- Tem certeza, Quincy?
- Tenho
- Já contou pro Michael?
- Ele fez a lista dele, eu tenho a minha.
- Ok. Vamos levar todo mundo pra sala e gravar.
- Antes pega essa faixa e coloca no lado B.
ce n'est pas une critique
Eu assisti ao último Missão Impossível. Na verdade eu assisti a todos os filmes da franquia. Não de uma vez... mas desde o primeirão lá em 1996 estava lá no cinema prestigiando o Brian de Palma.
Foram 8 até agora, mas pela recepção da tDead Reckoning parte dois, esse deve ser o último. Bem vindo ao INSS, Tom.
Escrevo essas mal traçadas linhas apenas para celebrar o meu apreço pela bagaça. Foram anos de perseguições, tiro, porrada, bombas (sendo o Missão II a maior delas) entregando bom entretenimento. Valeu, galera.
Mas embora eu tenha criado a teoria que o público ia ao cinema de verdade para ver se o Tom Cruise morria tentando uma acrobacia geriátrica, gostaria de destacar o aspecto que mais me pegou ao longo desses anos. Já vai acabar, calma.
Ethan Hunt recebia a missão, a mensagem se autodestruia em segundos e ia ele com uma equipe resolver o problema que afinal, não era tão impossível assim. A verdadeira missão, essa sim é impossível. Para ele e para nosotros.
Ao engajar o time, o Ethan absorvia mais uma tarefa. Proteger a galera. Gente boa como era (spoiler) ele não queria que seus amigos (família?) sofresse as consequências que deveriam ser apenas dele. Para mim (me encaminhando para o final, excelência) essa é o verdadeiro plot submerso (spoiler) em todos os roteiros da franquia: Trazer outras pessoas para viver a sua trajetória tem consequências. O destino é pessoal e intranferivel... no máximo a gente recebe dos céus alguém para ouvir as nossas queixas e aventuras.
- Vamos lá. Larga essa carreira e vem comigo.
- Mas e a minha vida, Ethan?
- What? Estou oferecendo aventura, casa, comida e roupa lavada? Como assim a sua carreira? Vem que eu te protejo.
- ah, Tom. Sai fora..
Mesmo com boas intenções (cuidado com elas) pô, Ethan Hunt! proteger todo mundo, salvar o mundo e a si mesmo ao mesmo tempo?...dureza, my brother.
Na minha cabeça oca essa sempre foi e sempre será a nossa missão impossível.
Roberto, eu escrevi uma sinopse de um filme sobre a sua jornada de descoberta da fé e como está sendo equilibrar isso com ser o maior artista popular da história do Brasil. Me procure na Rio2c. Ah, o título da película é esse aqui.