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npub1pvuu...hnsl
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Por volta dos meus 18 anos, ainda crente e devoto, com especial afeto à filosofia e sem qualquer medo de ser confrontado, me deparei com a primorosa obra de Baruch Espinosa, Tratado Teológico-Político. Ainda não foi isso q me tornou ateu, mas me afastou completamente da visão vulgar da divindade e das religiões em geral para me tornar um crente com uma visão espinosiana.
Uma das coisas que vale destacar na obra de Tolkien, dentre tantas outras, são os fundamentos das nobres virtudes compartilhadas pelos mais honoráveis personagens. Uma delas é a sinceridade. Os livros sugerem q uma pessoa q não mente dificilmente é enganada, e isso parece ter algum fundamento. Eu tenho cá meus fundamentos para a apologia da sinceridade, mas essa de que uma pessoa sincera é mais difícil de ser enganada foi nova. Uma pessoa sincera tem sempre a si como referência, o q de certa forma torna institivo sentir um comportamento "estranho", enquanto o mentiroso não terá a mesma possibilidade, já que a mentira não lhe é estranha. Sempre que dois nobres conversam na obra há um notório cuidado para que nenhuma palavra leviana seja usada, e os segredos mais sensíveis não são omitidos sem a devida escusa e justificativa, o que geralmente é prontamente compreendido pelo interlocutor. image