meus nobres nostrileiros segue alguns tópicos sobre Luís Roberto Barroso, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que é uma figura tendo frequentemente atraído os holofotes da mídia, seja por suas decisões judiciais, declarações públicas ou participações em eventos nacionais e internacionais. Contudo, sua aparente afinidade com a exposição midiática levanta questionamentos sobre a adequação desse comportamento para um ministro do STF, cuja função exige sobriedade, imparcialidade e discrição. Este texto analisa criticamente essa tendência de Barroso, argumentando que, embora a comunicação pública possa ser legítima, sua busca por visibilidade muitas vezes ultrapassa os limites do que é apropriado para um magistrado de sua posição, comprometendo a percepção de neutralidade essencial a Corte.
Um dos principais pontos de crítica reside na frequência com que Barroso se manifesta em espaços midiáticos, muitas vezes em tom que sugere engajamento político ou pessoal, em vez de uma postura técnica e reservada. Por exemplo, sua declaração no 59º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em julho de 2023, de que “nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia”, foi amplamente vista como uma manifestação de parcialidade política. Tal frase, proferida em um evento de cunho político, não apenas alimentou acusações de ativismo judicial, mas também gerou reações de parlamentares que ameaçaram pedidos de impeachment, apontando que o ministro estaria exercendo “atividade político-partidária”. Para um juiz do STF, cuja legitimidade depende da percepção de imparcialidade, declarações desse tipo são problemáticas, pois sugerem alinhamento ideológico e podem erodir a confiança na Corte.
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https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2023/07/13/barroso-e-hostilizado-em-evento-da-une-e-reage-nos-derrotamos-o-bolsonarismo.ghtml)[](https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2023/07/13/barroso-e-hostilizado-em-evento-da-une-e-reage-nos-derrotamos-o-bolsonarismo.ghtml)
Além disso, Barroso parece cultivar uma imagem pública que o coloca como uma figura acessível e progressista, o que, embora positivo em outros contextos, pode ser inadequado para um ministro do Supremo. Sua participação em eventos internacionais, como o Fórum Econômico Mundial em Davos e seminários em universidades como Yale e Harvard, reforça sua projeção como um “intelectual global”. No entanto, essa exposição constante, somada a comentários sobre temas sensíveis como regulação da internet e combate à desinformação, muitas vezes soa mais como uma agenda pessoal do que como a expressão de um consenso judicial. Essa postura contrasta com a discrição esperada de um magistrado, que deveria evitar ser percebido como uma “celebridade judicial”, termo usado pela revista *The Economist* para criticar a visibilidade excessiva de membros do STF, incluindo Barroso.
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Luís Roberto Barroso – Jurisdição Constitucional e Debates Públicos
Outro aspecto preocupante é a relação de Barroso com a imprensa. Ele já declarou considerar a mídia um pilar essencial para combater desinformação, mas também sugeriu que ela deve “criar um conjunto de fatos comuns” para orientar a opinião pública. Essa visão, expressa em artigo publicado no *Estadão*, foi criticada por implicar que a imprensa deveria alinhar-se a uma narrativa específica, o que é incompatível com a pluralidade de perspectives esperada em uma democracia. Além disso, sua reação a críticas da mídia, como no caso da resposta à *The Economist* em abril de 2025, foi interpretada como uma tentativa de controlar a narrativa sobre o STF, revelando intolerância a questionamentos legítimos. Um ministro do Supremo deveria estar acima de embates públicos com a imprensa, mantendo uma postura que preserve a autoridade da Corte sem parecer defensiva ou personalista.
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https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/04/20/barroso-rebate-criticas-da-economist-e-defende-atuacao-do-stf.ghtml)
Por fim, a exposição midiática de Barroso, embora muitas vezes justificada por ele como uma forma de aproximar o STF da sociedade, pode ter o efeito oposto. Ao buscar uma linguagem acessível ou participar de eventos de grande visibilidade, ele corre o risco de transformar o Supremo em um palco de disputas políticas, em vez de um bastião de imparcialidade. Como o próprio Barroso reconheceu em seu livro *Sem Data Vênia*, ao tornar-se ministro, ele passou de “estilingue” a “vidraça”. Contudo, sua insistência em manter um perfil midiático sugere que ele ainda não assimilou plenamente as implicações dessa transição. Para um ministro do STF, a discrição não é apenas uma virtude, mas uma exigência funcional, e a busca por holofotes, mesmo que motivada por boas intenções, compromete a credibilidade da instituição que ele representa.
Em suma, a tendência de Luís Roberto Barroso de cortejar a mídia, embora reflita sua personalidade comunicativa e seu desejo de engajar a sociedade, é inapropriada para um ministro do STF. Suas declarações polêmicas, sua presença constante em eventos de alto perfil e sua relação ambígua com a imprensa alimentam a percepção de parcialidade e ativismo, enfraquecendo a imagem de neutralidade que o Supremo deve encarnar. Para preservar a legitimidade da Corte, Barroso deveria adotar uma postura mais reservada, permitindo que suas decisões judiciais, e não suas aparições públicas, falem por si.
Coloquei um print sobre essa celebridade.
