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Asdf
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Asdf 1 year ago
O fato tem existência no tempo e no espaço; o conceito só existe quando pensamos. Mario Ferreira dos Santos, Convite à Filosofia
Asdf 1 year ago
Define what can be defined.
Asdf 1 year ago
Open problem: the number of topologies on a finite set.
Asdf 1 year ago
Leibniz Sir Isaac Newton says, that Space is an Organ, which God makes use of to perceive Things by. But if God stands in need of any Organ to perceive Things by, it will follow, that they do not depend altogether upon him, nor were produced by him.
Asdf 1 year ago
There should be a #nostr client called Schizophrenia. Nothing would be more appropriate.
Asdf 1 year ago
Que encontro de talentos!
Asdf 1 year ago
Afirmo ao senhor, do que vivi: o mais difícil não é um ser bom e proceder honesto; dificultoso, mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até no rabo da palavra. João Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas Essa passagem me pega. Onde você quer chegar? Quais são seus planos? O que você deseja? Esse seu livro é sobre o quê? Não sei. Nunca soube. Temo nunca saber.
Asdf 1 year ago
Já apaguei todas as minhas notas algumas vezes no #nostr porque tenho problemas mentais. É interessante, e de certa forma previsível, que as notas apagadas ainda apareçam em alguns clientes. O @Ronald Robson comentou numa nota que eu havia apagado há mais de um mês! Isso mostra que o que você publica aqui, permanece.
Asdf 1 year ago
Vejam Cem Anos de Solidão na Netflix. Estou mandando. Quem não obedecer será punido com a ignorância de uma obra de arte.
Asdf 1 year ago
O latim é muito conciso. Por exemplo, Pedicabo: no cu vou meter Como no seguinte poema iâmbico de Catulo:
Asdf 1 year ago
Toda minha admiração para João Angelo Oliva Neto. Quem faz um livro como esse pode morrer em paz. image
Asdf 1 year ago
Em Trópico de Capricórnio, Henry Miller escreve Quando chegou a época de minhas férias — que eu não tirava havia três anos, tão ávido estava para fazer da empresa um sucesso! — tirei três semanas em vez de duas e escrevi o livro sobre os doze homenzinhos. Escrevi-o direto, cinco, sete, às vezes oito mil palavras por dia. Pensei que um homem, para ser escritor, tinha de escrever pelo menos cinco mil palavras por dia. Pensei que devia dizer tudo de uma vez — num único livro — e desabar depois. Eu não sabia nada sobre a escrita. Me caguei de medo. Mas estava decidido a varrer Horatio Alger da consciência norte-americana. Acho que foi o pior livro já escrito por alguém. Era um tomo colossal e cheio de defeitos do princípio ao fim. Mas foi meu primeiro livro e me apaixonei por ele. Se tivesse dinheiro, como Gide, eu o teria publicado às minhas custas. Se tivesse tido a coragem de Whitman, eu o ofereceria de porta em porta. Todos a quem o mostrei disseram que era terrível. Exortaram-me a desistir da ideia de escrever. Tinha de aprender, como Balzac, que é preciso escrever volumes antes de assinar um deles. Tinha de aprender, como logo fiz, que se deve desistir de tudo e não fazer mais nada além de escrever, escrever, escrever, escrever, mesmo que todos no mundo nos aconselhem contra isso, mesmo que ninguém acredite na gente. Talvez a gente insista exatamente porque ninguém acredita; talvez o verdadeiro segredo esteja em fazer as pessoas acreditarem. Que o livro fosse inadequado, cheio de defeitos, ruim, terrível, como diziam, era simplesmente natural. Eu tentava fazer no começo o que um homem de gênio só tenta no fim. Queria dizer a última palavra no começo. Era absurdo e patético. E depois continua: Hoje, quando penso nas circunstâncias em que escrevi aquele livro, quando penso no material esmagador ao qual tentei dar forma, quando penso no que esperava abranger, dou-me tapinhas nas costas. Dou-me nota dez. Orgulho-me do fato de haver feito dele um fracasso tão miserável; se houvesse conseguido, eu seria um monstro. Às vezes, quando reviso meus cadernos de anotações, quando vejo só os nomes daqueles sobre os quais pensei em escrever, me dá vertigem. Cada homem vinha a mim com um mundo seu; vinha a mim e o descarregava em minha escrivaninha; esperava que eu o pegasse e pusesse nos ombros. Eu não tinha tempo de fazer um mundo meu: tinha de permanecer fixo como Atlas, meus pés nas costas do elefante e o elefante nas costas da tartaruga. Perguntar em cima do que ficava a tartaruga teria sido loucura.